quarta-feira, agosto 23, 2017

Cronograma Semana da Pátria 2017 - Escola e Família – Semeando Paz e Amor



Cronograma Semana da Pátria 2017
Escola e Família – Semeando Paz e Amor

Do dia 29 de agosto ao dia 03 de setembro o caminhão do Sesc irá atender as escolas municipais, estadual e comunidades, com oficinas: jogos motores, cognitivos, cooperativos, construção de brinquedos, capacitação de professores, teatro e cinema na Praça da Bandeira.

Sábado – 02/09 – Feira da Família na Praça – Artesanatos, produtos orgânicos, produtos coloniais, barracas do CDL e Feira de livros.
8:30h Caminhão do Sesc
9:00h – Abertura da Feira

Segunda-feira – 04/09 – Abertura da Semana da Pátria
9:00h – Apresentação da Fanfarra na Praça da Bandeira
9:30h – Abertura da Semana da Pátria nas escolas com hasteamento da Bandeira e execução do Hino da Independência.
9:45h – Contação de histórias – Projeto Sesc – Educação Infantil
10:00h – Início do Projeto de Educação Física – Vaquinha Parada

Terça-feira – 05/09 – Atletismo Escolar no Parque de Exposições – Futsal e Voleibol no Ginásio Rogerão
8:30h – Início das competições das turmas do matutino – Parque de exposições
8:30h – Início dos jogos - Ginásio Rogerão
9:00h – Início do Projeto de Educação Nutricional – Biscoitinho de Cebola
13:30h – Início das competições das turmas do vespertino – Parque de exposições
13:30h – Início dos jogos - Ginásio Rogerão

Quarta-feira – 06/09 – Apresentação da Fanfarra nas Escolas Municipais
9:00h – Apresentação da Fanfarra e ensaio do Desfile Cívico na E.B. Passo da Limeira
10:30h – Apresentação Da Fanfarra e ensaio do Desfile Cívico na E.R. Balcino Matias Wagner
14:30h – Apresentação da Fanfarra e ensaio do Desfile Cívico na E.B. Passo da Limeira
16:00h – Apresentação Da Fanfarra e ensaio do Desfile Cívico na E.R. Balcino Matias Wagner

Quinta-feira – 07/09 – Desfile Cívico
08:00h - Caminhadas e Corridas
08:45h – Premiação
09:15 – Apresentação Cultural e Artística
09:45 - DESFILE CÍVICO



35 anos de formados - Turma 1982


No sábado passado aconteceu um encontro muito especial.
A turma de 1982 se reuniu pela primeira vez e comemorou os 35 anos de sua formatura. 
Tive o prazer de participar desse reencontro e ver as crianças, os adolescentes de dentro de cada um virem a tona e celebrarem esse reencontro, cheio de boas lembranças. 
Eles compartilharam muitas experiencias juntos, aprenderam a ler, escrever, formaram amizades, viajaram... ouviram as mesmas músicas, tiveram o mesmo estilo de roupa e penteado... 
Trinta e cinco anos é bastante tempo, mas no sábado pareceu que o tempo não tinha passado e estavam todos ali, um dia depois da excursão, dançando as mesmas músicas e se divertindo como era de costume.

A seguir uma poesia, escrita pela minha mãe (uma das alunas da turma) e um vídeo, produzido a partir de fotos que contam um pouco da história dessa turma. 


Nós – Eu e vocês

A cidade era a mesma
A estrada de terra batida
Os carros passavam, a poeira ficava
A natureza florescia faceira
O rio com muito mais água, clarinha
E muito mais fundo
Só cortado por uma ponte, alta e bem pretinha

Foi nesse lugar que tudo aconteceu
E uma grande amizade nasceu
As casas modestas de madeira
Com cercas moldando a frente
Cheio de coloridas trepadeiras

Numa escola aconchegante
Com corredores gigantes
E cheirinho de merenda gostosa
Onde brincadeira de roda acontecia
No pátio cheio de crianças a brincar
Com alegria, dividindo uma infância sadia
Uns a Dona Doralice ensinava,
outros a Dona Eunice encantava

O tempo foi passando...
Outros professores, outras salas
Só a gente não se largava
Continuávamos juntinhos
Brincando, sorrindo, sonhando acordados
Correndo ao vento animados
Não imaginávamos que aquela escola
Seria passado e palco de muitos sonhos realizados

