quinta-feira, janeiro 31, 2013

2012 - Niterói - (Setembro)


Precisava tirar meu visto, para finalmente fazer a viagem dos meus sonhos e pra isso fui obrigada a ir pra o Rio (nossa, muito sofrimento, quase um castigo ir para lá... só que muito ao contrário). Era setembro, época de trabalho e estudo, então eu tive que praticamente morar na escola durante alguns meses antes, para juntar horas e tira-las em setembro.


22/09 – This Is Halloween
Cheguei de manhã no Galeão, Hugo foi me buscar e de ônibus fomos até Niterói, iriamos encontrar Rá em um jogo de handebol, mas quando chegamos lá o jogo já tinha acabado. No caminho fiquei horrorizada pelas coisas contadas por Hugo e aproveitamos para pedir pra Re levar o vídeo game pra casa da Rá. Encontramos Rá no plaza, não demorou muito chegou Renata. De lá fomos para o apartamento de Rá, Iago também ia se juntar a nós. Passamos no mercado para comprar algumas guloseimas, para completar nosso momento de criança.
Simplesmente foi a noite mais divertida que já passei em Niterói.
Raíssa preparou uma pina colada deliciosa, não contarei que ela teve alguns problemas preparando... fomos jogar. Começamos por Mario Kart e Guittar Hero, não gostei. (No guittar eu não conseguia tocar nenhuma nota do botão amarelo, e no Mario... puff melhor nem comentar, até no da espada com a Renata roubando eu estava perdendo) eu já estava começando a achar tudo sem graça (odeio perder), foi quando pegamos o cd Just Dance 3. Véi o que é aquilo??? HUAHUAUHAUHA
Dançamos várias musicas, riamos sem parar, muito divertido. Mas o auge foi na música This Is Halloween! Eu como caveira, Hugo como abóbora, Re de Vampiro e Rá como Bruxinha certamente nos renderam o Oscar de melhor performance da noite. Filmamos e me acabo de rir cada vez que assisto. E foi isso, me diverti como há tempos não fazia, foi maravilhoso e ainda temos lembranças deliciosas e constrangedoras afinal alguns vídeos da gente dançando são lastimáveis. Hugo e Renata foram embora, Iago já tinha ido um pouco antes, ficamos tratados para o próximo dia.

23/09 – Fortaleza de Santa Cruz
A Fortaleza de Santa Cruz da Barra localiza-se na barra da baía de Guanabara, no bairro de Jurujuba, em Niterói. Fomos para lá de ônibus, eu, Rá, Re, André, Iago e Abdon (amigo de infância do Iago).
Cruzando fogos com a Fortaleza de São João e com o Forte Tamandaré da Laje, constituiu a principal estrutura defensiva da barra da baía de Guanabara e da cidade e porto do Rio de Janeiro durante o período da Colônia e do Império. Encontra-se guarnecida até aos dias de hoje, atraindo uma média de 3.500 visitantes por mês, em visitas guiadas, de hora em hora, com a duração de cerca de 45 minutos. Algumas pessoas devem ter a sorte de pegar bons guias, o que não foi o nosso caso. Ele falava errado e não respondia nossas perguntas. Ficamos com inveja dos outros visitantes que passavam pela gente, por conta dele até hoje penso que pode ter sido o Holandês voador o barco que fez com que aqueles canhões fossem usados pela primeira vez. Apesar disso é um passeio historicamente muito rico, sem falar na vista que não deixa nada a desejar.
Antes de entrarmos ficamos aguardando em uma pracinha que fica dentro da fortaleza, lá encontram-se alguns canhões. Claro, tiramos muitas fotos. Tínhamos até um fotografo particular, que registrou belas imagens! =P "The Charlie Angels"


Fiquei muito impressionada em saber que aquele local foi usado como prisão no tempo da ditadura, as celas são primitivas, apertadas e na época da ditadura muita gente inocente foi mandada pra lá. Acho que se eu tivesse vivido naquela época provavelmente teria morrido, pois ia fazer um auê diante dessas coisas.
Renata só pensava em locar o local para gravar um filme. Gente aquele lugar é lindo. É de se perder, olhando admirado, tentando registar cada detalhe daquele monstro de pedra e concreto.
Na volta fomos jantar no plaza. Ficamos boquiabertos com as histórias lá ouvidas. Você consegue... ??? Gente maluca.


