quarta-feira, agosto 22, 2012

2012 - Niterói


Pleno mês de abril e eu já estava pisando novamente em solo fluminense.
Desta vez, como em tempos de outrora, eu estava indo ao Rio para um show do Kid Abelha, show da Gravação do DVD de 30 anos da banda. Um fato histórico, não é mesmo, minha gente? E de forma alguma eu poderia ficar de fora.
Rolou a promoção: "Faça parte do DVD de 30 anos do Kid Abelha", na qual tínhamos um minuto para falar por que a banda era importante em nossa vida e, como sabem, ninguém melhor que eu para falar isso, já que alguns dos meus melhores amigos conheci por causa da banda. E como era de se esperar (só que não), fui uma das vencedoras da promoção (mesmo sem ganhar eu já iria, mas é um fato que vale ser ressaltado)

27/04 –Partiu Nikiti
Tive um breve encontro com o Luciano no aeroporto de Floripa, mas, como nossas companhias aéreas eram diferentes e meu avião atrasou quase duas horas, eu só o vi novamente no dia do show. Quando cheguei ao Rio, aguardei alguns momentos a Raíssa ir me apanhar no Santos Dumont, e achei interessantíssimo ela demorar mais tempo de Niterói até o Rio do que eu, atravessando 4 estados. Após eu encontrar a Rá, resolvemos seguir a pé até a estação das barcas, quase morremos puxando a mala e rimos muito da situação. Logo chegamos a Niterói, comemos e voltamos para o Rio, para apanhar Paula, que estava vindo de BQ.
Paula é uma amiga da Raíssa (hoje posso dizer que é minha amiga também), elas estreitaram os laços de amizades em uma viagem que realizaram a NY no ano passado. A principio, tive uma antipatia imensa por Paula, pois na viagem da virada do ano eu tive que dividir a atenção da Rá com ela. Mesmo virtualmente, Paula esteve presente durante todos dos dias da viagem, hora por internet, hora por celular, mostrando pizzas, gatos, enfim... O fato é que eu estava morrendo de ciúmes da nova amiga da minha “Ermã”. Comecei o processo de “Abrandamento Cardíaco” (rsrs) quando conheci um o projeto “Tribuna Estudantil”, aplicado na escola onde ela trabalha, vejam bem, ela é professora e uma boa professora, aplicada, que se envolve, e isso começou a romper minha armadura. Ao longo desses 4 meses, (isso incluindo um carnaval que passamos juntas pela internet e todas as manhãs em que nos falamos, diretamente de nossas escolas) eu abrandei meu coração e comecei a ter vontade de conhecê-la, como ela também devia uma visita a casa da Rá em Niterói, resolvemos unir o útil ao agradável, e Paula marcou sua viagem pra época em que eu estaria no Rio.
Enquanto a esperávamos a Rá fez a unha, algumas pessoas ocuparam nossa mesa para terminarem o lanche, e meu CT completamente descoordenado queria entrar em ação, tive que gastar um real, mas paguei com gosto, afinal nunca se sabe quando em viagens ele funcionará novamente. O ônibus chegou e, antes de ela nos ver, nós a avistamos, eu estava nervosa, pois sempre fico quando vou conhecer alguém que conheço apenas da internet. Logo que a cumprimentei, percebi que ela tinha o meu cheiro, tive que perguntar qual perfume ela usava, nada a ver, mas foi a primeira coisa que me chamou a atenção. Tomamos um táxi e, finalmente, voltamos a Icaraí. Nesse momento eu acho que ainda tinha uma cerimônia básica, pois estávamos nos adaptando. Ao chegarmos encomendamos uma pizza, comemos, conversamos e fomos dormir.

