domingo, março 03, 2013

2013 - Florianópolis


Floripa, Baby!

Bom esse foi o primeiro ano desde 2009 que não dei ao menos uma passadinha no Rio no verão. Todos sabem o quanto sou apaixonada por aquela cidade, mas esse ano eu passei alguns dias pensando que eu era "ryca" em NY então o máximo que pude fazer com o que me sobrou, depois de tragicamente perder minha carteira com toda a fortuna que tinha me restado, foi ir pra Jurerê internacional. Uhahuahuauh Ok, nos hospedamos em Canas, mas nosso destino era o P12 em Jurerê, para o show de despedida da minha banda favorita.  

01/02 – Fogo no ônibus

Bom, fui de ônibus pra Floripa, já que meu motorista particular encontrou um emprego no qual ele recebe. Chegando lá Pamela, minha cunhada, estava me aguardando na rodoviária, já estava bastante preocupada, pois haviam rumores sobre uma greve dos motoristas de ônibus, devido a alguns ataques, alguns ônibus estavam sendo incendiados e os motoristas em forma de protesto só rodariam até certo horário. Quando eu cheguei os ônibus não estavam mais rodando e a casa da Pam fica um pouco longe do centro, logo tínhamos duas opções... dormir no terminal ou sair pelo centro procurando algum lugar com vaga para dormirmos... porém algumas pessoas que também estavam esperando no terminal ainda acreditavam que teria mais um horário de ônibus, então esperamos uma pouco e eu comentei no face o acontecido. Foi nesta hora que um anjo de cabelos encaracolados e olhos claros me salvou. Eu já estava com medo de aguardar no terminal, pois tudo indicava que ocorreria algum tipo de briga por ali, para agravar ainda mais o bloco do Berbigão do Boca ainda estava passando aquele dia, então o fluxo de gente bêbada era intenso, mas Guiga leu meu relado desesperado no face e enviou Júlia para me salvar. Marcamos de nos encontrar na rodoviária.
Assim que Júlia desceu do carro ela disse: "Eu quero um agradecimento especial no seu blog, pois eu vim te salvar." 
Me senti muito orgulhosa aquele dia, eu tinha quase uma fã, bom, ao menos uma leitora! Pois bem, devo tudo desta viagem a Júlia, pois se não fosse por ela eu não sei nem se eu estaria aqui para escrever esse relato. Obrigada Jú, agradeço também ao Nado!
Como não sabíamos se no dia seguinte haveria ônibus achamos mais prudente eu dormir na casa da Jú, então levamos Pam em casa e eu fui finalmente conhecer a nova residência da minha amiga e agradecer pessoalmente Guiga, sempre muito atenciosa e protetora.
Chegando lá conheci Frank, uhauhauhauhauha ele é muito engraçado, no fim ele fica até bonito, mas não deixar de ser engraçado. Comemos, conversamos sobre casamentos, Castle, Grey´s e Friends e depois fomos dormir, no outro dia cedo eu teria que pegar um ônibus sozinha até o centro, para encontrar Aline e Cassiano que chegariam de ônibus e lá estariam me aguardando.

02/02 - Alzheimer

Acordei mega cedo, com uma mensagem da Aline, avisando que já me aguardava na rodoviária... com todo o encanto que se faz presente em mim toda vez que acordo de madrugada (só que não) li a mensagem e me levantei. Recebi orientações de Guiga que tinha acordado para ir ao banheiro e sem maiores problemas peguei um ônibus sozinha em Florianópolis pela primeira vez. (Somem, 3ª capital que faço isso, sou ou não sou uma mocinha? Hehehe)

Chegando na rodoviária, encontrei Aline. Nosso primeiro encontro do ano, entreguei a ela as lembranças que eu trouxe da viagem e aguardamos Cassiano. Bom ele foi a surpresa da viagem... eu já o conhecia há muitos anos, dos tempos do Orkut, mas na verdade não tinha muito contato com ele, bom... eu não sabia o que estava perdendo. Cassiano é um ótimo companheiro de viagem e tanto eu quanto Aline esperamos que em breve ele nos acompanhe em mais alguma aventura.

Assim que ele chegou pegamos um ônibus e seguimos até Canas. Desta vez não sofremos tanto com o sistema rodoviário da ilha quanto em outras visitas, acho que estamos nos acostumando com a bagunça, mas o fato é que chegamos rápido até o Canasvieiras Hostel, nos trocamos e em algum minutos já estávamos na praia.
O dia estava perfeito para curtir o sol com o som das ondas do mar quebrando na areia. Rimos muito, e a partir de um certo momento eu tenho apenas alguns flash's de memória. Acho que estou ficando doente, mas lembro de risadas, cerveja, mar, cerveja, sol, cerveja, chapéu voando, cerveja, algo sobre geografia, cerveja, barriga grande, cerveja, Mila chegando, cerveja, sol, cerveja, mar, cerveja, balanço do mar, cerveja, vômito, talvez mais cerveja, enfim... acho que comi alguma coisa que não me fez bem.

Quando vimos já passava da hora que deveríamos ter ido para o hostel nos arrumar para o show. Com a graça de Deus cheguei até o Hostel e lá encontramos Cucah e Mery que nos acompanhariam ao P12. Tomei banho (lembro vagamente), depois tive ajuda de alguma alma amiga para pentear meu cabelo, neguei seca-lo, ou arruma-lo como as pessoas normais fazem, neguei também me maquiar, meu único pedido era ME DEIXEM DORMIR EM PAZ. (Sério nunca mais vou comer na praia).