24/09 – Enrolada na embaixada
Fomos até a embaixada, encaminhar a papelada do meu visto e é incrível, até lá a pilantragem é grande. Senti-me em um filme de espionagem, uma funcionaria tinha falas de filme desse tipo. Faltou um papel, na verdade eu tinha o papel, mas a moça que organizava a fila me disse que eu deveria imprimir novamente e sabem como é a fama de como é difícil conseguir o visto americano né, resolvi não correr riscos e fazer o que ela pedia. Então, segue o diálogo:
Eu: Eu não sou daqui, onde posso imprimir?
Funcionária: Não aqui perto não tem, mas procure no comercio.
Eu: Mas como? (Moça me empurrando)
Funcionária: Alguém vai lhe ajudar
Eu: Quem moça? Eu não conheço ninguém aqui.
Funcionária: Vai vai, alguém vai te ajudar (ela ainda me colocando pra rua)
Eu: Eu não sei onde, me ajuda moça (eu já estava ficando assustada com a situação)
Funcionária: Alguém do comércio vai lhe ajudar, pede ajuda no comercio.
Meio encabulada eu sai... e como ela disse fui pedir ajuda no comercio. A única coisa comercial que tinha por ali era um chaveiro... então cheguei e falei. “Oi, a moça disse que você pode me ajudar”. E ele disse: “Eu não posso, mas sei quem pode” e nisso já veio um outro moço e disse, que ia me ajudar. Nos levou para perto de um carro (Iago estava comigo) e o carro era um verdadeiro escritório. Tirou alguns banquinhos, laptop, impressora e nos atendeu  com a maior gentileza, cobrando apenas 30 reais pela impressão. Me senti muito otária, aquela mulher obviamente tem um trato com o cara e ganham muito dinheiro enrolando as pessoas de bem. Puff
Voltei a embaixada e tudo correu bem, no dia seguinte eu ainda deveria ir ao consulado.
Eu e Iago voltamos para Nikiti, almoçamos e como eu estava para ser enrolada aquele dia, ainda paguei 3 reais pra um cara chato, por uma folha com uma poesia péssima.

25/09 – A quinta na terça
No consulado tudo bem, apesar de eu me enrolar um pouco com o sotaque da mulher que me atendeu, em Janeiro eu poderia ir para New York! Um sonho!!!
Saindo de lá eu e Raíssa fomos para a Quinta da boa vista e pirem. ESTAVA ABERTA A VISITAÇÃO! Deve ter sido a terceira ou quarta vez que fui lá e pela primeira vez estava aberta.
Pra quem não sabe, a Quinta da Boa Vista localiza-se no bairro de São Cristóvão e constitui-se atualmente em um parque público de grande valor histórico. Nas dependências da Quinta localizam-se o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro e o Museu Nacional, instalado no local do antigo Paço da Imperial Quinta de São Cristóvão, sendo este edifício um magnífico palácio em estilo neoclássico.
Foi utilizado durante o Império do Brasil (1822-1889) como residência pela família imperial brasileira, desde a proclamação da independência do Brasil (1822) por Dom Pedro de Alcântara de Bragança, Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e, posteriormente, o primeiro imperador do Brasil como Dom Pedro I. Tendo antes sido utilizado como residência pela família real portuguesa. Ou seja DOM PEDRO MOROU LÁ!
Para mim só por ele ter morado lá já valeria uma visita, mas assim que entrei percebi o quão interessante é aquele lugar. Fiquei impressionada diante da coleção egípcia deles, é um dos maiores que já vi, dizem que foi confiscado no porto do Rio, por Dom Pedro, sempre astuto o meu herói. Hoje podemos apreciar o acervo graças a ele, caso contrário teríamos que ir para argentina, a priori o destino.