28/04 – MAC e Show da Gravação

Apesar de já ter ido ao Rio de Janeiro inúmeras vezes, eu ainda não conhecia o MAC, então aproveitamos que nosso cronograma de passeios estava previsto apenas para Niterói e ocupamos nossa manhã de sábado visitando o Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Fiquei encantada com as exposições de dentes, sério, era uma coisa espetacular e me fez relembrar várias cenas da minha vida há tempos atrás.
Niemeyer nos proporcionou belas fotos com sua magnífica obra ao fundo. Descobri que não se deve mesmo colocar a mão em obras expostas em museus e que era impossível encontrar uma janela lateral lá. Após isso, resolvemos ir até o Plaza, a pé (Ideia nem tão boa assim). Fizemos uma parada para tirar fotos em uma ponte, muito bonitinha e aparentemente antiga, que levava até a espécie de uma ilha, pertinho do MAC, a ponte de Boa Viagem. Continuamos nossa saga, e após breve parada na UFF, seguimos até o Plaza, usando todo nosso repertório de hinos como trilha sonora.
Chegando ao Plaza, comemos, uma senhora sentou conosco, acho que ela gostou da gente, ou não. Após almoçarmos, tarefa difícil... Comprar uma roupa para eu ir até o show. Odeio comprar roupas, mas graças a minha mania de arrumar a mala na última hora, ao clima e a Cris, todos os meus possíveis looks para ir ao show estavam molhados, logo, eu não tinha roupa adequada. Pra variar, nada ficava bom em mim, quase morri indo de loja em loja, em busca da roupa perfeita. No final das contas, usei apenas uma blusa que comprei no shopping, pois ao chegar em casa percebi que as peças não combinavam entre si e, o pior, nada combinava com meus sapatos. Resumindo, minhas compras foram trágicas. Mas eu não precisei ir pelada ao show.
Paula e Raíssa me levaram até a rodoviária, onde esperamos por Wess, que havia sumido no mapa. Estávamos exaustas devido a nossa imensa caminhada de Icaraí até o Plaza, e eu estava faminta, além de ansiosa. Assim que o Wess chegou, seguimos de ônibus até a Barra, no meio do caminho percebi que tinha esquecido meu cartão em casa, e tinha apenas 10 reais comigo, entrei em pânico e percebi que sentiria sede aquela noite. Wess pagou minha outra passagem e tivemos uma conversa sobre porque eu achava que sempre moraria em Alfredo e tinha desistido do sonho de morar no Rio.
 Ao chegarmos, percebi que aquele mega encontro da comunidade não fazia nem cócegas perto desse encontro do Grupo (sim gente, comunidade do Orkut, grupo do Facebook, tempos modernos, não é mesmo, minha gente?). Era gente de todo canto... de todos os estados que se possa imaginar, velhos conhecidos e pessoas que nunca tinha visto. Quase cansei de cumprimentar gente na fila e, no final, eu estava me achando muito pop, pois conhecia todo mundo e, melhor, sinto carinho por muitos deles e tenho certeza de que eles também sentem por mim, logo, foi um momento bastante gostoso. Reencontrei muita gente que não via há um bocado de tempo.
Assim que abriram os portões, saímos em desespero e, graças as minhas longas pernas, eu estava bem colocada, e garantiria meu lugar na primeira fila, porém eu e Hugo trocamos nossos ingressos sem querer, e eu fiquei com o dele de estudante, nesse troca-troca de ingressos perdemos tempo, e perdemos também a primeira fila. Lá embaixo, perto do Palco, encontrei mais gente, e finalmente avistei minhas MP’s Aline e Vanessa. Papo vai, papo vem, e pouco antes do show começar, adivinha o que passa no telão? Isso mesmo, aquele meu vídeo da promoção, no qual eu falo “que acham todas as dancinhas do kid FOFA”... Mico total, maior queimação de filme, mas como todo fã bobo, gostei de fazer parte, mesmo que de forma pequena, desse show tão importante na carreira do Kid. O show foi completamente perfeito e maravilhoso, mas como evito falar dos shows nesses meus textos sobre viagens, prefiro deixar meus relatos sobre ele para outra oportunidade.
Depois doshow, tiramos uma foto histórica em frente ao CitiBank. Aline e eu ficamos indecisas sem saber se iríamos embora ou se faríamos algo com o resto do pessoal, meia hora depois decidimos que iríamos para casa, sorte a nossa que ainda encontramos Tia Penha e Vanessa na fila do estacionamento, e então pegamos uma carona até o centro do Rio, onde de táxi fomos até Icaraí. Para não perder o costume, o motorista do táxi era sem noção e pouco provido de inteligência, ou melhor, ele era bem metido a espertinho, pois quis andar mais pra lucrar as nossas custas. Para não dar este gostinho a ele, resolvemos que saltaríamos do táxi e voltaríamos a pé até o apartamento da Rá, eram apenas uns 200 metros, mas ele queria andar meio Niterói para voltar... Enfim, descemos eu, Aline e sua mala. Chegamos em casa e mal conseguíamos dormir, devido à euforia do show que ainda estávamos sentindo.


29/04 – Itacoatiara e Piratininga
Acordamos, Rá e Aline se viram, Paula foi apresentada formalmente a Aline. Tomamos café, que preciso comentar... foi preparado com muito carinho pela Rá, e decidimos que à tarde conheceríamos as praias de Niterói, que por sinal são lindas. Raíssa combinou com sua amiga Lorena de irmos até elas de carro. Conhecemos Itacoatiara e Piratininga, praias bem diferentes das Praias do Rio, com paisagens belíssimas, verdadeiras maravilhas da natureza.
À noite saímos para jantar, fomos ao Confraria. Lá, em meio a drinks, fiz o que faço de melhor...entrevistei minhas amigas com perguntas a la Laura Muller! =P

30/04 – Chuva, Campo de São Bento e Outback
O dia amanheceu feio e chuvoso. (Em frente ao Chinês - aquele que quase levou a Rá a óbito - vi uma pichação, que achei bastante interessante, no muro.) Fomos pela manhã dar uma volta no Campo de São Bento, e o achei bastante bonito mesmo com a chuva (é incrível como lá eu só lembro da Livinha contando que caiu de Roller, por causa do peso da mochila, huahuaua nada a ver, mas eu sempre me racho de rir imaginando a cena).

Após a visita, eu estava, pra variar, morrendo de fome e precisei comprar um salgadinho para me segurar, já que iríamos comer no Outback, que fica no Plaza. Assim que descemos do ônibus, São Pedro mandou água a rodo, e graças a um sinal que fechou antes que pudéssemos passar, ficamos completamente ensopadas, menos a espertinha da Paula, que foi mais rápida que o sinal. Almoçamos, e eu enchi a barriga de refri, já que é refil, pois pobre é pobre onde quer que esteja. UHhauhua... Ainda embaixo d’água voltamos para casa, e Aline já tinha que partir. Desta vez, nem teve “beiçolinha”, até porque o caos reinava, devido à tempestade.
Depois que Aline foi embora, fomos até a Locadora (fato que eu tinha jurado que não aconteceria) e locamos dois filmes: Amor e outra drogas e Comer, Rezar e Amar... Após assistir ao último deles, eu conclui que mudaria minha vida, estava decidida a isso. Porém hoje não lembro o que eu faria, o fato é que chorei, achei tudo lindo e o filme me tocou de alguma forma. Fomos dormir.