Já grandinhos, a década era dos anos 80
Dos embalos musicais
A discoteca animava os casais
Dançando a frente bem compassadinho
Cada um com seu grupinho

Os cabelos em grandes volumes
Nada de alisamentos
o permanente cacheado, fazia a moda do momento
Calças marcando a cintura
Nada de saint-tropez
Tudo coladinho no corpo no veludo Cotelê

Foi nessa época marcante
Que a amizade se fortalecia
Juntos de mesma idade uns jovens faziam a diferença
pelas ruas da cidade

A lanchonete do Cação
Bem na frente da escola
Quem não disfarçou
Comprar um lanchinho,
Enquanto saia o troco
Se roubava um selinho

A pracinha da Bandeira
De selinho entendia bem
Foi debaixo da figueira
Os primeiros beijos também

Como esquecer das serenatas
Cheias de canto e calor
Era na soleira da janela “as declarações de amor”

Quanta coisa bem romântica!
Que vivemos e sentimos
Com gestos tão sublimes
demonstrando tanto de nós
Inexequível o arrepio, as pernas tremendo
Enquanto os olhos transmitiam
O que o coração ia dizendo
Nós vivemos um tempo
Onde tudo era verdade
O olho no olho impedia a falsidade

Quem não lembra da “Detalhes”
Lanchonete do Tunico
Ali temos lembranças de como nos divertimos
Mesinhas lá fora, contornando o corredor
Ao lado o ponto de táxi
A conversa ficava boa...
A cantoria tbem
Quanto mais se bebia, mais se cantava bem!
Muitas risadinhas, recadinhos pra valer
Mas caia a noite, a gente aborrecia
Pois aos pais ainda se obedecia

Ahh! Se o muro da escola falasse!
Huuuum! Com certeza iria dizer:
Onde vão esses jovens, sem a diretora saber?
A gente pulava sim...
De que jeito eu não sei!
Uns puxavam os outros
Sem nem um barulho fazer
Alguns caiam do outro lado
Chegavam a se ralar
Mas tudo em silencio
Não podia reclamar
A risada abafada;
com as mãos na boca;
E os olhos a lacrimejar.

Se fugia da escola
Pra em alguma festinha ir
Bastava um vitrola a tocar
Que a festa começava a rolar

Tudo era tão simples
Se era tão feliz!
Alguns ficavam na sala
Sem coragem de ir

Mas era só brincadeira não
Tinha prova sim
E quando vinha o N.A.
Soava como um trovão
Mas a gente se virava
Todos se ajudavam
Se fosse preciso na recuperação
Outra prova aparecia
do amigo do lado ou de trás
Que escrevia no cantinho da folha:
Coloque seu nome e entrega e me passe a sua vazia

São lembranças de um tempo
Que não voltará jamais!
Aquela nossa viagem
Lá pelas praias do sul
O que foi aquilo?
Sonho, magia, encanto no meio de alegria
Era tudo o que se via

O mar sem fim
Noite cheia de estrelas
Uma areia quentinha
Um céu bem azul
Sem se ver o infinito
Correndo praia afora a gente ia indo
Carregado de esperando
E o rosto sempre sorrindo

Só olhando as fotos
Já da para se perceber
A gente foi tão feliz...
Sem nem ao menos saber

É amigos, vivemos tantas coisas
Que mal posso recitar
Pois escreveria muito sobre nós
E não conseguiria acabar
Pois amizade não tem pontuação
Não existe ponto final
Pois não acabou ainda
Voltamos a nos encontrar
Foi apenas alguém dar um toque
E todo mundo respondeu
Parecia na verdade que só adormeceu
Um sentimento tão lindo que nunca morreu
Prova disso estamos aqui
Mostrando que essa amizade sempre há de existir!
  