O matéria referente às civilizações primitivas das Américas também é fascinante. Nossa eu passaria horas dentro daquele museu, muita cultura concentrada naquelas salas. E tinha dinossauros!!!
Fiquei perplexa também vendo a educação dos alunos de uma escola publica lá do Rio que realizavam uma visita, era simplesmente inexistente. Não adianta como professora presto atenção nessas coisas e os alunos de minha escola, também publica, poderiam dar aulas de educação por lá. Assustador.
Terminamos o passeio dando uma volta pelo jardim. Eu estava muito feliz por ter finalmente entrado no museu e beijado o busto de Dom Pedro. uhauhhua


Almoçamos novamente no Plaza e como eu iria embora naquele dia fomos para casa arrumar o que faltava. Tudo estava caminhando bem e nosso cronograma estava dentro do previsto, até que despencou um aguaceiro, bem enquanto estávamos saindo.
O ônibus demorou muito para chegar, mas ainda tínhamos tempo. Porém na ponte ficamos parados, por quase quarenta minutos. Era quase inevitável, eu perderia o avião. Por um milagre voltamos a andar, mas muito lentamente. Eu já estava quase entrando em desespero, fora que nosso ônibus teve uma rota meio estranha e eu já contava com o assalto.
Conseguimos chegar ao aeroporto e a moça por gentileza fez meu check-in, afinal, eu tinha sofrido um acidente, segundo Raíssa, mal pude me despedir dela. Sai correndo Galeão afora... com meu nome sendo anunciado no alto falante. (Nos filmes tem bem mais glammour, posso afirmar) e quando cheguei ao ônibus que nos levaria até o avião um sujeito ainda perguntou se eu tinha me machucado, eu com um sorriso amarelo e meio sem entender disse que estava bem. (Tinham avisado pelo rádio que era pra aguardar uma passageira que tinha sofrido acidente huauhauhauh).
Viagem perfeita, com pessoas maravilhosas, me sinto feliz simplesmente relembrando essa viagem.
 Com o visto quase em mãos, New York que me aguardasse! =D


Carol Pereira

quarta-feira, janeiro 30, 2013

2010 - Porto Alegre


O porto sempre alegre...

Estávamos todas entusiasmadíssimas e fomos uns dias antes para aproveitarmos a capital gaúcha. Seria nossa primeira viagem internacional, todo mundo estava cheio de expectativas, sonhando em como seriam nossos dias na terras dos Hermanos.
Cheguei na manhã do dia 24 de Julho em Porto, fui de ônibus e no dia anterior tinha visitado Lages, reencontrei os amigos Alvarino, Any e Vivi, e após uma divertida janta eles me levaram até a rodoviária, passei a noite inteira dentro do ônibus, chegando logo cedinho em Porto Alegre e Aline foi me apanhar. A tardinha foi a hora da gente ir até a rodoviária buscar Rita, que vinha de São Paulo.

25/07 – Passeio de Barco
Ir a Porto Alegre e não visitar a Redenção não é permitido.
O Parque Farroupilha, mais conhecido como Parque da Redenção ou simplesmente por Redenção, é o parque mais tradicional e popular de Porto Alegre.
Sendo um local visitado por muitos porto-alegrenses nas horas de descanso, seja para praticar esportes, tomar sol ou confraternizar tomando um chimarrão com a família e amigos. É claro, lá também tem os indiozinhos que partem meu coração. Pode parecer exagero, mas em certos aspectos a Redenção se parece muito com o Central Park.
Fomos apresentar o parque para Rita e devo afirmar que me decepcionei um pouco, pois pensávamos que ela ia amar o local, assim como todas as MP’s amaram assim que pisaram lá pela primeira vez, mas ela achou sem graça. Rita boboca! =P Estava garoando então não estendemos muito o passeio, indo direto para o ponto de onde partiríamos de barco.
Há dois pontos de onde os barcos saem para os passeios no Lago Guaíba. Um deles é junto à Usina do Gasômetro e o outro, no portão central do Cais do Porto, ambos no centro de Porto Alegre, nós saímos do Gasômetro.
O nosso barco se chamava a Noiva do Caí e faz uma parada na ilha da pintada.
O Lago Guaíba é um dos mais famosos do Sul do Brasil – tem 496 quilômetros quadrados. A cidade de Porto Alegre está histórica e culturalmente ligada ao Lago Guaíba, desde a chegada dos primeiros casais açorianos até o atual desenvolvimento econômico da região.
O passeio de barco é breve – dura aproximadamente 2 horas. Ele sai em direção ao rio Jacuí, com parada de uma hora na Colônia de Pescadores Z-5 na Ilha da Pintada para almoço do Tradicional Peixe na Taquara. O barco então retorna passando por alguns canais do Delta do Jacuí. Passando por diversas ilhas, entre elas a Ilha das Flores, famosa por aquele documentário do lixão.
 (Eu não dei muita atenção a ela, eu não estou me lembrando o porque, mas algo estava me incomodando na volta desse passeio.)
A ilha pintada é um lugar pacato e quase sem opções para almoço. Se você está prestes a fazer uma viagem internacional e esta contando as moedinhas pra não passar fome no estrangeiro sugiro que leve uma marmita, ou uma cesta de piquenique... como não tínhamos nada disso, compremos alguns salgadinhos e fomos comer enquanto conhecíamos a ilha.