01/05 – The Terminal
Já assistiram àquele filme The Terminal? Pois é, me senti o próprio Viktor Navorski, só que dentro do T Santos Dumont , meu avião atrasou, pasmem ... atrasou OITO horas. E nesse tempo foi o maior vai-e-vem e troca de portões, não satisfeitos nos mandaram até para o Galeão e no meio do caminho nos fizeram voltar, pois nosso avião havia finalmente pousado. Enfim embarquei, e consegui chegar a Floripa em tempo de pegar o último ônibus até Alfredo.
Bordões da viagem:
Não é mesmo minha gente?
É verdade (com a voz do bichinho)
Foi uma viagem curtinha, mas, como não poderia deixar de ser, foi maravilhosa, revi gente que não via há tempos, pude matar a saudade de meus sempre queridos amigos e, além disso, conhecer melhor a Paula, que se tornou minha companheira de todos os dias pela manhã e compartilha comigo momentos de tédio, de TPM e me aflora semanalmente a vontade de conhecer NY. 

Carol Pereira

sexta-feira, agosto 10, 2012

2009 - Gramado e Canela


Gramado e Canela
Também conhecida como Congresso em Ijuí.

Minha mãe odeia viajar e odiava também que eu viajasse. Hoje ela já tem consciência que não adianta remar contra a maré e pensar que eu não viajarei. Então vez ou outra ela até incentiva. Apesar de ser tão avessa a viagens, os únicos lugares pra onde ela já viajou foram Gramado e Canela, além do litoral do Rio Grande do Sul. Amo o Rio Grande, mas o litoral deles nem se compara ao de SC, porém minha mãe o idolatra... Enfim, mamãe amou o fato de eu viajar pra lá e me deu várias dicas de locais onde eu deveria ir, como se ainda fossem os mesmos de 20 anos atrás. Huauhauhuh.
Minha viagem não aconteceu do nada, foi orquestrada a partir de um fato muito especial, aliás, fato que nas primeiras viagens que fazíamos estava sempre envolvido, Show da PAULA TOLLER. Teria um show dela em POA e uma tarde de autógrafos com entrevista, então, tínhamos que ir.

24/04/09 – Cheguei a POA de ônibus e Aline, Mila e sua amiga IO (que também morava no convento) foram me pegar na rodoviária. Aline tinha que ir pra aula antes que ir pegar a Rá no aeroporto, então, fui com Mila e IO conhecer o convento. Achei o lugar bem legal, conheci o quarto da Mila e as mil abelhas que ela tinha, cantamos, comemos e já fomos para o aeroporto esperar a Rá, que estava chegando no momento em que chegamos ao desembarque. Após sairmos com ela do aeroporto fomos almoçar no Equilibrium.
Equilibrium é um restaurante vegetariano, que fica na Redenção, lembro que me decepcionei um pouco, pois os bifes eram tão lindos, mas eram de soja, fakes bifes. Eu queria carne de boi gente uhauhauha. Mas foi nesse restaurante que comecei a comer salada, era tudo tão gostoso e bem preparado que, às vezes, me pego sonhando por um prato colorido daqueles do Equilibrium.
Após comermos, iríamos para Ipanema, para um agradável passeio as margens do Rio Guaíba. Mila teve que voltar par ao convento, pois tinha outros compromissos e nós seguimos para lá, onde Louisie estava a nos esperar (Louisie é uma das amigas de escola da Aline, o bom de nossas viagens é que além de tudo ainda conhecemos as pessoas importantes da vida de cada um). Tiramos milhões de fotos... Eu reencontrei aquela árvore na qual eu havia ficado encalhada no ano anterior e fui tentar mostrar quem é que mandava, infelizmente, me dei mal mais uma vez, pois eu não conseguia subir, Rá teve que me ajudar e resultou em mais uma cena engraçada. Depois disso, paramos em algumas pedras e tiramos centenas de fotos, fotos que sempre que vejo me pego rindo sozinha, pois são fotos alegres e elas conseguem me repassar um pouco da alegria que estávamos vivendo naquele momento. A Louisie, como não poderia deixar de ser, era uma excelente companheira.



Após sairmos dali, fomos até o Praia de Bela, shopping onde aconteceria a tarde de autógrafos de LaToller.
Chegamos cedo, para garantirmos um bom lugar e guardamos também algumas cadeiras para alguns amigos. Pouco depois o Lu chegou e me assustei com a reação dele, que abraçou a Rá como se ele tivesse voltando de uma guerra, aos prantos...quase me assustei mas entendi que era a emoção uhauhauha.
Paula subiu ao palco para a entrevista e em alguns momentos falou sobre a gente nas respostas, ficamos nos achando, pois somos fãs muito bokos. Depois disso, era a hora dos autógrafos e uma a uma, nos revezando nas fotos, fomos lá para ter alguns breves instantes com a nossa musa. Chegada a minha vez, a achei de uma simpatia tremenda, queria até puxar assunto comigo, mas como já é de se prever quando fico nervosa eu não consigo evoluir o diálogo e quando ela me perguntou pelo Roger (que eu de fato não sabia quem era) eu a cortei com um “uhum” seco huahuauha. Depois eu quis me matar, pois perdi uma oportunidade de ficar íntima de minha ídola máster (só que não).  Ela também sacou nosso truque para ter mais de uma foto com ela e riu. Acho definitivamente que ela vai com a nossa cara (só que ao contrário).

25/04/09 – Gramado, Canela e Nova Petrópolis
A Rá alugou um carro para que a gente fosse fazer o passeio pela serra e Adriano, irmão de Aline foi nosso motorista, um motorista maravilhoso, pois além de nos levar e nos aturar, ele ainda fazia questão de que víssemos tudo o que de melhor que as cidades tivessem a nos oferecer.

