sexta-feira, abril 17, 2015

2015 - Garopaba - Parte III

Se as MPs tivessem uma sede, seria em Garopaba. Desde 2010 passamos
bons momentos MPs nessa cidade – na casa do pai da Paula. Nosso 3º encontro não poderia ser diferente, teve muita diversão, companheirismo e cultura.
Dessa vez a Aline não morreu e o show ficou por conta dos ovinhos de amendoim.
Aprendi muito sobre Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir e sobre Ellis Regina. O bordão da vez foi “Por um erro do destino”. Arrumamos um futuro noivo para Aline e mais uma vez a Paula deu shoooooooooooooow de alta gastronomia.

Paula e eu fomos pra Garopaba na quinta à noite e Aline chegou na sexta super cedo. Nós duas fomos jantar no centro, nada demais... fritas para acompanhar a cerveja. Deu para colocar o assunto em dia, saber mais sobre os vários invernos da Paula e rir muito, até chegarem dois playboys de meia idade na nossa mesa – não conheciam nem o livro do Galera – e ficarem lá se achando. Quando a cerveja acabou – a 5ª de um litro – alguém teve a brilhante ideia de ir beber na praia, fui, meio a contragosto... mas pela areia, pois não entramos em carro de pessoas bêbadas – cof cof cof. Eu tinha um plano para despistá-los e ir pra casa, mas não deu muito certo, porém, ao nos encontrarmos novamente usei toda a minha simpatia para demonstrar o quanto estava gostando do programa e logo fomos embora.
 Foi em casa que infelizmente encontrei os malditos ovos de amendoim. Paula foi arrumar as camas e eu fiquei lá embaixo comendo os ovinhos, mas acabei passando mal e Paula pegou no sono botando o lençol. Foi triste, pensei que fosse morrer sozinha, mas recuperei minhas forças e finalmente consegui subir e dormir em paz.

No dia seguinte não consegui levantar para buscar a Aline na rodoviária, mas fiquei conversando com ela por mensagem até a Paula encontrá-la. Depois da chegada dormimos mais um pouquinho para, mais tarde, almoçar e ir pra praia. O dia estava lindo e apesar do vento – e do meu frio de velha – deu para passar a tarde inteira na praia. Entre erros do destino e muita MPB conversamos muito e decidimos o que faríamos a noite.


Nosso jantar foi no Setentaesete e não pensei que fosse gostar tanto! O lugar é belíssimo, o atendimento ótimo e a comida uma delícia. A carta de vinho é bem completa, escolhemos um vinho branco, de ótima qualidade e era impossível não comparar com um vinho que tomamos em 2010 em Buenos Aires – a garrafa mais barata, tomada praticamente em conta gotas para não acabar antes do show de tango, pois nosso dinheiro só dava para uma – que era horrível. Aliás, todos os vinhos dessa nossa viagem a Buenos Aires foram horríveis, parte pela nossa falta de conhecimento sobre vinhos na época e parte – a maior dela – pela nossa pobreza na época. Comi um filé mignon – imenso – e as meninas um buffet vegetariano.

No dia seguinte, mais um dia de praia. Almoçamos por lá mesmo, depois passamos no super, compramos alguns ingredientes que estavam faltando para o famoso “Escondidinho da Paula” – encontro MP em Garopaba sem escondidinho da Paula não pode existir – e duas garrafas de vinho branco e fomos para casa. Como ainda estava cedo e as meninas não aceitaram minha sugestão de dormir um pouquinho – peso da idade – fomos ver o pôr do sol na prainha. Fomos caminhando e o clima estava perfeito para o passeio, a praia é um encanto e, apesar do céu cinza, ainda deu para curtir a beleza do sol se pondo. Já em casa ficamos conversando sobre músicas, livros e filmes e Paula teve a ideia da gente ir até a locadora e alugar o filme “Cidade dos Anjos” já que é um dos preferidos da vida dela e eu e a Aline ainda não tínhamos assistido. Paula e eu pegamos as bikes – isso mesmo, Aline não pode por causa daquela velha história do porteiro– e fomos em busca do filme, que ficou para depois da janta. Enquanto Paula preparava o jantar, nós a auxiliávamos e conversávamos sobre o quanto a Maria Bethânia canta bem, é linda e tem o cabelo lindo – sqn para a última parte – e cantávamos Fera Ferida. A comida como sempre estava uma delícia e depois dela e de uma garrafa de vinho fomos assistir ao filme.

MORRER POR CAUSA DE UMA TORA? UMA TORA? UMA TORA MAGGIE RICE? Fiquei chorada e decepcionada. Outro fato marcante foi ele ficar tão impressionado com o gosto de uma pêra, imaginem se gostou tanto da Pêra imagina uma Pereira?

