quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Puno - Mochilão América do Sul


A viagem sem si não é longa, entre Copacabana e Puno, o que a deixou longa foi a falta de luz na parte boliviana da imigração. Fui tratada mal por lá também, única vez em todo o território boliviano.
A cidade de Puno não é muito bonita, mas é imensa – confesso que com toda a expectativa de chegar ao Peru, me deparar com Puno que lembrava La Paz pelas construções -  tipo favelão - foi meio decepcionante. Encontramos um hotel, fizemos cambio de dinheiro e não tivemos nem forças para encontrar algo para comer, comi uma Pringles e uma Inka Cola – amor à primeira vista, digo, no primeiro gole, nem sei quantos litros desse refrigerante bebi nessa viagem.

No dia seguinte fomos conhecer as Ilhas Flutuantes de Uros, que são habitadas por uma das comunidades mais antigas do lago. Os índios Uros já habitavam a região do Titicaca antes dos incas. São cerca de dois mil índios que vivem em 40 ilhas flutuantes, feitas de junco e totora, um material leve, flexível e resistente com que constroem suas casas e barcos.

O caule dessa planta, que serve também de alimentação tem que se substituído de tempos em tempos para manter as ilhas sobre o lago; isso não significa que elas sejam fixas, pois as mesmas se movem de acordo com os ventos. As casas são leves e fáceis de mudar de lugar – quando os membros de uma família brigam, é comum pegar a casa e carrega-la para outro canto da ilha. Assim como, quando se casam, é fácil construir um novo lar.

Fizemos a viagem de barco é claro, e com um guia super divertido, que nos explicou tudo sobre as ilhas. Eles vivem basicamente do turismo, então, são muito simpáticos com os turistas esperando que comprem o máximo possível de artesanatos. Na ilha é possível se vestir como os nativos – fiquei linda, só que ao contrário, vestida como eles. Conhecemos duas ilhas, uma mais familiar onde o seu presidente – toda ilha tem um – explicou tudo acerca da ilha e era também onde tinha o artesanato para comprar. Nessa ilha a gente deu uma volta no Titicaca em um barco feito de totora. Foi nesse passeio que tirei uma das fotos mais lindas de toda a viagem – aquela com a indiazinha peruana. Nesse barco que conheci também um casal formado por um boliviano e uma peruana que vivem em Berlin, combinamos de nos reencontar em Cusco ou Lima, porém uma série de incidentes – que contarei nas próximas páginas - acabaram dificultando a ação.

Na segunda ilha assim como acontecia na parte boliviana do Titicaca podíamos comer a famosa truta, então aproveitei para almoçar. Retornamos para Puno para de lá eu seguir para Cusco e Male para Lima. Mais uma vez eu seguiria sozinha.


Tivemos que sair meio apressadas do hostel e estava com poucos Soles, não existiam muitos horários disponíveis para a tarde e eu acabei comprando uma passagem por 15 Soles – a média era entre 30 e 50, sendo assim não existiam turistas no meu ônibus, apenas muitas famílias de peruanos com suas crianças. Foi uma viagem longa, e metade dela passei com Michelle dormindo em cima de mim – uma garotinha peruana de 7 anos que estava com seus pais, sentou do meu lado e parecia o burro falante do Sherek perguntando de minuto em minuto se já estávamos chegando, isso é claro antes de dormir e cair no meu colo.

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Um comentário:

  1. Nossa, que viagem em? É um sonho meu conhecer lugares fora do país! Amei a postagem, beijos!

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