terça-feira, dezembro 30, 2014

50 linhas de 2014

Tentar definir um ano em algumas linhas não é uma tarefa fácil mais vou tentar. Esse não foi o ano de minha vida, mas certamente algumas coisas que aconteceram nele vão ser lembradas por mim até o final de meus dias e muitas delas me farão sorrir de orelha.
Neste ano que está chegando ao fim eu ganhei uma afilhada que é a copia da pessoa que mais ano na vida, a Sophia é linda e é cara da vó Neli;
Em 2014 realizei algo que queria fazer a muito tempo e para minha surpresa foi ainda melhor do que eu esperava. Aos trancos e barrancos estamos aí!
Visitei 4 países esse ano, dois deles pela primeira vez;
Exercitei muito o meu inglês em minha segunda vez em New York;
Comecei a gostar do vinho de Buenos Aires;
Conheci a famosa cerveja mexicana;
Andei sozinha pela capital Paulista;
Saltei de parapente e meu apaixonei por mais um ângulo do Rio;
Iniciei meu mestrado e quase me descabelei de tanto estudar;
Enfrentei muita “maresia” no Uruguay;
Eu vivi uma copa no Brasil, ou, pelo menos a metade dela;
Sofri muito com sete gols da Alemanha e foi difícil viver isso na casa do Suarez;
Conheci o El Pony Pisador;
Comi muita sardinha e muito sushi nas terras do pampa sem fim;
Conheci pessoas maravilhosas esse ano, gente que certamente fará parte de minha vida daqui para frente;
A Candida não foi;
Virei por um mês e meio a mania do “like no youtube”;
Fui a regente mais babona de todos os tempos e vivi muitas alegrias junto com os nossos três terceirões;
Criamos uma rádio no Whats, cheia de paródias e diversão;
Existiu uma disputa pela presidência do clube “I hate Carol Pereira Club” e eu tenho algumas revelações que podem deixar a disputa ainda mais acirrada e as participantes com ainda mais ódio;
Eu disse algumas vezes a frase “Ela é duas vezes melhor que eu” mesmo sabendo que é uma inverdade;
Recebi  pela segunda vez o Prêmio Professores do Brasil, do MEC, o que me fez ainda mais apaixonada pela educação;
Fui madrinha de casamento duas vezes, e resolvi rever o cronograma e adiantar meu casamento em um ano, o que me fez ter menos tempo para encontrar meu homem;
Choveu muito na minha horta, mas sou difícil – ou chata;
Minha convivência com meus irmãos ficou muito mais próxima;
Morri de amores e suspirei de paixão;
Ri demais de um saleiro;
Não cumpri minha meta e esse ano li apenas 8 livros;
Pesquisas revelam que em 2014 continuo tendo a vó mais gostosa de todo o mundo;
O ano seria muito bom, mas nem tudo são flores e vai doer lembrar de uma certa avaliação que de construtiva não teve nada e destruiu não só minha alto estima mas também meu coração;
O final do ano foi difícil, mas um mês não pode apagar o brilho dos outros 11 e assim será.
Que 2015 seja um ano ainda melhor do que este que está em seu último dia.
Que meu sorriso seja fácil;
Que eu seja mais esperta e saiba em quem confiar;
Que eu tenha ainda mais momentos daqueles que me fazem sorrir só de lembrar;
Que continue tendo meus amigos ao lado;
Que tenham muita saúde, paz e amor todos que quero bem;
Que 2015 seja melhor do que a encomenda e seja maravilhoso para todos nós.
A gente tem que sonhar senão as coisas não acontecem! E eu sonho muito!






domingo, dezembro 28, 2014

Rádio dos Regentes lindos - Textos

Durante esses últimos meses tivemos uma convivência muito intensa, foram churrascos, praia, parque aquático, encontros no recanto, pizzas, banhos de água e litros e mais litros de vodka... com toda essa vodka a sua rádio do coração terá que relembrar alguns dos momentos marcantes de todos esses nossos encontros. Começando pela praia... o que teve?


Teve gente bêbada andando pela rua e dando vodka para os mendigos

Teve o Duka da malhação em uma versão menos bonita
Teve soldado
Teve o marreta a meio mastro
Teve Eduardo no telhado
Teve fuka dando banho no Sagui
Teve o batmam batendo uma... bom pra mim não
Teve o gordinho gostoso
Teve gente beijando por entre as grades do portão
Teve Marreta taradão
Teve a mãe do Cauan ligando pra saber se ele ainda não tinha se afogado
Teve a tatuagem de Popeye das gurias e aquela coisa que desenharam nas costas do Vitor
Teve macarronada
Teve o Juninho encoxando dona Rose

Teve Marreta vomitando a macarronada
Teve Marreta mergulhando de cabeça e
Teve Marreta de cuequinha branca
Teve Fuka sendo Fuka e fazendo fiasco com os foguetes
Teve Eduardo achando que panela velha é que faz comida boa sendo o terror da terceira idade
Teve som durante toda a madrugada
Teve gente que não ouviu os conselhos do bial e trocou de pele uma semana depois
Teve o cara do Crack engolindo o copo de plástico na praia
Teve o seu Alesandro dançando a pereca suicida

Teve tanta coisa que algumas delas vamos censurar e as levaremos apenas na memória... cenas que certamente serão revividas em nossas lembranças cada vez que agente quiser lembrar de um final de semana onde fomos plenamente felizes.

Continuando nossa sessão nostalgia, vamos para o salto das águas... onde mais algumas cenas marcantes entram para a história.
Eu poderia me referir a Celiane pagando peitinho, a bunda branca do seu Alesandro, a Carol usando um tombo no tobogã para justificar as caipirinhas de antes do almoço, mas as duas imagens que marcaram nosso sábado foram:
1 – Jack fazendo borbulhas de amor dentro da piscina com a garota de Bom Retiro e ...
2 - a foto da protuberância traseira de nossa querida amiga Rosemari, “The goldem Pirikiti”... a bundinha mais conhecida do Whats App de Alfredo Wagner. Toda a equipe da Rádio agradece a Paparazzi Natalia, por essa bela imagem. Obrigada


Seguindo a ordem cronológica chegamos ao nosso churras seguido de balada do Quevedo. O aviso de não se embriagar não serviu nem para os regentes. Dane-se se nas fotos alguns ficaram com cara de bêbado, tínhamos que aproveitar um de nossos últimos eventos juntos. Depois ainda teve um after\before lá na casa do Bruno, o que contribuiu para o nível de álcool aumentar e muita gente não conseguir ir para a balada. Na balada teve dança do acasalamento e bem se via que o amor estava no ar pois os pombinhos Carlos e Ana resolveram trocar saliva e dançarem juntinhos ao palco. #Lovesintheair!



