segunda-feira, julho 25, 2016

Personalidade: Maria Cecilia Weingartner Westphal

Data de nascimento: 31 de julho de 1927
Data de falecimento: 9 de dezembro de 1984

D. Maria era assim chamada pelos moradores de Picadas, localidade onde ela fez história e até hoje é lembrada por ter sido uma das primeiras professoras do local, além de ter grande participação na vida de toda a comunidade.

Maria Cecilia Weingartner, nasceu aos 31 dias de julho do ano de 1927, na localidade do Bairro Rio Grande, no município de Palhoça. Filha primogênita de Felipe Weingartner e Cecilia Luiza Weingartner - seu pai descendente de Alemães, sendo que seus avós paternos vieram da Cidade de Hamburgo Localizada ao lado do Rio Reno e trabalhavam no cultivo de uvas e sua mãe descendente de Portugueses.
Seus pais fizeram questão que ela estudasse, o que não era comum para mulheres de sua época. Maria concluiu o curso chamado “Normal”, o que a tornava uma professora. Logo começou a exercer a função e se tornou professora da rede estadual, saindo da residência de seus pais ainda moça, para lecionar no município de Águas Mornas, nos bairros Primeira Linha e Segunda Linha – os bairros se chamam linhas devido às linhas de colonização- segundo relatos, Dona Maria pode ter trabalhado como professora também na Linha dos Scharf.
Na passagem por esses Bairros conheceu um rapaz com o nome de Werdolino Westphal, que era natural de Santa Izabel - conhecido por Rio dos Bugres ou Buga Bart- filho de Evaldo Westphal e Hilda Weingartner, também descendentes de alemães vindos de Hamburgo.
Eles se apaixonaram, namoraram e vieram a se casar no dia 9 de agosto de 1947. Deste matrimônio nasceram quatro filhos, Ivone Westphal, Inge Westphal, Ingo Werdolino Westphal e Izete Westphal.


Em meados de 1950 se mudaram para Picadas, antigo Barracão, onde D. Maria exerceu a função de Professora da comunidade por muitas décadas. Enquanto Dona Maria trabalhava na escola, seu esposo trabalhava na lavoura, era apicultor e também exercia a profissão de carpinteiro. O casal tinha um pequeno terreno onde cultivava árvores frutíferas e deste pomar vinham as peras que eram vendidas e ajudavam no sustento da família.

Dona Maria sempre foi uma mulher muito trabalhadora, de manhã dava aulas e a tarde ajudava seu marido na lavoura. Quando se mudaram para Picadas foram viver em terras de Rodolfo Iung, a quem pagavam um terço da colheita. Foi com muito trabalho que conseguiram comprar um terreno com 12 hectares e finalmente se tornaram independentes.  Além de muito trabalhadora, Maria era também uma mulher muito religiosa, dava Doutrina na Igreja quando o Pastor não podia comparecer e realizava até mesmo os enterros das pessoas que viessem a falecer. Todo ano nas vésperas do Natal ela ensaiava um grupo de crianças para representar o nascimento de Jesus e parte da OASIS, grupo de reuniões de senhoras da Igreja Luterana.


A casa dos Westphal era também uma referência aos doentes da comunidade. No Barracão existia apenas uma farmácia em uma época em que tudo parecia mais distante e difícil devido à precariedade das estradas e dos meios de transporte, então era mais rápido procurar um recurso mais perto de casa. Ela usava seus conhecimentos para ajudar as pessoas, em sua casa havia diversos tipos de remédios que forneciam para a população. Seu esposo era encarregado de aplicar as injeções nos moradores adoentados.
Para aperfeiçoar sua profissão, teve que deixar sua família por alguns meses para estudar em Lages e foi substituída por sua filha Ivone e mais tarde seu filho Ingo que também começou a lecionar, ambos se tornaram professores por influência de sua mãe.
Como Dona Maria era muito religiosa e sempre participava de tudo na igreja, ela sempre ajudava a ensaiar as crianças para o teatro de Natal. Em um certo domingo garoava e ela tinha que ir até a Igreja de Picadas, ensaiar as crianças. Seu marido pediu para uma das filhas do casal levá-la até lá.
No ensaio ela teve um pressentimento e resolveu passar todos os dados referentes ao Teatro para uma prima. Ao final do ensaio se despediu de todos e entrou no carro para retornar para casa.
Era dia 9 de dezembro de 1984 e infelizmente Dona Maria nunca conseguiu chegar até seu lar. No caminho sofreram um terrível acidente. Infelizmente Dona Maria faleceu no local, a poucos quilômetros de casa.
Toda a comunidade sofreu muito com sua morte, ela não era apenas a professora de muitos, era mais que isso, era uma amiga para todas as horas, uma pessoa que esteve presente em muitos momentos da vida do povo de Picadas.
A família sente muito sua falta, mas carrega até hoje os ensinamentos que dona Maria deixou. Se espelham na mãe, uma mulher forte, batalhadora, solidária e comprometida com sua comunidade.

