quarta-feira, agosto 01, 2018

Irlanda – Day 2 – Conhecendo Mary Immaculate College e a cultura de Limerick



Acordar no Courtbrack foi legal! Descemos para tomar café todos juntos e foi bem divertido, parecia que estávamos em uma grande república. O Segundo dia foi o momento de conhecermos a Mary Immaculate College e também conhecer melhor os nossos anfitriões, pessoas que nos acompanhariam até o final da viagem: Holly que é a coordenadora de relações internacionais da universidade, Breeda – que chamamos durante 80% da viagem de Frida, pois não tínhamos entendido – e Ben.

Recebemos alguns brindes, ainda nas acomodações, antes de nosso passeio pela Mary Immaculate College. É lá que estudam Giovani, Matheus e Luiza, que são brasileiros que cursam mestrado e doutorado e nos acompanharam como tradutores – olha que legal, a Luiza é de Floripa e ela conhece a Keké e a Samara, que são aqui de Alfredo e eu também conheço... esse mundo é ou não é muito pequeno? hahaha.
Fundada em 1898, a MIC é uma Faculdade Católica de Educação e Artes Liberais. A Universidade oferece uma ampla gama de programas em Educação e Artes, tanto em nível de graduação como de pós-graduação, e oferece quase 5.000  vagas para estudantes de diversas partes do mundo.
Eu fiquei morrendo de vontade de tentar um doutorado lá, parecia um sonho aquela universidade linda! Estudar lá deve ser um grande privilégio e uma grande oportunidade de aprendizado. A vontade ainda não desapareceu, quem sabe um dia eu não tente uma bolsa?


O campus é imenso e maravilhoso. Passeamos por ele e nos apresentaram as várias salas e acomodações. O teatro, que é comunitário e oferece espetáculos gratuitos, assim como as instalações esportivas, que também são abertas para a comunidade em alguns períodos do mês. Naquele dia em específico, estava acontecendo um campeonato de futebol e diversas crianças de escolas da área estavam participando.

Foi lá também que tivemos contato com o hurling, um jogo nacional irlandês de origem celta semelhante ao hóquei. Duas equipes, compostas por 15 elementos cada, tentam introduzir com a ajuda de bastões uma bola - do tamanho da de tênis - na baliza contrária. O jogo é contabilizado através de gols e pontos. O gol consegue-se quando a bola ultrapassa a linha sob a trave da baliza, valendo então três pontos. Se passa pela parte superior, entre os postes, vale um ponto. Até arriscamos tentar pelo menos dominar a bola mas, aparentemente, nenhum de nós tinha muita habilidade.


Saindo dali, fomos conhecer um outro ícone da cidade de Limerick, a Igreja St. Mary’s Cathedral, que esse ano está completando 850 anos. OITOCENTOS E CINQUENTA ANOS, sendo que o Brasil tem pouco mais que 500, ok? A catedral é um dos edifícios mais antigos de Limerick e fica no coração da cidade medieval. Originalmente, o Palácio Real dos Reis de Thomond foi presenteado com uma Igreja em 1168. St Mary's é um edifício extraordinariamente complexo, que representa os desenvolvimentos de meados do século XII ao final do século XX - um tesouro da arte religiosa irlandesa. É a perfeita harmonia entre o velho e o novo. Os vitrais são esplendidos e o cinza da estrutura contrasta com o verde envolvente, de modo que nos remete para o passado e os mistérios do nosso imaginário. Rodeada por um cemitério, de lajes cinzentas e cruzes celtas, o que dá um perfeito toque sinistro à visita, sem falar nos corvos que faziam a trilha sonora. Ah, os corvos são um capítulo à parte da nossa viagem, não é mesmo Elis? Hahaha.



Ainda caminhando pela parte medieval da cidade, chegamos no castelo de Saint John’s. O Castelo do Rei João (em irlandês: Caisleán Luimnigh) data do século XIII, localizado na Ilha do Rei. Embora o local remonte a 922, quando os vikings viviam na ilha, o castelo em si foi construído sob as ordens do rei João em 1200. Um dos castelos normandos mais bem preservados da Europa, as muralhas, torres e fortificações permanecem até hoje e atraem muitos visitantes. Os restos de um assentamento Viking foram descobertos durante escavações arqueológicas no local em 1900.
A visita começa por um museu, que conta não só a história do museu, mas de toda a cidade de Limerick, contando com recursos de sons, imagens, maquetes e exposição de algumas peças. Imaginem como alguém louco por história se sente lá dentro! Depois fomos para a parte externa do castelo, que tenta remeter o visitante à idade média, até mesmo com alguns bobos da corte tentando animar. A gente pode subir até a torre. Lá de cima pode-se ver boa parte da cidade, cortada pelo rio Shannon, o maior de toda a Irlanda – Informação inútil alert: Em Montevideo existe um pub irlandês que já frequentei bastante, que se chama Shannon, agora sei de onde veio o nome. Ele fica ao lado do El Pony Pisador <3 .="" p="">


