sábado, dezembro 26, 2015

Gif Carol


quarta-feira, dezembro 23, 2015

Gif Denise


quarta-feira, novembro 25, 2015

CrowdFunding – Uma maneira interessante de tirar ideias do papel

Desde o seu surgimento, o Homem buscou recursos para financiar suas ideias, seja as Grandes Navegações, a Revolução Industrial ou qualquer outra ideia que necessitasse de grandes volumes de dinheiro, foi necessário algum investidor ou grupo de investidores, para que ideia saísse do papel.
            Entre as pessoas comuns, acontece situações similares, onde um objetivo comum precisa ser atingido e contando com ajuda de diversas pessoas, isso acontece. As situações do cotidiano como viagens de automóvel ou um churrasco, onde cada interessado coloca uma pequena contribuição, para alcançar um grande bem objetivo. Esse tipo de ajuda também é conhecida como “vaquinha”.
            Com o advento da internet, a popular “vaquinha”, também foi transportada para lá, facilitando a vida de milhões de pessoas que possuem muitos projetos interessantes, mas não achavam pessoas interessadas ao seu redor, que pudessem contribuir com seu objetivo. Na internet,  chamasse Crowdfunding.
            O termo Crowdfunding ou financiamento coletivo surgiu nos EUA, no início dos anos 2000 e rapidamente se expandiu por todo o mundo, com milhões de campanhas das mais variadas ideias.Funciona mais ou menos assim: Você quer ajudar uma creche de uma comunidade carente, que necessita de uma reforma, que deve custar aproximadamente R$ 30.000,00. Você ou a direção da creche podem criar uma campanha que começa com R$ 10,00 e que vai até R$ 500,00 (o valor o dono da campanha é que escolhe).
            A cada nível de doação, R$ 10,00, R$ 50,00, R$ 100,00, R$ 300,00 ou R$ 500,00  o contribuidor, receberá um brinde em contrapartida. Por exemplo: a pessoa que doou R$ 10,00 vai ganhar um cartão de muito obrigado, já a pessoa que doou R$ 500,00, além do cartão e os brindes dos outros níveis, terá seu nome escrito numa placa, na entrada da creche.
            Para gerenciar a campanha, o site cobra uma taxa de administração. A campanha conseguindo atingir o seu objetivo, os valores de administração variam de 5% à 13%. Caso a campanha não dê certo, se a creche do início do nosso artigo não atingir os R$ 30.000,00 e atingir apenas R$ 25.000,00, ninguém ganha os brindes, mas os obtém seu dinheiro de maneira integral, dentro de 30 dias após o término da campanha e a taxa de administração não é cobrada.
            Caso você tenha achado interessante o conceito e queira lançar seu projeto, vou lhe indicar alguns sites, nacionais e internacionais, para lançar sua campanha:
Nacionais:

Internacionais:


            Caso queira conhecer uma campanha e saber como funciona, sugiro você acessar meu projeto, o www.benfeitoria.com/mestradonouruguai Minha ideia concluir o Mestrado que comecei nesse ano, na cidade de Montevidéu, Uruguai. Devido a faltas de oportunidades de estudo aqui no Brasil. Caso sinta que meu projeto valha a pena, lhe convido para investir.


segunda-feira, novembro 23, 2015

Dez coisas para fazer e se apaixonar por Montevideo

Aí vão algumas dicas para deixar a visita a Montevideo muito mais interessante, elas fogem um pouco daquele roteiro turístico típico, sendo mais intimista permitindo com que a gente conheça um pouco do cotidiano dos montevideanos – sim também achei essa palavra feia.

Lá vai:

1 - El Pony Pisador – É um pub da Ciudad Vieja que revela a alma daquele ponto da cidade. Lá você poderá dançar de tudo: reggaeton Uruguaio, salsa, outros ritmos caribenhos e se você for no dia em que o Koko Moreira faz seu show você ainda vai curtir muita música brasileira. Várias bandas ao longo da semana se apresentam no Pony e nas quintas já pegamos até um Karaokê, que também reserva muita diversão. Nas sextas o Pony bomba, iniciando com o show do Koko, seguido por DJs que tocam as músicas típicas do país, que fazem os Uruguaios caírem na dança, nos mostrando toda sua cultura e seu ritmo, é impossível ficar parado. Ir ao Pony é sem dúvidas uma experiência antropológica, daquelas regadas a etílico.

