terça-feira, dezembro 31, 2019

Retrospectiva 2019


Como anunciei ano passado, fui muito feliz no ano de 2019. Foi um ano de muitas conquistas e mudanças radicais.
Por meio ano continuei trabalhando na prefeitura e aprendendo muito com meus colegas;
 Finalmente, voltei para o Silva Jardim e estava muito feliz lá, mas menos de um mês depois, alguém fez uma ouvidoria contra mim e tive que abandonar minhas aulas. Foi triste, mas necessário para eu aceitar as possíveis mudanças;
Trabalhei no Balcino e me encantei por aquelas crianças;
Troquei de carro;
Lancei meu terceiro livro “Fronteiras entre o amor e a guerra”, que para mim é o melhor dos três;
Ganhei uma super bolsa de estudos do governo Irlandês;
Vim morar em outra cidade, outro país, outro continente;
Realizei o sonho de estudar na Mary Immaculate College;
Descobri que cada verbo no inglês tem pelo menos três formas;
Conheci pessoas maravilhosas que quero levar para a vida;
Continuo achando o povo Irlandês fantástico, amistoso e muito generoso;
Cheguei ao meu 26° pais e até o meio do primeiro mês de 2020 chegarei ao 30°;
Conheci os fiordes da Noruega;
Passei em uma ponte espetacular que liga dois penhascos na Irlanda do Norte;
Naveguei no Lago Ness, na Escócia;
Conheci os mais lindos castelos no País de Gales;
Finalmente visitei os principais pontos turísticos de Londres sem estar com uma bicicleta;
Conheci Stonehenge.
Agora posso dizer que acabou completamente.
Senti muita saudade de casa, da minha família e dos meus amigos;
Passei muita vontade de comer a comidinha da minha vó, que aliás, continua sendo a melhor e mais gostosa do mundo;
Escrevo essa palavras aqui da Polônia, onde irei conhecer Auschwitz;
As vezes me faltam palavras para agradecer tudo de bom que aconteceu comigo em 2019. Foi espetacular! Tenho certeza que 2020 será mais um ano maravilhoso e chegarei ao final dele com muitos motivos para agradecer!

segunda-feira, dezembro 16, 2019

Reflexões da TPM e Solidão



Eu estava aqui lembrando de uma vez que eu estava na praia e liguei pro meu pai ir me buscar, pois eu estava com muita saudade de casa. Em quatro horas ele apareceu lá para me pegar e estava tudo resolvido.
Hoje eu não tenho mais o meu pai para ligar e pedir para ele vir me buscar. Eu sei que não seria tão fácil quanto ir em Floripa, apanhar a filha saudosa e a levar para casa, mas queria que a saudade que eu estou sentido estivesse há uma ligação de acabar.
Eu sei que é minha TPM falando mais algo, falando não, berrando, se debulhando em lágrimas.
Eu sei que o motivo é eu estar sozinha aqui no Courtbrack. É esse clima de Natal.
E também sei que o fato de meus amigos estarem reencontrando suas famílias, faz eu também querer o mesmo... Sei de tudo isso, mas a verdade é que hoje foi um dia bem difícil por aqui.
Eu odeio fazer minhas refeições sozinha. Odeio ver esses corredores vazios. Odeio só ouvir o som da minha voz.
Eu amo estar aqui em Limerick, estou muito feliz e realizada de estar vivendo nesse lugar. Mas hoje, especialmente hoje, eu queria poder ligar para alguém vir me buscar.   