Informações: Ingo W. Westphal

Revisão: Charlene da Silva

sábado, julho 23, 2016

Um jogo do União Futebol Clube

Dona Neli lembra com saudade da época em que se sentava no morro atrás de sua casa para assistir de camarote aos jogos de um time imbatível de nossa cidade. O time era o União, que muitas vezes jogava na sua sede, um campo nas Águas Frias. Cobrava-se até ingressos para quem quisesse assistir aos jogos. Era sempre “estádio” lotado. Os domingos de jogos eram sempre uma festa, todos da cidade queriam prestigiar o espetáculo que era cada jogo do União.
Ela lembra do nome de algumas das estrelas do time, como por exemplo o goleiro Delei, que era uma muralha defendendo a trave do seu time. Lembra também de outros jogadores como Murilo, Joca, Vavá, Mazinho, Nica, Ronério, Tampa, Rogerinho, Formiga, Ratão, Dede, Didi do Beto Correa, Libinha, Fonso, Romeu, Vado, Lelo e outros que faziam desse, um dos melhores times da região.
Neli lembra que as mulheres faziam a torcida, bradavam gritos de guerra e gritavam o nome de seus jogadores preferidos. Ela conta até mesmo, que em dia de jogo tinha que tomar conta de suas flores, pois as mulheres que vinham prestigiar o time ficavam loucas por suas roseiras e sempre queriam mudas.




O time recebia adversários de muitos lugares do estado e chegou a ficar 58 partidas invicto! A Água Fria ficava lotada de carros e de pessoas que se aglomeravam esperando encontrar o melhor lugar para assistir seus ídolos.
O jogo mais importante que Neli se recorda foi o de uma final em que o time do União estava disputando a decisão do título da região serrana contra um time de Urubici chamado Madureira. Ela lembra com tristeza que o “nosso time” perdeu, nos pênaltis, lamenta, pois, acha que o União era melhor e merecia ter ganhado mais um título. Embora o nosso time tenha perdido, aquele foi um jogão, muita gente veio torcer.
A derrota não ficou impune, pois quando um novo campo foi inaugurado no Caeté e a revanche veio, o União venceu o Madureira por 2 X 0 e Neli se sentiu vingada.

Na época aconteciam diversos campeonatos municipais, quase todas as comunidades possuíam um time e o futebol era uma paixão alfredense. Enquanto me conta essa história Dona Neli está assando alguns “pufes” para o café da tarde, mas não se cansa de lembrar desse tempo bom de juventude, onde os filhos eram pequenos e a vida era simples, mas muito divertida. 
PS: Neli Walter de Mello é minha avó que aos 76 anos sustenta o título de melhor avô do mundo! <3 nbsp="" p="">


sexta-feira, julho 22, 2016

Apresentação - O Surgimento de Eva Schneider

Nem tinha amanhecido, eu estava sentada na varanda na frente da casa da minha avó, esperando uma carona e, comecei a pensar em várias coisas: decisões que tinha que tomar, tarefas que tinha que concluir, dissertação do mestrado. O silêncio da cidade que ainda não despertara me fez tentar imaginar em como teria sido a vida neste lugar que ainda dormia em uma época distante quando tudo era diferente de hoje, em um passado, que sempre exerceu um enorme fascínio sobre mim.
Divaguei sobre o fato de morarmos em uma cidade com lugares  incríveis com uma história rica que está se perdendo no tempo e podemos passar a vida toda sem conhecê-la. Martinho Bugreiro, o Soldadinhos, nossas tradições e religiosidade tão marcantes, os causos dos guardados, cachoeiras, toda a energia contida nas grutas, no alto da Pedra Branca ou nas pedras dos Soldados do Sebold. Tem também as comidas típicas, árvores centenárias, a nossa forma de viver, tudo isso merece ser registrado, admirado e preservado.
Pensei então que eu poderia escrever sobre aquela época, mas tinha que ser algo diferente, não como um relato tradicional. Quem sabe criar um personagem que pudesse conduzir a contar a história de nosso município, com alguns toques de aventura, algo que viesse a instigar as pessoas a conhecerem nosso passado, nossas lendas e contos, nossos lugares.
Ali mesmo, ainda antes dos primeiros raios de sol iluminarem a paisagem, a Eva nasceu. Uma menina de 12 anos com um nome simples e forte, comum entre os imigrantes alemães da época, por isso Eva, Eva Schneider. O Schneider, tipicamente alemão, mas sem fazer nenhuma referência a grandes famílias alfredenses, dando liberdade a minha Eva.
Desde a hora do seu nascimento que a Eva faz parte dos meus dias. Contei a alguns amigos sobre a ideia e a Eva Schneider ganhou vida. Comecei a escrever e, desde então, Eva já rodou o antigo Barracão e foi até além dele.
Eu sonho em um dia lançar um livro chamado “As aventuras de Eva Schneider”, aquele com uma capa marrom e com as letras com a fonte utilizada nos filmes do Indiana Jones.
Acredito que a história não serve para ficar guardada a sete chaves, mas sim para ser compartilhada, de modo que mais pessoas entendam a nossa origem e valorizem nosso passado tão rico. História essa que eu demorei anos para aprender. Comecei cedo, sentada naquela mesma varanda, ouvindo meu avô contar as histórias do tempo que ele era criança. Ele falava sobre índios, animais e a vida nos primeiros anos do século passado, depois aprendi mais, por meio de pesquisas, entrevistas e consulta a documentos, foram horas debruçada em cima de papéis e documentos antigos. É todo esse conhecimento adquirido que quero dividir, porque acredito que “um povo sem memória, é um povo sem história”. A Eva foi criada para ensinar a nossa história, mas  acredito que assim como a nossa cidade a Eva pode conquistar muita gente!







segunda-feira, julho 18, 2016

Toca dos Bugres - Uma possível Paleotoca na divisa entre Alfredo Wagner e Bom Retiro?