Na festa proporcionada pelos regentes mais queridos, pelos amigos de turma, patronesse e paraninfa teve de tudo.
Teve professora descendo até o chão
Teve gente fazendo novamente a dança do acasalamento

Teve gente sangrando
Teve Policia
Teve Bruno bravo pela primeira vez na vida
Teve Paredão
Teve gente sumindo e voltando disfarçado depois
Teve Funk, sertanejo e até música de corno
Teve vídeo que fez todo mundo chorar e uma saudade que antes mesmo do fim chegar já estava apertando o coração.


Para fechar com chave de ouro esse onze anos – para alguns um pouco mais, não é mesmo minha gente? – ainda tivemos o baile! O melhor baile de todos os tempos! A banda podia até ter um nome estranho mas foi super boa! O pastor mandou lubrificar, o Eduardo não achava as taças, teve quem se enrolou nas mangueiras e dessa vez a dança do acasalamento quase terminou em coito, o after não teve carne, depois não teve grelha e no final não teve gente... dançamos no palco, cantamos, nos abraçamos e realmente não poderia ter sido melhor.
Apesar de ser um ano tumultuado, de gritos, lágrimas e tormento foi um ano maravilhoso que passamos ao lado de vocês, que agora deixaram de ser nossos alunos e se tornaram nossos amigos! Ver a emoção nos olhos de vocês na colação fez com que a gente sentisse que nosso dever foi cumprido, não só como regentes, mas como professores. O terceirão 2014 é uma turma maravilhosa, cheia de peculiaridade e que que tem um lugar guardado dentro do coração de cada um de seus regentes. Parabéns e que a vida continue cruzando os nossos caminhos.
 




sábado, dezembro 27, 2014

Terceiro Ano Inovador

Há uma verdade universal que todos precisamos aceitar... querendo ou não.
Tudo acaba algum dia.
Mesmo tendo esperado muito por este dia, eu nunca gostei de finais...
O último dia do verão...
O último capítulo de um bom livro...
Despedir-se de um amigo próximo....
Mas finais são inevitáveis.
As folhas caem.
Você fecha o livro.

Diz adeus.
Hoje é um desses dias para nós.
Hoje dizemos adeus a tudo que era familiar, a tudo que era confortável.
Estamos seguindo em frente.
Mas mesmo ao estarmos partindo para o futuro, para o resto de nossas vidas, isso dói...
Há pessoas que fazem tanta parte de nós, que estarão conosco haja o que houver.
Elas são nosso chão... nossa Estrela Polar...e as vozes em nossos corações que estarão conosco... e assim será!
Vocês estão fechando um ciclo, um dos melhores de suas vidas. Foram anos convivendo, aprendendo a conhecer o outro apenas pelo olhar. Aqui, ou lá na Limeira vocês conheceram pessoas que irão fazer parte de suas vidas para sempre, mas jamais voltarão a viver com tanta intensidade essa amizade como a viveram aqui.
Como professora foi uma experiência maravilhosa conviver com vocês. Não apenas por ser a primeira turma na qual lecionei – cobaias- ou por terem trabalhado no meu projeto mais bem sucedido, alias, meu não, o nosso projeto Conhecendo Alfredo Wagner, mas sim por terem me escolhido para representa-los e fazer parte desse dia tão especial ao lado de vocês.
Todos vocês sempre terão um lugar especial em meu coração. Eu sempre vou lembrar do Jack, que estava no meu TOP 3 de alunos mais chatos da escola e hoje me enche de orgulho por ter se tornado um bom aluno, dedicado, responsável e quase sempre educado.
O Marcos Gabriel na sexta série queria se motorista de caminhão, depois passou por uma fase onde seria médico e agora está convicto que fará parte da nova geração de cerealistas bem sucedidos da cidade e eu acredito nisso, pois ele tem potencial.
Como não lembrar do Gabriel pequeninho? Sempre foi muito bonitinho, mas precisou de uns “puxões” de orelha para entrar nos eixos, mas não foi uma missão impossível, hoje além de bonitinho ele ainda é um bom aluno.
O Saulinho da Deta. Desde sempre falando em cavalos, em rodeio e sonhando com o dia em que eu vire sua dinda. Se revelou no jornal que fizemos esse ano, com bons textos e dedicação, apenas reforçando a minha certeza de que o que lhe falta é vontade, mas que na faculdade essa vontade vai se manifestar e quem sabe teremos um doutor Saulo.
O Samuel pegou férias mais cedo, mas continua em nossos corações.
Agora vamos falar um pouco das garotas.
Tem a Ataline, que também conheci pequenina pelos corredores da escola, usando óculos e já tendo uma letra linda. O tempo passou e ela passou a arrasar corações, fazendo garotos se estapearem na saída dos transportes. Muito inteligente, esforçada, dedicada, responsável e inteligente também é uma grande aposta para o futuro!
A Tati eu conheço desde de bebe, é a filha do Cidi do seu Osilino e como diz a minha vó “como ta grande essa guria”, pois é, ela também ta se formando e será professora. Fiquei muito feliz ao ajuda-la a fazer a inscrição para a faculdade. Espero que você encontre em sua carreira alunos tão especiais quanto os que eu encontrei.
A Illana! Bom eu não sei por quais cargas d’agua ela vivia falando que era igual uma formiga, aquelas tanajuras. É muito difícil a gente ver ela sem ter um sorriso no rosto. Além de ser uma ótima aluna, ainda tem um excelente gosto musical, o que é muito raro hoje em dia.
A primeira vez que eu vi a Giovana eu estava usando uma roupa linda, vermelha e isso marcou a memória dela – eu jamais lembraria. Ela foi aluna da minha mãe e hoje é uma de minhas melhores alunas, reunindo todas as qualidades que os professores desejam. É uma garota de sorte, pois são raras as pessoas que tem a oportunidade de ter duas professoras desse porte em sua vida escolar! Eu e minha mãe;
Na vida sempre acabamos nos identificando mais com algumas pessoas e não são escolhas racionais, são por afinidade, por convivência, por coração e você Elaine, nessa sala é essa pessoa para mim. Apesar de você ter esse gênio do cão, eu gosto pra caramba de você e espero te ver como arquiteta um dia. Espero também que você lembre do que estou falando agora e me dê um bom desconto, pois precisarei fazer o quarto do Pedro e da Olivia.
Foi um ano tenso. Cheio de alegrias, discussões, decepções, mas acima de tudo amizade. A sala pode ter o clube do bolinha, o grupinho dos CDFs ou os garotos que não saem do celular, mas todos juntos formam o Terceiro ano Inovador. A minha turma!
Parabéns por finalizarem esse ciclo. Me orgulho de vocês e se precisarem de qualquer coisa eu ainda continuarei naquela sala ao lado da secretária e ficarei muito feliz em poder ajuda-los! Vocês sempre serão “Os meus alunos”.



quinta-feira, novembro 20, 2014

Dia de turista

2 º Dia

No segundo dia tivemos palestras pela manhã e depois fomos liberados para passear pela cidade. O dia foi simplesmente um máximo, cheio de pontos turísticos incríveis.