2 - Ensaio Candombe – Como já comentei aqui no blog o carnaval uruguaio é o maior do mundo – em duração – e o Candombe está para os uruguaios assim como o samba está para nós brasileiros, assim como as escolas de samba, os grupos de candombe também têm galpões onde se preparam para os desfiles e é lá que rola esses ensaios, que começam dentro dos galpões e depois ganham as ruas. Talvez eles não tenham as mesmas pretensões das escolas de samba – visando lucros exorbitantes – e é aí que mora a beleza desses ensaios, vizinhos se reúnem, saem de suas casas, idoso dançam nas calçadas, crianças ensaiam seus primeiros passos de Candombe e as bailarinas da comissão de frente se divertem, acima de tudo por estarem representando suas comunidades. Se você estiver em Montevideo entre janeiro e fevereiro vá até os bairros Palermo ou Sur e acompanhe um desses ensaios, certamente você irá se surpreender.

3 - Deitar em um banco da rambla para ver o pôr do Sol – O pôr do sol do Uruguai é aclamado como um dos mais belos do mundo por muita gente e não há nem um pouco de exagero nisso, ver o sol se pôr da rambla é maravilhoso. Aproveite um fim de tarde, leve seu mate – se você gostar ou pelo menos quiser provar essa bebida tão presente no cotidiano da cidade – escolha um banco, sente-se ou deite-se e delicie-se com esse espetáculo da natureza. Depois você ainda pode aproveitar a brisa fresca, para caminhar, correr, andar de bicicleta ou de patins pela rambla, que é linda do começo ao fim.

4 - Chopp na Plaza del Entrevero – A plaza del Entrevero fica bem no coração da 18. É sempre muito iluminada para o natal e aos finais de semana é um palco para dançarinos de tango da terceira idade, por isso você pode ouvir as pessoas se referindo a ela também como: Praça do Tango. Na praça tem um La Passiva – rede de restaurantes tradicional no Uruguay -  e é lá que você deve sentar para curtir o movimento e pedir um chopp para se refrescar e passar bons momentos conversando com seus amigos brasileiros, uruguaios ou de qualquer lugar do mundo.

5 - Ler um livro na Plaza Independencia – A plaza Independencia sem dúvidas é um dos locais mais procurados por turistas frenéticos com suas câmeras digitais dispostos a fotografar tudo, também pudera, além do monumento do Artigas, é de lá que se tem o melhor ângulo do Palácio Salvo, além de ficar do ladinho da Puerta de la Ciudadela. Mas a plaza pode ser também um lugar muito tranquilo, com uma brisa refrescante all the time. Procure um banco, ou um lugar na grama e leia um bom livro, apreciando a beleza do local e paz que ele pode proporcionar.

6 - Caminhar pela 18 em qualquer hora do dia ou da noite – A avenida 18 de julho é a veia principal da cidade, caminhar por ela sem rumo, apenas apreciando a paisagem, as pessoas, as vitrines – comparando com as nossas e não entendendo aquele gosto por sapatos – por si só já é uma experiência muito prazerosa. Ao longo da 18 existem algumas praças e alguns prédios com uma linda arquitetura.  Vale a pena bater perna!

7 - Visitar o Mirante da Intendência - Em cima do prédio da intendência – prefeitura de Montevideo – fica o mirante de onde é possível ter umas das vistas mais espetaculares da cidade. A visão de 360° graus é obtida do 22º piso e é uma visita gratuita. Todo o prédio da intendência é amplamente utilizado pela comunidade, sempre tem atrativos para as crianças e em frente ao prédio em noites de jogos da seleção uruguaia um telão fica em funcionamento, para quem quiser assistir ao jogo. 

8 - Comer um pancho ou um chivitto no Rodó – O parque Rodó é lindo, super arborizado, pertinho da rambla, com árvores, lagos, festivais e tudo mais que um grande parque urbano tem, vale muito a pena passar uma tarde de domingo e aproveitar o momento para comer algumas das iguarias típicas do Uruguay, um Chivitto ou um pancho, é fácil encontrar e sem dúvidas ninguém irá se arrepender.

9 - Tomar um medio y medio no Mercado del Puerto e comer um entrecot – Dessa vez não tem como sair do clichê, uma visita ao Mercado del Puerto está em todo roteiro típico e não encontrei maneira de o retirar do meu. É imperdível e estando lá prove uma das melhores carnes do mundo... Coma um entrecot e aproveite para conhecer o medio y medio, bebida típica do Uruguay que é uma combinação de vinho branco com champanhe.