Domingo foi dia de explorar a “Toca dos Bugres”, um lugar conhecido por muita gente aqui de Alfredo Wagner. O local é uma caverna subterrânea que no passado servia de abrigo para os índios - a presença dos índios pode ser evidenciada por artefatos já encontrados em seu interior, como pontas de flechas e outros objetos que os índios utilizavam em seu dia-a-dia.
A “Toca dos Bugres” se chama oficialmente Galeria Subterrânea Leopoldo Seemann, mas de acordo com especulações mais recentes ela pode se tratar de uma Paleotoca.


O que são Paleotocas?

São túneis que podem ter sido feitos por tatus e preguiças gigantes que viveram na América do Sul no período entre 10 milhões e 10 mil anos atrás. Nas paredes, e principalmente no teto destes túneis, podem ser vistos arranhões deixados pelas garras desses grandes animais. Formações assim são comuns no Sul do Brasil, e geralmente aparecem durante escavações. Recentemente foram encontradas Paleotocas na cidade de São Joaquim, comprovadas por pesquisadores de universidades de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

As paleotocas são muito importantes do ponto de vista científico porque representam os hábitos fossoriais, que são hábitos cavadores desses organismos.
Ainda é preciso estudar, mas achamos que a galeria situada na divisa entre os municípios de Alfredo Wagner e Bom Retiro, pode se tratar de uma Paleotoca. As galerias subterrâneas são estudadas já há algum tempo.


Misteriosas galerias subterrâneas em Santa Catarina. Foi com este título que, em 1933, o arqueólogo Padre Berg Trenkbol publicou um artigo no boletim do Museu Nacional do Rio de Janeiro, comentando sobre recentes achados de túneis, galerias, cavernas e abrigos do Estado.
Acredita-se que eles teriam servido de abrigo aos índios que antigamente habitavam a região. Passaram-se mais de 90 anos e o mistério continua.
Ao longo dos anos, várias galerias e casas subterrâneas foram encontradas no Estado, especialmente na região próxima à Serra.
O pesquisador Altair Wagner, é um incansável estudioso de galerias, casas e abrigos sobre rochas, tendo visitado vários deles e até mesmo escrito um livro onde detalha suas descobertas. Analisando alguns materiais deles contata-se que:

Na década passada ainda existiam algumas perguntas sem respostas...

Quem escavou estas galerias e quais os objetivos? Estas perguntas, mesmo depois de tanto tempo, infelizmente ainda não podem ser respondias. Por isso, Altair decidiu tornar públicas estas descobertas, na esperança de que estudiosos (antropólogos, historiadores e arqueólogos) ligados às universidades catarinenses se interessem pelo tema e decidam estudar a fundo estes achados.
“- Parece mentira, mas até hoje não se sabe muito sobre estas galerias, quem as fez e qual era a serventia. Faltam estudos mais aprofundados e espero que especialistas me auxiliem no trabalho. ”
Senhor Altair conta isso em uma entrevista ao Diário Catarinense no ano de 2004, quando o conceito de Paleotocas ainda era pouco difundido aqui no estado. Na época ele também contou detalhes sobre esse local e como provavelmente era utilizado pelos índios.
“A galeria subterrânea Leopoldo Seemann – batizada assim para homenagear o antigo dono do terreno - escavada em rocha arenito, possui cinco túneis.”
O tamanho e a disposição deles chamam a atenção (veja na imagem). O comprimento dos túneis varia de pouco mais de um metro, até 36 metros.


É possível andar de pé em seu interior. Em alguns pontos, a caverna chega a ter 4,5 metros de altura. É uma estrutura mais alta do que muitas casas de cidade. Nas extremidades de cada túnel quase sempre existe uma saída, que é camuflada.

Na opinião de Altair, os índios faziam estas saídas para ter um local por onde fugir caso houvesse um desmoronamento de terra ou pedras na entrada principal, ou se ela fosse fechada pelas tribos inimigas em um eventual combate.
Nesta galeria há ainda duas espécies de saletas e, em uma delas, a 4,5 metros de altura, uma iluminação zenital – abertura feita no teto, para a entrada da luz natural na caverna.
Provavelmente, era nesta sala iluminada que a família se reunia e fazia suas refeições.
Outro local que chama a atenção é um rebaixamento no piso de um dos túneis o que forma uma pequena piscina, com a lâmina d’agua que na parte mais profunda tem um metro de profundidade.