Para iniciar o dia de turismo que tal atravessar a Ponte do Brooklyn a pé? Foi o que fizemos! Nós e metade dos turistas que estavam em Manhattan aquele dia, pois a ponte estava lotada, tinha de tudo, desde turistas típicos daqueles que dão um passo e param para uma foto até ciclistas em meio a uma competição. No meio de tudo isso tinha até mesmo um casal de japoneses com trajes de casamento posando para um fotógrafo, uma loucura.
Minha relação com a travessia da ponte tem como maior empecilho o vento, que teima em soprar sem parar e fazer com que em todas as minhas fotos eu pareça uma alucinada com os cabelos bagunçados, mas recomendo o passeio a todos.

Ao chegarmos do outro lado da ponte nosso destino foi o Brooklyn Bridge Park, um lugar maravilhoso com uma vista surpreendente. De lá pode-se ver Manhattan, a estátua e toda a beleza da Brooklyn Bridge. O dia estava lindo o que rendeu ótimas fotos, inclusive, como sou uma regente babona de “Terceirão”, tirei uma foto lá com a camiseta da minha turma, pra mostrar que até em New York penso neles.
O parque é muito agradável e tranquilo. De lá pegamos um ferry até o Midtown. Estava meio impaciente para barcos – acho que por ter passado algumas horas fazendo um tour ao redor da ilha em 2013 – mas até que foi rápido e deu para contemplar a paisagem sem perder muito tempo.
Para o almoço tínhamos nos programado para ir ao 230 fifth – nesse momento já passava das 3 da tarde - mas como eu estava com a camiseta da minha turma precisava trocar de blusa e para isso fizemos uma parada para um Chopp, usar o banheiro e trocar de roupa. O local escolhido foi o Bar Rua, um pub irlandês super charmoso que fica na 3th avenida.

Roupa trocada, finalmente chegamos ao 230 fifth.  É um bar/restaurante no topo de um edifício na Fifth Avenue, um dos melhores rooftops de NY. A vista do roof para o Empire State torna este lugar por si só incrível. A bebida não é barata, assim como a comida. Mas vale muito a pena conhecer pelo local, o bar é sofisticado e a vista é das melhores. Vale a pena. Li alguns comentários sobre a noite e o local se tornar uma balada, mas não ficamos até esse ponto. Comemos uma batata frita e tomamos um vinho, o que achei super legal foi eles disponibilizarem uns roupões vermelhos de pelúcia para os clientes, devido ao frio.

Como estávamos praticamente o dia todo só com a batata do 230 fifth fomos até o Eataly para jantar. O lugar é um mercado fechado, onde é possível comprar frutas e outros alimentos, além de utensílios de cozinha, ele faz com que a gente se sinta na Itália – mesmo sem nunca ter estado lá, como é o meu caso rsrsrs. Lá também há restaurantes, como o de petiscos (queijos e frios), de massas, de crepe e muitos, mas muitos vinhos. O mercado não é muito grande, mas vale a pena tanto pela comida quanto pelo ambiente.
Do Eataly pegamos um táxi até a Times! Não tem um lugar onde você se sinta mais em New York do que na Times Square: muita gente, muitas luzes, vários idiomas, é a verdadeira energia da cidade.

Resultado das andanças do dia: fui obrigada a comprar um tênis e trocar de sapato no meio da rua, pois meus pés não aguentaram a maratona.


Dia perfeito! 

quarta-feira, novembro 19, 2014

Voltando a New York


1º Dia
Voltar a New York era um sonho longe de se tornar realidade, mas existia.
Eu sempre pensava que demoraria alguns anos, mas certamente voltaria a por meus pés na Big Apple e isso acabou se tornando realidade muito mais rápido do que eu imaginei. Fui para New York participar de um simpósio de educação de um programa chamado Education for the future.  Aprendi bastante no seminário, foi muito proveitoso, mas como meu blog não é de educação vou dar mais ênfase aos pontos turísticos que visitei nessa minha segunda vez em New York.
Como não se apaixonar por essa cidade?  Se da primeira vez foi uma paixão avassaladora dessa vez virou amor. I love New York.
Agora tenho duas viagens distintas. Na de 2013 tudo era novo e eu estava afoita a conhecer tudo o que podia – o que não acho errado – já na deste ano eu tive que aprender a ser paciente, esperar e aproveitar ao máximo os momentos que tinha para turismo, afinal, eu estava lá para estudar e não para turistar. Outra diferença crucial entre as duas viagens foram às refeições, se na viagem de 2013 eu comia só no MC na deste ano eu me deliciei em ótimos restaurantes e tomei muitos vinhos.
Deu para estudar, aprender coisas novas e turistar, mas não nego que era bem complicado ter que prestar atenção nas palestras sabendo que NY estava atrás daquelas paredes me esperando.
O primeiro dia foi longo... e complicado. Fui para a Universidade de Columbia e as palestras giravam em torno de computação e jornalismo, tudo voltado para a educação.
Columbia é uma das oito universidades da Ivy Leagues - instituições de maior prestígio científico nos Estados Unidos -, as outras sendo Harvard, Princeton, Yale, Pensilvânia, Cornell, Dartmouth e Brown. A escola foi fundada no ano 1754 como King's College (Colégio do Rei). Poder estar em um lugar tão prestigiado quanto esse foi uma experiência maravilhosa e com certeza agregará algo a minha vida profissional.
Eu vinha de duas noites sem dormir praticamente nada, estava cansada e embora o fuso fosse de apenas duas horas eu não tinha tomado café da manhã e estava faminta. Devo admitir que tinha algumas dificuldades de concentração, mas era a fase de adaptação. Fomos almoçar quase às 3 da tarde (vale ressaltar que seriam 5 da tarde no Brasil) e eu estava prestes a desmaiar. Ah, preciso dizer também que os cardápios eram impossível para o meu inglês, logo nesse primeiro acabei comendo um sanduiche de Lula. Isso mesmo, de lula e para minha surpresa era surreal. Uma delícia!
Nesses primeiros dias ficamos hospedados no Brooklyn. Preciso comentar sobre o lugar onde ficamos. Sabem aquelas casas típicas do Brooklyn? Uma encostadinha na outra, em estilo Brownstone? Pois é, era bem assim. Em uma rua linda, super arborizada e com uma vizinhança típica do Brooklyn. Eu me sentia no seriado Everybody Hates Chris. Ficar em uma lugar assim permite com que a gente se integre mais com o local onde estamos, além disso tínhamos também um carro a nossa disposição, que podíamos usar para o que precisássemos, logo eu me sentia uma típica americana! 


sexta-feira, novembro 14, 2014

Buenos Dias em Buenos Aires

Descoberta do ano: é possível comer bem em Buenos Aires. A visita de 2010 até a capital argentina me fez ter a impressão de que não era possível ter uma refeição decente na cidade, porém percebi que eu estava muito enganada. Em dois dias e meio por lá devo ter até engordado, foi um festival gastronômico e conheci uma das melhores carnes do mundo.