10 - Caminhar pela Ciudade Vieja, fazendo uma visita ao Café Brasilero – tenho uma queda pela Ciudade Vieja, não só por guardar a histórias dos primórdios de Montevideo mas, por ter sido duas vezes a minha casa enquanto eu passava longas temporadas por lá, então sugiro o passeio por aquelas ruas e praças. Aproveite que está na Ciudade Vieja e conheça o Café Brasilero, um café super charmoso, que tem mais de 100 anos de história, figura como o café mais antigo da cidade, e era considerada a segunda casa de Galeano. O local mantém as características de sua construção, é quase uma viagem no tempo!

Bom, espero que essas dicas ajudem a todos conhecerem um pouquinho do Uruguay que eu conheci e pelo qual me apaixonei.


sexta-feira, novembro 20, 2015

E o Rio de Janeiro continua lindo


Minha relação com o Rio de Janeiro sempre foi muito intensa, sempre fui apaixonada pela cidade e por todas as suas belezas, ter alguém com quem compartilhar toda esse sentimento é muito bom, melhor ainda quando essa pessoa é uma das minhas BFFs e ama o Rio tanto quanto eu, a Su. Essa é nossa segunda viagem juntas a cidade maravilhosa e como não poderia deixar de ser, foi incrível.
Eu nunca tinha visitado Petrópolis, então resolvemos subir a serra e conhecer o motivo de toda a paixão de D. Pedro II pela cidade. Nosso voo saiu atrasadíssimo de Floripa, por esse motivo, acabamos chegando em Petrópolis pouco antes das 4 horas da tarde. Lá encontramos Raíssa e Paula, que já conheciam bem a cidade. Nosso principal ponto turístico a ser visitado era o Museu Imperial.
Antes do museu, fomos até a Catedral de Petrópolis, onde estão os restos mortais de Dom Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina, Princesa Isabel e mais alguns membros da família real. O prédio tem estilo neogótico e começou a ser construído em 1884, é uma obra imponente e tem vitrais belíssimos.
O Museu Imperial funciona no antigo Palácio Imperial de Petrópolis, residência de verão de D. Pedro II e foi apontado pelo Imperador, em diários, como um de seus locais preferidos. Lá, o público pode encontrar um pouco sobre a história do Império Brasileiro e sobre a Família Imperial. O acervo, que conta com peças emblemáticas, como a famosa Coroa do Imperador, é distribuído por cômodos que reconstroem o cotidiano da família em Petrópolis e apresentam aspectos culturais, políticos, sociais e econômicos do Brasil no século XIX.


A construção teve início em 1845 e foi finalizada em 1862, em estilo neoclássico, construído com recursos da dotação pessoal do Imperador Pedro II, que ali passava longas temporadas com sua família, até a Proclamação da República em 1889. Possui 44 cômodos, duas alas, um corpo central e um andar superior, em que se destacam a sala de jantar, a sala de música, a sala do trono, os aposentos imperiais e seu escritório. O palácio foi transformado em Museu, por decreto do presidente Getúlio Vargas em 1940 e inaugurado em 1943. Possui significativo acervo de peças relativas ao período Imperial Brasileiro, destacando-se como peça principal a coroa do Imperador Pedro II – uma riqueza - e também a de Dom Pedro I, porém sem os brilhantes... bom, vão-se os anéis, ficam os dedos, não é mesmo?
O lugar parece uma pintura: imensas janelas que permitem a entrada da luminosidade e um luxo aristocrático que poucas vezes conseguimos ver no Brasil, qualquer apaixonado por história tem pequenos momentos de delírios, foi meu caso. O jardim é um deboche, lindo... convida a reflexão, a uma tarde preguiçosa com um bom livro e foi impossível para mim não me imaginar na época do Império, desfrutando da brisa que entrava pela porta, ouvindo a Imperatriz ao piano.
Fomos comer depois que o museu fechou e colocar o papo em dia, além de conhecer um pouco mais a cidade, que tem um estilo de arquitetura que lembra muito o das cidades do Vale Europeu aqui de Santa Catarina, me deixando em dúvida algumas vezes sobre a influência ser Alemã ou Austríaca – very entendida.