Esse rebaixamento permitia que os índios sempre tivessem água para consumo da família.
Existem poucas informações sobre esta galeria e o modo de vida das pessoas que a habitavam, porque o interior da caverna ainda não foi estudado por especialistas. 



Quem sabe agora que outras Paleotocas estejam sendo descobertas pela redondeza e a “Galeria Leopolso Seemann” também possa ser melhor estudada.

A galeria foi descoberta décadas atrás, por caçadores. Há muitos anos que tenho vontade de conhecer o local, cada vez que visitava o Museu lia uma reportagem em um quadro, falando da tal toca e quando surgiu a oportunidade dei a opção ao “Grupo Anunnaki Trilhando” que assim como eu se empolgou com a ideia. Seu Edilio, nosso famoso guia da Pedra Branca falaria com seu filho Evandro que pegaria autorização com o dono do terreno e os dois nos levariam lá.
Suzanne e Evandro, meus outros companheiros de expedições também acompanhariam o grupo, e foi em uma manhã muito gelada de domingo que nossa aventura começou.
Fomos a Pedra Branca, encontramos o grupo que estava hospedado na Hospedaria de seu Edilio e dona Ivone e seguimos até o local onde deixaríamos o carro.
Foram 7km de subida, até chegar ao local da toca. Logo de cara a adrenalina tomou conta de mim, me deu um certo receio de me meter naquele buraco, mas como diria Eva Schneider, “aquilo dentro de mim que pede por aventura fez com que eu me movesse” e entrei no buraco.



A abertura da caverna é uma toca de 60 centímetros de diâmetro. A única forma de entrar na galeria é rastejando, literalmente. Segundo os historiadores quanto menor a entrada da caverna, maior a proteção dos índios contra animais ferozes e principalmente, contra as tribos rivais que poderiam fazer investidas. Os buracos de entrada ficavam escondidos na rocha. Sendo assim esse era um abrigo muito seguro.
Lá dentro não tem como não ficar boquiaberto com a grandeza do lugar. Como já relatei acima no texto, o local é formado por grandes túneis e em muitas partes deles é possível ficar de pé, nos tetos de quase todos os túneis pode-se perceber as marcas que acreditamos que teriam sido deixadas pelos tatus e preguiças gigantes. 
Lá dentro até pregamos uma peça em Luiz, ficamos escondidos no escuro enquanto ele vinha por um dos túneis, de quatro, do nada, aparecemos fazendo com que ele voltasse de ré.
Enquanto alguns já haviam saído da “toca” eu, Suzanne e os Evandros aproveitamos para explorar mais um pouco. Evandro (o da Su e não o filho de seu Edilio) subiu em um túnel mais acima e eu Suzanne passamos por dentro do reservatório de água e seguimos um túnel longo, passando por fendas entre as rochas que bloqueavam o caminho devido a desmoronamentos, e só paramos quando não era mais possível avançar.
Certamente foi um passeio incrível e realmente digno de roteiros de aventura. Foram 14km percorridos no total – para alguns um pouco mais, já que pegaram um caminho errado - e chegamos a uma altitude de 1690 metros. O cansaço não era nada, diante da satisfação de conhecer um lugar como aquele e depois ainda saborear a comida deliciosa de Dona Ivone, que nos aguardava em casa com tudo pronto. 
Vale a pena conferir o vídeo dessa, que pode ser mais uma paleotoca em território catarinense.
E eu lanço o mesmo pedido que seu Altair lançou há algum tempo atrás, precisamos de pesquisadores que aceitem o desafio de vir até aqui conhecer e estudar todo esse tesouro arqueológico.

 Contato: karol.aw@gmail.com


Vale a pena conferir o vídeo desta, que pode ser mais uma paleotoca em território catarinense:





Vereador, o representante do povo no município


Há muito tempo tenho vontade de escrever sobre isso, mas protelei; porém não vejo hora melhor, já que as eleições estão se aproximando.
Todos sabem que municipalmente eu tenho um partido; porém, esqueçam isso enquanto estiverem lendo o texto, esqueçam seus partidos ou preferências também. Pensem como cidadãos que estão cansados do caos na política brasileira, que querem mudança e sabem que sempre partirá da base, do nosso redor, de perto de nós! 
Pensem também: os vereadores são pagos por nós, recebem todo mês um salário muito maior que muitos dos nossos (R$: 2.633,00 que foi a remuneração liquida de um vereador em um dos meses desse ano).
Você sabia que nesses quatro anos se ele exerceu o mandato por todos os meses vai receber um total de cerca de 126 mil reais? Isso tudo para TE representar.
É justo eles receberem isso para participar de uma sessão por semana, apenas para debater assuntos triviais? Será que eles estão cumprindo com as suas reais funções? Será que não dá para eles fazerem mais?
O que o teu candidato, se eleito, fez nesses 4 anos? Valeu a pena? É hora de refletir...
Nesses 4 anos nenhum dos vereadores apresentou algum projeto de Lei, e eles podem fazer isso. Podem pleitear recursos junto a seus representantes estaduais e federais e trazerem verbas a seus municípios. Em 4 anos os vereadores se limitaram a fazer moções e indicações, o que eu acho muito pouco... e se você participa das sessões ou acompanha as transmissões pela rádio deve saber disso.
Não esperamos só isso de nossos representantes. Esperamos que eles tragam o problema, sugiram e batalhem por soluções: afinal é por isso e para isso que eles estão lá.
O que vemos sempre são dois lados, a oposição e a base duelando em discursos que, na maioria das vezes, não levam a nada. Geralmente o que acontece é que se a oposição for maioria o prefeito terá dificuldades na administração, pois eles ou vetarão ou adiarão decisões, e se a maioria dos vereadores for da base eles esquecem que seu papel é fiscalizar as contas da prefeitura e deixam de representar fielmente os cidadãos que os elegeram.
Os vereadores precisam pensar na sociedade e não em seus interesses políticos.