Almoçamos em casa e a comida da tia Ana deixa qualquer peixe na taquara no chinelo.
Antes tínhamos levado a Rita ao Gasômetro. 
Estávamos muito cansadas e nosso programa noturno foi assistir Gilmore Girls e não é nada pessoal, mas eu dormir. Sim, acho aquela série fofa, mas meio surreal para os meus padrões familiares, logo, não tenho muito interesse. Desculpe minha gente.

26/07 – Ipanema
Segundo a Wikipédia - Ipanema é um bairro nobre da zona sul da cidade . O bairro não é na sua totalidade um bairro nobre, mas tem algumas áreas com residências de alto padrão, principalmente nas ruas mais próximas à beira do lago Guaíba. (Eu não sabia que era um lago, pensei que o bairro margeava ao rio...)
Amplamente arborizado, o bairro Ipanema é um lugar notadamente residencial. Um calçadão e uma ciclovia atraem atletas e moradores durante os dias de verão. A praia é muito utilizada para lazer pela população de baixa renda, (por isso nos identificamos tantos com o bairro, certamente) apesar de ser considerada imprópria para o banho. 
(Nunca tomamos banho ainda, pois só fomos para lá no inverno).
Brincadeiras a parte, além do lugar ser lindo ele tem grande importância para mim e acredito que para todas as MP’s também, pois foi ali naquele bairro que nossa amizade, tão bonita, nasceu. Sempre que estou andando por lá fico lembrando daquele dia no ano de 2008 e sinto um misto de saudade e também de felicidade, por a vida ter me proporcionado aquele encontro.
O dia estava lindo, porém o vento era constante. Tiramos inúmeras fotos e nos divertimos bastante, passamos toda à tarde em Ipanema, aproveitei para subir novamente naquela arvoré que sempre fico entalada e comer churrrrrrrrrrrus. Fomo para a casa apenas ao cair da noite, para nos arrumarmos e ir comer o escondidinho da Paula.
Chegamos na casa de Paula e como sempre fomos muito bem recepcionados, sempre uma ótima anfitriã. Finalmente conheci Rose e não mentiram nada a respeito dela, pois a guria é um encanto. Ligamos para Raíssa, nos lamentando por ela não nos acompanhar a Buenos Aires e depois fomos saborear uma comida que em minha opinião é digna dos Deuses, o escondidinho da Paula, maravilha gastronômica do Lindóia.
Após a janta acendemos a Lareira (graças a mim, diga-se de passagem, que consegui por fogo naquilo) e ficamos jogando conversa fora, assistindo vídeos fofos de casais das séries e consumindo os licores do pai da Paula. Entre eles muitos de Gilmore... e tenho que admitir o vídeo da Lorelai Cantando “I will always love you” é de encher os olhos de lágrimas.  Cheias de amor no coração fomos dormir.



27/07 – Cantoria na Praça
Almoçamos e fomos para alguma praça do bairro Lindóia, lá ficamos ao sol, tomando chimarrão e entoando belas canções acompanhadas pelo violão. Uhahuahu Uma tarde gostosíssima.