Candida não veio. Minha viagem para Buenos Aires se deu por conta de um Simpósio para o qual ganhei uma bolsa integral para participar – daqueles com todas as despesas pagas, passagens, hospedagem, alimentação, inscrição... – e antes de ir para New York, cidade onde o simpósio aconteceu, fizemos uma parada em Buenos Aires, para organização e algumas instruções. Do Brasil foram duas selecionadas, eu e Candida... porém, a Candida não foi, mas só descobrimos isso no aeroporto, depois de 3 horas de espera. Não foi muito legal e me senti bastante insegura, mas no final deu tudo certo e tive como companheiros dois argentinos, Jualis e Beatriz. 
Dessa vez fiquei hospedada em Palermo. O bairro Palermo é enorme e bastante arborizado, repleto de parques. Descobri que pelo seu tamanho, foi dividido em várias áreas - Viejo, Soho, Hollywood, Chico, Las Cañitas. Eu fiquei no Palermo Hollywood em uma espécie de flat com uma arquitetura bem moderna. Um encanto.

Na primeira noite fomos até um restaurante Japonês chamado Osaka. O restaurante faz uma mescla entre a culinária japonesa e a peruana e o resultado é maravilhoso. O preço é um pouco alto, mas vale muito a pena se você quiser desfrutar de sushis diferentes dos habituais - com novos sabores - atendimento de primeira e um ambiente lindo. Não fizemos uma reserva com antecedência e por isso acabamos comendo no balcão do bar, mesmo assim foi uma boa experiência e valeu para ter certeza de que o restaurante merece uma nova visita em futuras viagens. O Osaka também possui uma excelente carta de vinhos.
No outro dia pela manhã tivemos uma reunião, onde algumas instruções sobre o programa Education for the future e sobre o Simpósio na Universidade de Columbia foram repassadas. Depois fomos almoçar e desfrutei de uma das melhores carnes da minha vida. Comi o corte mariposa – quase morri ao ver o tamanho da carne, era gigante e não consegui comer nem 1/3, apesar de ter sobrado tanto o sabor era incrível, chego a ter água na boca só de lembrar.
A tarde fomos passear pelo centro. Fomos de metro até uma estação próxima a Plaza de Mayo e tiramos aquelas fotos clássicas em frente à Casa Rosada – finalmente consegui uma foto digna em frente a sede do governo argentino. Fazia 30 graus em Buenos Aires naquela tarde e um passeio tranquilo pela plaza, desfrutando das sobras das árvores e da brisa fresca que soprava era uma ótima opção. Após passarmos algum tempo por ali, fomos até o Obelisco, outro destino certo dos turistas que querem conhecer a capital argentina. Impossível visitar o Obelisco e não lembrar da primeira vez que estive em Buenos Aires, acompanhada por meus amigos em 2010. Foram tantas “indiaradas” e gargalhadas que não tem como não ter o sonho de repetir a dose acompanhada deles.
Café Tortoni – O café foi fundado em 1858 e é um dos cafés mais antigos da cidade, símbolo de Buenos Aires e do tango, por toda essa fama nem sempre o cardápio nem sempre apresenta preços tão atrativos, mas vale a pena conhecer. Uma vez li em um artigo que o Café Tortoni está para Buenos Aires assim como a Confeitaria Colombo está para o Rio de Janeiro e o Café Brasilero para Montevideo, não sei se é verdade, mas gostaria de dizer que conheço os três. Cof Cof. Entre os principais frequentadores do Tortoni estiveram o escritor Jorge Luis Borges e o ícone do tango Carlos Gardel. Uma das atrações do local são as estátuas dos dois artistas. No Tortoni tomamos apenas um vinho branco e jogamos conversa fora. Sim, tomei muitos vinhos nessa viagem e preciso dizer que me apaixonei por eles. A noite comi um risoto de champignon maravilho, também acompanhado por um bom vinho, mas dessa vez tinto.
Na manhã seguinte fiquei em casa, não tínhamos nada programado a não ser um encontro as 10 da manhã. Aproveitei o tempo para escrever um artigo e organizar algumas coisas da escola, já que não conseguia dormir, provavelmente por ansiedade. Ao meio dia fomos almoçar no mesmo restaurante do dia anterior e tratei de pedir algo menor, porém não menos apetitoso e delicioso. Buenos Aires se revelando um ótimo lugar para comer, o que até então era inédito para mim.
A tarde acompanhamos uma turma de alunos até o MALBA. Foi interessante conhecer as metodologias dos professores da Argentina em saídas de campo e também o comportamento dos alunos deles. O MALBA possui um belo acervo permanente, e sempre há uma exposição temporária de relevância – porém no dia da minha visita o andar reservado para essas exposições estava fechado, justamente para a próxima exposição ser montada. Lá pode-se encontrar obras dos mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera, e dos brasileiros Tarsila do Amaral e de Candido Portinari, entre vários artistas latinos, em especial argentinos. Completa o espaço cultural uma sala de cinema, com títulos alternativos e festivais. Foi lá que conheci o “Abaporu”. Quem nunca se deparou com ele em um livro de Português é porque nunca estudou na minha turma. Lembro de uma interpretação de imagem que tivemos que fazer depois de ler um texto e conhecer a obra, desde então me interessei pela vida e obra de Tarsila e pela história da semana de arte moderna de 1922. Uma curiosidade: o Abaporu foi comprado por US$ 1,25 milhão pelo dono do museu em um leilão em New York – achei super valorizado e devo confessar que fiquei orgulhosa.

O MALBA foi a última atração visitada em Buenos Aires, saindo do Museu só deu tempo de passar no Flat, tomar banho, pegar as malas e seguir até o aeroporto. Apesar de ter sido uma visita super rápida deu para conhecer mais um pedacinho de Buenos Aires, para morrer de saudade de 2010 e descobrir que nem só de pão e macarrão com larvas se vive na Argentina. 


terça-feira, novembro 11, 2014

Viagem de Estudo - Grutas de Botuverá - Documentários



Texto professor Reginaldo
Contextualização viagem às Grutas de Botuverá.