Autora: Sandra Mello

Vídeo:

segunda-feira, agosto 21, 2017

II ENCONTRO TRIP MONTANHA - PEDRA BRANCA


Por Manuella Schutz Mariani

Antes de começar meu relato, registro aqui o quanto é difícil, porém uma honra estar no blog da Carol, afinal esse blog é incrível e merece bons textos. Obrigada Carol pelo espaço!
Há um tempo venho participando de trilhas, sempre com um grupo, cujo nome saiu de uma brincadeira: “Só para os fortes”. O grupo é muito familiar e de amigos, pode-se dizer que 99% deles, são Alfredenses.
Sou aluna de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina e sempre que posso faço alguma matéria sobre a trilha que realizo e isso vem me encantando cada dia mais. Foi aí que conheci o grupo Trip Montanha, o maior do sul do Brasil que reúne os amantes de trekking.
Anos atrás pude conhecer a Pedra Branca com a família, mas desta vez eu queria produzir algo para o telejornal que participo, então tive a oportunidade de ir com o Trip Montanha novamente na Pedra Branca, em Alfredo Wagner.
Cheguei no local marcado no sábado à tarde, o pessoal já estava com as barracas montadas e assistindo as palestras oferecidas no local. Essa parte achei muito interessante, principalmente a de primeiros socorros, sobre como fazer fogo ou cuidar de algum ferimento na trilha. Quem gosta de caminhar por aí, precisa de aulas assim, recomendo!
Entre uma palestra e outra, as pessoas confraternizavam e trocavam experiências. A noite foi chegando e o céu não estava estrelado, o que me preocupou. Eu não dormi no local, como meus pais moram em Alfredo Wagner, voltei e dormi em casa. Por volta das 5h  da manhã meu celular desperta e nesse momento confesso que dá uma vontade de continuar dormindo, mas eu sabia que era passageiro.
Embarquei no fusca junto com meu companheiro e cinegrafista amador, o Rafael. O trajeto levou 1h do centro de Alfredo até a Pedra Branca e muitas porteiras pra abrir. Mas enquanto isso o dia foi amanhecendo e a gente foi curtindo a paisagem e ouvindo um CD de música bem gaúcha… relíquias do meu pai deixada no fuscão (quem ainda usa CD?). Bom, e nessas horas o sol ainda não dava as caras.
Chegando no acampamento, a nossa guia Vanessa apitava demasiadamente para o pessoal que estava atrasado, precisávamos partir.
Todos à postos, foto registrada, começamos a trilha.
E aí nos primeiros metros já começa o efeito “cebola”, todos começaram a tirar os casacos, pois a subida exigiu força. Nessa subida havia muitas pessoas, de diversos locais. Eu achava que era a única que não conhecia ninguém, mas aos poucos percebi que não era.
Quanto mais subíamos, mais eu perdia esperanças de ver o sol. O tempo ficava mais úmido, o cabelo molhado a temperatura baixando. Apesar disso, ainda acreditava que poderia me surpreender, pois na primeira vez que fui, o tempo pregou essa peça. Infelizmente desta vez, não foi possível.
De certa maneira foi um aprendizado, de que eu pude ir além do convencional, testar novas oportunidades e me surpreender com meu físico. A galera era super animada, então o tempo ruim não era problema.
Fizemos um lanche na montanha e logo descemos. O Renan e Vanessa criaram um espaço lá no cume onde guardam um livro de registros, achei muito interessante. Outra coisa fofíssima que aconteceu, foi a companhia de uma cachorrinha levada na mochila por um casal… em certos momentos eu queria estar no lugar dela.

Enfim, o evento foi bem organizado, cheio de bom humor, entusiasmo e o tempo apenas seguiu sua ordem natural… na próxima se ajeita.


Como eu não me chamo Carol Pereira e não tenho essa habilidade das crônicas e boa memória, prefiro deixar o vídeo que produzi e aí quem sabe eu consigo te mostrar como foi o Segundo Encontrão do Trip Montanha.


sexta-feira, agosto 18, 2017

Quem são esses integrantes da Fanfarra?

A história da fanfarra da E.E.B. Silva Jardim  remonta praticamente aos primórdios da fundação desta instituição de ensino, ou seja, a mais de meio século. Inicialmente, tinha como integrantes apenas os estudantes. Atualmente, é composta por alunos, ex-alunos e amigos da escola. Você consegue identificar os integrantes dessa formação? Década de 70. 




terça-feira, agosto 15, 2017

Entre a Mole e a Joaquina um pequeno paraíso!