Às 20:00 horas voltamos para o Museu Imperial para assistir ao espetáculo Som e Luz, que conta um pouco da história de nosso país, de tal forma, que parece que estamos imersos nela e que ela está acontecendo novamente, ali, diante de nossos olhos... enfim, com efeitos de Som e Luz, imagens são projetadas em uma fonte d’agua e nas paredes do palácio. Quase um século de história são contados em cerca de uma hora e é impossível não se emocionar. Certamente a parte que mais me tocou foi quando o povo exigiu que Dom Pedro II deixasse o Brasil. Dom Pedro II era um pequeno órfão, criado para atender os apelos de nossa nação, certamente, um homem culto, inteligente, moderno, arrojado e digno – gostava de ler, viajar, falar sobre cultura, alguma dúvida de que seriamos bons amigos? - além de apaixonado pelo Brasil, sua terra. Fiquei triste em pensar que ele morreu longe do lugar onde cresceu.

Depois do espetáculo, nos encaminhamos para a rodoviária para voltar ao Rio. Mal vi o tempo passar, dormi todo o percurso e logo já estávamos na rodoviária do Rio, nos despedimos de Paula e Rá, e então tomamos um táxi até nosso hotel, na Glória.
Estávamos mortas e nos permitimos ajustar os despertadores para as 11:30 da manhã do dia seguinte. Tínhamos muitos planos de ir para a praia no domingo pela manhã, porém todos foram frustrados pela chuva.
Acordamos, nos arrumamos para o almoço e posterior praia, porém o tempo já dava sinais de que iria mudar. Mesmo assim fomos para o Leblon.
Almoçamos no Restaurante Diagonal, mas antes a gente deu umas voltas pelo bairro, esperando encontrar uma das Helenas, é claro. O Diagonal é um restaurante tradicional daquela região e li uma vez, em algum lugar, que ele e o Restaurante Guanabara foram ícones de uma geração, por fim... a comida era muito boa e o atendimento foi bem também. Quando saímos do restaurante, resolvemos pegar uma bike e andar pela orla, mas foi nesse momento que a água desabou e tivemos que pegar um táxi de volta para o hotel.
Resolvemos ir para o Shopping Gávea, assistir à peça “O Impecável” de Luiz Fernando Guimarães e foi uma ótima escolha. Rimos muito e tiramos nosso dia do limbo.
O último dia no Rio tinha que ser especial. Acordamos às 7 da manhã e, assim que tomamos café, pegamos nossas bikes e fomos pedalar pela orla. Creio que tenhamos exagerado, já que andamos cerca de 20 km e ainda sinto algumas dores em meu corpo hoje, mas foi muito bom, apesar da garoa que vez ou outra insistia em cair. Para garantir que chegaríamos ao Leblon, pedimos informação e resolvemos seguir uma moça que ia até Ipanema e isso foi uma cena no mínimo engraçada. Outra cena engraçada foi quando entramos no túnel de Botafogo e eu fiquei desorientada pela escuridão, causada pelo próprio túnel e pelos meus óculos de sol molhados, graças a Deus tive a brilhante ideia de tirá-los antes de entrar em desespero.

Chegando em Ipanema, paramos para uma água de cocô e uma coca para Su. Depois seguimos até o final da ciclovia no Leblon e voltamos até Ipanema, para pegar o metrô e fazer nosso check out.
Bom, acabamos passando a tarde no centro. O que foi um máximo.
Passamos pela Lapa, conhecemos a Escadaria, paramos nos Arcos para uma foto, almoçamos no Bobs e fizemos aquele nosso circuito tradicional, Teatro Municipal e Paço, já que tínhamos que matar tempo para esperar a Raíssa e o Iago que iam nos encontrar. Fomos andando em direção aos novos museus, mas acabamos dando de cara com o CCBB e fomos obrigadas a entrar na exposição do Castelo Rá-tim-bum.
A exposição em homenagem aos 20 anos da estreia da série infantil abriga cenários, fotos, figurinos dos personagens e objetos de cena do programa exibido pela TV Cultura de maio de 1994 à dezembro de 1997.
Entrando no Castelo, os visitantes têm a oportunidade de conferir mais de 21 espaços, incluindo 12 cenários recriados de forma fiel ao programa como a Biblioteca, Laboratório de Tíbio e Perônio, Sala de Música e da Lareira, Cozinha, Quarto da Morgana, Ninho dos Passarinhos e Lustre do Castelo.
Nestas salas, os visitantes veem de perto peças recuperadas e restauradas especialmente para a exposição, como objetos de cena, maquetes, croquis e figurinos, além de bonecos originais dos personagens Gato Pintado, monstro Mau e réplicas da cobra Celeste e botas Tap e Flap.
Não me contive e várias pessoas receberam uma mensagem minha assim: “Passarinhooooo, que som é esse???” huahuahuahua algumas responderam, outras me acharam uma alienígena ou pensavam que eu estava usando tóxico, mandando uma mensagem daquelas, sem sentido algum, enfim... me senti uma criança, fiquei muito feliz relembrando uma parte mágica da minha infância lá dentro.