Primeira parada: Gramado. Certamente, em breve, tenho que fazer uma nova visita a esta cidade, de preferência em uma data em que esteja acontecendo o festival de cinema. Tudo naquele lugar lembra cinema. Fora as outras atrações que não são poucas, cinema e kikito estão presentes a cada esquina. A arquitetura da cidade lembra um pouco a do vale europeu aqui de Santa Catarina, é tudo organizadinho, caprixadinho, é uma graça.
Primeiro fomos conhecer o Lago Negro, que é realmente um lugar encantador, calmo e que nos passa uma paz imensa... Andamos por lá, admiramos os barquinhos e rimos dos gansos, pois a partir daquele dia a expressão “afogar o ganso” começou a fazer bastante sentido para gente. Falando naquele tempo, era um tempo bom e de fartura, não é mesmo minha gente?
Depois de admirarmos os gansos, gravarmos MPs em algumas árvores e desfrutamos do ar puro daquele lugar. Passamos pela frente do Mini Mundo e não entramos, pois já era quase hora do almoço, depois disso ficamos desbravando a área central de Gramado, que fica perto do calçadão e que fica também perto do local onde o festival de cinema acontece anualmente. Por ali vimos um bocado gente, algumas estátuas, uma samambaia gigante, que quase caia sobre nós e fomos a um bar onde havia estacionamento para nossas vassouras, penso eu que o bar deve ser frequentado por bruxas, pois tem mesmo um espaço para as bruxas antes de entrarem deixarem suas vassouras. Paramos também em uma lojinha cheia de bugigangas, onde entramos, mexemos em tudo, porém não compramos nada. Usamos o berrante, vestimos os chapéus e por fim ainda encenamos uma entrega de um kikito. Depois de conhecer uma fábrica de chocolates, com o apetite super aguçado, fomos almoçar.
No caminho até o restaurante encontramos algumas folhas, umas folhas que pareciam aquelas daquele desenho “Em busca do vale perdido” de alguns dinossauros, sabe? Sim, é um comentário completamente dispensável, mas eu lembrei disso na hora e estou lembrando novamente, então acho que devo compartilhar.

Depois do almoço, que por sinal foi muito bom, fomos até a pracinha, onde tinha um coreto lindo e um moço, artista de rua tocando sax. Lembro até que ele tocou ABBA, Dancing Queen e eu quase fiquei emocionada ao perceber que as gurias, assim como eu, sabiam a letra. Depois disso tiramos uma foto em frente à Catedral, que é linda e tem uma bela história.

Fomos para Canela. Canela já tem uma arquitetura um pouco diferente, se nota até pela igreja que já apresenta um estilo gótico, mas é linda. A cidade é linda não apenas pela arquitetura, mas pelas suas passagens naturais, que são inúmeras e de tirar o fôlego.  Foi em canela que visitamos uma amostra sobre o vapor, onde se fala sobre todos os recursos que advém desta força. Foi lá que andamos com um
trenzinho muito engraçado e ridículo, foi também lá que tiramos uma foto phodástica com um trêm caindo do prédio. Rs

Depois de tudo isso, ainda tínhamos pique para conhecer mais uma cidade, Nova Petrópolis, que tem o mesmo estilo das outras duas, visitamos o labirinto. Foi neste labirinto que surgiu a expressão “Vai Hermione” e nos matamos de rir, pois estávamos literalmente contagiadas e desesperadas por encontrar a saída. Depois disso voltamos para POA, fomos ao gasômetro e fechamos o passeio na estátua mais feia que Elis já deve ter recebido em sua homenagem. (Satanás é você?).
Como tínhamos que aproveitar o máximo dos momentos juntas, para fazer coisas que gostávamos em comum e não podíamos fazer por causa da distância, resolvemos ainda naquele dia ir até o cinema e assistir Divã, um filme nacional baseado no livro de nossa querida escritora Martha Medeiros. Infelizmente, a amiga da protagonista morre de câncer no filme e como meu pai tinha acabado de ser diagnosticado com a mesma doença, eu não pude conter as lágrimas e tá hoje quando assisto ao filme choro naquela cena.


26/04/09 – O dia começou gostoso, na redenção, com um passeio antes do almoço. Estávamos todas tri pilhadas, já que a noite seria fantástica no Bourbon Country. 
Como sempre passamos pelos indiozinhos, que me fazem encher os olhos de lágrimas, mas não tínhamos tempo para chorar, pois já estávamos voltando para casa comer a deliciosa comida da tia Ana. Depois do almoço, não perdemos tempo e fomos passear em um parque que fica pertinho da casa da Aline. Dessa vez, fomos munidas de cuia, bomba e garrafa térmica.
Iriamos matear. E assim fizemos e como diz no vídeo,  primeira
vez a gente nunca esquece, não é mesmo Rá?
Ficamos lá até o cair da tarde e voltamos para casa para nos arrumar para o show.
Estávamos todas lindas, gatas e the black. Como a casa da Aline fica pertinho do teatro, iríamos a pé, mas como somos as MPs nada sai perfeitamente glamuroso e a Aline parecia uma potranquinha manca andando com seu salto, que estava torto, eu simplesmente não conseguia parar de rir, enquanto estávamos caminhando até o Bourbon, era ilário e ainda mais porque tínhamos que ir rapidamente. São momentos que me fazem rir até hoje. Lá chegando tivemos o momento Gurias in the Black, pois sem prévio aviso percebemos assim que avistamos Paula e Mila, que todas nós tínhamos optado pelo pretinho básico para a noite. E foi mais ou menos nesses momentos em que estávamos paparicando a Paula, que tínhamos acabado de nos encontrar, que avistamos Martha Medeiros. Ela mesmo, aquela com um ar cavalar.
Aquela do filme Divã... que escreve como se tivesse acesso as nossas vidas e emoções, que coloca tudo no papel e faz com que eu leia e pense que ela esta escrevendo sobre mim. Na época eu nem era tão fã dela e só por esse mero detalhe não fiz como minhas amigas Aline e Raíssa que saíram desatinadas shopping afora perseguindo nossa tão amada escritora huahuauha. Acho que até a assustaram. Depois disso, fomos assistir ao show, que não foi tão bom quanto esperávamos, pois o vimos praticamente do teto e beeeeeeeem de longe, tão longe que meus olhos e minha miopia quase não me fizeram enxergar. Mas valeu a pena, ouvimos uma versão bastante peculiar de Meu amor se mudou pra lua, e uma versão diferente de Na rua, na chuva, na fazenda, música que quando tocada nos shows solo da Paula nos fazia relembrar a saudosa época do Kid abelha.  Fechamos a noite na casa da Aline, retratando o nosso bordão da viagem “Um mamão vai na cabeça”.