Muitos moradores da Ilha de Santa Catarina nem sabem que a Praia do Gravatá existe. O nome se dá por causa da planta que está por toda parte da praia, que tem uma pequena extensão de areia de cerca de 60 metros – entre a Praia Mole e a Praia da Joaquina. Uma placa da escola Parapente Sul marca a entrada da trilha, na Estrada Geral da Barra da Lagoa, na altura da antiga boate Latitude 27.
Enquanto as praias mais conhecidas se enchem de turistas procurando as belezas e encantos que só a capital catarinense tem a oferecer, poucos sabem que é entre esses movimentados balneários que ficam cantos “escondidos”. Para chegar até eles, é preciso uma caminhada para chegar a excelentes cenários para fotografias e contato com a natureza.
A caminhada é curta e fácil, mesmo com o início sendo uma subida. Chegando ao topo do morro encontra-se o ponto utilizado para os saltos de parapente, que colorem o céu da Praia Mole. Basta descer para chegar à Praia do Gravatá, onde existe uma pequena colônia de pescadores. Segundo biólogos, ao amanhecer é possível encontrar lontras na praia. Estes carnívoros, que comem basicamente peixe, formam uma colônia na Praia do Gravatá, mas já foram bastante caçados por pescadores, que espalhavam armadilhas pelo local. Chegando ao costão, na Ponta do Gravatá, pode-se avistar parte da Praia da Joaquina e da Praia Mole.
Informações
Nível de dificuldade: fácil.
Atrativos: lontras, vista panorâmica, praia, Mata Atlântica.
Tempo: 30min.
Início: Estrada Geral da Barra da Lagoa, entrando na trilha da Parapente Sul.
Fim: Ponta do Gravatá.
Principal dificuldade: Entrada da trilha coberta por mato.

Como chegar: Ir até a trilha para Rampa de Parapente.

domingo, agosto 13, 2017

Qual a praia mais linda e cheia de encantos da Ilha de Santa Catarina?


Uns dizem que Florianópolis tem 42 praias. Outros afirmam que são cem. O que importa é que a ilha oferece opções para todos os turistas. Ao Leste, o point é dos surfistas e da paquera que rola solta nas praias Mole e da Joaquina. No Norte estão as concorridas praias Brava, também reduto do surf; e Jurerê Internacional, com "paradores" - como são chamadas  as barracas de praia -, bares e boates. A garotada endinheirada faz a festa no por do sol em casas como P12 e Posch. Já ao Sul, as rústicas vilas de pescadores atraem quem busca paz, sossego e bons restaurantes como os das praias de Pântano do Sul e Ribeirão da Ilha. Mas para você, entre as listadas abaixo, qual a praia mais linda e encantadora de Florianópolis? 

EU ODEIO O DIA DOS PAIS



Sim, meu título é puro egoísmo, odeio o dia dos pais pois nunca mais terei o meu perto de mim.
Estava aqui reunindo nossas fotos, não são muitas... mas tem desde a primeira comigo pequenina, até a do nosso último dia dos pais juntos.
Não são tantas fotos, pois nossa história nem sempre foi um mar de rosas. Meu pai era alcoólatra e enfrentamos muitos problemas devido a isso. Muitos mesmo, e por isso pessoas que acompanharam essa época de perto ou ficam sabendo como era me perguntam... “Mas tu sempre fala tão bem do teu pai!”. E eu falo mesmo, pois ele foi um ótimo pai, principalmente depois que deixou de beber e pode mostrar para seus filhos quem realmente ele era.
Um pai presente em todos os momentos da minha vida, nos meus aniversários, formaturas... Um pai rigoroso, cheio de “leis” e que fez o melhor que podia para eu e para meus irmãos.
Um pai que demorei a compreender e a saber lidar, mas que se tornou um grande amigo.
É difícil lembrar de você e conseguir não chorar.
Lembrar do seu cheirinho depois do banho, sempre cheirando a muito sabonete ou do seu cheio de graça quando chegava do trabalho.
Como não lembrar do seu macacão azul?
Da sua bicicleta Capitu ou da sua moto?
E o seu assovio? Sempre quando ouço um parecido eu ainda olho, na esperança de ser você!
Quando passo na frente da sua casa ainda gostaria de te ver na janela, só me esperando passar.
Eu gostaria de poder tomar chimarrão contigo, andar pelo interior, ouvir suas histórias da Camargo...
Gostaria de te contar sobre meus sonhos e ter você ao meu lado em minhas conquistas.
Dói muito pensar que nunca mais vou te ver ou ouvir sua voz. Aliás, eu tenho medo de um dia esquecer da sua voz, então fico lembrando, lembrando, para tentar manter ela viva na minha memória.
O que me deixa muito feliz é quando encontro algum amigo seu e ele me conta uma história sua, algo que viveu contigo. É como se naquele momento você ainda estivesse vivendo aquilo e eu estivesse na plateia vendo a cena. Vendo meu pai viver. Fiquei sabendo que tu já dançaste com macacos e que já ias lá nos Soldados muito antes de eu me apaixonar por aquele lugar, e também que tu eras um roubador de beijos e que não beijou mais gente porque não quis. =P
Tu eras adorado por todo mundo pai e eu fico muito orgulhosa ao saber isso!
O dia dos pais é apenas um dia como outro qualquer, mas nele a saudade de ti aumenta muito. Tenho inveja de todo mundo que pode abraçar e beijar seu pai.
Ainda tínhamos tanto para viver juntos, eu ainda poderia aprender muito contigo meu Tabinha.
Eu me arrependo muito de não ter aproveitado mais momentos contigo, mas eu nunca imaginei que fosse te perder tão cedo.
Te amo pai!