28/07 – Centro Histórico
Deste dia lembro em especial que minha ferida na boca estava extremamente visível.
Passamos por vários locais do Centro Histórico de Porto Alegre como:
  • Mercado Municipal: que e um prédio histórico da cidade, um local imenso que ocupa um quarteirão inteiro.
  • Praça da Matriz: A praça e seu entorno são patrimônio nacional. Possui um enorme Monumento a Júlio de Castilhos com várias esculturas em bronze e em seu entorno existem importantes edifícios, destacando-se:
  • Palácio Piratini: sede do governo estadual, um suntuoso palácio em estilo eclético, desde 1986 tombado como Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e desde 2000 tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
  • Catedral Metropolitana de Porto Alegre: construção neoclássica erguida a partir de 1921, continuando em obras até 1986. Impressiona pela sua monumentalidade e atrai o olhar pela originalidade de soluções plásticas na fachada.
  • Palácio do Ministério Público: sede de um museu e centro cultural, é um dos mais antigos edifícios públicos de Porto Alegre.
  • Solar Palmeiro: exemplo típico das edificações da elite abastada do início do século XX, com rica ornamentação de fachada e um aspecto elegante.
  • Palácio Farroupilha: sede da Assembleia Legislativa, é um prédio modernista erguido nos anos 50, sendo um dos melhores exemplos deste estilo na cidade.
  • Theatro São Pedro: construção neoclássica inaugurada em 1858, foi considerado por todos os viajantes do século XIX como digno de qualquer capital europeia. Depois de brilhante carreira até meados do século XX, recebendo companhias de ópera e teatro e músicos de renome internacional, caiu em abandono e esteve prestes a ser demolido nos anos 70 em vista de seu péssimo estado de conservação. Restaurado, hoje é um dos teatros mais celebrados do Brasil.


Fomos até a casa de cultura Mário Quintana que é um grande centro cultural, cujos espaços estão voltados para o cinema, a música, as artes visuais, a dança, o teatro e a literatura. Leva o nome do poeta Mário Quintana (1906-1994), que residiu no prédio, antigamente o hotel Majestic, por muitos anos de sua vida.

Pra completar o passeio fomos até o porto que deu nome a cidade e fiquei encantada pelo local.
No dia seguinte era reorganizar as malas, trocar dinheiro, comprar o que nos faltava para levar e tirar as bolinhas do meu casaco rosa. Estávamos todos muito ansiosos para a viagem, que prometia ser demais e de fato, não nos decepcionou. (Confira aqui a viagem paraa Argentina – Buenos Aires)



Carol Pereira

terça-feira, janeiro 29, 2013

2011 - Florianópolis


Camelos.
Lição da Viagem: NUNCA, MAS NUNCA ACREDITAR QUANDO O LUCIANO FALAR QUE ALGUMA COISA FICA PERTO.
Bom, vamos iniciar pela promoção, na semana antes do show rolou uma promoção na RBS TV para entrar no camarim do kid e também ganhar dois ingressos. Eu queria participar e Su me deu a ideia de mandar alguma resposta no nome dela também e então ela me colocaria como acompanhante. Eu já iria ao show, mas a parte do camarim muito me interessava. É claro que achei a ideia ótima, mais chances de ganhar!
Na sexta feira, no Jornal do Almoço, para surpresa de todos Suzanne foi a vencedora da promoção com a minha frase, aliás, com a frase que o Hugo tinha me passado para colocar.
Su teria que ir ao show! Uhahuahuahu Não sei se era bem o que ela ou o Evandro queriam, mas foram, de bom coração e ainda puderam desfrutar de um maravilhoso show e Su pode conhecer Paula. (Dizem que Su a amou, só que não).