sexta-feira, dezembro 13, 2019

Quatro meses na Irlanda




Alguns aspectos sobre meus quatro meses aqui na Irlanda:
O tempo está voando;
O inglês já não parece mais um bicho de sete cabeças, tudo vai dar certo;
Já me sinto uma Irlandesa, pois ando na chuva normalmente, sem me preocupar com sombrinha ou se vai molhar meu cabelo;
Descobri o quanto amo meus irmãos, pois choro de saudade deles quase todo dia;
Segundo o aplicativo do meu Iphone já andei 802,5km a pé aqui pela cidade;
Já tivemos nossa primeira nota e eu fiquei bem feliz;
Ainda é bem difícil entender um irlandês – exceto na Universidade – falando inglês;
O Nancy’s é surreal;
Já me sinto uma Irlandesa parte² pois aprendi a gostar de Guinness;
Estou me preparando para morrer de saudades dos meus amigos quando eles forem passar o Natal no Brasil;
Estou arrependida por não ter comprado uma passagem e ido passar o Natal em casa também;
Ainda não andei de bike aqui, então estou completando quatro meses sem pedalar;
Preciso urgentemente encontrar um cabelereiro, minha raiz tem 30cm;
Não vou ganhar nenhum presente de Natal esse ano;
Semana que vem será provavelmente a semana mais solitária da minha vida;
Eu realmente amo Limerick e a maneira como as pessoas são aqui;
Finalizamos nossas aulas de inglês e eu irei morrer de saudades de nossas professoras;
A Gra me pegou no amigo secreto;
Tenho saudades de escrever;
As vezes quando eu ando de carro eu enjoo, acho que ainda não acostumei com a mão inglesa;
Fui ao teatro e tudo estava indo bem, até que eu não entendi uma frase e fiquei boiando no final;
Já participei de um concurso de contos, mas ainda não saiu o resultado;
Meu cachorro nunca me reconhece quando falo com ele por chamada de vídeo;
Sempre que falo com minha vó choro;
Estou com saudades da minha mãe;
Tenho muita saudade dos meus amigos;
Não aguento mais olhar para as minhas roupas, parece que todo dia estou vestindo a mesma coisa;
Acho que o clima da Irlanda acentua minha TPM e eu fico insuportável, sério, nem eu me aguento;
O inverno está começando a mostrar sua cara e estou começando a ficar com medo de janeiro;
Eu vou toda segunda e terça na meditação com a Mamis, desde que cheguei aqui;
O pessoal da cantina da faculdade é muito querido comigo;
To sem criatividade para escrever meus textos mensais;
Beijos

quarta-feira, dezembro 11, 2019

Noruega – Oslo e Dobrak



A ideia de ir para a Noruega surgiu de uma forma meio inusitada:
- “Vamos escolher um país que a gente ainda não foi”.
- “ Isso, vamos pegar uma país nórdico”.
- “Pode ser”.
- “Ok, vamos para a Noruega”
- “Ok!”.
Claro, essa conversa nunca teria existido no Brasil, mas como estamos aqui na Europa, o “Mapa Mundi” parece um cardápio, a gente olha e escolhe qual país quer devorar, então logo que apareceu a oportunidade decidimos embarcar para o país dos vikings!
Tudo o que eu sabia sobre aquele local distante e frio se resumia em: país dos vikings; excelente qualidade de vida; fica na península Escandinava. Ou seja, eu tinha muito para conhecer e aprender por lá.  
A Noruega, pequena e orgulhosa de seu passado viking, criada entre gelo e mar é muito mais do que eu sabia sobre ela. É uma terra maravilhosa e os seus fiordes - golfos estreitos e profundos, delimitados por montanhas - dão um charme à paisagem, que mais parece o cenário de um filme que se passa em um lugar muito distante da nossa realidade.
A capital Oslo, é muito mais do que beleza natural ela é cheia de cultura, museus, parques e a noite se pinta de luzes e cores em seus bares cheios de muita gente bonita e drinks coloridíssimos.
Marcelo, Mari, Felype, Ro – nossa Mamis - e eu, embarcamos para lá dia 24 de outubro e ficamos até dia 28, o que foi o suficiente para conhecer boa parte das atrações de Oslo, fazer um passeio de barco pelos fiordes e ainda conhecer a charmosa cidadezinha de Drobak. O outono e suas cores, deixou tudo ainda mais encantador.
No primeiro dia chegamos a noite e fomos procurar um local para comer, acabamos encontrando o “Oslo streetfood”, um ambiente parecido com os já tradicionais “food parks” brasileiros, só que fechado e construído dentro de uma antiga casa de banho da cidade, a histórica Torggata Bad bem no centro de Oslo. Lá é possível encontrar gastronomia de todos os cantos do mundo, e também é certamente lá que se encontra a mais alta concentração de “homens gatos estilo vikings” da cidade. A única coisa que não foi maravilhosa, foi encarar a triste realidade de cada cerveja custar cerca de 13 euros – melhor nem converter para o real.
O dia 25 foi um dia de intensa caminhada, segundo meu aplicativo do Iphone, andamos 15,5km. Antes de sair para essa caminhada desenfreada, encontramos um local para tomar um super café da manhã... ainda hoje sinto saudades das batatas assadas e do bacon – sim, comi isso todos os dias no café da manhã.
Começamos o tour conhecendo praças e algumas igrejas do centro, seguindo pela movimentada rua Karl Johans Gate a caminho do “Palácio Real de Oslo”. O palácio cujo exterior representa simplicidade e pouca ostentação não deixa em momento algum de ser imponente, garantimos algumas fotos por lá, em meio a uma guerra com minha GoPro.