Lá encontramos com Raíssa e Iago. Resolvemos seguir até o Cais do Valongo, pois fiquei apaixonada pela arquitetura daquela região, porém a única coisa que encontramos foi uma imensa obra e foi engraçado, nós andando por lá, parecendo que estávamos perdidos e parecendo também que eu tinha levado os meus amigos para conhecer um canteiro de obras.
Tomamos café no Starbucks – sim, eles não devem gostar de mim, meu café demorou cerca de meia hora, esqueceram de aquecer meu sanduiche e depois o cara para compensar a demora do café me deu um extra grande, eu tomei tudo e fiquei passando mal.
Mais uma vez, o Rio não deixou a desejar.
Mais uma vez, todo mundo falava em inglês com a gente pensando que éramos gringas – as gringas com o melhor português – ou não -, pois mesmo depois de falarmos frases em português, eles continuavam achando que não éramos daqui.
Mais uma vez, eu já sonho com meu retorno a cidade maravilhosa!

Rio eu goixto de você! <3 p="">

quinta-feira, novembro 19, 2015

Rancho Queimado - Serra da Boa Vista

Um pouco de história...
Essa região, nas encostas da Serra Geral e no extremo da grande Florianópolis, era conhecida na origem por “picada de Alferes” quando o alferes Antônio José da Costa abriu a primeira picada em 1787, criando um caminho entre a serra e o litoral. Após abrir a picada e denominar algumas localidades encontradas durante seu percurso, como “Campo da Boa Vista”, começaram os trabalhos para a construção de uma estrada para facilitar o transporte de tropas de gado e comércio entre o planalto serrano e o litoral.
Em 1847 foi criada a colônia de Santa Isabel, com a chegada de imigrantes vindos da Europa, principalmente alemães (mas também alguns colonos russos, ingleses, holandeses, franceses...) iniciou-se então a colonização destas encostas de topografia acidentada e de difícil acesso, até então refúgio natural dos índios Xokleng.
As linhas coloniais eram pequenos núcleos de colonização, variando de 50 a 200 pessoas. Em 1862 essa colônia foi ampliada com a chegada de novos imigrantes e novas linhas foram colonizadas, entre elas o local onde hoje se localiza o centro de Rancho Queimado, que servia até então de ponto de parada para os tropeiros e cargueiros. Nessa localidade, comercializavam produtos e pernoitavam, abrigando-se em um rancho que, um dia, por possível descuido de um dos seus hóspedes, veio a incendiar-se, motivo pelo qual passaram a se referir à região como Rancho Queimado.
O patrimônio cultural do município mostra-se rico através de sua história, arquitetura, gastronomia e folclore além de suas belezas naturais, cercado por montes, planícies, rios, cachoeiras, florestas e por suas fauna e flora.
Nosso destino em Rancho Queimado era a Serra da Boa Vista.
Boa Vista é a localidade mais alta do município, situa-se há cerca de 1.250 metros de altitude. Seu nome original era “Campo da Boa Vista”.
A vista sobre a serra é deslumbrante e alcança vários outros municípios, entre eles Alfredo Wagner,  Angelina, Anitápolis,  Bom Retiro, Urubici e etc. Rica em água, é ali que se localizam nascentes de três importante rios: o Rio Itajaí, o Rio Tijucas e o Rio Tubarão.
No alto da serra nota-se a presença de taipas de pedras basalto, que não ultrapassam um metro de altura e que foram construídas pelos escravos para demarcar caminhos e evitar a dispersão das tropas.
No tempo dos tropeiros, as tropas de gado vindas de são Joaquim ou Vacaria eram “encostadas” na Boa Vista, às vezes por três ou quatro meses, até serem vendidas em Taquaras em época de abate, nos dias de festas, como a páscoa ou final de ano.
O acesso ao platô da Boa Vista se faz perto do marco da BR 282 e foi lá que nossa aula começou. O professor Reginaldo levou os alunos dos 6ºs anos da Escola de Educação Básica Silva Jardim, para uma aula diferença, falando sobre a geografia física.
Algumas características geográficas da região:
O local sofre a ação dos ventos úmidos vindos do oceano, exercendo influência sobre o clima (na formação e direção dos ventos, chuvas e tempestades), sobre o relevo, o solo, a hidrografia (na formação e manutenção de nascentes) sobre a vegetação do local. Além disso, essa região possui potencial de geração de Energia Eólica e na economia é área rica em minérios, porém sua exploração destruiria os outros recursos, e estaríamos propensos a desastres como os que ocorreram recentemente em Minas Gerais. Atualmente é nessa área que estão as antenas de telecomunicação da região.
A geologia do terreno é formada por rochas que surgiram com o movimento das placas tectônicas e com o derrame basáltico há cerca de 130 milhões de anos que deram origem ao Gondwana. Isso pode ser verificado pelos paredões de basalto encontrados na margem direita da BR 282 no sentido litoral.
Essa região é divisora de águas de Santa Catarina e nela há as nascentes da Bacia do Rio Tijucas e de afluentes do Rio Itajaí, ambos desaguam na vertente atlântica.
O clima da região é temperado, com chuvas regulares e estações relativamente bem definidas: o inverno é normalmente frio com a presença de temperaturas negativas, geadas frequentes e até neve, e o verão razoavelmente quente. As médias térmicas ficam em torno dos 17º C.
O relevo é basicamente formado por planaltos desgastados pela erosão e pelo intemperismo e o solo extremamente raso e lixiviado (erodido).