Ao irmos para o quarto só pensávamos que poderíamos estar sendo observadas por um anjo e, sem sentido algum, ficamos morrendo de medo. Deitamos as 3 na mesma cama para evitar que os anjos tivessem espaço em nossas camas e fizessem o mesmo que fizeram com Maggie – anjo tarado.
No dia seguinte foi hora de mais uma vez dar adeus a Garopaba e as minhas queridas amigas, mas já deixar os planos prontos para nosso próximo encontro.

Obrigada Kid Abelha. 

quarta-feira, abril 15, 2015

2014 - São Paulo

Fazia anos que eu não passava dias em São Paulo e sem dúvidas essas foi minha melhor estada na terra da garoa.
Fui até Sampa participar do 8º Prêmio Professores do Brasil, desta vez ganhei na categoria Júri Popular e foi uma surpresa quando fiquei sabendo que o prêmio de 2014 aconteceria em São Paulo e não em Brasília como nas edições anteriores.

Esse prêmio foi conquistado com muito custo, envolveu muitas curtidas no youtube, noites mal dormidas e de apreensão, foi muito bom, mas de verdade não queria ter que passar por algo parecido novamente, eu me sentia a Monica Geller, não querendo perder. Só consegui vencer com a ajuda de muitos amigos e de suas escolas, enfim, mais uma vez declaro aqui minha gratidão!
No dia 8 de dezembro fui para SP, dessa vez diferente do ano anterior não fui acompanhada de minha diretora, então eu era uma viajante solitária e com o sono absurdamente atrasado, devido a toda a agenda de formatura do terceirão que vinha acontecendo por aqueles dias.
Logo no aeroporto uma equipe da TV Escola tava esperando os professores do prêmio chegarem, com repórteres para entrevista, equipe de filmagem e minha vontade era voltar de ré quando os vi, eles me entrevistando e todo mundo que tava no saguão observando para saber do que se tratava, morri de vergonha e nem sei como consegui falar alguma coisa.

Chegando no hotel descobri que não iria ficar sozinha e isso me deixou bastante receosa pois, eu podia ter o azar que ficar no mesmo quarto que uma pessoa estranha, mas graças a Deus não isso o que aconteceu.
Cheguei no quarto, tomei um banho e dormi, quase no final da tarde acordei com uma batidinha de leve na porta, era Soraya, minha companheira de quarto, um amor de pessoa! Ela é de Minas e ganhou com um projeto super maneiro. Tive muita sorte de ficar no mesmo quarto que ela. Soraya estava acompanhada por Márcio, que não era o Alipio, mas deveria representa-lo. O Márcio também é uma pessoa muito especial, engraçadíssimo e com um humo ácido, muito parecido com o meu!
A noite descemos para jantar e para a abertura do evento, em uma sala de atos do hotel Braston, na Rua Augusta, onde estávamos hospedados.

No dia seguinte a programação iniciava com uma visita até os CEUS. O Centro Educacional Unificado (CEU) é um complexo educacional, esportivo e cultural caracterizado como espaço público múltiplo. A cidade de São Paulo conta com mais de 40 CEUS, espalhados pela periferia, nós conhecemos o CEU Vila Atlântica. Todas as unidades são equipadas com quadra poliesportiva, teatro, playground, piscinas, biblioteca, Telecentro e espaços para oficinas, ateliês e reuniões. Os espaços são abertos à comunidade, inclusive aos finais de semana.

Com programação variada para todas as idades, os CEUs garantem aos moradores dos bairros mais afastados acesso a equipamentos públicos de lazer, cultura, tecnologia e práticas esportivas, contribuindo com o desenvolvimento das comunidades locais.
Qualquer professor gostaria de trabalhar em um local com uma infraestrutura tão boa e é muito interessante a integração entre a escola e a comunidade.

Foi no CEU Vila Atlântica que socializamos os trabalhos e pudemos conhecer um pouco sobre cada um dos projetos. Lá fizemos também algumas dinâmicas sempre com a TV Escola registrando tudo.
Do CEU fomos até a o SESC Vila Mariana, para seremos recebidos pelo secretário da Educação  da cidade de São Paulo que disse se sentir muito honrado por ter a gente em sua cidade.

