sábado, março 30, 2013

Toda idade tem prazer e medo


Todo ano acordo ansiosa para ler as felicitações enviadas por meus amigos, mas esse ano resolvi fazer diferente. Eu também me felicitarei e me desejarei tudo o que quero para os meus 26 anos.
Desejo ter quem amo sempre perto de mim para que assim as coisas mais simples se tornem inesquecíveis.
Quero tardes de garoa acompanhadas de um bom livro e de um bom seriado.
Quero continuar acordando a cada manhã sabendo que só devo satisfação ao meu coração e que fazer o bem sempre será o melhor a ser feito.
Quero ter menos preguiça e ser mais bem humorada ao acordar.  
Me desejo também, um grande amor, sorrisos intermináveis e a sensação de dever cumprido.
Que os trezentos e sessenta e cinco dias do ano sejam de paz, de sentimentos leves, puros e de dias de boas risadas com os amigos. Que alguns desses dias sejam de praia, de Sol e com muitas histórias para contar.
Quero fazer malas, alçar voos, conhecer novos lugares e que Deus me permita ter saúde para alcançar o sucesso.
Quero ter metas, pois preciso de algo que me faça pensar no futuro. Quero sonhar muito. Com um futuro que não esteja assim tão distante. Que os anos só me tragam conhecimento e que eu evolua e aprenda com minhas experiências e, apesar da idade que eu ainda mantenha o mesmo brilho no olhar de quando criança.
Que meus 26 anos me tragam boas recordações quando eu estiver mais velha e assim eu possa lembrar dessa idade com um sorriso no rosto e boas memórias a me acariciar o coração.

Feliz Aniversário Carol. 


terça-feira, março 26, 2013

Viagem de estudo para Florianópolis


No dia 22 de Março os alunos dos Ensino Inovador da Escola de Educação Básica Silva Jardim realizaram uma viagem até Florianópolis, o itinerário foi amplo e a viagem bastante proveitosa. Visitamos: Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina MIS, RBS, A Catedral, o Museu Cruz e Souza e ainda fomos ao cinema.
As visitas serviram para complementar os projetos realizados em diversas matérias como: Língua
Portuguesa, Informática, Artes e Educação Física.
Saímos da frente da escola as 7:00 da manhã, seguimos de ônibus até Floripa e nossa primeira parada foi no MIS, Museu da Imagem e Som.
Este Museu foi criado com a finalidade de preservar, documentar, pesquisar e comunicar acervos audiovisuais de relevância nacional e preferencialmente do Estado de Santa Catarina, dando continuidade ao trabalho realizado pelo Núcleo de Documentação Audiovisual (NDA) da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), existente entre 1989 e 1998. Lá assistimos ao média-metragem chamado “O tesouro do Morro da Igreja”. Uma produção catarinense, com atores também catarinenses e que mostra as belezas da região serrana do nosso estado. O Morro da Igreja, um dos principais cartões postais da Serra
Catarinense, serviu como cenário para um filme que se passa no século XIX. Ele filme  resgata uma lenda da serra sobre um tesouro escondido. Também pudemos conhecer os bastidores da produção na exposição “Tesouros do Cinema” que reúne figurinos, objetos de cena e making-of. Após o filme uma guia do museu nos explicou como funciona a produção de um filme, desde a produção do roteiro até a edição e isso conseguiu incutir nos alunos a curiosidade e também o interesse em saber como que ocorre o processo de produção, já que deverão usar este conhecimento em breve em um projeto já em desenvolvimento na escola.
Nossa agenda estava apertada e precisávamos nos apressar, já era a hora do almoço e tínhamos que partir logo para a RBS. Paramos no shopping para a refeição. Foi interessante ver o olhar de admiração em alguns dos alunos que nunca tinham estado em um shopping daquele tamanho. Após o almoço fomos até a RBS TV. 