Botuverá é um município do estado de Santa Catarina, está localizado no médio Vale do Itajaí, tem como alguns de seus municípios limites os municípios Indaial, Blumenau, Vidal Ramos e Brusque do qual conquistou emancipação política em 09 de junho de 1962.
Este pequeno município foi colonizado por imigrantes italianos principalmente da região de Bergamo.
A área total do município se apresenta da seguinte forma: 18,2% planícies, 50% encostas e 31,8% de montanhas*. A malha viária do município está numa altitude de 85m. As áreas planas ou menos acidentadas, nas quais se pratica a agropecuária, estão localizadas ao longo dos vales por onde correm o Rio Itajaí-Mirim (afluente do rio Itajaí) e seus afluentes.
A localização do município de Botuverá determina um clima de características mesotérmicas, úmido com verões quentes e invernos frios, temperatura média de 20ºC e com precipitações anuais em torno de 1.800mm, muito em decorrência da grande umidade vinda do oceano.
Botuverá é caracterizado por verdes matas que representaram muitos anos a maior fonte de riquezas naturais com a extração da lenha e madeira de lei. A extração da madeira nativa pelas madeireiras do Município e Região na década de 80 trouxe como consequência um desmatamento muito significativo. Atualmente nestes locais mais acidentados, cresceu uma nova vegetação, muito densa, denominada capoeira (estagio de regeneração) que está sendo substituída gradativamente pelo reflorestamento com eucaliptos ou pinus (plantio de exóticas).
As poucas madeireiras ainda em atividade no município buscam sua matéria prima, principalmente o pinus em outros municípios.
É importante ressaltar que o Município possui cobertura vegetal em 70% (setenta por cento) do total da sua área geográfica. Neste local a biodiversidade é muito grande em função da caracterização da Mata Atlântica.
Botuverá é conhecida nacionalmente por suas grutas milenares e gigantescas que são abertas para visitação sempre acompanhadas de guias autorizados.
Além das grutas, Botuverá é reconhecida pela mineração de calcário dolomítico e calcítico, utilizado principalmente como corretivo de solo (calagem). Há ainda a mineração também de britas e cerâmicas para construção civil.

Parque das Grutas de Botuverá
As Grutas de Botuverá ficam na localidade de Ourinho, a 15 km do Centro de Botuverá. Estão entre as maiores do país.
 Possuem, aproximadamente, 580 metros de extensão e têm entre 20m e 50m de altura, são compostas por vários espeleotemas (nome genérico de todas as formações rochosas que ocorrem tipicamente no interior de cavernas como resultado da sedimentação e cristalização de minerais dissolvidos na água, ou seja, são esculturas feitas pela água), tais como: cortinas, couves-flor, fendas, estalactites, estalagmites, paredões rendados e passagens distribuídas em labirintos e salões. Constitui um conjunto inigualável e eternizado por pingos de água que gotejam continuamente do teto há centenas e milhares de anos.
A diversidade biológica nesta gruta é considerada alta para uma cavidade sem curso d’água, pois foram registradas 7 espécies de morcegos e mais 35 espécies de invertebrados entre os quais 6 espécies são endêmicas.
A cavidade foi formada pela dissolução de rochas carboníferas do período Pré-cambriano, há pelo menos, 65 milhões de anos, embora alguns pesquisadores afirmam que tenha mais de 300 milhões de anos e caracteriza-se por possuir galerias e amplos salões ornamentados, como já mencionado
Em virtude de sua beleza e porte, é considerada a maior e mais ornamentada gruta do Sul do Brasil.
Atualmente algumas áreas da gruta estão restritas, tendo em vista a determinação do Plano de Manejo do Parque, com a finalidade única e exclusiva de não prejudicar as formações e a diversidade biológica.

Curiosidade: Apenas 10 cavernas brasileiras possuem um número tão expressivo de troglóbios (espécies de vida restrita às cavernas).

Botuverá recebe milhares de turistas no verão, atraídos pelas belíssimas Cascatas Venzon, de águas frias e cristalinas. A Reserva Biológica Estadual de Canela Preta, que abriga, em seus 1.884ha, animais como o tucano-do-bico-vermelho, veados e araponguinhas, o Recanto Feliz, entre outros. 

Mais conhecimentos acesse:

Atividades:
Procure fazer perguntas ao guia e durante a passagem pela cidade.
1.       Por que o nome Botuverá?
2.       Que povos colonizaram, de onde vieram, por quê?
3.       Procure saber qual o por que, a culinária/gastronomia da festa bergamasca. Quando acontece (mês), por que esse nome?
4.       Quais as atividades econômicas? (principal, atuais e antigas).
5.       Não se questiona que as grutas tornem Botuverá reconhecida. Porém, além das Grutas o que mais Botuverá tem a oferecer, em especial?
6.       A mineração gera impostos? A quem pertence?
7.       A quem pertence o Parque das Grutas? Quem administra?
8.       Dê a diferença entre caverna e gruta.
9.       Qual a função da espeleologia?
10.    Existe hoje preocupação com o ambiente espeleolitico? Se houver, sempre Houve? Cite um fragmento do texto que demonstra essa preocupação, se houver.
11.    Procure saber se há proteção da Floresta Atlântica?
12.    Que impactos estes ambientes sofreram ou ainda sofrem considerando o homem como agente integrante e modificador.
13.    Pergunte sobre Biodiversidade local (clima, vegetação, relevo, hidrografia, chuvas, temperatura, fauna, etc.) OBS: com base nas suas respostas faça a interrelação.
14.    Existem animais ou plantas endêmicas? (na Gruta, arredores e munícipio). OBS: Planta endêmica é a que só existe ali.
15.    Outras perguntas que achar relevante.
OBS: Colha o máximo de informações que conseguir

Outras informações nos vídeos a seguir.




Confira alguns dos documentários criados em anos anteriores pelos alunos do Ensino Médio Inovador em viagens para a Serra Geral e para a cidade e São Francisco do Sul.

Documentários Serra Geral:






Documentários São Francisco do Sul:




sexta-feira, outubro 24, 2014

2014 - Atlanta

Um dia em Atlanta

Bom, o que você conhece de Atlanta?
Certamente se você for uma pessoa como eu vai saber que: em 1996 a cidade sediou os jogos olímpicos – lembro bem, pois foram os primeiros jogos que acompanhei – saberá também que o pai de Chandler trabalha como travesti em um cassino e que a cidade tem um dos maiores aeroportos do mundo.
Mas agora isso mudou, nas horas que passei na cidade tive a oportunidade de conhecer um pouco mais desse lugar, que me encantou.

1º Parada – CNN Tour Center

É uma visita guiada por dentro da CNN, com visita a estúdios, guia falando sobre todo o funcionamento do telejornalismo do maior canal jornalístico do mundo. O passeio inclui visita a estúdios e noções sobre efeitos usados nos telejornais. Não tivemos a oportunidade de assistir a gravação de nenhum telejornal, mas ao passar por alguns estúdios algumas senhoras que estavam conosco vibravam ao ver seus jornalistas favoritos trabalhando. Fiquei impressionada com o tamanho da “newsroon”, dezenas de pessoas trabalhando freneticamente.
Os estúdios da CNN ficam perto do parque olímpico e é possível programar um passeio incluindo outros destinos que ficam ali por perto sem necessitar de ônibus, trem ou táxi. Foi o que fizemos.