Mais uma viagem divertida e animada, ao lado de minhas duas companheiras de viagem mais presentes, na verdade elas são verdadeiros presentes e não são companheiras apenas de viagens e sim de vida. E nada, nem a distância mudará algo que se consolidou ao longo dos anos, de forma tão bonita e forte.

Bordões da viagem:
"Um mamão vai na cabeça"
"Uma Palhinha"
"Vaiii Hermioneeee"






Carol Pereira

quinta-feira, agosto 09, 2012

2012 - Rio de Janeiro (Virada em Copa)


Virada de ano no Rio

Ah, Copacabana! Sempre acompanhei sua tradicional queima de fogos da virada pela TV e alimentei a vontade de ver o espetáculo ao vivo... E 2011 seria o ano em que isso finalmente aconteceria.
Por causa da greve dos professores, nós, grevistas, tivemos que pagar os dias de aula perdidos. Trabalhei até o dia 30 de Dezembro e, no final da tarde do mesmo dia, fui parar no aeroporto de Floripa para pegar o avião que me levaria ao Rio. Dona Dalzira, uma amiga minha, e a amiga dela me acompanharam até o nosso destino.
Tirei várias fotos e acho que fiquei olhando pela janela com a boca aberta, tamanho era o meu encanto pela beleza daquelas luzes vistas do alto. A chegada e a noite de avião já pagam o preço da passagem, tudo maravilhoso. Aline já nos esperava no Galeão. Tomamos o mesmo táxi (que nos deixaria em Niterói e voltaria para o Rio para levar dona Dal e Adriana até o local em que ficariam hospedadas).
Enfim, Icaraí. Rá e Iago desceram e, ao chegarmos ao apartamento, tia Márcia e tio Mauro estavam escondidos! Os dois são uns lindos. Depois disso, comemos e ficamos de papo até umas cinco horas da manhã, afinal, era assunto de mais para ser colocado em dia, já que não nos víamos pessoalmente há quase um ano.


31/12/2011 – Acordamos o mais cedo possível (depois de irmos dormir tão tarde) e fomos almoçar num restaurante chamado Vienna, no Plaza. Depois disso, na volta, ficamos no início de Icaraí e fomos andando pela orla até a altura da rua do prédio da Rá. Nesse dia, o Bloco das Piranhas estava passando. Esse bloco é formado por homens vestidos de mulheres. Era engraçado ver, pois como os homens estavam, em sua maioria, bêbados, eles realmente pareciam mulheres sem classe... Passamos por muitos deles, paramos para algumas fotos e ficamos um bocadinho na praia, tirando outras fotos e admirando as belezas de Niterói (O MAC, dentre elas. O Museu tem uma vista maravilhosa da praia). Depois disso, fomos para casa para nos prepararmos para grande e tão esperada noite.
Enquanto estávamos nos arrumando, recebemos a visita do Rosa, que mora em Niterói e não perdeu a oportunidade de rever seus velhos amigos. Ele até se lembrou da gente, mencionando que a Aline já tinha sido sua filha em outro verão! :P Como sempre, a conversa com ele foi muito boa! Desejou uma ótima virada e alertou para que nos apressássemos. Seguimos o seu conselho e logo partimos para Copa.
Fomos de barca e não sabíamos bem como faríamos para chegar, já que a Rá praticamente não vai ao Rio. Resolvemos seguir um casal... huahua. Tudo bem, não faria mal, mas a Rá não precisava avisá-los né? Uhahuahua, ok... Chegamos ao Metrô e, antes de entrarmos, compramos uns chapéus. O metrô estava um caos, houve um momento em que eu não estava encostando meus pés no chão e estava rezando para que a pessoa que me “encoxava” fosse a Rá ou a Aline.
Estávamos lá, todas lutando por um apoio, segurando em quem estivesse pela frente. Até fizemos alguns amigos. Não sei por que, quando eu abro a boca, percebem que sou turista. Em uma das paradas, a senhora (mãe de uma das amigas que fizemos no metrô) desceu. Se não tivéssemos visto, a véia ficaria perdida na estação errada... Eu a puxei para dentro do metrô e podemos dizer que conseguimos salvá-la! Quando me lembro disso, recordo do velhinho que se perdeu na rodoviária e me bate uma vontade de chorar, mas penso que salvamos uma velhinha de acontecer o mesmo e fico mais feliz. =P