Faliz dia dos pais, pois onde quer que estejas mereces, pois tu foste um bom pai para mim, para o Henrique e para o Felipe. Sentimos sua falta. 

sábado, agosto 12, 2017

Fortaleza de São José da Ponta Grossa, a ponta terrestre do triângulo de defesa da Ilha de Santa Catarina


A Ilha de Santa Catarina possuía um sistema defesa composto por três fortalezas que formavam um triângulo na entrada da Baía Norte, para proteger o território contra possíveis invasores. Duas delas estão localizadas em ilhas e só podem ser acessadas de barco: a Fortaleza de Sânto Antônio de Ratones, na ilha de Ratones, e a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, na ilha de Anhatomirim. A terceira encontra-se no norte da Ilha de Santa Catarina a 25km do centro de Florianópolis e pode ser acessada facilmente de carro, ônibus ou a pé.
A Fortaleza de São José da Ponta Grossa começou a ser construída em 1740, segundo projeto original do Brigadeiro Silva Paes, funcionando como um dos vértices do sistema triangular de defesa da Barra Norte da Ilha de Santa Catarina. No Século XVIII, contava com três baterias de canhões, armadas com 31 peças de artilharia, que lá se achavam por ocasião da invasão dos espanhóis, ocorrida em 1777, tendo sido praticamente abandonada e depredada após esse episódio histórico. Em 1938, a Fortaleza foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e, em 1992, após a sua restauração, passou a ser gerenciada pela Universidade Federal de Santa Catarina. Em conjunto com a Bateria de São Caetano, construída posteriormente a leste da fortaleza, é palco de um dos mais belos cenários arquitetônicos e paisagísticos da Ilha de Santa Catarina. A Fortaleza localiza-se entre as praias do Forte e do Jurerê.


ingresso para visitar o interior da fortaleza custa 8 reais a inteira e 4 reais para estudante. O horário de t a alta temporada (janeiro e fevereiro), das  9h às 12h e das 13h às 19h. Minha sugestão é combinar o passeio  com uma visita à Praia do Forte, conhecendo primeiro a fortaleza e depois relaxando o resto do dia na beira do mar.
A visita à fortaleza permite conhecer todos os ambientes, começando pelo pátio principal, onde estão localizados os canhões e guaritas, e que possui um belo visual panorâmico. O passeio também inclui a capela, a casa do comandante, o quartel da tropa e o paiol de pólvora. No interior do edifício há algumas salas de exposição. A primeira contém objetos antigos encontrados em escavações no interior e arredores da edificação, como louças e peças de decoração. A segunda narra a história do local através de murais e fotos. E a terceira exposição mostra a renda de bilro, um artesanato típica da cultura açoriana, com a presença rendeira tecendo as rendas ao vivo.
Um pouco mais sobre a história da Fortaleza
Estrategicamente situada no alto do Morro da Ponta Grossa e emoldurada pela beleza dos costões e pelas areias da Praia do Forte, São José configurava no século XVIII o terceiro vértice de um sistema triangular de defesa, formado ainda pelas Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones. 
Esse sistema devia proteger a Barra Norte da Ilha de Santa Catarina das investidas estrangeiras – principalmente da Espanha – e consolidar a ocupação portuguesa no sul do Brasil setecentista. 
Sua construção teve início em 1740, tendo sido concluída, aproximadamente, quatro anos após essa data. Para completar a defesa de seu flanco leste, foi construída em 1765 a Bateria de São Caetano, localizada junto à Praia de Jurerê, distante 200 metros da Fortaleza. 
Segundo historiadores, a Fortaleza de Sâo José não foi efetivamente utilizada no ponto de vista bélico, nem mesmo durante a invasão espanhola de 1777. Após esse período, o sistema de defesa entrou em descrédito e São José passou a ser progressivamente abandonada à sua morte. 
Em 1938, quando foi tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), a Fortaleza encontrava-se já completamente arruinada. No final do século passado, os jornais já denunciavam a apropriação indevida de pedras, tijolos e outros materiais da Fortaleza para a construção de moradias pela população local. 