De lá, descemos até a parte mais próxima ao mar, para conhecermos o “Nobel Peace Center”, local onde anualmente é anunciado e entregue o Nobel da paz! O Centro também é uma arena onde a cultura e a política se fundem para promover o envolvimento, o debate e a reflexão sobre temas como guerra, paz e resolução de conflitos. O local estava em reforma, mas mesmo conhecendo o prédio apenas rolou uma certa emoção e já valeu a visita.
Estando naquele ponto é fácil contemplar a vista dos fiordes e sentir o vento gelado que vem do mar. Seguimos pela Orla até a Opera House, que é o centro de artes cênicas mais importantes da Noruega. O grandioso prédio foi inaugurado em 2008 e no mesmo ano ganhou um importante prêmio de arquitetura, é fácil entender o porquê; ele é realmente impressionante e está em harmonia com o cenário dos fiordes. A arquitetura moderna fica evidenciada em cada um de seus aspetos, tanto internos, quando externos. Subimos sua grande rampa e lá de cima, tivemos o sol dando um espetáculo e Oslo se revelando em toda sua plenitude para a gente.

Do Opera House, fizemos uma longa caminhada até o Munch Museet, dedicado ao Edvard Munch, pintor do quadro “O Grito”, que todo mundo que estudou no Silva Jardim conheceu nas aulas de artes. Foi legal ver o quadro de perto e tentar compreendê-lo. São tantas versões para o que ele significa, são tantas suposições e aspirações e... nada ficou mais claro vendo ele de perto, mas foi um prazer poder contemplar a obra de Munch.
No museu vivi uma intensa luta com os seguranças, que estavam preocupados com a distância que eu ficava dos quadros – óbvio, eles não sabem o quanto sou míope e que tenho visão monocular, então precisa ir perto para conseguir enxergar os detalhes. Mas o ápice mesmo foi quando eu fui tirar uma selfie com O Grito e para meu espanto o flash estava acionado. Sério, eu nunca uso flash. O resultado foi uma foto tipo “a vida imitando a arte”.
Edvard Munch é mesmo um gênio, mas preciso dizer que lá eu me apaixonei foi por outro pintor noruegueses, que pintava com tantos detalhes e com tanta realidade, que suas obras pintadas há cerca de 100 anos, parecem fotografias em alta resolução. Amaldus Niesen é seu nome, seu estilo era o naturalista e ele era capaz de eternizar o céu, com toda sua plenitude de luz e cores usando tintas e pincéis. Foi muito bom e inesperado conhecer suas obras.
Mortos de cansaço seguimos para casa, só saindo depois para jantar e dar uma passadinha no Streetfood, é claro. Peixes, especialmente o bacalhau são a base da culinária Norueguesa, mas ficamos mesmo no hamburguês, que tinha o melhor custo benefício para quem estava começando a achar que não era exagero todo aquele papo de ser muito caro viajar para países da escandinava.
No dia seguinte fomos acordados por uma serenata. Isso mesmo, uma serenata!!! Claro que não era para a gente, mas fomos nós que fomos até a janela ver o que estava acontecendo.
Depois do café  - bacon e batata -, pegamos um trem até o Vigelnag Park, recomendação de uma amiga da Mamis. O local é um parque repleto de esculturas, que estão dispostas ao longo de uma avenida com 850 metros de extensão. São no total 212 esculturas, retrando pessoas nuas em tamanho real. O parque pode incomodar algumas pessoas, pois as obras de arte representam a inerência da existência humana, como maternidade, fraternidade, trabalho, ira e sexo.
