sexta-feira, setembro 14, 2018

Personalidades - Paulo Pedro Bunn


Daniela Bunn

Data de nascimento: 6 de abril de 1907
Data de falecimento: 3 de janeiro de 1970 
Conhecer nossa cidade e nossos antepassados é conhecer um pouco mais de nós mesmos, de nossas raízes. É dessa bela iniciativa do projeto “Conhecendo Alfredo Wagner” que vozes esquecidas (ou desconhecidas às gerações mais novas) resurgem e completam o grande quebra-cabeça da composição histórica de nosso município. As pessoas que moraram no Barracão, seus feitos, suas histórias – nossas histórias, afinal,  em cidade pequena, quase todo mundo é primo de todo mundo. 

Venho apresentar então meu avô, que não cheguei a conhecer, mas que teve uma longa trajetória profissional, familiar e religiosa muito atuante em nossa comunidade.
Paulo Pedro Bunn nasceu em 6 abril de 1907, em Rancho de Tábuas, no município de Angelina/SC.  Descendente de alemães e filho de Pedro Jacob Bunn e Apolônia Goedert Bunn, casou-se com Irma Schutz, em 23 de julho de 1932 e veio, em seguida, morar no Barracão. Nessa época, Paulo tocava um curtume e possuía uma atafona (moinho de fazer farinha de mandioca, movido manualmente ou por animal). Com Irma, Paulo teve seis filhos: Nelsa, Inerto, Mário, Adelaide, Pedro Cristiano, Zelia e Angélica. Pedro Cristiano faleceu, tragicamente, em 17 de setembro de 1939, na roda d´água do engenho. Em primeiro de abril de 1945, Irma também falece, deixando esposo e cinco filhos.
Posteriormente, em 20 de setembro de 1946, Paulo se casou com Geni Goulart Bunn, com quem teve mais oito filhos, por ordem de nascimento: Raul, Elza, Aldo, Maria, Sônia, Elizabete, Paulo e Orlando. Paulo tinha um famoso açougue que fazia propaganda impressa nas revistas de Bom Retiro e região. Porém, como conta a filha mais velha, quando a carne chegou a custar 50 cruzeiros ele decidiu fechar o açougue, pois não concordava com o preço.
Paulo teve também uma fábrica de óleo de sassafrás. Em Santa Catarina, milhares de árvores foram picadas e transformadas em óleo num processo a vapor, entre os anos de 1940 e 1980, nas famosas fábricas de óleo de sassafrás ou “safrol”. Paulo teve também uma serraria, em sociedade com seu Izidoro Cechetto. A extração de madeira era feita no Bairro Soldadinho - os terrenos até hoje pertencem aos descendentes. Homem religioso e atuante, Paulo Pedro Bunn foi presidente, tesoureiro e leiloeiro da Igreja Matriz. Faleceu de câncer, em 03 de janeiro 1970, em Alfredo Wagner. É lembrado por muitos pela sua seriedade e dedicação frente aos anos que atuou em prol da Igreja Matriz.

Informações transmitidas por:
Aldo Bunn e Elza Bunn Varela

Personalidades - Sebastião Pereira - Sebastião Correio



Maria Luiza da Silva
Aline Machado de Andrade
Carol Pereira

Data de nascimento: 13 de janeiro 1870
Data de falecimento:  24 de dezembro de 1956

Sebastião Pereira, foi um dos primeiros moradores do Barracão, era um agricultor e possuía grande quantidade de terra. Ele morava no Barracão. Suas terras ficavam onde hoje está localizado as casinhas, o loteamento Forster e também toda a vargem do estreito depois do viaduto da BR 282.

Sebastião, era conhecido como Sebastião Correio, pois  prestava serviços a cidade através do correio, levado e trazendo malotes e correspondências à  cavalo ou de caretinha. Ele levava os malotes por todas as cidades entre Lages e Lontras. Os malotes eram levados até os trilhos de trêm de onde eles eram despachados para outras regiões mais distantes.
Ele, como grande parte da população da época estudou apenas até a 4° serie, pois naquela tempo, saber escrever o nome e fazer conta já era o suficiente.
Sebastião casou-se com Isaulina Pereira, também natural de Alfredo Wagner, juntos tiveram quatro filhos , sendo duas meninas e dois meninos.
Alguns acontecimentos trágicos marcaram sua vida, um deles foi quando um de seus filhos homens foi assassinado, em uma festa na Barra do Aririú em Palhoça  e o outra tragédia foi quando seu outro filho homem morreu de paratifo (febre Tifo).
Uma de suas filhas, chamada Santolina casou-se com Adalberto Rodolfo da Silva e ele era conhecido como Beto Correio. Ele herdou “sobrenome do sogro” e era responsável por arrumar as linhas telefônicas desde Taquaras até o morro do Trombudo, na divisa com o município de Bom Retiro.
Sebastião viveu até os 86 anos quando por complicações devido a idade veio a falecer.