2ª Parada – Georgia Aquarium

O maior aquário do mundo. Bom, em Atlanta tem disso, tudo é o maior do mundo... maior aquário, maior escada rolante – no prédio da CNN.
A visita a esse aquário é completamente surreal, simplesmente incrível e como se não bastasse ainda tem um show com golfinhos que faz você ficar completamente boquiaberto, me senti uma criança encantada pelo espetáculo.

Lá existem  tanques de água doce e salgada. Tem o setor dedicado aos peixes amazônicos - o River Scout. Várias espécies marinhas de todo o mundo, em grandes tanques e fabulosos Aquários. O grande Aquário é fantástico, você pode apreciar sentado, e pelo tempo que quiser, o nado de arraias gigantes, peixes enormes, tubarões e mergulhadores! Lá existe também um local dedicado à exposição de espécimes dos mares, dissecados, que foram objetos de pesquisas – Monstros marinhos.
Tem um imenso tanque com as baleias belugas e tubarões baleia. Nele existe um túnel que passa dentro do tanque e a sensação é a de estar submerso no oceano!
Tem ainda tanques interativos, e o lindo aquário das medusas. Vale muito a pena. Se tiver que escolher uma atração apenas, por falta de tempo na cidade, eleja a visita ao Aquário da cidade de Atlanta, que fica num canto do lindo Centennial Olympic Park.
Ps: Encontrei vários idosos trabalhando no parque, não sei bem o motivo, mas achei muito interessante e válido.



Break to lunch

O local escolhido foi o Legal Sea Food, que fica próximo ao parque Olímpico, para ser precisa na Baker Street – não, não é a rua onde o Sherlock mora. Comida deliciosa, excelente serviço e uma adega maravilhosa! Não há um cardápio com muitas opções, no entanto oferecem frutos do mar grelhados e você pode escolher 2 acompanhamentos, o que permite uma grande variedade de combinações. Voltaria lá com certeza. Tomei o melhor vinho branco da minha vida.


3ª Parada – World Coca

Como todos que me conhecem sabem... eu amo coca-cola, sendo assim... eu tinha muitas expectativas quanto a esse passeio. A Coca-cola surgiu na cidade de Atlanta no ano de 1884, desenvolvida por um farmacêutico. O World of Coca-cola é uma espécie de museu, que conta através de imagens e fatos a história da maior marca de refrigerante do mundo. A visita gira em torno de conhecer o segredo da fabricação da Coca, descobrir o ingrediente secreto, evidentemente não o encontramos. No final somos convidados a fazer uma degustação de alguns dos sabores da coca espalhados pelo mundo. Destaque negativo ao refrigerante da Italia que tem gosto de desinfetante. Assistimos a um filme 4D muito animado e também a um comercial da Coca, aquele que faz a gente chorar sabe? É, paguei esse mico, chorei e ainda fiz de conta que minha lente tava irritando o olho.


Ok. Em Atlanta foi isso. Apesar de ser uma vida rápida gostei muito da cidade, povo simpático e alegre. 

quinta-feira, outubro 09, 2014

terça-feira, outubro 07, 2014

Crônica sem titulo


Quando eu estava na 4ª série, eu ganhei um diário da minha tia e desde então escrever se tornou um hobby. Tenho mais de uma dezena de diários guardados, com centenas de páginas escritas como uma caligrafia medonha – sim, minha letra é horrível – que contam um pouco de minha história, meu primeiro beijo, meus sonhos, medos e anseios...
Eu cresci e meu hobby permaneceu o mesmo, embora tenha trocado os velhos diários por um editor de texto.
Vez ou outra tenho que me cuidar, pois me desnudo com as palavras, abro meu coração e as palavras revelam mais do que deveriam. Aqui já chorei amores, revelei paixões, expus traumas, quem lê meu blog conhece a verdadeira Carol. Escrevendo não tenho como me esconder.
Escrever é uma válvula de escape, sendo assim, eu sempre vou escrever mais quando estiver passando por algum momento atípico. Tento organizar com palavras os sentimentos que estão aos turbilhões dentro de mim.
Escrever sobre viagens é minha paixão. Eu sei que ainda estou longe de ter os destinos mais bacanas e que realmente chamam a atenção dos leitores, mas escrevo acima de tudo para mim, passo horas relendo minhas próprias histórias e revivendo momentos incríveis, que eu jamais poderia deixar que se perdessem no tempo. Escrever tem disso, nos torna capazes de imortalizar momentos, usando as palavras.
Eu sei que minha escrita deixa a desejar, tenho alguns problemas com a ortografia e saber onde usar a virgula será minha eterna dúvida – culpa da minha professora da 2ª série, que disse que se usava a virgula pra dar uma pausa entre as palavras. O que posso fazer se as vezes eu quero falar pausadamente? - acredito que escrever bem não seja necessariamente escrever usando as normas ortográficas, acho que se escreve bem de fato quando se deixa a alma falar, quando o leitor consegue entender o que o autor quer transmitir, e isso, isso eu tento fazer.