Apenas nas duas últimas décadas São José veio a sofrer intervenções de restauro. Em 1977, por iniciativa do SPHAN, foram realizadas obras de consolidação emergencial de alguns trechos da muralha, na Casa do Comandante, na Portada e restauração parcial da Capela. Em 1987, ao ser cadastrada como sítio arqueológico protegido por lei federal, foram realizados os primeiros trabalhos de prospeção arqueológica por técnicos do SPHAN/Fundação Pró-Memória, e que tiveram sequência em 1990 com a equipe do Museu Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina. 
Finalmente, em 1991/92 no âmbito “Projeto Fortalezas”, São José teve a maioria de seus edifícios restaurados.


15 Trilhas para quem ama aventura e visita a Ilha de Santa Catarina



Para quem ama aventuras a Ilha de Santa Catarina é uma boa pedida. A natureza exuberante guarda caminhos sem igual! Existem trilha dos mais variados níveis de dificuldade que sem dúvida, levarão os visitantes a paisagens ficarão para sempre em sua memória.

Trilha Barra da Lagoa até Galheta
Nível de dificuldade: médio.
Atrativos: vista panorâmica, praia, Mata Atlântica, patrimônio histórico, casarios, inscrições rupestres, rio, fonte d’água.
 Tempo: 2h.
Início: Logo após a ponte sobre o Canal da Barra.
Fim: Praia da Galheta.
Principal dificuldade: Alguns trechos desaparecem sob a vegetação.
Como chegar: Subir à direita, logo após à ponte.
Atenção: A trilha deve ser feita com um guia.

Trilha Ilha do Campeche
Nível de dificuldade: médio.
Atrativos: quatis, vista panorâmica, praia, mata atlântica, passeio de barco, restaurante, inscrições rupestres.
Tempo: Entre 01h e 2h30 – Dependendo da trilha e das condições físicas do visitante.
Início e Fim: Praia da Enseada.
Principal dificuldade: Alguns pontos podem estar escorregadios por causa da umidade.
Como chegar: Os barcos saem diariamente da Praia da Armação. Da Praia do Campeche e Barra da Lagoa, variam conforme o período do ano.
Aviso: As trilhas são pagas e só podem ser feitas com acompanhamento de um Monitor Ambiental.

Trilha Naufragados
Nível de dificuldade: fácil.
Atrativos: vista panorâmica, praia, fonte d’água, Mata Atlântica, passeio de barco, restaurante, patrimônio histórico.
Tempo: 50min.
Início: Ponto final da linha Caieira da Barra do Sul.
Fim: Praia dos Naufragados.
Principal dificuldade: Sem dificuldades.
Como chegar: Seguir pela trilha que começa no ponto final da linha Caieira da Barra do Sul.

Trilha Ratones até Lagoa da Conceição
Nível de dificuldade: fácil.
Atrativos: Lagoa, vista panorâmica, passeio de barco, jacaré-de-papo-amarelo, Mata Atlântica.
Tempo: 30min.
Início: Na Estrada Geral de Ratones, na localidade do Canto do Moreira.
Fim: Costa da Lagoa, próximo à Praia do Sul.
Principal dificuldade: Subida íngreme.
Como chegar: Seguir logo após o Canto do Moreira.

Trilha Cachoeira da Solidão
Nível de dificuldade: fácil.
Atrativos: cachoeira, rio, praia, fonte d’água, Mata Atlântica, restaurante.
Tempo: 15min.
Início: Praia da Solidão.
Fim: Cachoeira da Solidão.
Principal dificuldade: Sem dificuldade.
Como chegar: Logo após à ponte, na direção da Praia do Saquinho, subir à direita.