Informações transmitidas por:
Quirino Iung


Personalidades - Angelo Valentim Cechetto


   Chélida Cechetto    
Data de nascimento: 26 de Junho de 1923
Data de Falecimento: 30 de agosto de 1997

Angelo Valentim Cechetto nasceu em Orleans – SC no dia 26 de Junho de 1923. Filho de Sebastião Cechetto e Antônia Cechetto, naturais da Itália.
            De família imigrante italiana, completou somente o primeiro ano do primário, pois não tinha condições de estudar.
             O pai de Angelo, Sebastião, era cego e o que foi de extrema importância para essa família foi uma gaita. Junto com o pai ele tocava em festas, na rua e em outros lugares para garantir o sustento da família, pois havia além de Angelo mais 7 filhos, sendo 3 mulheres e 4 homens.
            Ainda jovem foi para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Marinha e permaneceu por 6 anos. Após esse tempo, voltou para Alfredo Wagner e casou-se com Augusta Onofre com quem teve 3 filhas. Aproximadamente 11 anos depois, aos 33 anos de idade, ficou viúvo, tendo que criar suas filhas de 3, 5 e 10 anos sozinho.
            Algum tempo se passou e Angelo conheceu Maria Terezinha Farias, com quem casou e teve mais 9 filhos, sendo 7 homens e 2 mulheres.
        Enfrentou muitas dificuldades. Exerceu diversas profissões, dentre elas, marceneiro. Interessou-se por eletricidade, iniciando assim seus estudos nessa área. Já formado, seus conhecimentos saíram do papel e passaram a fazer a diferença na pequena cidade de Alfredo Wagner, já que esta acabará de receber a tão sonhada luz elétrica.    
            Na época, havia uma pequena usina movida a gerador, onde Angelo era o responsável pela manutenção e horário de uso. Só era possível ter iluminação das 19:00h às 23:00h, pois o gerador não tinha capacidade para gerar energia contínua.
Com a instalação da Celesc na cidade, Angelo foi um dos primeiros funcionários, pois já tinha experiência na geração de energia elétrica. Assim deu continuidade a um dos trabalhos mais importantes já realizados na cidade.
            Dedicou os seus 74 anos de vida a esta pequena cidade ajudando muitas pessoas e tornando-se uma grande lembrança, principalmente para os moradores mais antigos, pois a maioria das casas foi ele quem iluminou.
            Faleceu no dia 30 de Agosto de 1997 em Florianópolis devido a vários problemas de saúde, deixando sua esposa, 12 filhos, 17 netos e 1 bisneta.


Foto histórica - Colônia Militar Santa Thereza - 1931

Recebi algumas fotos dos historiadores Daniel R. Schmitt e Fábio Sidney Thiesen, obtidas na Igreja Matriz de Ituporanga. É com muita satisfação que compartilharei elas aqui com vocês.

A foto a seguir corresponde a: Procissão com a Imagem de Santa Thereza no dia da sua festa. 15 de outubro de 1931.