segunda-feira, setembro 29, 2014

2014 - Montevideo - Parte II

Uruguay Parte II – O retorno

Cheguei no Uruguay e já no aeroporto eu comecei a ter histórias para contar. Encontrei com algumas pessoas do mestrado no avião e combinei que dividiríamos o táxi.
Quando cheguei ao hostel – o mesmo de janeiro – as meninas já estavam me esperando para comer um Chivitto – na verdade acabei demorando dias para comer novamente o Chivito Uruguaio. Fomos até a La Passiva e tive uma decepção em saber que lá não vende mais coca, o Uruguay não parecia mais o mesmo, sem coca e com o Pony fechado, porém ainda com Patricias... depois de algumas, fomos até o hotel de Denise, reencontra-la e a acordamos mentindo que éramos do serviço de quarto: “A essa hora, não pedi serviço de quarto não!” . Só festa no Balmoral... com as amarulas de Denise.
Na segunda foi o momento  de encontrar com todo o pessoal e de descobrir que nossa sala se juntaria com a metade da sala C, o que a principio foi um pouco estranho, mas logo depois nos enturmados e fizemos novas amizades. Nossa primeira aula foi com a professora Karina, dessa vez fazendo uma PP – Parelha Pedagógica – com a professora Graciela. A professora Karina foi minha preferida de janeiro, então reencontra-la foi muito bom. Falando em reencontros, a segunda foi dia de reencontrar com Ciro, Diolinda Ximena Euvira que na verdade descobrimos que se chama Tereza e com a verdadeira mulher de Ciro – mancada do dia, falar na frente da esposa que eu pensei que ele era casado com a outra, que na verdade se chama Ximena huahuuhauhauhauha . Tereza viu nossa foto e disse que sou linda! Hahaha Conversamos com ela e ela nos contou que adora o Brasil e que morou um tempo por aqui, a pobrezinha morou no Hilston. Sempre soube que ela era uma mulher de classe!
Terça feira – 7x 1.
Eu poderia terminar o relato desse dia com esse placar, que retumbará em minha cabeça por muito tempo...
O dia amanheceu como um dia qualquer, colocamos nossas roupas com cores de nosso país e seguimos felizes para a UDE. Lá penduramos nossa bandeira e cheios de orgulho por ter o melhor futebol do mundo aguardamos a hora do jogo. Professora Karina combinou que assistiria o jogo conosco no clube Brasileiro e as quatro horas seguimos todos para lá. Antes do jogo começar tiramos fotos, ensaiamos gritos de guerra, éramos só sorrisos, cantamos o hino, nos emocionamos e nosso coração estava cheio de emoção.
Começou o jogo e a alegria acabou. Mesmo hoje, mais de 2 meses depois ainda não consigo escrever o que senti ao ver minha seleção ser trucidada. Um misto de surrealismo, vergonha e decepção! O jeito foi beber para esquecer. O que posso salvar desse dia foi a diversão no Sushi e depois no Shannon, além de ter conhecido o Jean, que se tornou um grande amigo.
No final da noite eu já estava sóbria há horas e só me restou, fazer a boa ação do dia levando algumas pessoas – que não estavam tão bem quanto eu - em seus hotel e guardar algumas frases na cabeça “Oh no, por favor, que isso? No contes a ninguém!”. Apesar do 7x1 a noite foi divertidíssima.
Na quarta tivemos aula com a professora Bettina , lembrávamos dela ainda de janeiro e só posso dizer que minhas suspeitas e de Denise se confirmaram. A gente nunca erra.
Dessa vez resolvemos adotar uma postura diferente da de janeiro, pois, diferente do verão em que anoitece perto das 22 horas no inverno a cidade já estava escura quando saíamos da universidade, as 18. Então resolvemos usar nossos horários de almoço para passear, além de almoçar.
O local visitado da quarta feira foi o prédio da Intendência de Montevideo (Prefeitura), que possui um mirante com vista panorâmica no 22º andar. O acesso ao mirante é gratuito, mas antes é preciso pegar um ticket no posto de informações turísticas localizado bem em frente ao prédio da prefeitura. Achei desnecessário, pois não há ninguém para recolher o bilhete no mirante. Depois é só entrar no hall principal do edifício, caminhar até o fundo e descer uma escada para o sub-solo, onde está a entrada do elevador panorâmico que leva direto ao 22º andar. O horário de visitação é de segunda à sexta, das 10:30h às 15:30h. Vale a pena visita-lo, o visual lá de cima é show. Voltamos para a UDE renovados – e moooooooortos, pois tínhamos dormido pouco e a caminhada era longa!
Na quinta feira foi o dia de visitar – dessa vez depois da aula – o Café Brasilero – isso mesmo sem o I. Que foi fundado no ano de 1877, fica na Ciudade Vieja, é o mais antigo café da cidade e considerado a segunda casa do jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano. O ambiente é muito agradável, mantendo as características da época de sua fundação. O café é bem bom – o que é difícil de encontrar nos ambientes que costumo frequentar em Montevideo – e a comida é uma delicia.
Sexta feira é dia de que em Montevideo? Isso mesmo, sexta feira é dia de PONY. Mas não sem antes passar o dia inteiro estudando, fazendo e apresentando trabalhos. No almoço de sexta voltamos até o mirante da prefeitura, pois quem não foi viu as fotos e ficou morrendo de vontade de conhecer, então retornei até lá com Paula, Helen e Luciana. Depois da aula fomos para o hostel e fizemos um esquenta. Denise trouxe as amarulas e foi assim que descobri que amarulas me deixam dançarina. Já desci como diria minha vó: “Com sebo nas canelas”, prontinha para dançar salsa. Assim que entrei no PONY, por incrível que pareça o cantor era o mesmo de janeiro e ele me reconheceu, dizendo: Nossa chegou nossa cliente de Hollywood, porém ele não lembrou que dizia que eu era parecida com a Nicole Kidman e falou que eu era a Cameron Diaz, enfim... de qualquer forma aos olhos dele ainda estou bem! Dancei muita salsa nesse dia, a turma estava quase completa no Pony e a gente fez até trenzinhos, ri demais. Foi nesse dia também que conhecemos Tchelo, vulgo Téson, que passou a ser assunto certo em nossas rodas de conversa, inclusive foi ele que nos levou para um 
passeio pelas ruas escuras da cidade velha em busca de um velho amigo. Passamos muito frio nessa noite e ao final ainda fomos enganados por um cara. Grama.
No sábado foi dia de descansar a fazer um almoço no hostel. Definitivamente, o tempo passa mas o fogão do Splendido continua lerdo. Sério, demora muito cozinhar naquele fogão, perdemos quase a tarde inteira preparando o almoço. A noite teria uma festa de aniversário no nosso hostel, até fomos convidadas, mas o que esqueceram de avisar foi que a festa era uma Rave e que os convidados seriam muito estranhos. Tivemos que sair do quarto porque o som estava insuportavelmente alto. Fomos para a azavache. Em janeiro tínhamos cogitado ir até lá, mas estávamos muito mão de vaca e como tinha o PONY ali, a poucos passos, nunca fomos.
O Azavache é uma danceteria que fica em Pocitos, é um Point de Montevideo... antes da música começar pode-se jantar e assistir a um show de comédia. Encontramos muitos travestis por lá e apesar do ambiente ser mais bem frequentado e mais requintado eu ainda prefiro o bom e velho El Pony pisador!
Ao voltamos para o hostel a festa ainda estava rolando e as meninas que ficaram no quarto nos contaram que foi uma noite terrível: barulhenta e estranha.
Domingo era dia da grande final. Dia de torcer para a Alemanha, mas antes tivemos que ir até a feira. La Feria de Tristan Narvaja... Se você é aquele tipo de turista que gosta de conhecer a cultura e hábitos locais, não pode deixar de fazer uma visita a essa feira no Domingo de manhã. Saiba que ela ocupa várias quadras e pode-se encontrar de tudo: frutas, animais, comidas típicas, produtos piratas, livros, roupas, bijouterias, utensílios domésticos e muita mas muita coisa antiga.
Agora, se você é o tipo de turista que gosta de ir a feirinhas esperando encontrar souvenires, talvez esse não seja o lugar mais indicado.
Dica: evite em dias de chuva e atenção aos pertences!
Infelizmente pegamos a maior chuva, até ajudamos os feirantes a segurar e esvaziar as lonas das barracas e outros colegas do mestrado foram assaltados, logo... não faça como a gente, preste atenção nas dicas.  Foi lá que comprei minha blusa de viadinhos! ,<3 o:p="">
Combinamos de assistir o jogo no La Passiva da praça do tango. Realmente foi uma experiência única assistir a uma final fora de casa, ainda mais uma final em que a Argentina participava e o que o local escolhido para assistir a partida estava cheia de Los Hermanos. Estávamos em umas 10 pessoas e até entre nós ainda existia gente que torcia para a Argentina, logo, sofri vários olhares de reprovação, ainda mais quando comemorei o gol invalido e mais ainda o gol da Alemanha. Fiquei muito feliz com o título da Alemanha, apesar do 7 x 1.
Na segunda  foi dia de uma visita rápida até o Palácio Legislativo, O Palácio Legislativo foi inaugurado em agosto de 1925, data de comemoração ao centenário da independência do país. A construção segue o estilo neoclássico grego e suas fachadas e colunas são feitos de mármore provindo da grécia e é um dos edifícios mais imponentes do país. O edifício possui três naves e salas anexas, o piso superior com a biblioteca e um subsolo que funcionam escritórios e depósitos.
Aos fundos do palácio está instalada a sede parlamentária, com uma praça que homenageia os mártires de Chicago. É lá que a central de trabalhadores costuma celebrar o dia dos trabalhadores, 1º de maio.
O Palácio Legislativo possui visitas guiadas para turistas, mas infelizmente eu e Murilo não podíamos esperar pois tínhamos aula. Fomos de taxi e voltamos a pé, em uma caminhada de quase 3 km, mas valeu a pena.
O resto da semana foi de muito estudo com uma saída na quinta até o La Passiva, marcada pela nossa generosidade com o garçom – ele ganhou quase dois mil pesos de gorjeta – e um almoço no Cassino, na sexta feira ao meio dia.
Sexta feira, sushi e Pony. Mais uma vez fomos vitimas de golpistas que dessa vez quase levaram Helen com eles.
No sábado tivemos aula de psicologia, o dia todo e a noite repetimos a dose sushi e Pony novamente e aproveitamos para passar pelo Beco de la diversidad e “sacar una foto”.
Domingo almoçamos no Puerto! Se há um lugar em Montevideo que você come bem e festeja a vida é o Mercado del Puerto, um lugar com vibração,  Parrilas, entrecots, enfim o melhor da carne uruguaia, com a boa cerveja Patricia e o famoso medio a medio, bebida elaborada com vinho branco e espumante, que vai muito bem com carnes. Foi um momento de descontração e ótimo para conversar e firmas amizades. Foi nesse almoço que combinamos nosso congresso de outubro que acontecerá na cidade de Blumenau.
Terça feira foi dia de conhecer a adorável professora Beatriz “Se não prestar a atenção morre” e também de ir comer sushi no Francis que fica em Punta Carretas. A comida é deliciosa mas o preço é um pouco salgado, por isso prefiro mil vezes o bom e velho Maki sushi que fica na nossa rua, ótimo e barato, super em conta. É uma delicia economizar comendo sushi!
Na quarta foi dia de ir ao Solis! Fomos ao concerto do Robben Ford na turnê “A Day in Nashville”.  Robben é um guitarrista americano que toca blues, jazz e rock, e foi eleito pela Musician magazine um dos 100 maiores guitarristas do século 20,  foi demais, o cara realmente toca muito, além disso a acústica do Solís é perfeita, foi realmente um show. Para fechar a noite ainda tínhamos alguns Medios a medios nos aguardando no hostel spendido, pedimos sushi e nos deliciamos. Com direito a “degustação” do presente que Téson nos deu e ajuda de toda a didática de Denise nos ensinado a usar. Hahahaha foi demais!
Quinta feita dia da despedida. Marcamos com todo o pessoal de ir ao Pony a noite para a despedida, mas antes ainda tínhamos aula, despedida no Ciro e um passeio até a Fortaleza del Cerro.
Sobre a fortaleza - O lugar é bastante bem cuidado, e o museu abrigado pela fortaleza conta algumas histórias sobre a origem do Uruguai, tem um grande acervo de armas e uniformes militares e a vista para o centro de Montevideo é linda, da de ver a cidade toda e identificar seus principais monumentos e edifícios. Vale a pena ir de taxi, pois a vizinhança não me parece muito segura.
Voltamos para a Universidade e ao sair fomos nos despedir do sushi e como somos clientes vips de lá pegamos também nossas 20 peças grátis. Comemos muitos sushis e levamos uma “marmitinha” pro hostel! Hahaha