Logo que chegamos a Copacabana, fomos ao hostel esperar Dona Dal e Adriana. Elas passariam a virada conosco, mas ainda não estavam prontas... Estávamos esperando e começou a chover (a princípio, uma garoinha fina). Assim que terminaram, fomos comer alguma coisa. Os preços eram absurdos, mas não encontraríamos um restaurante bom e barato... Comemos em uma lanchonete mesmo. Foi aí que começou a chover pra valer, tínhamos comprado aqueles chapéus, mas, percebendo que eles não seriam páreo para a chuva, optamos pela prevenção e compramos também algumas capas (que não valiam nada e se rasgavam facilmente). No entanto, era melhor do que pegar toda aquela chuvarada na cabeça. Foi nesse momento que senti um cheiro, um cheiro muito forte. Cheiro de programa de índio. Previ que aquela não seria a noite dos sonhos que tanto almejamos. Huahuha
Chegamos à praia e ela estava totalmente lotada, fomos até o palco principal, pela areia, e ficamos curtindo o show da Beth Carvalho que, vale dizer, não estava nada morta. E aquela chuva, aquela areia (que molhada era ainda mais nojenta)... Fora o fato de não ter onde fazer xixi. Só o mar, é claro. O.o Então resolvemos que não ficaríamos ali. Nossa ideia era tentar o outro palco. Algum maldito avisou que estava rolando alguns shows nacionais maneiros, mas, para isso, teríamos de ir pelo calçadão.  Tentamos, mas fomos arrastadas pela multidão, sério, quase formos esmagadas. Minha capa de chuva teve menos sorte do que eu e ficou em farrapos! Resolvemos, por completa falta de opção, assistir à queima dos fogos da parte de Copa em que estávamos mesmo. E, pra nossa segurança, paramos bem em frente a um carro da polícia. Hehehe. Aguardamos ali, na chuva (que em alguns momentos, quase todos, não era pouca), o final de 2011. Pra mim, não tinha sido um ano péssimo. Com certeza foi o ano em que mais saí de casa e vivi “boemiamente”.

Finalmente os fogos começaram. Mesmo com todos os percalços de antes, e mais os que viriam, valeu muito a pena. Foi uma das coisas mais lindas que já tive diante dos olhos! É algo emocionante. Os fogos coloriam a chuva e a chuva caía na gente... kkkk. É muito mais bonito do que na TV, mas senti inveja de quem estava vendo da sacada de seu apartamento, sequinho, apenas apreciando o momento, diferente de nós, meros mortais ensopados com os cabelos destruídos.
Após a queima dos fogos, Dona Dal e Adriana quiseram voltar para o hostel, que ainda estava fechado. Ficamos esperando sentadas do lado de fora. A Aline, que tinha bebido apenas água, acabou passando mal e tudo ali parecia nojento e fedido. Assim que o hostel abriu, fomos ao banheiro e tentamos decidir o que fazer. O tumulto era imenso, passavam mais de 100 táxis por minuto, todos lotados! Parecia impossível achar algo por ali àquela hora. Ficamos um pouco no hostel e, antes de sermos expulsas, decidimos que procuraríamos uma solução... Na rua. Vi várias coisas interessantes, gente perdendo a classe, crianças sem educação, mas foi engraçado. Mesmo se conseguíssemos um táxi, a primeira barca só sairia às 6h da manhã e ainda faltava. Poderíamos escolher entre esperar nas barcas ou ali, em Copa. “Poderíamos escolher” nada, estava cada vez mais difícil encontrar táxi. Tentei usar meu jeito de britânica, e meu fake sotaque (gritando “TÓXI”), não adiantou... Ninguém parava (e o que esboçou uma paradinha queria praticamente nos assaltar). Logo, ficamos por ali mesmo.
Foi quando eu tive uma ideia brilhante: comer. Eu já estava com fome. Comer é sempre bom e tempo era uma coisa que definitivamente tínhamos. Fomos procurar algum lugar legal com batata frita... Certamente foi uma das melhores partes da noite! Um lugar seco, com comida e coca! Hauahua. Conversamos tanto que a conversa não cabia mais na nossa mesa, estendeu-se pra mesa vizinha. Primeiro uns mineiros, depois uns europeus que reclamavam do show do David Guetta. O tempo passou mais rápido com a barriga cheia. Fomos para o metrô e a fila estava imensa, mas finalmente estávamos indo pra casa, minha gente!!! No caminho, dividindo a mesma barra de ferro que eu, estavam dois garotos conversando e eu ouvi o nome da estação final deles. Pegaram no sono, de pé mesmo, e estavam passando da estação, fui obrigada a acordá-los... Um perguntou se eu era gringa. A educação não me permitiu dar uma boa resposta, mas ela estava na ponta da minha língua. Ora, bolas! Gringa. Run.
Enfim, estação das barcas. Uma fila imensa! Um homem puxou assunto conosco e senti que sua mulher ficou morrendo de ciúme. Ao entramos na estação, ficamos por quase mais uma hora, sentadas no chão, esperando a barca chegar. E, como não somos surdas, nos divertimos muito com o que ouvíamos das outras pessoas. Estava tão cansada que cheguei a cochilar sentada. O Sol já estava brilhando quando a barca apareceu. Chegamos a Niterói e, déjà vu, não havia táxi!  O jeito foi pegar um ônibus para casa...  Às (quase) 8h da manhã. Eu só queria encontrar minha cama.

01/01/2012 – Tia Márcia, Tio Mauro e Iago voltariam para Barbacena naquele dia ainda. Tínhamos que levantar, almoçar e separar os lenços da despedida. Ao levantarmos, parecíamos zumbis: completamente acabadas. Meu cabelo parecia com algo que não sei nem dar nome. Almoçamos e nos despedimos. Mesmo sendo um breve encontro, vê-los é muito bom! Fiquei muito feliz por terem se deslocado de BQ até Niterói por nossa causa.
Depois disso, dormimos praticamente a tarde inteira, só nos levantando para o jantar. A comida do tal de “Tenore” era deliciosa e lá descobrimos que Aline é a mais boêmia (pra não dizer bêbada) de todas e tem semelhanças com um funil.          