Almoçamos um pastel, (que também me fez mal) e de táxi fomos até Jurerê, baby. (Ta, eu tenho que parar de falar baby nesse texto). Chegando eu tentei disfarçar que estava bêbada, digo passando mal... pois eu conhecia todo mundo e estava com vergonha, não deu. Até que me comportei bem, até que devido ao aperto e ao calor, passei mal novamente, bem em frente ao palco, onde aguardávamos o show começar, bom, foi uma tragédia. Posso falar em carne moída e água no chão? Não né? É um pouco rude dar detalhes, mas graças a Deus existia algumas pessoas de tênis, então nem todas as pessoas ali da frente queriam me matar.

O show foi maravilhoso, porém minha ressaca começou durante ele. Adal tocava a bateria dentro de minha cabeça e cada vez que eu pulava eu tinha a nítida sensação de meu meu cérebro estava solto dentro de minha cabeça. Enfim... mesmo assim foi muito bom e muito emocionante, foi lindo.

Neste dia iriamos entregar o livro que escrevemos para a banda, contando um pouco de nossa história como fãs. Assim o fizemos e pra completar ainda fomos recepcionados no camarim. Bom Paula não sabia que eu estava um pouco suja de vomito e talvez por esse motivo me recebeu muito bem. Disse que eu cresci (ainda me pergunto se ela estava camufladamente me chamando de gorda... ?) e até me deu um beijo. =)
Voltamos para o hostel de táxi e foi um alivio quando desci, pois só deus sabe o quanto eu conseguiria segurar sem sujar o carro do pobre taxista, diga-se de passagem muito inteligente, que falava sobre politica, medidas de segurança e conhecia de perto os anseios, desafios e aflições dos professores de Santa Catarina.

Chegando no hostel eu só queria dormir um pouquinho. Mila, eu e Aline estávamos no mesmo quarto e há semanas eu e Aline tínhamos combinado  que sairíamos para fazer alguma coisa nessa noite. Infelizmente ao tentar sair eu fiquei ainda pior e tive que voltar ao quarto, mas não sem antes dar uma passada no banheiro. Aff quanto arrependimento. Mila e Aline foram sozinhas e eu dormi.
Ao acordar, quando as duas voltaram acho que o remédio que eu havia tomado antes tinha finalmente feito efeito, eu já estava me sentindo melhor. Mas o remédio não me livrou de ouvir um sermão da Aline sobre não conhecer os próprios limites com a bebida, ouvi, pois sei que mereci e fico feliz por Aline ter aprendido os dela, vide Garopaba. Conversamos um pouco e logo fomos dormir, pois Mila tinha seu voo marcado logo para as primeiras horas da manhã.

03/02 – Novamente as pedras



Logo que acordamos fomos conversar com Mery e Cucah. Também ouvi piadinhas quanto ao álcool no quarto delas, vi o livro (ainda não tinha visto depois dele sair da gráfica) e depois fomos tomar café. É sempre muito bom conversar com as duas únicas “pessoas de Curitiba” que gosto. =P
Depois fomos dar uma volta na praia e aguardar Cassiano e Rafael chegarem até Canas, o que demorou uma eternidade e meia. Mas foi um tempo bem aproveitado, colocando o papo em dia e curtindo as belezas da praia mais argentina da ilha. Pensamos em ir a um passeio no barco pirata, infelizmente nossos horários estavam um pouco bagunçados e fomos obrigadas a deixar para a próxima.
Quando os guris chegaram fomos almoçar, Mery e Cucah resolveram tomar um sorvete. Foi na churrascaria onde almoçamos que conhecemos uma das expressões mais usadas na tarde de domingo que estava por vir, Beth Farias. Enfim... uma ótima colocação sempre! No almoço também conhecemos a queda de Rafael por garçons e constatamos que temos o par perfeito para o Cassiano, não é mesmo Aline?
Depois nos despedimos das gurias e fomos para a praia, sem a intenção de entrar no mar.

Como a principio ficaríamos apenas na areira, Cassiano teve a brilhante ideia de ir de short. Mas o mar nos convidava para um mergulho, então logo surgiu a necessidade dele por uma sunga, logo, percebemos que não existia nenhum bar com banheiro na praia ou qualquer outro local que serviria de vestiário para ele... fomos procurar pelas proximidade e não encontramos, então a única saída encontrada por mim era ele ir trocar de roupa escondidinhos nas pedras do Luciano(lembram de uma trilha em Canas? Que parecia o caminho para o inferno? Essamesmo), e assim fizemos, andamos quase 1 km até lá e Cassiano se trocou enquanto eu vigiava. Trabalho perfeito. Retornamos.
Passamos a tarde tomando água de coco, ou qualquer coisa sem álcool (pelo menos eu), e avaliando quem passava pela nossa frente. Também passamos algum tempo pensando com quem nossos amigos se pareceriam no futuro. Bem... huauhauha tínhamos que voltar para casa.


Nos arrumamos no hostel e de táxi (desta vez no táxi de um cara que supostamente viu a Madonna em Jurerê e também bate em argentinos que não sabem se comportar como gente normal. Sim, bater deve ser normal. Pra ele.). Na rodoviária nos despedimos de Rafael e Cassiano. E foi neste momento que Aline realizou um de seus maiores sonhos, conhecer Dona Vera, um dos ícones Alfredenses. Foi um encontro cheio de emoção. Huauhauha
Retornei para Alfredo já sonhando com nossa próxima viagem, mas já sabendo que ela não deveria ocorrer em breve, pois o restante de minhas férias séria em um workshop para aprender como as pessoas vivem sem ter nem um centavo no bolso.

Carol Pereira

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