Do castelo fomos até a prefeitura. Tínhamos um almoço com, nada mais nada menos, o prefeito da cidade, que aguardava para nos recepcionar. Foi muito bacana, estávamos lá, praticamente recebendo a chave da cidade, nos sentindo muito prestigiados! Eles fizeram da nossa visita um evento, como se fossemos celebridades. Inesquecível! Um fato interessante: o prefeito ostentava grandes medalhões de ouro em uma corrente, mas na boca lhe faltava alguma coisa. Fiquei constrangida, pois não conseguia parar de olhar para o sorriso dele.
Falando em decepção, acho que a única da viagem foi nesse momento. Quando alguém te fala:  - Você vai almoçar com o prefeito! O que você pensa?
Pensa que vai participar de um baquete!
But, eram sanduíches! Sanduíches, gente!!! Quem come sanduíche no almoço?
Irlandeses!

Todos os almoços seguiam o mesmo script, uma entrada de sopa, seguida por alguns sanduíches e no final um cafezinho ou chá – com leite – para ninguém ficar com fome. Isso em todos os almoços. Tá certo que a janta era bem reforçada, mas até acostumar com esse ritmo não foi muito fácil, ainda mais para pessoas chatas que não comem pão – leiam Carol.
Não tinha feijão, mas tinha passeio de barco pelo Shannon! E que passeio! Pegamos um ônibus e fomos até o local de onde partia o barco.


Killaloe é uma grande aldeia no leste do condado de Clare, na Irlanda. A aldeia situa-se no rio Shannon, na margem ocidental de Lough Derg e é ligada pela Ponte Killaloe à "cidade gêmea" de Ballina, na margem oriental do lago. O passeio foi muito legal e no barco tinha um bar, no qual começamos a nossa imersão na cultura etílica irlandesa de fato. Bebidas quentes e muitas cervejas. O passeio teve um ar de confraternização. Todos estavam muito felizes pelo dia maravilhoso que tínhamos vivido.

                Ainda tinha um “churrasco” de jantar. Preciso fazer outro comentário: se em janeiro eu tinha me frustrado com uma Londres que escurecia as 15:30, em Limerick eu não poderia estar mais satisfeita, pois escurecia perto das 22:00! Dá pra acreditar?! Dias longos para a gente aproveitar. Além disso, Limerick e a Irlanda em geral são conhecidas pelo clima úmido e as chuvas quase que diárias. Mas, como diziam os nossos anfitriões – praticamente em todo lugar que visitávamos – chegamos e trouxemos o sol conosco. Tivemos dias lindos de sol, o que também contribuiu para nossa estadia ser perfeita.

                Com sol até as 23:00 horas, você acha que depois do churrasco o dia acabou?
                Negativo!
                Voltamos de ônibus para o alojamento – meio dormindo, acordei umas duas vezes no susto achando que o carro estava na contramão, quando na verdade não passava da mão inglesa. A noite ainda fomos ao Bobby Byrne , super recomendado por todos os Irlandeses do churrasco. A gente queria uma experiência cultural completa, queríamos conhecer os Pubs também. Mas, chegando lá, o lugar estava morto e provavelmente estava acontecendo a reunião dos formandos de 1920, pois só tinha senhores dentro do bar. A única coisa boa que encontramos foram algumas cervejas de trigo. A "incursão" foi meio frustrante e o jeito foi finalizar a noite com mais umas Guinness no Dolans, onde estava o resto da turma que não tinham conseguido encontrar o pub da terceira idade. Foi uma noite muito animada, no nossa pub preferido estava acontecendo uma festa estranha - com gente esquisita - e para contrastar com a idade do público do outro bar, esses tinham cerca de 15 anos. Ficamos no interior do bar mas depois fomos até uma outro ambiente, mais aberto, onde a criançada estava, lá erguemos vários brindes e logo algumas pessoas vieram acompanhar, usando tudo o que sabiam de português, palavras nada convencionais. Grasi e eu fomos dar uma volta, para ver de onde vinha a música e acabamos indo parar dentro de uma rave, onde um cara com apenas um dente insistia em flertar com ela e ela não conseguia se livrar do desdentado. Chamamos o resto do povo para a experiencia antropológica, mas apenas Kátia nos acompanhou, acho que ficamos lá durante uma duas músicas e já acabou. Foi bem divertido! Encerramos a noite com muitos boomerangs!


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