segunda-feira, fevereiro 08, 2016

Copacabana - Mochilão América do Sul


Chegar a essa cidadezinha dá a impressão de que o nome da Capital Boliviana foi trocado, pois a paz está de fato lá. Copacabana é uma cidade pequena, tranquila, de gente simpática e que cativa os viajantes. A principal atração para os mochileiros é a localização que fica às margens do Lago Titicaca, maior lago navegável do mundo, local sagrado para os incas e uma das mais belas paisagens da América do Sul. Funciona como base para quem deseja visitar a Isla del Sol e a Isla de la Luna. Reza a lenda que o primeiro Inca nasceu no Titicaca, quando Deus Sol, ao observar que os seres humanos viviam como animais selvagens, enviou dois de seus filhos, Manco Capac e Mama Ocllo, para que difundissem a inteligência e as leis sábias entre os homens.

Para os bolivianos, a cidade se destaca como centro religioso, destino de milhares de peregrinos em busca da imagem da famosa Virgem de Copacabana. A imagem da Santa foi talhada pelo índio Tito Yupanqui e possui traços indígenas em suas feições, o que aumenta a devoção da população local.
No ônibus conheci Male, uma argentina de Santa Fé, professora de história e especialista nos povos primitivos. Como ela também estava sozinha, logo de cara resolvemos que ficaríamos juntas em nossa estadia por ali. Quando chegamos, ambas não tinham onde ficar e fomos juntas atrás de hospedagem. Encontramos um hostel apelo valor de 50 bolivianos a noite, com quarto e banheiro privado.

Quando saímos para jantar fomos até um restaurante lindo, que fazia parte de um hotel, chamado La Cademia, ao ver os quartos – muito melhores que os nossos – resolvemos que no dia seguinte dividiríamos um quarto nele.
Em Copacabana comi a famosa sopa de quinua e a truta do Lago Titicaca – e não teve como não lembrar do Aldas rindo do Vale das Trutas Lageano.

O dia seguinte amanheceu com uma tempestade. Acordei muito cedo, pois durante todo o mochilão meu relógio biológico continuou no fuso horário brasileiro. Então, para passar o tempo, escrevi. Depois fui encontrar algum lugar para tomar café e onde eu pudesse acessar internet. Eu tinha marcado com Male de irmos para a Isla del Sol a uma hora da tarde. Assim que ela acordou trocamos de hostel, por lá mesmo almoçamos – repeti o menu da noite anterior – e depois fomos até o Porto do Titicaca pegar nosso barco para a Isla.
Não existe palavra para descrever o azul intenso do lago e a carga de história que ele nos passa em pouco tempo de contemplação. Sentar à beira do Titicaca e apreciar as ruínas Incas é como reviver a história do Povo Andino.
A Isla del Sol foi palco de sacrifícios humanos em honra da Mãe-Terra (Pachamama), do Deus Sol e da Deus Lua. Na ilha é possível encontrar a mesa de sacrifícios das virgens e a pedra de onde, segundo os Incas, teria nascido o Sol.

Ao chegarmos na ilha contratamos o serviço de um guia, que nos levaria a um tour pela ilha e também até as ruínas Incas.
O dia estava bastante quente e demoramos para realizar o percurso. Nosso guia transmitia bastante informações e foi um passeio bem proveito. Não dormimos na Isla, apesar de todos recomendarem, fica para próxima.

Retornamos para Copacabana – achei o retorno muito cansativo pois fiquei em uma parte muito desconfortável do barco. No caminho de volta, Male fez amizade com uma família de Argentinos que estava percorrendo Bolívia e Peru de carro. Antes de voltarmos para o hostel, passamos na Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, para conhecer a famosa Santa. Tirei uma foto dela e só depois li o aviso de que não era permitido fotografar. Nessa noite, no hostel, fiz uso do meu secador de cabelo – sim eu levei um secador de cabelo e uma chapinha para o meu mochilão, além do meu computador, é claro.

Foi em Copacabana que recebi um e-mail me avisando que minhas passagens da PeruRail haviam sido canceladas – quando tentei cancelá-las e não consegui em Uyuni, na verdade, consegui, sou muito eficiente, mas eles só avisaram 4 dias depois e como eu estava sem internet, ainda demorei mais algum tempo até ver o e-mail, o que me causou um enorme transtorno que graças a meus amigos consegui resolver.
Em nosso segundo dia em Copacabana fomos conhecer as Ilhas Flutuantes do Lado Boliviano. São pequenas – bem menores do que as do lado peruano - mas encantadoras. Lá se pode comer a famosa Truta do Titicada pescada na hora: o visitante escolhe a truta em um tanque, ela é preparada e servida na ilha. Eu achei as ilhas maravilhosas, sem contar que o local transmitia uma paz, eu poderia ficar horas lá sentada contemplando a paisagem.

De Copacabana pegamos um ônibus até Puno.

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Um comentário:

  1. Deve ser muito boom viajar assim... Acumular histórias, vivenciar culturas diferentes... Ai que sonho! <3 <3

    http://desventurasdeumacacheada.com.br/

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