Vamos deixar de fazer papel de bobos, brigando por causa de partidos e pensar em uma forma de nos beneficiarmos como cidadãos a partir de nossas escolhas nas próximas eleições. Analisem seus candidatos: você acha que ele já fez ou fará a diferença ou ele está em busca do cargo por dinheiro ou status?


Apenas para lembrar:

O Poder Legislativo é a instância, a casa, de representação do povo, Este poder deve trabalhar na fiscalização do Poder Executivo e na apresentação e votação de leis e projetos. Na esfera municipal é formado pelos vereadores. O vereador é o membro da Câmara Municipal. Ele, por exemplo, elabora e vota as leis municipais. Compete também ao vereador:
• Eleger a mesa diretora da Câmara de Vereadores e das comissões.
• Elaborar o Regimento Interno da Câmara Municipal.
• Comparecer às reuniões das comissões.
• Comparecer às sessões plenárias.
• Votar as proposições submetidas à deliberação da Câmara Municipal.
• Legislar sobre assuntos de interesse local.
• Suplementar a legislação federal e estadual.
• Legislar sobre tributos municipais.
• Apresentar projetos de lei, decretos legislativos, resoluções e emendas.
• Formular requerimentos, moções, indicações;
• Emitir pareceres.
• Participar de debates e votações.

segunda-feira, julho 11, 2016

1º Encontrão Trip Montanha - Serra Furada e Pirâmides Sagradas




O primeiro encontro do Trip Montanha foi coordenado por Cristian Stassun, com a colaboração dos coordenadores: Ademir Sgroth (SC), Sandra Elize (PR) e Gerson Soares (RS), além do anfitrião e grande conhecedor da região da Serra Geral, Léo Baschirotto.
O encontro aconteceu na cidade Grão Pará, logo abaixo da Serra do Corvo Branco, em Santa Catarina. 
A fazenda onde ficamos, pertence ao senhor Kiki Souza e fica no vale próximo a Serra Furada, espetacular região onde ficam as Pirâmides Sagradas. 
O Trip Montanha é um grupo que surgiu no ano de 2011 e desde então vem reunindo montanhistas, escaladores, fotógrafos de montanha, bikers, pilotos de drone e guias de turismo de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
O encontro reuniu cerca de 100 pessoas de 25 cidades do Sul do país, com destaque para os integrantes das cidades Florianópolis, Rio do Sul, Joinville, Blumenau, Caxias do Sul e Curitiba. Foi um encontro que correspondeu às expectativas tanto dos participantes quanto dos organizadores. Cristian nos conta que “O objetivo principal foi alcançado, fazer todos os membros que se conheciam online, conhecerem-se ao vivo, criando novos laços, reforçando os que haviam e trocando experiência e conhecimento. Salientamos a importância dos guias formados e credenciados como importantes no cenário do ecoturismo catarinense e destacamos nas oficinas, a importância do praticante de trekking amador de conhecer técnicas e tomarem cuidado com os riscos da prática. Ficamos satisfeitos em apresentar esse local maravilhoso, e agraciados por Deus, por ter nos oferecido um dia tão ensolarado para nossa trilha. ”
O encontro tinha uma vasta programação que incluía, hikings, camping, oficinas, luau, costelada, roda de violão, enfim, uma grande confraternização para os amantes das montanhas.
Grão Pará fica a cerca de 120km de Alfredo Wagner, mas por ter um acesso repleto de estradas tortuosas esse percurso leva mais de 3 horas para ser percorrido. Sendo assim acordei cedo e as 5:30 da manhã com meu amigo Lucas que veio de Floripa e seguimos para o local do encontro.
Fomos brindados com um lindo nascer do sol na Serra do Corvo Branco, o que já dava uma prévia das belezas nos estavam reservadas para o final de semana. 


Ao chegar fomos conhecer a galera e montar nosso acampamento. Como eu nunca tinha dormido em uma barraca – na verdade tinha, mas com ela foi montada debaixo de um galpão eu não considero – a expectativa era enorme, pois a previsão era de chuva e vento para a noite, mas antes ainda tínhamos alguns compromissos.




Trilha de reconhecimento do vale, com visão para Serra Furada de Grão Pará


O nome da região se dá a uma formação de arenito, cuja fenda possui 45m de altura por 8m de largura e dá o nome ao Parque Estadual da Serra Furada. Do vale pudemos ter uma visão privilegiada de toda a serra. A trilha tinha um trajeto de pouco mais de 7km, com uma subida muito boa para quem desejava se aquecer para o dia seguinte. O passeio rendeu belas fotos. Entre nós tínhamos ótimos fotógrafos que contribuíram para que o momento ficasse para sempre guardado em nossa memória.