15/06 – Dia do Show
Fui ao Oftalmo, sim gente, eu tinha que ir ok?
Mas antes encontrei a Aline e ela me acompanhou. Sai do consultório sem enxergar muito, mas com a audição perfeita pude ouvir ao passar em frente ao local onde o sol iria ocorrer o solo de sax de dizer não é dizer sim. Jantamos e fomos encontrar Suzanne e Evandro que estavam chegando. Aline me disse que dava pra ir a pé da rodoviária ao shopping e como de carro é super perto pensei que poderíamos ir. Se arrependimento matasse...
Andamos e nunca chegava, o super perto, feito em pouquinhos minutos de carro eram seis, SEIS longos quilômetros, feitos recebendo no rosto fortes rajadas de vento. Meu cabelo mais uma vez era a imagem da tragédia. Chegar no shopping soava como vitória. Nunca fiquei tão feliz ao chegar no Beira Mar.
Do beira mar marcamos de encontrar Su na rodoviária e aproveitamos para nos trocar lá. Péssima ideia. Fomos nos trocar e enquanto estávamos no banheiro deve ter chego algum ônibus, pois chegaram ao banheiro de uma só vez uma 10 mulheres, apressadas e começaram a bater na porta, como eu estava sem a roupa demorei um pouco e elas batiam e xingavam, minha vontade era entrar no vaso e dar descarga para sumir dali. Nunca mais queria ter que sair daquele banheiro. Fiquei com vergonha delas acharem meu vestido curto e pensarem que eu era um puta de rua trocando de roupa na rodoviária e acho que foi exatamente o que elas pensaram. UHHUUHAHUAHUAHU
Consegui sair do banheiro, morrendo de vergonha e assim que eles chegaram fomos conferir a promoção e fomos levados direto ao camarim. Lá Paula nos recebeu e voltamos para o show (To sendo breve, pois o objetivo aqui não é falar do Kid Abelha, não é mesmo minha gente?) Depois do Show, voltamos ao camarim, desta vez sem a Suzanne, que já tinha retornado a Alfredo e então vimos Bruno e George. Nos reunimos com os outros fãs do Kid que estavam por lá e depois o pai da Ciça nos deixou na casa do Lu, em Canasvieiras.
Ao chegarmos em casa estávamos em êxtase, e Luciano nos divertiu com suas suposições e coincidência (só que não) com o Kid. Rimos muito.

16/06 – Nunca Acredite o Luciano
Acordamos e falamos de um dia escrever a bibliografia do Kid, gravar um filme, um documentário, sei lá... estávamos muito empolgados por causa do show ainda.  Segundo Luciano almoçamos: arroz, feijão, batata frita, alface, tomate e coca-cola. E depois resolvemos ir até Jurerê, pois era pertinho! O.o

Bom, descemos perto de uma pracinha, e fomos seguindo pela beira do mar, até que chegamos a algumas pedras, e logo não tinha mais como voltar e segundo em frente não tinha mais saída da praia pra rua, eram todas propriedades particulares, não queríamos ser presos. O caminho era cheio de pedras imensas, lisas e distantes umas das outras, em alguns momentos tínhamos que saltar. Tudo bem, mas devido a minha baixa visão eu tenho um pouco de dificuldade pra perceber a real profundidade, juro... quase chorei e é claro queria matar o Luciano. Andamos, andamos, encontramos um cara fumando maconha, passamos por ele e minha mãe ligou, tremi na hora que atendi... pensando que ela sentiria o cheio e pensaria que era eu Uhahuahuahu bobeira, mas então continuamos andando, andando, andando, e já estava quase ficando noite quando finalmente chegamos a um lugar que Luciano diz ser Jurerê, eu tenho minhas dúvidas, tiramos inúmeras fotos em um trapiche, para não perdemos totalmente nosso dia de passeio. 

Finalmente conseguimos sair da praia, mas se você pensa que nosso problema estava resolvido, você esta enganado. Ainda tínhamos que voltar e simplesmente não existe taxi naquela parte da cidade, tivemos que voltar tudo a pé, eu não queria estar na pele do Lu, que ouviu poucas e boas. Ao chegarmos em casa pegamos nossas coisas e fomos para o centro, pro Hi Hostel (não, não... a gente não excluiu o Lu de nossas vidas, apenas fomos para o centro, já que tínhamos o Hostel reservado, e combinamos de jantar com ele mais tarde.)

Nos acomodamos no centro e pegamos as orientações para ir até o Didge Steakhouse Pub, que fica na Beira Mar. Chegando lá existia uma imensa fila, aguardamos do lado de fora e lá Lu nos encontrou. O lugar é maravilhoso, a comida é uma delicia e pra completar ainda tinha uma banda tocando, que sério, parecia que tinha o playlist escolhido pela gente, só musicas boas! Foi uma noite perfeita! Na rua os músicos vieram falar conosco, já que pensaram que Aline era muito nova para saber tantas musicas antigas. Acabei descobrindo que um deles é descendente de Alfredo Wagner (o cara), além disso ele disse que pareço a Jennifer Aniston. LINDO! Huauhuahu Dane-se se não parece, temos que respeitar a opinião de todos, e na dele... eu pareço. Voltamos ao Hostel, Lu ficou conosco até umas cinco da manhã, para ficar mais seguro ele voltar para casa de ônibus.