A noite teve esquenta novamente no hostel – sim estávamos nos sentindo em casa – e depois de tomar uns medios a medios e cervejas e ver as obras do Nunõ descemos. Ao chegar no Pony nos surpreendemos percebendo que a noite era de Karaokê, a principio confesso que não gostei muito da ideia, mas depois a gente deu show! Dona Marialva foi a atração principal em um dueto cantando “Borbulhas de amor”, infelizmente não temos esse momento gravado, mas você pode conferir nosso desempenho no vídeo abaixo.




Os melhores estavam na despedida, reunindo até o pessoal da outra turma, que também são grandes amigos além da professora Karina que fez questão de nos acompanhar. Foi muito bom! Depois do Karaokê dançamos e ainda subimos para comer o resto do Sushi e jogar conversa fora.







Triste foi levantar no outro dia cedinho e ir pra universidade apresentar o trabalho final para a professora mais casca grossa de todo o mestrado – até então.
Quando cheguei não encontrei Denise, ligamos, mandamos mensagens no Whatss e no face e como ela não respondia resolvi ir até o Hotel resgata-la. Chegando lá ela praticamente me expulsou mandando eu dormir, mas quando se deu conta de que já eram nove horas se arrumou em um piscar de olhos e – acredito que ainda sobre o efeito do álcool – descemos o elevador dançando e depois fomos correndo até a UDE. Chegando lá apresentamos – e mãe, não se preocupe pois apesar de não ter dormido quase nada, estar com ressaca e suspeita-se que ainda um pouco embriagada eu tirei a nota máxima na apresentação.
Depois fomos liberados para ir pra casa, meu voo era só a s 20 horas mas eu já iria as 13 com o pessoal para o aeroporto. Então foi uma correria ir até o hostel, arrumar as malas . Encontrei o pessoal e fizemos companhia uns aos outros até nossos voos partirem. PS: O almoço no aeroporto é um assalto.
Julho me fez amar Montevideo. Tudo o que tinha me feito ter pânico de minha estadia no Uruguai se amenizou, as amizades se fortaleceram e apesar de eu ter me divertido mais desta vez do que na outra meu aproveitamento acadêmico foi melhor do que o de janeiro, nem sono nas aulas eu tive mais. Conheci pessoas incríveis nesse mestrado – que ainda não acabou – pessoas que vão ficar em minha vida, que vão ficar em meu coração, pessoas maravilhosas. Sempre falo que além de aprender com meus professores eu ainda aprendo com meus colegas, que tem muito conhecimento e experiências para compartilhar.