Trilha Poção do Córrego Grande
Nível de dificuldade: fácil.
Atrativos: cachoeira, rio, fonte d’água, Mata Atlântica.
Tempo: 20min.
Início: Rua Sebastião Laurentino da Silva, próximo ao ponto final da linha Córrego Grande.
Fim: Poção do Córrego Grande.
Principal dificuldade: Sem dificuldade.
Como chegar: A partir do ponto final da linha Córrego Grande, subir pela rua Sebastião Laurentino da Silva até a entrada da trilha, que fica à direita.
Aviso: Do Poção para frente não existe mais trilha. A caminhada segue por dentro do córrego e a presença de aranhas torna-se comum, aumentando muito o grau de dificuldade.

Trilha Lagoa do Peri até Ribeirão da Ilha
Nível de dificuldade: difícil.
Atrativos: lagoa, jacarés, vista panorâmica, cachoeira, rio, praia, fonte d’água, Mata Atlântica.
Tempo: 3h30min.
Início: SC-406, na entrada da Pousada Alemdomar.
Fim: SC-401, no Ribeirão da Ilha.
Principal dificuldade: Extensa.
Como chegar: Seguir até o final da rua da Pousada Alemdomar.
Aviso: A trilha só pode ser feita com um guia.

Trilha Praia do Gravatá
Nível de dificuldade: fácil.
Atrativos: lontras, vista panorâmica, praia, Mata Atlântica.
Tempo: 30min.
Início: Estrada Geral da Barra da Lagoa, entrando na trilha da Parapente Sul.
Fim: Ponta do Gravatá.
Principal dificuldade: Entrada da trilha coberta por mato.
Como chegar: Ir até a trilha para Rampa de Parapente.

Trilha Caminho da Costa
Nível de dificuldade: médio.
Atrativos: lagoa, vista panorâmica, cachoeira, rio, praia, fonte d’água, Mata Atlântica, passeio de barco, restaurante.
Tempo: 4h.
Início: Final da Estrada Geral do Canto dos Araçás.
Fim: Praia do Saquinho.
Principal dificuldade: Extensa.
Como chegar: Seguir em frente, após o final da Estrada Geral do Canto dos Araçás.

Trilha do Morro das Aranhas
Atrativos: Praia, vista panorâmica, mata fechada, fontes d’água, inscrições rupestres, costões.
Grau de dificuldade: Médio. Caminhada com pontos de desníveis, exigindo apoio das mãos. Muitas subidas e descidas, pedras, lama e trechos de mata fechada. É importante ficar atento aos desníveis e costões íngremes.
Extensão: 2.200 metros.
Tempo de percurso: 1h.
Início e Fim: A trilha pode ser feita por dois locais: pelo Costão do Santinho a trilha inicia em frente ao Museu ao Ar Livre Costão do Santinho e termina na praia do Moçambique. Já pela Praia do Moçambique, a trilha inicia no fim da praia e termina no costão do Santinho.
Tipo de Terreno: A trilha contém muitos trechos com pedras, subidas e descidas com mata rasteira e gravatás. Também existem trechos alagados e lameados.
Principal dificuldade: Subida e descidas íngremes. Pedras, trechos com lama e mata fechada.
O que imprescindível: Levar água, utilizar roupas leves, tênis e bagagem com pouco peso.
Graduação para Bicicletas: Não é recomendado fazer a trilha de bicicletas. A trilha possui muitos trechos íngremes e rochosos, com risco de queda.
Como chegar: Para chegar na Praia do Santinho de ônibus é preciso pegar a linha Ingleses no terminal do Tican (terminal integrado de Canasvieiras) e descer no canto sul da Praia, próximo ao Resort Costão do Santinho. Já para ter acesso à trilha pelo Moçambique é preciso pegar a linha Costa do Moçambique no Tican (Terminal integrado de Canasvieiras).

Trilha dos Macacos
Nível de dificuldade: difícil.
Atrativos: lagoa, vista panorâmica, Mata Atlântica, macaco-prego, jacaré-do-papo-amarelo, quati, fontes d’água, passeio de barco.
Tempo: 3h
Início: Estrada Geral da Vargem Grande, próximo às últimas casas da Comunidade Santo Daime
Fim: Costa da Lagoa, entre as praias do Saquinho e do Sul
Principal dificuldade: Trilha praticamente abandonada e com bifurcações
Como chegar: Na Comunidade Santo Daime, pouco antes de um campo de futebol, segue-se à direita, no sentido Vargem Grande-Rio Vermelho

Trilha Ecológica do Rio Vermelho
Visitação: De terça a sexta, das 9h às 16h, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h. De terça a sexta as visitas ocorrem a cada 30 minutos, sendo dada prioridade para escolas e outros grupos previamente agendados. Nos finais de semana as visitas ocorrem a cada 30 minutos. O parque atende até 650 pessoas por dia a fim de minimizar o estresse dos animais.