terça-feira, setembro 11, 2018

Histórias de nossa gente - Fernando Luiz Poeta




Recebi a visita do seu Poeta que, aos 89 anos, é uma fonte viva da nossa história e resolveu abrir as portas do seu passado e de sua família para nos contar um pouco sobre a história da nossa querida Alfredo Wagner.
Coronel Carlos Napoleão
O menino Fernando nasceu em quatro de junho de 1929 em São José e veio aos 15 anos morar definitivamente em Alfredo Wagner, na comunidade de Demoras. Fernando Luiz Poeta é neto de Coronel Carlos Napoleão Poeta, que está fortemente ligado com a história de toda a região; 
O pai do coronel era italiano, lutou pela unificação da Itália. Geronimo Poeta fazia parte da nobreza italiana e guerreou ao lado de Giuseppe Garibaldi. Foi com ele que veio para o Brasil, após fracassarem na Europa. Vieram para Porto dos Casais – hoje Porto Alegre.
Já no Brasil, lutou ao lado dos farrapos na Revolução Farroupilha. No Rio Grande do Sul, Geronimo casou-se com Ingracia Correia, filha do comendador Correia, homem que ganhou do Imperador as terras que faziam divisa com Santa Catarina e iam até Uruguaiana. Giuseppe voltou para a Itália, mas Geronimo resolveu abandonar as guerras, ficando no Brasil. Lá o amigo de batalhas venceu muitas vezes e, por isso, é considerado herói dos dois mundos.
Coronel Carlos Napoleão
Do casamento entre Geronimo e Ingracia nasceu Carlos Napoleão Poeta que, assim como o Napoleão francês, entrou para a carreira militar. Carlos cresceu, avançou na exército se tornando coronel e foi viver em Santa Catarina, compondo a extinta Guarda Nacional. Junto com ele, outros nomes conhecidos como Hercilio Luz, Felipe Schmitz, Lauro Muller e Gustavo Richard também eram coronéis na época. Está reconhecendo alguns nomes? Sim, os colegas de Carlos Napoleão Poeta se tornaram governadores.
Carlos se casou com Josefina Richard, que era ela filha de Gustavo Richard.
Nos últimos meses do ano de 1890, o Governo Provisório da República havia feito contratos com o Coronel Carlos Napoleão Poeta, o Coronel Gustavo Richard e o Coronel Emílio Brum para fundarem neste Estado núcleos agrícolas e fixarem lugares para colonos emigrantes. Os referidos concessionários transferiram os seus contratos para a Companhia de Colonização e Indústria de Santa Catarina, que tinha à sua frente o Coronel Carlos Napoleão Poeta, como diretor liquidante e se situava na Barra da Jararaca.
Essa empresa começou a intensificar o seu serviço de colonização em 1902, fazendo medições de lotes e abrindo estradas em suas terras.
Coronel Carlos Napoleão
Em 1908, o Coronel Carlos Napoleão Poeta contratou com o Governo do Estado a construção de uma estrada carroçável entre Barracão - atual Alfredo Wagner - e a barra do Rio do Oeste - hoje Rio do Sul. A estrada seguia a sinuosidade do Rio Itajaí Sul, desbravando-o, para ali admitir a localização de agricultores e fazer as bases para as futuras povoações. Até então, o transporte era feito por meio de canoas pelo Rio, mas essa jornada não era nada fácil As canoas não eram grandes e só servia dois ou três sacos, em cada cachoeira tinha que descer.
A empreitada não foi das mais fáceis. Lutaram contra muitos obstáculos, entre eles o perigo das matas e o ataque de índios que habitavam a região.
Entre os filhos do casal Carlos Napoleão e Josefina estava Carlos que, quando adulto, morava em Campos, no estado do Rio de Janeiro. Mas lá vivia uma vida desregrada, o que fez com que o Coronel Carlos Napoleão criasse seus filhos. Entre eles, Salvador Poeta, pai do nosso entrevistado, senhor Fernando.

Coronel Carlos Napoleão Poeta com a esposa Josefina e os netos: Salvador, Osvaldo e América

Salvador Poera
Salvador se tornou engenheiro geógrafo e estudou no Instituto Politécnico de Florianópolis. Há 84 anos, no dia 24 de maio de 1934, ele e outros engenheiros, entre eles o grande amigo Udo Deeker – ex-prefeito de Blumenau -, fundaram a Associação Catarinense de Engenheiros, ACE. Considerada a mais antiga associação da classe dos engenheiros de Santa Catarina, hoje congrega centenas de associados. Foi o embrião de todo o sistema organizacional da engenharia catarinense. Teve importante presença na implantação do CREA-SC, vinculados anteriormente a Regional do Rio Grande do Sul, na implantação das diversas Escolas de Engenharias da UFSC, no Sindicato dos Engenheiros de Santa Catarina (SENGE), na FECAEG, Federação Catarinense de Engenheiros e tantas outras instituições.
Toda a família morava em São José antes de virem para Alfredo Wagner.
Quando também veio para cá, o pai de Fernando comprou o Barro Preto. Comprou a área de 15.000.000 m².  Foi assim que Fernando e os irmãos Carlos Angelo, com apenas um ano, Nilton e a irmã Helena vieram morar em Alfredo Wagner. O mais novo, Geronimo, nasceu em 1946, já no Barro Preto.
Aqui Fernando – seu Poeta – vive desde os 15 anos até hoje. Se casou com Dulce da Silva e aqui criaram seus cinco filhos: Paulo Luiz Poeta, Pedro Poeta, Ana Maria Poeta, Angela Inês Poeta Schweitzer e Izaias Poeta.
Dulce era filha de Ladislau Alves da Silva que foi um dos primeiros moradores e tinha como profissão ser o estafeta, responsável por fazer o correio entre Lages e Alfredo Wagner. Além disso, levavam pinhão para Biguaçu e trocavam por farinha de mandioca e açúcar mascavo. O sogro morava no Saltinho – onde hoje se situa o Salto das Águas.
Para ir até Biguaçu levavam dias, dormiam pelo caminho. Ele relembra de uma casa abandonada no Alto da Boa Vista que servia de abrigo para os tropeiros.
Forte na memória de seu Fernando também está a lembrança de Emilio Kuntz, o engenheiro alemão nascido em Berlim e que também teve grande contribuição para o desenvolvimento dessa região. Emilio fez o levantamento e nivelamento da Estrada Santo Amaro – Lages. Segundo Seu Poeta, o engenheiro empreitou a construção da estrada e conta que ele montava no seu burro, com um facão de um lado e o revolver 44 do outro e ia até o palácio do governador buscar o dinheiro para pagar os “turmeiros”. No ano de 1912 foi inaugurada a sua emblemática obra – pelo menos para nós Alfredenses – a Ponte Emilio Kuntz no Barracão, que permanece viva na memória dos Alfredenses.
Ele relembra que era lindo ver as tropas passando por ela, subindo a serra, mas que dava trabalho para os tropeiros, fazerem com que os bois passassem por ela. Seu Fernando lamenta não terem mantido a ponte de pé.
Com uma memória invejável seu Poeta me contou tudo isso e outros fatos não publicáveis, demos boas risadas e certamente aprendi muito sobre o passado de nossa cidade. Como se tudo isso não bastasse, ele ainda me presenteou com um clarin de 1906 e ainda tocou a alvorada.
Palmas para o seu Fernando Poeta! 