A vegetação compreende os domínios da Mata Atlântica sendo caracterizada por grande variedade de espécies de árvores, bromélias, orquídeas, cipós e taquaras. Essa se estabelece nas formas de: Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta sazonal semidecídua, Campos e Mata Nebular.
No platô venta muito e nota-se alguns graus de diferença se comparado com a temperatura de nossa primeira parada na BR 282, na base do morro.
Todas essas características foram abordadas pelo professor e à medida que o mesmo ia falando, os alunos podiam verificar, na paisagem que os cercava, cada um dos conceitos.
Fizemos um lanche no alto da serra e depois das explicações pudemos apreciar as belezas do local para depois retornar à escola.
Décadas atrás, grandes rodeios eram realizados no alto da serra e existia uma espécie de vila com vários chalés, porém hoje podemos ver apenas alguns vestígios da existência dessas casas e apenas um chalé remanescente, que é visto imponente no alto da serra por quem passa pela BR 282.
Fomos brindados por um dia lindo e vale a pena conferir as belas imagens capturadas por nossas câmeras.





Curiosidade: presença de plantas “carnívoras” no solo raso onde se pisa. São de cores vermelhas e de tamanho de uma unha. É imensurável o aspecto de equilíbrio ambiental que ela exerce. Hoje se tornou rara no ambiente natural do Brasil, mas quem caminha próximo as encostas íngremes, presentes na Boa Vista, ficará maravilhado também, com as pequenas orquídeas de tom avermelhado. São de uma presença graciosa sobre os arbustos retorcidos. Porém, tudo isso poderia ser perdido para sempre diante de queimadas para a renovação das pastagens ou minerações indiscriminadas na região.

domingo, novembro 08, 2015

Uma saudade colorada

Eu sofro bullying aqui em casa, nunca minhas camisetas do Corinthians ou qualquer das minhas coisas relacionadas a futebol são guardadas no meu quarto, sempre nos quartos dos meninos, sendo assim fui procurar minha camiseta no quarto deles, procurei, procurei mas não encontrei. Em uma última olhada apenas para desencargo de consciência encontrei algo que me fez chorar.
Dobradas e arrumadinhas com esmero estavam lá, as duas camisetas do Inter do meu pai. As únicas peças de roupas dele que ficaram comigo e para ele as mais importantes. Ele tinha três e as variava diariamente, quando ele não estava sem camisa ele trajava uma delas ou então seu macacão azul cheio de graxa do qual lembro do cheiro e morro de saudade. É assim que lembro dele ou de camiseta vermelha ou de macacão azul.
O fato de eu encontrar as camisetas poderia ser algo banal, mas a verdade é que foi surpreende. As camisetas sempre ficaram guardadas no meu quarto, dentro de uma caixa com um laço, faz tempo que eu não as pegava e eu nunca esperava que elas estivessem onde as encontrei e além disso hoje faz seis anos que meu pai faleceu. Eu lembrei disso a semana toda, comentei com algumas pessoas, mas hoje, especialmente hoje, eu ainda não tinha lembrado. Quando vi as duas camisas foi impossível não chorar, me deu um aperto no coração, mas depois as abracei, coloquei-as junto ao peito e foi como se eu tivesse ganhando um abraço de meu pai.
Hoje, em um dia que era para ser um dos mais tristes de toda a vida, o destino me deu de presente a sensação de um abraço seu pai. Te amo.