Trilha Lagoinha do Leste
Nível de dificuldade: difícil.
Atrativos: lagoa, vista panorâmica, praia, fonte d’água, Mata Atlântica.
Tempo: 2h e 50min.
Início: Costão direito da Praia do Matadeiro.
Fim: Pântano do Sul, na rua Manoel Pedro de Oliveira.
Principal dificuldade: Extensa, subida íngreme.
Como chegar: Seguir em frente, a partir do costão direito da Praia do Matadeiro.

Trilha Monte Verde até Costa da Lagoa
Nível de Dificuldade: difícil.
Atrativos: lagoas, fonte d’água, vista panorâmica, Mata Atlântica, passeio de barco.
Tempo: 2h.
Início: Rua do Marfim, no bairro Monte Verde, próximo ao Clube de Caça e Pesca Independente.
Final: Costa da Lagoa, na Vila Verde.
Principal dificuldade: Extensa, trilhas secundárias e subida íngreme.
Como chegar: Seguir em frente, a partir do final da Rua do Marfim.
Aviso: A trilha só pode ser feita com um guia.


Trilha Praia do Saquinho
Nível de dificuldade: difícil.
Atrativos: vista panorâmica, praia, Mata Atlântica.
Tempo: 2h30min.
Início: Costão direito da Praia da Solidão.
Fim: Ponta do Pasto.
Principal dificuldade: Extensa.
Como chegar: Do costão direito da Praia da Solidão, seguir na direção da Praia do Saquinho.
Aviso: A trilha só pode ser feita com um guia.


Se você é iniciante, veja o que é necessário para garantir o sucesso da caminhada.
O que vestir
Roupas leves, de preferência fibras naturais, como o algodão, que evitam a transpiração excessiva. Nos pés, um calçado confortável. Botas de caminhada são sempre a melhor opção.
Em trilhas mais fáceis, roupas de cores claras são ideais, pois não absorvem tanto calor. Nas mais complicadas, no meio do mato fechado, é melhor usar cores fortes, que facilitam a identificação em caso de se perder.
O que levar
Leve uma boa mochila, resistente e que se adapte a seu corpo, para não prejudicar a postura.
Cantil para água. Se não tiver, leve garrafa plástica (pode amassar para não tomar muito espaço), mas não se esqueça de trazer de volta. Sempre se informe se há ou não fontes de água na trilha.
Leve lanterna sempre.
Kit de primeiros socorros (as drogarias vendem kits prontos).
Alimentação
No dia anterior a uma trilha, é importante comer carboidratos – pão, macarrão, raízes e tubérculos.
Leve alimentos não-perecíveis, como granola, frutas desidratadas e sanduíches leves e bem embalados. Não carregue alimentos que não suportam muito calor ou umidade.
Não cometa o erro de levar mais comida do que o necessário (trilheiros de primeira viagem costumam comer mais na trilha do que em um restaurante).
Para recompor a energia durante a caminhada, o ideal são barras de cereais ou banana seca. Banana e laranja, ricas em potássio, são as frutas mais indicadas para os trilheiros. Entre as vantagens, ajudam a evitar cãibras.
Para beber, água ou isotônicos. Leve comprimidos para descontaminar águas não-confiáveis no meio do caminho, à venda em drogarias, ou hipoclorito de sódio, na proporção indicada na embalagem.
E mais
É bom ter cuidado com animais peçonhentos (cobras, aranhas, escorpiões), que, ao contrário da lenda, não têm esta ou aquela época para aparecer.
Use botas, já que quase 90% dos casos de picadas atingem o tornozelo. Olhe onde pisa e ande fazendo barulho, isso afasta os animais. Dê uma olhada no link de primeiros socorros para saber como agir em caso de acidente.
Quando estiver em dúvida quanto ao caminho, escolha o que tiver mais marcado. Evite trilhas secundárias.
Não deixe nada pelo caminho. Se você conseguiu levar a mochila cheia, pode muito bem trazer seu lixo de volta.