domingo, janeiro 28, 2018

Diário de bordo - Eurotrip - Dia 10 - Paris - Tirando a má impressão de Paris


Paris estava disposta a nos sacanear, mas eu estava disposta a dar um desconto e permitir que a cidade conquistasse o meu coração. Mas a capital francesa estava tão inóspita quanto seus habitantes e amanheceu chuvosa.

                A garoa fina, se transformou em uma chuvinha bem “molhadeira” quando chegamos ao Louvre. Não iriamos entrar aquele dia, apenas conhecer o espaço e tirar algumas fotos. Tivemos que comprar uns guarda chuvas, caros, mas assim que compramos a chuva cessou. Ok, pelos menos parou de chover.
                Tiramos fotos clássicas em frente as pirâmides do Louvre. A Pirâmide do Louvre é construída em vidro e metal, rodeada por três pirâmides menores, no pátio principal do Palácio do Louvre. A Grande Pirâmide serve de entrada principal do Museu. Concluída em 1989, tornou-se um ponto de referência para a cidade de Paris.

A estrutura, que foi construído inteiramente com segmentos de vidro, atinge uma altura de 20,6 m, a sua base quadrada tem cerca de 35 m de lado. No filme The Da Vinci Code, em 2006, do livro best-seller de Dan Brown, a Pirâmide aparece, nas cenas do início e no fim do filme, cenas essas protagonizadas pelo personagem, o Professor Robert Langdon, interpretado pelo ator estadunidense, Tom Hanks. Acredito que muita gente conheceu a Pirâmide, por intermédio desse filme.

Em seguida, fomos andando até o Arco do Triunfo do Carrossel, o Arco foi construído na era napoleônica, em 1809, celebrando a vitória dos exércitos franceses na Batalha de Austerlitz.
Saindo dali fomos para os Jardins das Tuileiries. Em 1564 começaram as obras de construção do Palácio de Tuileries, o qual, sob as caprichosas ordens de Catarina de Médici, iria acompanhado por belos e extensos jardins. Os jardins se tornaram um lugar de celebração de festas luxuosas nas quais os convidados desfrutavam entre espaços verdes, fontes e esculturas. Naquela época, os jardins estavam rodeados por altos muros que protegiam a privacidade da alta sociedade.
Atualmente, os jardins deixaram de ser o lugar que no passado era frequentado pelas classes altas que queriam ver e ser vistas, e passaram a ser um agradável passeio rodeado de jardins de caráter público onde centenas de parisienses e turistas podem fazer uma pausa da vida movimentada da cidade.

É um verdadeiro prazer desfrutar do passeio pelos Jardins de Tuileries percorrendo a avenida central repleta de árvores e esculturas, enquanto os típicos edifícios parisienses com telhados cinzas que a rodeiam nos lembram que estamos no centro de Paris.
Ao contrário da visita a outros jardins da cidade, que pode ser opcional, o Jardim de Tuileries é uma visita obrigatória graças à sua excelente localização no coração da cidade, unindo dois pontos tão importantes como o Museu do Louvre e a Praça Concorde.

                De lá seguimos para a Praça da Concorde. Tiramos belas fotos com o “Palito de Dente” de fundo, no caso a Torre Eiffel, que daquele ponto parecia pequenina.

                Saindo dali seguimos pela Champs-Élysées. Dizem que é a avenida mais charmosa do mundo. Eu não discordo, mas naquele momento a única coisa que eu queria era para em qualquer restaurante e comer algo. E foi por causa dessa vontade incontrolável, que abatia todos os membros do nosso grupo, que resolvemos esquecer o espirito econômico e almoçar em um restaurante por ali mesmo. Não sabíamos, mas ao decidir isso estávamos prestes a comer uma das melhores comidas de toda a viagem, na verdade, a melhor.
                O restaurante escolhido foi o Le Madrigal, lugar aconchegante, apesar de ter uma aparência de boate de streap tease, mas com os atendentes super simpáticos. Os preços eram dignos do local, mas valeu a pena cada centavo. Eu comi um salmão com purê de batatas, mas provei o ravióli das meninas e estava igualmente delicioso. Típica culinária francesa, pequenas porções, para te deixar com vontade de comer mais e mais.

                Saindo dali fomos em direção ao Arco do Triunfo – real/oficial – aquele que aparece nas imagens quando se fala da capital francesa e onde o pessoal se reuniu para comemorar o título da copa de 1998, aquela em que o Ronaldo botou tudo a perder. Enfim, o Arco do Triunfo é um dos símbolos mais famosos de Paris e representa as vitórias do exército francês sob as ordens de Napoleão, que ordenou sua construção. O arco foi testemunha de inumeráveis momentos históricos, entre os quais poderíamos destacar: a passagem dos restos mortais de Napoleão em 15 de dezembro de 1840 e os desfiles militares das duas guerras mundiais, em 1919 e 1944.

                Nos quatro pilares do arco estão gravados os nomes das batalhas vencidas pelos exércitos napoleônicos e os de 558 generais franceses, alguns dos quais morreram em combate e seus nomes estão grifados.
                A garoa fina fazia a sensação de frio aumentar, então resolvemos para e tomar uma xícara de café – não, não foi na casa de Dona Florinda. “l'addition s'il vous plait”!

                De lá seguimos para o local onde pegaríamos o barco para o cruzeiro pelo Rio Sena, no caminho paramos para algumas fotos no carrossel, depois nos dirigimos para a margem errada do rio, mas em pouco tempo encontramos nosso caminho, encontramos Eberth e entramos no barco.
                Realizamos o passeio pela empresa Bateaux-Mouches e ele superou totalmente nossas expectativas. A gente já esperava encontrar lindas paisagens, uma vista noturna da cidade que todos dizem ser arrebatadora, mas não esperamos encontrar tanta história. O rio Sena se tornou uma grande avenida, por onde passávamos e através dos microfones, em vários idiomas ouvíamos a história da cidade, seus edifícios, pontes, praças, tudo foi revelado a nós. Foi incrível poder passar por baixo das pontes, ver as construções feitas as margens do rio e imaginar como aquela cidade fantástica era a séculos atrás. Recomendo fortemente a atração.

                Na ida para casa, baixou o Tatau na gente, e começamos a cantar os maiores hits do Araketu dentro do metrô. É claro que a gente cantava em um volume bem mais baixo do que os caras com o rosto dos 40 ladrões do Aladim, mas a cantoria não agradou nada ao Gui, que visivelmente estava morrendo de vergonha de seus amigos.
                Em casa tomamos o champanhe e os vinhos que estavam reservados para a noite anterior mais não foram consumidos. Tomamos também as cervejas. Foi uma noite alegre, onde cantamos, dançamos, assistimos muitos vídeos engraçados e fomos dormir odiando um pouco menos Paris.

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