Almoço Coletivo

Na volta ainda fomos gentilmente convidados pelo Elio Merini para desfrutar de um delicioso risoto preparado por ele e sua “equipe”. Estava tudo uma delícia e deu para recuperar as energias para a próxima parte do encontro que foram as oficinas. 




Oficina de Acampamento Básico com Vanessa Franz e Renan Schuller

A primeira oficina da noite foi com o casal de namorados Vanessa Laura Franz e Renan Schuller de Alfredo Wagner e tratava de equipamentos básicos para acampamento.
Vanessa e Renan são guias formados em Rio do Sul e atuantes em toda a região. 
Eles ressaltam que “O guia de turismo é realmente muito importante, é ele quem acompanha, orienta e transmite informações ao grupo durante todo o caminho. Hoje a profissão é regulamentada, para isso o profissional precisa fazer o curso técnico em guia de turismo completo, se cadastrar no cadastur e solicitar a carteirinha. É imprescindível a comunicação, antes, durante e no final do roteiro”. 
Vanessa está começando a guiar nas trilhas em Alfredo Wagner em parceria com Renan Schuller. É também uma das percursoras do grupo Trekking por Elas, Grupo de mulheres que fazem hikkings, trekkings, viagens de mochilão.
Eles deram dicas e apresentaram uma série de equipamentos que são básicos para o camping. A dicas se dividiam em temáticas como: mochilas, barracas, sacos de dormir, isolante térmico, iluminação, kits de higiene, médico e de cozinha, fogareiros, roupas, alimentação e calçados.
Para conferir mais dicas, acesse o link com sugestões preparadas pelos dois guias.


Oficina de Canionismo com Carlos Eduardo Madona acompanhado por Silvio Adriani

Cadu tem 36 anos é publicitário, natural do estado de SP mas hoje mora em Florianópolis, é Canionista há 15 anos formado em 2001 pela Aimberê, empresa que ministra cursos de canionismo entre outras modalidades.
Em 2007 já praticava rapel, de uma maneira autodidata e com muito risco, com o tempo buscou se especializar pois sabia dos perigos da aventura sem uma capacitação. Esse é a porta de entrada de muitos dos camionistas Brasileiros.
Carlos Eduardo nos conta um pouco sobre sua trajetória: “Tenho os cânions como paixão e divulgo a prática segura do Canionismo por vários eventos. Participei de muitas conquistas como ponto focal formando equipes feras em cânions que hoje estão no portfólio Brasileiro e são reconhecidos pela beleza singular, citando alguns como: Paraiso Selvagem, Santa Maria, Tieta, Entalado, Romancine, entre outros , todos na Serra da Canastra MG. O Canionismo é um esporte coletivo e o grau de proficiência de todos os integrantes é importantíssimo para o sucesso da conquista. Juntamente com amigos do meio, organizei 3 encontros nacionais e internacionais, sempre na Serra da Canastra, que foi onde tive a maior atuação: Encontro Mineiro de Canionismo 2007 - pela Amicanion (associação mineira de canionismo)
Encontro Brasileiro de Canionismo 2010 - pela extinta ABCanion (associação brasileira de canionismo) onde era monitor.
RIC Rendevouz International Canyoning - pelo GBcan (Grupo Brasileiro de canionismo) sócio fundador e atuante.”
Em sua oficina o canionista, iniciou falando sobre a história do canionismo, suas técnicas e equipamentos. Falou sobre lugares no Brasil que são polos para a modalidade e a sobre a diferença dos cânions, os quais possuem uma reunião de características especificas. Além disso Cadu nos falou sobre os encontros de Canionismo que acontecem regularmente e o intercâmbio de práticas, técnicas e lugares que esses encontros ajudaram a desenvolver, lugares esses que hoje tem reconhecimento internacional e que recebem além dos esportistas rotineiros, também grandes encontros. Ele diz que acredita no grande potencial da região na qual estávamos para a prática do esporte e se propôs a ajudar a disseminar a prática do esporte na região.  
A apresentação teve o apoio de Silvio Adriani, que é montanhista e grande conhecedor da região, recentemente formado no canionismo e que também está engajado em desenvolver um polo de canionismo na Serra Catarinense.