A noite foi tempo de encontrar velhas amigas. Kid Amigas. Reencontrei com Rita e com Mila. Eu estava a tempo sem vê-las, Mila desde um fatídico show no P12 em Floripa e Rita acho que desde de nossa viagem para Buenos Aires. Foi muito bom colocar a conversa em dia, ver o rumo que nossas vidas vêm tomando e celebrar nossa amizade que já está quase completando 10 anos, além disso eu fiquei orgulhosa de mim, por sair sozinha do hotel e as encontrar na Paulista SO ZI NHA! Nosso encontro não se alongou muito pois a Rita tinha que voltar para casa e Mila tinha outro compromisso, então quando eu estava retornando ao hotel encontrei Kleiton e Jesus, que também eram professores premiados e me convidaram para voltar com eles, aceitei o convite e fomos tomar a saideira. Mais uma vez achei muito interessante conversar e conhecer outras realidades da educação de nosso país, que por ser tão imenso apresenta muitas peculiaridades.
No dia seguinte o dia estava como eu gosto. Dia de turismo.
Adorei toda a programação do dia, deu para conhecer um pouco mais sobre a cidade.
Iniciamos nossa visita pela Catedral da Sé. A Catedral Metropolitana de São Paulo, mais conhecida como Catedral da Sé, foi inaugurada em 1954 e é considerada um dos maiores templos neogóticos do mundo! Uma construção surpreendente, localizada no marco zero da cidade. Esta destaca-se dentre os prédios modernos e movimento do centro da capital paulista. Vale a visita, no interior do monumento, encontram-se lindos vitrais, mosaicos com "elementos" brasileiros como as representações de nossa fauna e flora, lá existe também um imenso órgão, que até parece impossível de ser tocado, pois é gigantesco!
Saindo da catedral fomos pelo centro até o o Pátio do colégio, tínhamos uma guia muito boa que o tempo todo ia repassando informações sobre a história e arquitetura dos locais. No caminho passamos pelo sobrado da Marquesa de Santos e tive muito orgulho de mim quando eu conseguia debater e completar informações sobre minha adorada Domitila de Castro Canto e Mello, já que nossa guia era também – interessante esse também, pois na verdade só ela é -historiadora. Conhecemos também o Beco do Pinto e suas histórias antes de finalmente chegarmos ao colégio.
O Pátio do Colégio é o marco inicial no nascimento da cidade de São Paulo. O local, no alto de uma colina entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, foi o escolhido para iniciar a catequização dos indígenas.
Em 25 de janeiro de 1554, foi realizada, diante da cabana coberta de folhas de palmeira de cerca de noventa metros quadrados a missa que oficializou o nascimento do colégio jesuíta. O Pátio do Colégio é uma obra apostólica pertencente a Companhia de Jesus. Composto pelo Museu Padre Anchieta, Auditório Manoel da Nóbrega, Galeria Tenerife, praça Ilhas Canárias (Café do Pátio), Capela Beato José de Anchieta (abriga o fêmur de José de Anchieta), a Cripta Tibiriçá e a Biblioteca. Reza a lenda que a moça que toca sino que fica em frente ao colégio se casa, logo, tratei de tocar 3 vezes. =)

Saindo do colégio passamos por alguns dos grandes edifícios da cidade e formos até o Theatro Municipal, outra obra belíssima e gigantesca. Sempre vale a pena conhecer, mesmo se não estiver tendo alguma apresentação. Bem central, arquitetura de cair o queixo, imponente, inigualável. Vale a pena pesquisar alguma apresentação, que são inúmeras gratuitas ou com preços razoáveis, nós não conseguimos fazer isso, mas fica a dica para quem for com mais tempo.
Saindo do Teatro fomos almoçar no Planetas – que é conhecido como restaurante dos atores - e depois pelo parque Ibirapuera, onde assistimos a uma apresentação com ventrículos – que o Márcio adorou. Voltando para o hotel fomos nos arrumar para o jantar no terraço Itália. Um lugar mágico e especial em São Paulo, a mais linda vista noturna da cidade – vista do 42º andar. A comida é um espetáculo, uma das melhores que já provei e além disso ainda tinha uma DJ para animar a festa. Foi espetacular... posso dizer o mesmo de nossa volta pela sacada do restaurante e nosso ataque de risos, não é mesmo Soraya? Demais! Além disso ainda tinha uma cabine para tirar fotos e muito, mas muito champagne.
No dia seguinte tínhamos ensaio para o evento de premiação e uma palestra sobre cidades educadoras – que eu particularmente achei muito interessante e onde pude perceber que embora não use esse nome, o conceito vem sendo aplicado a anos em algumas ações aqui da escola.
Tivemos a tarde livre para nos arrumarmos e resolvemos que iriamos para o salão, mas nossa escola não foi das melhores e ao deixar o tal salão eu e Soraya quase nos acabamos de rir, analisando o resultado. Depois de passar quase duas horas naquele local quente e sem ar condicionado minha única vontade era lavar o cabelo, mas como não dava mais tempo o jeito foi encarar os fatos e ir daquele jeito para a cerimônia de premiação.
Na Cerimônia tivemos um show particular do Zeca Baleiro, além de mais uma série de entrevistas, apesar do meu esforço para passar despercebida e me livrar da entrevistas eu não consegui e tive que me submeter novamente ao nervosismo de ter uma microfone e uma câmera apontados para mim.
Tudo correu bem, chorei pela emoção de alguns colegas e recarreguei minhas energias e crenças na Educação.

No dia seguinte retornei para casa e é impossível não lembrar com saudade desses dias onde por sermos professores éramos os astros do espetáculo e fomos tratados com todo o respeito que a nossa profissão merece, uma pena é não termos esse respeito em nosso dia-a-dia e sermos diariamente humilhados por governos que fazem pouco caso da gente.














8º Prêmio Professores do Brasil - Vídeo