17/06 – Centro Morto
Como de praxe em grandes cidades, o centro estava morto no domingo pela manhã, tivemos até dificuldade para encontrar algum local para comer, acabamos indo almoçar no Shopping. Depois pegamos um taxi e fomos passear, matando tempo enquanto a hora do ônibus não chegava. Ventava muito e nossas fotos perto da ponte não ficaram tão boas quanto desejávamos.  
Desse passeio só se salvou nossa noite no Didge e é claro a companhia dos meus amigos que me renderam boas risadas e momentos de alegria.

Carol Pereira

2012 - Florianópolis


Hugo me devia uma visita e como Alfredo Wagner não pode competir com todos os pontos turísticos do Rio apresentados por Hugo a mim, o destino escolhido foi Floripa, em uma viagem curtinha de apenas um final de semana, que aconteceu antes das férias de julho, já que eu teria aula na faculdade neste período.
Para completar a festa convidamos Aline e Paula que vieram de Porto Alegre e junto com o Hugo do Rio, veio Fernanda, Andreia e Eberson.
Ficamos no canto da Lagoa, um lugar lindooooooooo. Não é exagero, o lugar é muito bonito e sossegado.

29/06 – Fui pra Floripa, levar o João Marcelo ao oftalmologista, pois o bebe herdou “os pobrema” da irmã. Antes disso encontramos Hugo e a galera do Rio na rodoviária (ainda faltava as gurias, que sairiam de POA apenas às 18 horas).  Ps.: Eu saí de Alfredo e era inverno, cheguei na Capital e como que em um toc de mágica tinha voltamos a ser verão, resultado: EU NÃO TINHA ROUPA APROPRIADA PARA A ESTAÇÃO.
Fomos almoçar no mercado publico que tem lugares onde a comida é típica da ilha e uma delicia, o preço pode ser bem salgado, mas compensa se você quiser comer bem, após comer, conhecemos um pouco do Mercado publico, que apesar do pouco glamour e do odor vindo em alguns pontos das peixarias é um lugar encantador, que merece registros fotográficos. Depois levei J ao oftalmo e voltamos a nos encontrar na praça XV, de lá nos aproximamos da ponte Hercílio Luz para algumas fotos. Tivemos como presente um por do sol lindo, que pinto o céu de alaranjado e com a ponte ao fundo nos rendeu belas fotos. Depois disso encontramos Henrique, que foi apanhar João Marcelo que passaria o final de semana com ele em Floripa e então seguimos para a Lagoa, aliás, para o canto da Lagoa, ficamos no Hostel Backpakers Sharehouse, que fica na encosta de um morro, com uma vista belíssima para a praia.


Ao chegarmos tivemos uma pequena situação de desentendimento com o recepcionista que foi engraçadíssima, apesar de embaraçosa. Já ri muito disso, mas no dia bem ficamos em uma saia justa, por fim tudo se resolveu. Então apenas aguardamos a chegada delas, que ocorreu pouco antes da 1:30 da manhã, apesar do hostel ser um encanto, andar pela ruela que leva até ele na madrugada pode ser meio estranho, pois é cheia de “manos” suspeitérrimos, mas mesmo assim descemos para encontrar as gurias, Mila veio com elas também, conversamos, matamos a saudade, mas logo fomos dormir, pois tínhamos muito que aproveitar no outro dia.

30/06 – Logo cedo acordamos e fomos matear, há! Enquanto tomávamos café da manha com vista para o canal da barra, dando tchau para as lanchas que passavam pertinho da gente decidimos que iriamos conhecer o projeto Tamar. Fomos andando pela praia, tomando chimarrão. (Eu sempre achei engraçado ver os gaúchos com seus utensílios de chimarrão andando pela praia, mas como ninguém sabia que eu não era gaúcha eu andava com a cuia também.)
O Projeto Tamar tem como objetivo proteger as espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção. O nome Tamar é uma mistura das palavras tartaruga e marinha. Existem bases do projeto ao longo de toda a costa brasileira, visitando o parque além de estamos conhecendo um pouco mais sobre as tartarugas marinhas ainda estamos contribuindo com o projeto.