02/01 –Aeroporto e Copa com chuva
Aline voltaria pra casa logo pela manhã, então fomos acompanhá-la até o aeroporto. Despedida... E, como sempre, a Alinuxa chorou. Eu só não choro porque fico rindo dela, mas essas despedidas me cortam o coração. Enfim, depois de Aline beiçolinha embarcar, fomos encontrar a Mila no Rio Sul. Almoçamos e fomos até Copacabana encontrar dona Dalzira e Adriana, mas elas estavam fazendo um passeio e tivemos que esperar até que elas chegassem, pretendíamos visitar o Pão de Açúcar, mesmo com chuva... A mesma que nos acompanhava desde o dia 31 e parecia não ter a menor vontade de ir embora.
Ficamos em um quiosque a beira mar, bebendo água de coco e jogando conversa fora, até que elas chegaram. Chegaram e queriam a nossa ajuda para a compra das passagens de volta, houve uma confusão e demoramos um bocado para solucioná-la. Já estava ficando tarde, nada de Pão. Pizza! Comeríamos no mesmo restaurante que tínhamos parado na noite da virada. Nos despedimos, já que Dona Dal e Adriana estavam voltando para casa, combinamos a terça-feira com Mila e tomamos um ônibus até Icaraí.


03/01 – Pão de Açúcar
Pra nossa alegria, a manhã de terça nos brindou com um belo dia de Sol e céu azul. Iríamos mesmo até o Pão de Açúcar (pela trilha). Da ultima vez, a Renata sofreu muito, tínhamos que ir devagar. Deu tudo certo!
Encontramos a Namoradinha do Brasil no centro, matamos a saudade, ficamos sabendo das novidades e aguardamos Mila chegar. Fomos andando até o ponto do ônibus que nos levaria até a Urca. No caminho, passamos pela frente daquele restaurante que explodiu e por uma Rua chamada Silva Jardim.
Ao chegarmos à Praia Vermelha, fotos. A máquina da Raíssa é uma coisa de outro planeta e nos garantiu o registro de belos momentos antes, durante e depois da trilha, que aconteceu de forma bastante tranquila, sem grandes sustos. Ficamos lá em cima vendo a noite cair e a cidade se iluminar, um espetáculo à parte para os apaixonados pelo Rio de Janeiro. Depois disso, encontramos André (que nos aguardava nos bondinhos) e fomos jantar no Rio Sul e, gente, ainda tinha aquela pista de patinação!

04/01 – Cristo Redentor
Eu tinha ido apenas uma vez ao Cristo, mas, como era tarde, foi uma visão um pouco diferente... Apesar de muito bonita. Precisava voltar e vê-lo à luz do dia. Finalmente encontramos a Vanessa, que tinha acabado de chegar de viagem, e fomos: ela, Rá e eu.
Estupendo e emocionante. O Cristo sempre será algo que me deixa impressionada... E com aquele céu azul de fundo, impossível ser mais bonito. A vista que se tem da cidade é algo que chama a atenção! E eu lá... Cercada por gente de todo o mundo, gente falando os mais variados idiomas. Se for pensar nas diferenças culturais, de costumes, de histórias que se concentram e se misturam num só lugar... É coisa pra muita filosofia e não cabe a mim abrir espaço para esses devaneios, mas que é indescritivelmente fantástico, é.
Na volta, pensei que iria despencar da ribanceira, já que o motorista da van estava pensando que participava do Velozes e Furiosos. Cheguei a ficar com medo, ele corria muito, mas chegamos vivas até o Cosme Velho (onde, comendo uma pipoca, discutimos coisas importantes pro final do ano :P)



05/01 – Copacabana e Ipanema
Era preciso aproveitar o Sol da nossa quinta-feira, fomos à praia. O dia estava realmente lindo, nos chamando para um banho de mar... Como recusar? Descemos em Copacabana e andamos até Ipanema. A paisagem pedia fotos, algumas dignas do Fake Tablóide. Hehe


06/01 – Patinação no Gelo
Eu sempre quis patinar no gelo, mas sempre me imaginei fazendo isso em NY (com a minha jaqueta vermeha.. uhahuauha). No entanto, como “quem não tem cão caça com gato”, fui fazer isso no clima ameno do Rio de Janeiro. Quero repetir qualquer dia. Marcamos com o André e Mila... E aqueles cartazes tentadores espalhados pelo shopping... Fomos logo ao que interessava.
Descobri que não terei sustento como patinadora. Eu conseguia andar bem, mas meu espírito aventureiro me fazia arriscar, queria andar muito rápido e fazer manobras, pensem. Eu parava mais no chão do que tudo. O pior mesmo era quando eu levava alguém pro chão junto comigo! Hehehe. Foi uma noite muito divertida. Fiquei com o corpo bem dolorido no dia seguinte, e com algumas marcas roxas, mas tudo bem.

07/01 – Bin Ben Pub
Combinamos com Vanessa de ir até Botafogo. Acordamos tarde e fomos almoçar no Chinês (Ching-Ling... mentira, minha anfitriã não sabe o nome. Acho que quis esquecer), que fica pertinho da casa da Rá. A comida é de se comer com os olhos, de tão bonita! Pena que nos trouxe um pequeno problema mais tarde.
Fomos de barca até o Rio. No trajeto, dois amigos italianos não paravam de tirar foto... será que somos assim? Chegamos. Queríamos ônibus... Dois passos... Queríamos táxi. O lugar era deserto e as almofadinhas que a Raíssa esconde perto das axilas não seriam suficientes pra manutenção da segurança. O taxista não tinha a cara boa e queria nos dar o golpe, pena que não conseguiu. =P
Chegamos, encontramos Vanessa, tia Penha e tio Maciel. Finalmente conheci a nova casa dos Mello (Vanessa, apenas para despertar inveja, foi logo mostrando a vista da varanda... o Cristo! Soltei um “vá se catar!” porque... Vá se catar! Guria sortuda. Ver o Cristo daquele ângulo, da janela de casa...). Comemos a deliciosa comida da Tia Penha e estávamos prontas. Pegamos a Mila e fomos para o Big Ben.
O bar é divertidíssimo. Tem apresentação de uma banda que, depois do show, toca as músicas que a gente pede. Detalhe: estilo karaokê, a gente canta. Óbvio que não cantei, mas apoiei Mila, Rá e Vanessa (que foram figurinhas certas nas apresentações), era bonito. Eu me distraí de outra forma, bastante bonita também... huahuahuahuahuhua. Conhecemos uns amigos da Vanessa (que estava bem feliz com seus amigos do Kid e seus amigos do Capital). O Hugo também esteve no PUB, mas não pôde ficar muito, tinha outra festa marcada. Tomamos algumas caipirinhas. Tava tudo na paaix...... até chegar a conta. Enfim, a noite foi maravilhosa. As companhias também eram.