Alex Winieski e o Projeto “101 Cachoeiras mais lindas de Santa Catarina e 1001 lugares” para visitar em Santa Catarina, SlideShow

O 3º convidado da noite foi Alex Wisnieski de 36 anos, da cidade Jaraguá do Sul. Ele estava lá para falar de seus projetos o “1001 lugares para conhecer em Santa Catarina” e o “101 cachoeiras de Santa Catarina”. 
Entre os anos de 2007 e 2008 ele começou a catalogar pontos turísticos de SC. A ideia do 1001 lugares surgiu no ano de 2013 e o 101 cachoeiras no ano passado. Ele pretende transformar os projetos em e-books o primeiro será sobre as Cachoeiras com a conclusão prevista para o início do ano que vem. Ele faz suas buscas através da internet, mapas turísticos, pessoas, fotos, etc. 
Alex conta que a ideia veio da falta de informações nos sites das prefeituras, SANTUR, mapas/guias turístico e da vontade/paixão por aventuras, conhecer novos lugares, admirar a natureza, se isolar do mundo barulhento, divulgar as belezas naturais do nosso estado... Não é um trabalho simples, demanda bastante tempo e dedicação, mas muito recompensador “principalmente quando as pessoas pedem informações, ajudam ou mesmo me convidam para ir junto”.
No trabalho de preparação do e-book sobre as “101 Cachoeiras de Santa Catarina”, Alex faz o levantamento das informações sobre as cachoeiras e inclui tudo em uma planilha Excel que é uma espécie de catálogo... lá constam informações como: altura, descrição, localização/como chegar, contato, classificação (público, particular com acesso, privado), etc... e é a partir desse “catalogo” que ele faz a seleção das cachoeiras que vão entrar para o livro. No total Alex tem mais de 560 cachoeiras cadastradas.
Conhecendo tantas cachoeiras é claro que Alex também tem suas favoritas, entre elas a cachoeira da Bruaca em Corupá com 96 m, Salto Grande em Corupá com 125 m e Cascata do Avencal sem Urubici com 100 m.
Além de uma explanação perfeita, Alex ainda proporcionou muitas risadas ao grupo com suas colocações sempre hilárias.
  

Bate-papo com Maikon Schroeder, do Grupo de Resgate na Montanha de Joinville (GRM)

Maikon Maximo Schroeder, graduado em enfermagem pela Univali em 2003, pós-graduado em terapia intensiva, urgência e emergência e atendimento pré-hospitalar, habilitado pela Wilderness Medical Associates (WMA) no curso Wilderness Advanced First Aid (WAFA) voltado a medicina de áreas naturais e locais remotos.
Voluntário e Conselheiro Técnico em primeiros socorros em áreas remotas do Grupo de Resgate em Montanha (GRM), grupo de voluntários vinculado à estrutura da Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública de Joinville, grupo que tem como objetivo atuar em operações de busca e salvamento terrestre em montanhas e áreas remotas, além de apoiar os órgãos de primeira resposta como Defesa Civil, Policia Militar, Bombeiros dentre outros.
Criado em 12/01/2012 como Grupo Voluntário de Busca e Salvamento (GVBS) e Núcleo Comunitário de Defesa Civil (NUDEC), hoje o GRM conta com 52 integrantes efetivos, já atuou em 21 operações de busca e salvamento em Santa Catarina e Paraná, além de participar e instruções e simulados junto ao Batalhão de Polícia Militar de Ajuda Humanitária de Santa Catarina e Força Tarefa do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.
Das 21 operações de busca e salvamento, o enfermeiro Maikon participou efetivamente de 19 ocorrência, além de participar nas operações de busca, atua diretamente no atendimento as vítimas, prestando atendimento em suporte básico e avançado da vida através dos moldes da telemedicina junto a Médica Daniela Manganelli integrante do GRM.
A importância de ter uma equipe especializada em resgates em regiões naturais, de floresta ou montanha, se dá pela longa distância de hospitais e similares, o que torna ainda mais demorado o início do tratamento definitivo para as vítimas, muitas vezes o tratamento no hospital poderá demorar muitas horas ou até dias para ocorrer. É importante destacar que um GVBS deve ter preparo não somente para realizar as buscas, mas estarem habilitados na prestação do socorro com destreza, competência técnica, científica, ética e legal. Neste contexto o enfermeiro tem a capacidade de prestar uma assistência de enfermagem fundamentada em evidências com uma boa técnica demonstrando o seu conhecimento prático em procedimentos invasivos, auxiliando as equipes na identificação, tratamento e estabilização de vítima grave/crítico com ênfase em emergências com risco à vida no processo de busca e salvamento terrestre.

Ser um voluntário é gratificante e recompensador, sinto-me motivado a enfrentar os desafios que me são apresentados a cada ocorrência atendida, nos mais diversos ambientes e situações, em que a minha própria vida é posta em risco em prol de salvar o próximo. Sempre sigo o lema das equipes de SAR (Search and Rescue) “para que outros possam viver”


Oficina de Escalada com Filipe Ronchi, uso de equipamentos básicos, ancoragem e segurança;