quinta-feira, outubro 08, 2015

Preparativos para Mochilão América do Sul

Versão 08/10/2017


05 – Saída de FLORIANÓPOLIS
06, 07, 08, 09 – Uruguay entre MONTEVIDEO e Cabo Polônio
10 – 11 – BUENOS AIRES
Dia 11 pegamos um avião para Salta

(Comprar passagens aqui =>

Podemos sair as 6:50 da manhã e chegar em Salta as 9:05 ficamos e vamos pra La Quiaca. São 7 horas de ônibus.
Chegamos em Salta podemos passar o resto do dia na cidade e a meia noite seguimos de ônibus para La Quiaca.

(Comprar passagens aqui =>

12 – LA QUIACA

Vamos chegar por volta da 7 da manhã, podemos comer algo e conhecer o centro da vila que segundo informações é bem pequena, depois seguimos para a fronteira e a cruzamos a pé! O//
Atravessamos para o Lado Bolivianos em VILLAZON e procuramos a estação de trem que nos levará para UYUNI. Parece que existe apenas um horário de trem por dia, as 15:00 horas. Até lá podemos descansar ou turistar. (Tem que ver sobre a vacina de febre amarela)

Chegamos em UYUNI por volta da meia noite e vamos procurar um albergue e as agências para comprar o passeio de 3 dias pelo salar.
(VER HOSTEL)

13 – 14 -15 – PASSEIO PELO SALAR DE UYUNI
Após chegar do Salar de Uyuni pegar um ônibus para LA PAZ.

16 e 17 – LA PAZ
Hospedagem La Paz – 1 dias = R$ 14,00 Passeios: $ 35,00 – R$ 58,00
(VER HOSTEL)
Hotel perto da praça Murillo, é mais seguro e há mais coisas para fazer.

(City Tour / Chacaltaya)

*A noite ir no Mongos, bar muito massa com muitos turistas.

CHACALTAYA: Montanha com 5395m, onde se encontra a base de estação de esqui mais alta do mundo. Lindo demais! E falta ar pra respirar....Muito alto!
Dormimos em La Paz e no outro dia cedo pegamos um ônibus para Copacabana.

18 – COPACABANA – Procurar o tour para Isla del Sol
Duração da viagem - 4h 
Custo-B$ 20.00 – R$ 5,00 
* Pegamos uma van que sai da frente do Cemitério até Copacabana. Há varias vans saindo de hora em hora. E lá se pega o ônibus para Copacabana. O Legal é que vamos atravessar o Lago Titicaca.
O quanto mais cedo melhor (às 8:00), para chegar em Copacabana na hora do almoço é ideal.
Passar o dia em Isla del Sol.
“Chegando em Copacabana, fomos deixados na frente do escritório da agência que era responsável pelo nosso ônibus do dia seguinte para Cusco. Ali, imediatamente compramos nosso ticket para irmos à parte norte da Isla del Sol, por um valor de 25Bs por pessoa. Como faríamos a trilha do norte para o sul, não poderíamos levar nossas mochilas de carga (muito peso para uma trilha relativamente longa). Por sugestão do funcionário da agência, deixamos nossas mochilas de carga na própria agência, e pegaríamos somente no dia seguinte. Assim, preparamos nossas mochilas de ataque com tudo que precisaríamos para fazer a trilha na Isla del Sol e pernoitar por lá.”
Dormir na Isla del Sol
(VER HOSTEL)
Sugestão: Hospedagem: 160Bs por um quarto duplo com banheiro (e água quente) na Palla Khasa ( http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g303187-d1862729-Reviews-Palla_Khasa_Ecological_Hotel-Isla_del_Sol_La_Paz_Department.html).