domingo, setembro 02, 2018

Eva Schneider conquistando o mundo



Clarice Lispector dizia: “Às vezes, escrever uma só linha basta para salvar o próprio coração”. Assim como Clarice, descobri desde muito cedo que poderia me refugiar e me salvar através da escrita. Escrevendo para entender o mundo e colocar algumas peças soltas no lugar, encontrei muitos de vocês. Obrigada por me fazerem companhia nessa jornada, e por justificarem meu desejo de ser lida!

O escritor guarda dentro de si muitos mundos e é um prazer imensurável compartilhar parte deles com vocês, pois se o escritor é a pessoa responsável por criar o mundo, os leitores são os responsáveis por mantê-lo vivo.

Nós demos vida a Eva Schneider! Ela já conquistou muita gente e eu não tenho nem como agradecer todo o carinho que eu e ela recebemos. Os leitores da Eva levaram ela para conhecer o mundo... Já esteve em vários lugares do Brasil, pelas Américas e em muitos países da Europa.

Vamos ver para onde a nossa pequena aventureira já passou?

Piazza San Marco

Florença
Eva em Floripa, com essa vista linda!

Andando sobre o Grande Canal em Veneza....

Vista de Ouro Preto

Em Florença na famosa Ponte Vecchio

Veneza

Na Colômbia, curtindo a praia

Aguardando o Romeu em Verona

Em uma livraria de troca de livros em Lisboa

Em Pádua, pedindo uma mãozinha pra Santo Antônio ajudar a sua mãe

Voltando para a Santa Bárbara

Fazendo o que ela mais gosta, iniciando uma viagem! 

Nos Soldados Sebold, na sua Amada Barracão! 

Na Imbuia! 

Ela se apaixonou por essa vista logo quando chegou ao Brasil! 

Em Itaguaçu, local onde no passado ela conhecendo Frank! 

Descansando em Fernando de Noronha! 

Ah, como não amar o Rio de Janeiro

Com sua "mamãe" no Porto de Hamburgo, onde mais um século atrás ela embarcou em um navio com destino ao Brasil! 

Curtindo a neve de Budapeste

Na Irlanda, conhecendo Dublin! 

Em terras mineira, em Ouro Preto!

Curtindo o pôr-do-sol nesse paraíso chamado Garopaba!

Nas gondolas de Veneza - ela nem sabia o que essa gôndolas ainda representariam em seu destino. 

Em um cruzeiro pelo Caribe

No Museu Britânico!  

Chegando em Paris! 

São Paulo - SP

Em SP, pensando estar em NY

Cartas para Eva... ❤ Verona

Veneza! <3 td="">

Estados Unidos - Disneyland

London, Baby!

Eva Bélgica, antes deles tirarem o Brasil da copa


Em Bruges, mas ela ainda não estava em busca da Coroa de Bolonha

Hamburgo 

Em Bremen com Remi, digo Hugo

Na Holanda, indo inclusive até a Red Light

Chegando no paraíso chamado Redonda, no Ceará 

Redonda! <3 td="">

Marcando presença no nordeste!

Eva em Roma

Avistando o Coliseu... "Eva romana" 

Jogando uma moedinha na Fontana de Trevi

Vaticano

Em Verona, mirando a sacada do quarto de Giulietta... sonhando em encontrar seu Romeu... ❤❤
Uma paradinha em Madri!