terça-feira, outubro 25, 2016

Fotos: Antiga igreja e o povo do Barracão

Vamos puxar pela memória e tentar descobrir a identidade de mais algumas pessoas nessas fotos?
As fotos fazem do projeto de Acervo Fotográfico Histórico Municipal de Alfredo Wagner e foram reunidas há alguns anos por Juliano Wagner.
Os retratos dessa postagem retratam imagens da antiga igreja e também outras celebrações religiosas.


















Sucesso no 1° Desafio Mountain Bike de Primavera - Serra dos Soldados


No último dia 23, aconteceu na cidade de Alfredo Wagner o 1° Desafio Mountain Bike de Primavera - Serra dos Soldados. O evento reuniu cerca de 30 ciclistas de várias cidades do estado e encantou a todos com as belezas de Alfredo Wagner.
A saída foi da praça da bandeira e após darmos a volta pelo trevo, entrando pelo portal da cidade, seguimos em direção ao Caeté. O Vale do rio Caeté é um cenário incrível, com suas paisagens peculiares e marcas da colonização alemã. Ali, os ciclistas já tinham um pequeno sinal das paisagens que iriam encontrar pelo trajeto.

“Ao fim dos primeiros 18 quilômetros percorridos em estradas municipais - com terrenos quase planos - os ciclistas encontraram uma mesa repleta de frutas e sucos para acumular energias para as íngremes subidas que os aguardavam até os pés do Soldados do Sebold.”

A primeira grande subida fez a maioria dos ciclistas descerem das bicicletas. Longa e acentuada, foi o primeiro grande teste para nossos aventureiros. O carro de apoio já ajudava os menos preparados ou os azarados que tiveram problemas com suas bikes.
Pelo meio do caminho encontramos um casal de fotógrafos que estavam fazendo algumas imagens do evento e “carregamos” eles conosco. A cada quilômetro andado uma nova surpresa, uma nova paisagem, algo diferente para nos encantar. Vários declives e aclives ainda nos separavam dos Soldados, mas entre tombos e muitas risadas, avançávamos.
               
“Admiração é uma palavra que define bem o sentimento dos que avistaram pela primeira vez a paisagem dos Soldados do Sebold. Depois do choque provocado pela visão da impressionante formação rochosa, banhos nas bikes, centenas de fotos e um piquenique nas margens do rio Lajeado, nascedouro Sul da bacia do Rio Itajaí Açú.
Frutas, salames, queijos, pães, etc, e etc, dispostos em uma mesa à sombra e ao som de uma queda d’água fizeram com que o tempo programado para a parada fosse esticado. Antes de voltar aos pedais, um sorteio entre os inscritos deu aos felizardos um Café no Sítio Pedras Rollantes, uma estadia na Pousada Hinckel, um vale compras no Delícias da Roça, entradas para o Parque Salto das Águas e uma garrafa Camelbak oferecida pela loja Apache.
Quem se admirou com a paisagem dos Soldados do Sebold chegou a acreditar que a parte boa do pedal havia terminado. Quem nunca pedalou por estas montanhas delirou ao cruzar a floresta de araucárias aos pés das escarpas do Campo dos Padres, no caminho de volta para o centro de Alfredo Wagner.”

As subidas pareciam nunca mais ter fim, porém, nada disso desanimava os ciclistas, que mais uma vez se impressionaram com as paisagens da Santa Bárbara, especialmente com a Serra do Camelo e dos Dorigon. Quem estava mais na vibe do Cicloturismo não resistia a tanta beleza e parava para registrar. Até quem não foi de bike deu um jeito de pegar uma ‘magrela’ emprestada para garantir fotografias radicais.
Finalmente as descidas chegaram, e em grande estilo. Para garantir mais um lanche na Praça da Bandeira, o percurso foi alterado e o Arroio do Leão entrou no circuito, garantindo uma descida continua de vários km, reservando mais um bocado de adrenalina aos ciclistas.

“Enquanto degustavam mais uma cesta de frutas na praça da Bandeira, local de partida e chegada do Desafio, as conversas se alternavam entre a beleza dos lugares, o percurso técnico e a descida radical pelo Arroio do Leão, quando os mais arrojados não gastaram cinco minutos para sair de 1.200 metros de altitude e alcançar a rodovia municipal, 600 metros abaixo, trecho percorrido por uma estrada estreita e cheia de cotovelos.”

O desafio iniciou com chave de ouro uma série de eventos que o Conselho Municipal de Turismo pretende realizar na cidade. O feedback recebido dos participantes nos faz acreditar que estamos no caminho certo e que Alfredo Wagner entrará de vez no mapa do turismo de Santa Catarina!

Ano que vem tem mais!!!
































quarta-feira, outubro 19, 2016

Vamos relembrar? Quem são essas professoras?

Essa é uma antiga foto das professoras do Silva Jardim na década de 1970, quem são elas?
Quantas delas foram suas professoras? Vamos colocar legenda nessa foto?
Deixe seu comentário com o número e o nome da professora! =)


terça-feira, outubro 18, 2016

Idioma, religião e a tradição alemã em Santa Catarina

Em uma gincana realizada no Silva Jardim como tarefa os alunos deveriam trazer para a escola um livro antigo. A aluna Marcela trouxe um livro publicado em 1850. Se tratava de uma bíblia, toda escrita em alemão. Junto com a bíblia, veio também um pequeno relato de como a religião, o idioma e as tradições marcaram a vida dos imigrantes alemães que aqui chegaram.
O texto é do senhor Quirino Iung e vale a pena conferir! 



“A colonização Alemã teve início na região de São Pedro de Alcântara, Teresópolis, Santa Izabel, na década de 1850, vieram imigrantes de várias regiões da Alemanha e a religião entre esses colonos era algo muito marcante, e vários templos – igrejas – foram erguidas para professar as Religiões Luteranas e Católicas.
Esta Bíblia de bolso é da Religião Luterana, datada em 1863 e escrita em alemão - visto que os imigrantes só falavam seu idioma nativo. As bíblias eram trazidas pelos pastores e pelas próprias famílias e eram usadas em cultos e em suas leituras diárias aqui no Brasil.
Este volume pertencia aos meus avós paternos Jacó e Catarina Guckert, que residiam em Rancho Queimado. Naquele tempo na igreja e escola o idioma falado e escrito era Alemão. O pastor além do serviço paroquial que fazia, tinha conhecimento medicinal, atendia os fiéis e a medicação mais comum era a Homeopatia além disso o pastor era também exercia a função de professor. A área atendida pelo pastor – de Rancho Queimado - era muito grande, além desta região ia também para o sul do estado para cidades como São Bonifácio e Anitápolis. O deslocamento era feito no lombo do cavalo, enfrentando chuvas, trovoadas, rios cheios e mais os índios.
As despesas eram mantidas pelo imperador Kaiser Guilherme II da Alemanha, até 1918 quando mudou a lei do ensino no Brasil. O meu pai Evaldo Iung estudou e falava apenas alemão, nunca teve aula em português, depois foi aprendendo o nosso idioma.
Era comum entres eles, uma religião frequentar aos amigos a igreja do outro. E faziam confraternização das famílias que se ajudavam entre si na construção de Igrejas dos que ainda não possuíam.
É fato verídico na localidade de Teresópolis (Hoje Queçaba) as igrejas não tem nem 300 metros de distância entre uma e outra, inclusive os cemitérios. E também na cidade Rancho Queimado o mesmo ocorre.
Por Quirino Iung"