19 – ISLA DEL SOL

A tarde pegar ônibus para Copacabana.
(Lago Titicaca / Morro do Calvário)
* Uma das cidades mais lindas, ótimos restaurantes e tudo barato! Bares muito legais também, vale a pena parar e conhecer.
* IMPERDÍVEL...Subir o o Morro do Calvário para ver  o por do sol no lago Titicaca. Sem palavras.
* Um prato que não deve deixar de ser apreciado é a Truta, muito saborosa, e barata nessa região.
* Artesanato e presentes são muito baratos! 
Passeio pela Ilha do Sol  se a gente não quiser dormir.
- A lancha sai todos os dias as 8:00h e leva em torno de 1,5 hora de viagem (11 km). O passeio na Ilha dura quase o dia todo, voltamos as 17:00. Vale muito a pena também.
Domimos em Copacabana e aproveitamos para conhecer mais um pouco a cidade
(VER HOSTEL EM COPACABANA)

20 – PUNO
 *Duração da viagem Copacabana – Puno - 6h (saída pela manhã)
Custo-B$15.00 – R$ 5,00
Ver algo no lago Titicata.
“Ao visitar o Lago Titicaca , a cidade de Puno é o melhor lugar para ficar no lado Peruano. A cidade é um lugar interessante para visitar e é conhecida como a capital do folclore no Peru. Ela também tem uma bela e antiga catedral , e esta muito próxima das maiores atrações do Peru como Machu Picchu e a cidade de Cusco.
De acordo com a mitologia Inca, este é o lugar onde o mundo foi criado, o deus Viracocha saiu do lago e criou o sol, as estrelas e as primeiras pessoas.”
*Duração da viagem Puno – Cusco – aprox. 9h (viagem durante a noite)
Custo-S/ 20.00 – R$ 13,00
não perde o dia viajando. Cuidado com o horário porque a fronteira para o Peru fecha às 19:00 h.
Chegada em Cusco pela manhã.

21 e 22 – CUSCO
Um dia visita ao Vale Sagrado e um para City Tour
- City Tour (1 dia): Compre o boleto e procure alguma agencia para fazer os passeios. Nos cobraram $20,00=R$36,40 por 1 dia, pesquisar bastante pois os preços variam. 
* Conhecer igrejas, passear pela cidade.
(VER HOSTEL EM CUSCO)

23 – Águas Calientes - MACHU PICCHU
Carol realize seu sonho
Voltamos para Cusco e pegamos um avião para Lima
 (VER HOSTEL PODE SER O MESMO)

24 – CUSCO E LIMA
Avião.
(Comprar passagens aqui => https://sslzone.starperu.com/booking1.php)

City Tour


segunda-feira, setembro 28, 2015

Mutirão de limpeza da Escola

Hoje passamos o dia inteiro limpando o Silva Jardim.
Tiramos mais de 100 carrinhos de mão cheios de lodo, barro e outras coisas que a enxurrada trouxe.
As quadras descobertas, bem como o ginásio e os corredores estavam cobertos de terra e sujeira e tivemos que tirar tudo com enxadas e pás, então gostaria de agradecer aos meus colegas que mais uma vez demonstraram a nossa união e hoje passaram o dia carregando terra, água, lavando, cavando, no sol ou molhados mas dando o seu melhor.
De quase mil alunos, apenas 4 compareceram para nos ajudar (agradecimento especial ao Vinicius SIlva da Rosa, Leonardo Silva, Gustavo Dorigon e Carlos Reich) e das dezenas de pais apenas uma mãe, a senhora Angelita Marian Weingartner arregaçou as mangas e com uma pá nos ajudou exaustivamente. Eu entendo que a grande maioria dos pais também estava trabalhando e sua ausência é justificável, mas to escrevendo esse texto apenas para lembrar que quando esses mesmo pais perdem seu tempo precioso para reclamar de greves e falar mal dos professores eles deveriam lembrar de episódios assim, quando somos nós que fazemos de tudo para manter "Nossa Escola" funcionando. Que sempre que é preciso NÓS estamos lá, para fazer o que for necessário para o bem da "Nossa Escola".
E digo "Nossa Escola" por ter um carinho especial por essa escola, não apenas por ser o lugar onde trabalho, mas por ter sido o lugar onde estudei, onde minha mãe estudou, por ser aquele o local responsável pela educação da grande maioria dos alfredenses, então gostaria que meus alunos e seus pais demonstrassem mais comprometimento para com ela, pois aposto que não foi isso que vocês aprenderam na EEB Silva Jardim.
A atitude parte de nós, a mudança também.
Ps: Isso aqui não é uma lição de moral, mas muitas pessoas precisam ler para aprenderem a não compartilharem fotos de tragédias para ganhar likes e depois esquecerem que podem fazer algo para mudar a situação consternadora. Dezenas de pessoas compartilharam fotos do alagamento na escola falando o quanto sentiam e eu senti falta delas hoje para ajudar na limpeza.
A seguir algumas fotos da limpeza que podem ser vistas também no blog da Escola.