08/01 – Ir para o além
A comida do chinês fez efeito e o dia começou tenso. Rá acordou passando muito mal, vomitando... Não conseguia nem ficar de pé, passava as informações do plano de saúde e os dados pessoais com dificuldade. Ligamos pro tio Mauro e fomos para o hospital mais próximo.  Tia Penha conseguiu enfiá-la na sala de emergência, mas a médica não aparecia por nada e ela continuava passando muito, muito mal. Não pude ficar direto lá dentro, o acesso era restrito. Foi numa dessas “breves visitas” que ela se despediu. Falou o quanto gostava de mim e pediu que eu desse uns recados (já que ela ia morrer mesmo). Saí de lá mais branca do que o normal, não é todo dia que uma moribunda se despede de mim e eu simplesmente não sabia o que fazer! Foi triste, mas hoje eu morro de rir só de começar a pensar.
Quatro longas horas e o corpo foi liberado. VIVO!!!! Hauhahuuhahua, fizemos pit stop na casa da Vanessa (não tão vivo assim. Ainda estava fraca, coitada) e depois a tia Penha nos levou de volta a Niterói. Tio Mauro já nos aguardava.
Raíssa voltaria para Barbacena no dia seguinte e eu iria pra casa Hugo, já que mal tínhamos nos encontrado durante esse tempo todo de Rio de Janeiro.

09/01 – Adeus, Rá! Oi, Hugueenho!
Selma combinou de passar bem cedo pra nos buscar. Rá iria pra casa, em Barbacena, e eu aproveitaria a carona até a rodoviária do Rio (onde Hugo estaria me esperando). Foi breve, mas cruzei a ponte rindo. Despedidas e encontro. Fomos deixar a mala na casa do Hugo, reencontrei Fernanda sua irmã, sempre um amor e após isso, resolvemos almoçar no Outback (com a Renata e Lívia, uma amiga dele de faculdade). Comemos enquanto relembrávamos nossos momentos de Old Christine. Ah! E depois fomos reencontrar o Pedro (nosso macaco), que estava voltando de um intercâmbio na Alemanha.


10/01 – Santa Tereza e Lapa
 Eu e Hugo tínhamos um sonho: saltar de asa delta. No entanto, virou assunto proibido. Sério, bastava cogitar a possibilidade pra que o céu se desfizesse em água. Não, não se preocupem! Não somos culpados pelas chuvas de 2011, mas agora... é só pensar, o tempo muda. Sem possibilidade de irmos saltar, ficamos um pouco pelo centro (que também tem lindas construções. Já viram o Teatro Municipal depois da reforma?) e resolvemos visitar um dos bairros mais charmosos do Rio. 
Com jeito de interior, a calma de Santa Tereza contrasta com o seu entorno. A arquitetura é linda e o verde foi preservado. Percorremos praticamente todos os pontos turísticos, visitamos o Parque das Ruínas e descemos até a Lapa para uma foto (que, aliás, ficou medonha) com os Arcos ao fundo. Queríamos andar naqueles bondinhos amarelos, deve ser um passeio bonito, mas houve um acidente e não estavam funcionando. Uma pena.
Voltei para casa de táxi e o Hugo ficou na casa de um amigo, em Copacabana. Não dou muita sorte com os taxistas...  Tudo bem que eu não sabia qual a melhor forma de chegar em casa... 


11/01 – Ultimo Dia
Um dia chuvoso. Saltar de asa delta? Nem pensar. O tempo nem sequer permitia um passeio ao ar livre. Saímos com umas amigas do Hugo, fomos num boliche. Elas eram divertidas, mas soube (via Facebook) que elas não foram muuuito com a minha cara. Bom, acontece... Só não é muito comum, já que sou uma pessoa maravilhosa, né, minha gente! Mas me acharam roceira (só porque sou do interior). Eu teria argumentos, mas minha classe... Vocês sabem! Huauhauhuhaa. Foi divertido mesmo assim.
Alguns dos amigos do Hugo eram da Seleção Brasileira de levantamento de peso, foi bacana. Depois, para fechar o dia e minha viagem, fomos beber cerveja num bar bem estranho, mas o preço compensava. No dia seguinte, peguei o avião de volta a Floripa.


Preciso anotar algumas frases que marcaram:
Desculpe se te magoei
Subir para Simba
Sai da minha vida, cansei de você, vai tomar no seu cu (e depois morre)
Oi, acho que sua mãe saiu do metrô.
Oi, eu tô te seguindo desde que saí da barca.
Oi, você não é brasileira, né? (Não, vim da África.)
Você é gringo?
Senhoras e senhores, crianças.......
Olha, é o meu cavalo!!!
GATE
Engastalhada
Hoje eu to passivo.
Gente, mas a Beth Carvalho morreu!
Cíntia!

Nem sempre o sonho se realiza exatamente do jeito sonhado, mas os imprevistos nos proporcionam emoções ainda melhores. Por isso as experiências são (e sempre serão) únicas. 




Carol Pereira