sábado, julho 23, 2016

Um jogo do União Futebol Clube

Dona Neli lembra com saudade da época em que se sentava no morro atrás de sua casa para assistir de camarote aos jogos de um time imbatível de nossa cidade. O time era o União, que muitas vezes jogava na sua sede, um campo nas Águas Frias. Cobrava-se até ingressos para quem quisesse assistir aos jogos. Era sempre “estádio” lotado. Os domingos de jogos eram sempre uma festa, todos da cidade queriam prestigiar o espetáculo que era cada jogo do União.
Ela lembra do nome de algumas das estrelas do time, como por exemplo o goleiro Delei, que era uma muralha defendendo a trave do seu time. Lembra também de outros jogadores como Murilo, Joca, Vavá, Mazinho, Nica, Ronério, Tampa, Rogerinho, Formiga, Ratão, Dede, Didi do Beto Correa, Libinha, Fonso, Romeu, Vado, Lelo e outros que faziam desse, um dos melhores times da região.
Neli lembra que as mulheres faziam a torcida, bradavam gritos de guerra e gritavam o nome de seus jogadores preferidos. Ela conta até mesmo, que em dia de jogo tinha que tomar conta de suas flores, pois as mulheres que vinham prestigiar o time ficavam loucas por suas roseiras e sempre queriam mudas.




O time recebia adversários de muitos lugares do estado e chegou a ficar 58 partidas invicto! A Água Fria ficava lotada de carros e de pessoas que se aglomeravam esperando encontrar o melhor lugar para assistir seus ídolos.
O jogo mais importante que Neli se recorda foi o de uma final em que o time do União estava disputando a decisão do título da região serrana contra um time de Urubici chamado Madureira. Ela lembra com tristeza que o “nosso time” perdeu, nos pênaltis, lamenta, pois, acha que o União era melhor e merecia ter ganhado mais um título. Embora o nosso time tenha perdido, aquele foi um jogão, muita gente veio torcer.
A derrota não ficou impune, pois quando um novo campo foi inaugurado no Caeté e a revanche veio, o União venceu o Madureira por 2 X 0 e Neli se sentiu vingada.

Na época aconteciam diversos campeonatos municipais, quase todas as comunidades possuíam um time e o futebol era uma paixão alfredense. Enquanto me conta essa história Dona Neli está assando alguns “pufes” para o café da tarde, mas não se cansa de lembrar desse tempo bom de juventude, onde os filhos eram pequenos e a vida era simples, mas muito divertida. 
PS: Neli Walter de Mello é minha avó que aos 76 anos sustenta o título de melhor avô do mundo! <3 nbsp="" p="">


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