Dentro da sede do projeto que fica na Praia da Barra da Lagoa, tivemos inúmeras informações e pudemos ficar pertinho das tartarugas dos tanques, além de termos a presença de biólogos que esclareciam nossas duvidas sobre os animais. Não posso dizer que elas são lindas, assim no sentido amplo da palavra, mas são belos animais, além de velhonas, pois algumas tinham mais de 100 anos.
Lá tiramos muitas fotos, voltando a ser crianças, demos chimarrão para as tartarugas (alto lá você que é protetor dos animais, e já está pensando em nos denunciar, as tartarugas de mentira, estatuas... estas tomaram chimas) e fizemos um mega show no palco do Tamar. Foi lindo.


Saindo do projeto (sem comprar minha blusa, que me faria parecer uma paleontóloga) fomos almoçar. Desta vez no Meu Cantinho, um restaurante que ficava no caminho até o nosso hostel, novamente preço salgado mas comida deliciosa. Chegando ao Hostel nos preparamos para ir até a Joaquina. Como eu estava desprevenida, sem roupas de verão fui com a blusa do pijama da Aline, isso mesmo, com o pijama. Ninguém pode falar que percebeu antes de eu contar isso aqui, pois estaria descaradamente mentindo.
Fomos de ônibus até a Joaca, e levamos pranchas do hostel para surfarmos nas dunas. (Como gato escaldado tem medo de água fria e minha ultima experiência naquelas dunas não tinham sido das melhores (Floripa Turistica), resolvi desces desta vez apenas sentada). Ficamos horas lá nas Dunas, vendo os meninos descer e jogando conversa fora, Mila e Paula não estavam conosco neste momento, tinham ido até a casa da tia da Paula, que mora ali por perto. Depois fomos pelo meio das dunas até a praia, chegando fomos até as pedras que ficam do lado esquerdo, de lá assistimos ao por do sol. 
Perdemos o ultimo ônibus e então fomos comer para tentar nos consolar. Descobrimos que se andássemos uns 3 quilômetros (que mais pareciam uns 20) chegaríamos até uma vila, onde além de um mercado ainda existia alguns ônibus passando. No caminho até lá Aline e eu suspirávamos por Castle e Beckett, não víamos a hora da nova temporada iniciar. Nooooooooossa, delirávamos pelo beijo dado pelos dois no final da 4ª temporada. Chegando ao mercado o escondidinho da Paula foi por água abaixo, já que quando ela voltou da casa da madrinha e nos encontrou nas pedras elas não vieram sozinhas, o cachorro do irmão de Paula tinha as acompanhado e agora elas precisavam leva-lo de novo até em casa.


 No mercado compramos ingredientes para prepararmos nossa janta e também várias “Ixtelax”.
Chegando no hostel, Aline e eu assistimos muitos vídeos fofos de Castle enquanto Fernanda preparava uma janta deliciosa. Menu do dia “Strognoff”. Uma delicia, após a janta tomamos nossas “Ixtelax” e nos divertimos muito, curtindo a paisagem e o friozinho que noite trazia. Nesta noite descobri que sou muito, muito antiquada.



30/06 – Nem lembro de ter me despedido de Hugo e dos outros, eles foram cedinho, acordamos um pouco mais tarde, fechamos nossa conta e de carro fomos para a casa da madrinha da Paula. Almoçamos lá e depois fomos para a praia, ver o irmão dela surfar. Paula e eu, feito ginastas também mostramos nossos dotes atléticos na areia. Voltamos para casa, assistimos ao jogo e mais tarde, as gurias me deixaram na rodoviária, elas desceram para finalmente conhecerem o João Marcelo, que com toda sua simpatia mal deu oi a elas, morrendo de vergonha. Depois elas seguiram para Porto e eu voltei a Alfredo.


Eterna duvida: Porque aqueles casal de Ingleses não ia a praia? Ir viajar e ficar lendo na varanda? Não pode.
Outra coisa... E aquela guria que dormiu com o Australiano? Aff . uhahuahua

Carol Pereira