Para fechar a noite de oficinas tivemos a de “Iniciação na Escalada” com Filipe Ronchi. O escalador tem 30 anos e é de Nova Veneza. Ele figura como um dos maiores nomes da escalada do Sul do país e tem um currículo incrível.
Filipe se inspira em “Monstros da Escalada”, como Marius Bagnati - que para ele é o maior escalador de SC -, Waldesir Machado,  Irivan Burda, José Luiz (Chiquinho) do PR,  Alexandre Portela e Alexandre Tartari do RJ. O escalador já teve o privilégio de conquistar vias com alguns desses “monstros” como como por exemplo o Daniel Fernandes aqui de SC com quem recentemente conquistou a via no Funil. 
Filipe tem uma vasta experiência, são muitas escaladas e mais de 50 conquistas de vias. Ele diz que todas as conquistas são especiais, mas entre as mais exigentes e gratificantes estão a última que foi a via Hollywood na Torre do Funil e a via Maluco Sonhador no morro da Mina em Siderópolis. Entre as escaladas estão: Via Arco da Velha com 700m no maior  nos  3 picos de Salinas no norte do Rio de Janeiro, a via Divina Liberdade na Pedra Riscada com 1100m,  leste de Minas, divisa com ES. E a agulha do diabo, com 250m que está entre as 10 escaladas mais lindas do mundo e fica na Serra dos Órgãos também no Rio. Além das escaladas pelo Brasil ele já escalou no Chaltén,  Sul da Patagônia, Cerro Catedral no norte da Patagônia e Cajon de Los Arenales nas proximidades de Mendonza na cordilheira dos Andes Central. 
Sua oficina tratou sobre noções básicas de escalada, equipamentos e utilização dos mesmos. Tinha como intuito familiarizar os presentes quanto a escalada e também possibilitar com que o pessoal conhecesse e manejasse os equipamentos - equipamentos de segurança, cordas... -  Filipe realizou também uma demonstração de utilização da furadeira, colocando uma proteção em uma pedra.
Além de escalador o Filipe tem também uma fábrica de cerveja artesanal. A cerveja é maravilhosa e estava à venda no encontro. A cervejaria Climb – The real drink of the montains – fabrica 8 tipos de cerveja: Blonde Ale, Apa, Ipa, Stout, Golden Ale, Weiss, Witbier e Saison. Não experimentei todas, mas as que provei são realmente de primeira qualidade!

Costelaço de fogo de chão

Para nos alimentar em um intervalo entre as oficinas fomos saborear a Costelada preparada por Eduardo Scwanke e Adriano Mendes (Polho). Valeu a penas todas horas gastas no seu preparo. O costela foi acompanhada por aipim e a claro a cerveja Climb! Demais


Luau

Após as oficinas ainda rolou muita música ao redor de uma fogueira. O pessoal ficou madrugada a dentro, cantando, tomando vinho, cervejas e confraternizando. Os violeiros Djuan e Filipe Ronchi.
Eu não fiquei no Luau, pois estava caindo de sono. Durante a noite choveu bastante e também ventou, muito..., mas a experiências de dormir em uma barraca foi aprovada. 



Trilha do "Vale das Pirâmides"

No dia seguinte acordamos cedinho para a hiking mais esperado.
O do Vale das pirâmides, que segundo o Strava tem um percurso de cerca de 9km, aclive de 600mt a 1200mt de altitude. A trilha é tranquila, lembra a trilha aqui da Pedra Branca em Alfredo Wagner e o visual lá de cima é surreal.
Iniciamos a caminhada por uma estrada, uma grande subida, seguimos o caminho que passa por alguns pinheiros e logo em seguida entramos pelo meio da mata. A medida que subimos a paisagem vais e revelando. Para qualquer lado que olha se avista montanhas com rochas imensas. Vimos também córregos e uma grande cachoeira que nessa época do ano fica quase sem água.
Grande parte da subida é realizada por um caminho de tropa, por onde provavelmente subia e descia gado.
Fomos guiados por Léo Baschirotto e seu pai. O Léo é um querido, paciente e sempre atencioso, subiu conversando conosco e ele é simplesmente demais, uma pessoa boníssima.
Lá de cima a vista é maravilhosa. Se tem uma visão “limpa” das Pirâmides e de todo o resto da serra que fico no seu entorno. São Pedro é dos nossos e nos proporcionou um dia com tempo perfeito.
Ficamos lá em cima mais de uma hora, comemos, confraternizamos e posamos para inúmeras fotos e filmagens de drone.
Devido ao número de participantes, subimos em três grupos. Subi no primeiro e só desci quando o terceiro grupo estava chegando.
Despois de retornar, desmontamos o acampamento, comemos e começamos a nos preparar para vir embora, em um retorno que ainda guardava belas imagens.
Na volta peguei uma carona no carro com o Djuan – proprietário da marca Mind's UP, uma empresa que tem bem a vibe da nossa galera – e com a Patty, que é uma super bikers e uma pessoa gente finíssima, ambos de Rio do Sul e que tornaram as horas que ainda tínhamos pela frente, até chegar em casa, muito mais agradáveis. Na volta passamos pela Serra do Rio do Rastro e foi uma experiência nova ver o visual lá de cima com a iluminação artificial. Foi bacana, valeu a experiência. Fizemos uma parada para lanche, acompanhados por Vanessa, Fabricio, Jéssica e o Fernando que também são de RSL.

Esse encontro ficará muito bem documentado, por imagens e vídeos, mas além disso estar lá, viver aqueles momentos, participar de todas as trocas, compartilhar experiências, criar novos laços e amizades são momentos que apesar de não estarem registrados através de máquinas jamais serão esquecidos. 

Crédito Fotos:
Photom 
Gerson Soares
João Batista G. Lostada
Cristian Stassun
Lucas Bastianello