            A escultura central chama-se “The Monolith” e é composta por uma torre com 14 metros de altura, tendo 121 pessoas esculpidas em um único bloco gigante de granito. Li que as 121 figuras da escultura parecem estar escalando uma sobre a outra em direção ao céu, em uma espécie de metáfora sobre o desejo das pessoas em relação ao divino e ao espiritual.
            Tiramos muitas fotos e fiquei impressionada com a capacidade do artista retratar as expressões e o corpo humano em diversas idades. Algo impressionante, mesmo agora, olhando as fotos.
            Nos aproveitamos da beleza do parque - e do outono, é claro - para tirarmos algumas fotos antes de iniciar nossa saga, passando por diversos museus. Pegamos um ônibus - até hoje estamos tentando entender como fazia para pagar – e fomos até o Viking Ship Museum, um museu fantástico que abriga alguns dos últimos vestígios dos vikings. Lá pode-se encontrar alguns artefatos e até mesmo navios construídos por eles que foram um dos primeiros povos a desbravar o mar.
            Muitos dos artefatos contidos no museu foram encontrados em Oseberg, em 1904, dentro de um navio enterrado – enterrar navios junto com seus donos, guerreiros mortos ou nobres, era uma tradição dos vikinks. Além do próprio navio, construído em 820 D.C. que está exposto no vão central do museu dentro dele foram encontrados quatro trenós elaboradamente decorados, um carrinho de madeira ricamente esculpido em quatro rodas, três camas e vários baús de madeira, ferramentas agrícolas e domésticas. O navio fazia parte de um ritual funerário e dentro dele encontraram os corpos de duas mulheres. Especula-se que se travada do corpo da rainha Åsa, avó do primeiro rei da Noruega e sua escrava. Eu como uma apaixonada por história, fiquei boquiaberta com o passeio.


            Saindo do museu ainda passamos por outros dois museus, Fram Museun, Polarskip Museet, mas nesses entramos apenas na loja de souvenir, estávamos exaustos e não aguentaríamos outra visita.
            No dia seguinte foi a hora do tão aguardado passeio pelos Fiords. Foi mágico! Acredito que no inverno seja ainda mais fantástico, mas confesso que não sei se aguentaria o frio. Acredito que durante a viagem a temperatura estava bem abaixo de zero. Mas a paisagem era tão linda, que não conseguimos entrar, ficamos do lado de fora contemplando-a, com um ar frio, que parecia nos revigorar. Não preciso contar que minha imaginação foi longe e fiquei imaginando como era a vida ali, séculos atrás...
            Quando chegamos do outro lado, pegamos um ônibus – não sei quantas horas levamos – até Drobak que é uma pequena cidade, junto ao mar, típica da Noruega. Demorou para chegar, mas valeu a visita, a cidadezinha era um amor e deu para conhecer um pouco do “interior” do país.
            No outro dia pegamos um trem cedo para retornar para casa.
            Fiquei encantada pela viagem – apesar de provavelmente ter sido o país mais caro que já visitei. Foi uma oportunidade única e passei muitos momentos felizes lá, junto com meus amigos. As fotos são lindas, a paisagem por todos os ângulos era fantástica, mas foi ótimo voltar para casa.

Quando estávamos finalmente de volta a Irlanda, quase chegando em casa e vimos as placas anunciando que estávamos perto de Limerick, foi a primeira vez que pensei “Graças a Deus, estou voltando para casa”, pensando nessa cidade como meu lar.

quinta-feira, dezembro 05, 2019

Gender, sex and Feminist Pedagogy



The classes on October 15th and 16th were delivered by lecturer Tereza Mytakol on Feminist Pedagogy: From Theory to Practice.
The classes were very pertinent and provoked several reflections and repercussions in our group. It started with the teacher asking us about some aspects of our careers, for example: if we had regrets; what we were proud of and what we would like to change in Brazil education system. We found that most of us were proud and satisfied with the profession we chose for our lives.
The second round of questions gave us some idea of ​​what was coming next. They referred to whether in our opinion there was any difference between biological sex and gender. As a teacher I think this should be very clear in our heads. We should understand that one's sex is usually linked to a biological issue, how a person was born, the structure of their body, and gender refers to cultural, social and cultural issues.  We debated it in our group, even from the point of view of individual soul, how someone sees themselves in the world. It bothered me a lot to know that some of my colleagues fail to realize that there is a big difference between sex and gender.
Later in class, we began to analyze the gender and our experiences and our challenges in dealing with it. This is a very pertinent topic today worldwide. At this point in the class, the conversation was about sexism, gender prejudice, and also prejudice against those who have their gender different from their biological sex. Perhaps this discussion was one of the most disturbing moments of our entire stay here in Ireland. The speech of some colleagues bothered me to the point of crying with sadness. Their speech not only posited feminism as an exaggeration, an unnecessary struggle but also said that prejudice did not exist.
As a white, straight, cis person and from a privileged social class, I cannot say that prejudice does not exist just because I did not experience it. Prejudice exists and it has been killing daily in Brazil. One of my colleagues who mentioned the fact that he does not think there is prejudice against homosexuals lives in a Brazilian state where statistics show the highest number of homo related homicides in Brazil.
According to G1, an important news channel in Brazil, a homosexual is killed every 23 hours in our country. This piece of news is from last May. The same sad situation happens when I analyze some figures from in my state, Santa Catarina. According to data from the SSP (Public Security Secretariat), the number of femicides - cases in which victims were killed for being women - continues to grow. The reported cases increased from 25 between January 1st and September 2nd 2018, to 38 in the same period this year – a 52% increase.
Educators cannot just close their eyes to this situation. Naturally, this is not a simple matter to work on and it will depend greatly on the age and social context of each class, but ignoring these problems would not be a good thing if we wish to transform our reality. Therefore, these questions should be present in the hidden curriculum of the school and should be included as transversal themes.
To better address these issues we can use in our classes the themes presented in Feminist Pedagogy: From Theory to Practice. It could be a moment against actions that reproduce racism, gender prejudice and to be more focused on class consciousness. It is a practice that opposes the male, white and straight pattern.
We left the room and the discussion continued in our WhatsApp group. On the one hand, 90% of the class-conscious people who may see that we live in a world full of prejudice and injustice and it's up to us to fight it. On the other hand, there are those who think that feminine is an exaggeration and we are living in a world where prejudice is only opportunistic media.
Our second day of lecturer with Tereza we acquired much knowledge as well. We developed some projects to work in the classroom to try to teach our students all of the above questions discussed. But there is a question that is not silent within me: could some of my colleagues learn something about…?
This classes show how much these issues are necessary and pertinent to our background. If according to praxis, reflection generates reaction, surely we learned a lot in these two classes.