A RBS é a maior rede regional de TV do país e tem 18 emissoras distribuídas em RS e SC. É a mais antiga e maior afiliada da Rede Globo, atingindo hoje 16 milhões de telespectadores, e abrangendo 790 municípios. A RBS TV foi a primeira televisão a transmitir com sinal digital nos Estados, além de produzir conteúdo localmente. Nossos alunos, assim como seus professores estão acostumados diariamente a assistirem aos telejornais locais e através deles ter uma grande fonte de informação. Na ocasião visitamos os estúdios desses telejornais e fomos supreendentemente bem atendidos e recepcionados dentro da maior 
rede de TV do sul do Brasil. Lá encontramos Laine Valgas, uma das figuras mais cativantes do Jornal do Almoço, que fez questão de retornar até o estúdio quando soube de nossa visita. Foi nesse estúdio que aconteceu o ápice de nossa viagem. Os alunos do 2º ano, acompanhados pela professora Ana Paula Kretzer entrevistaram os âncoras do RBS Notícias – Fabian Londero e Fabiana do Nascimento. Foi inexplicável a atenção e paciência deles com os alunos respondendo a todas as perguntas de uma maneira cativante. Após a entrevista conhecemos os estúdios da TVCOM e retornamos de ônibus até o centro.
No centro fomos conhecer a catedral que além de ter uma bela arquitetura, carrega uma bagagem histórica
imensa. A Praça da Matriz de Nossa Senhora do Desterro sempre foi o centro da Vila do Desterro, depois cidade de Florianópolis. A seus pés, nasceu a cidade. Foi o centro de onde se originaram, irradiando-se para os lados e para os fundos, as primeiras ruas. Para o pequeno povoado, o Largo da Matriz era o principal ponto de encontro, onde os moradores, nas horas de ócio, discutiam seus problemas, comuns ou individuais. Hoje continua sendo ponto de encontro dos moradores e visitantes. Acompanhados pela professora Iliana Gamba conhecemos um pouco mais sobre a arquitetura e história da catedral que é um ícone histórico da mais importante ilha de nosso estado. Saindo de lá, atravessamos a rua e já estávamos em nosso penúltimo destino, o Museu Cruz e Souza.
Criado em 04/10/1979 (Lei nº 5.476), o Museu Histórico de Santa Catarina foi inaugurado em 1979 na casa da antiga Alfândega, hoje sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan. Com a transferência da sede do governo em 1984, o MHSC tem como sede definitiva, desde 1986, o Palácio Cruz e Sousa, nome adquirido em 1979 em homenagem ao poeta simbolista nascido em Desterro. Em meados do século XVIII, época em que foi criada a Capitania da Ilha de Santa Catarina e nomeado seu primeiro governador, o brigadeiro José da Silva Paes, foi também construído junto à praça da Vila de
Desterro um prédio de três secções e dois pavimentos para ser a nova "Casa de Governo". Durante mais de um século, o Palácio passou por diversas modificações, até que na mudança republicana uma grande reforma (1894–1898) foi realizada, adquirindo as características arquitetônicas preservadas até o presente. Dentro do museu na parte de exposição fixa, fomos acompanhadas por uma guia, que nos direcionava aos cômodos e ia nos contando as histórias sobre fatos interessantes que já haviam ocorrido naqueles locais. Pudemos conhecer um pouco mais da história do antigo Palácio e também algumas peças de mobília que fazem parte da exposição; entre elas um piano que data do século XVIII. Na andar térreo do museu apreciamos a exposição itinerante que contava um pouco da história do Contestado através de suas obras. O Museu possui o nome de Cruz e Souza em homenagem ao maior e melhor simbolista brasileiro, que nascera em Florianópolis. Este apesar do sofrimento em virtude do racismo fez historia na literatura nacional, tendo como característica principal de seus poemas que transborda musicalidade. 
Após sairmos do museu voltamos caminhando até o Beira Mar. Lá assistimos ao filme o “Oz Mágico e Poderoso” que conta a história de Oscar Diggs (James Franco) um homem que trabalha como mágico em um circo itinerante. Ele é bastante egoísta, e é seu envolvimento com mulheres que o acaba levando para uma mágica aventura na Terra de Oz. Chegando lá, ele conhece a bruxa Theodora (Mila Kunis), que o apresentar para a irmã Evanora (Rachel Weisz). Acreditando que estaria fazendo um bem para a população local, ele decide enfrentar a bruxa Glinda (Michelle Williams), mas descobre que ela lembra um amor do passado e seu comportamento em nada se assemelha ao de alguém realmente malvado. Dividido entre saber quem é do bem e quem é do mau, Oscar se depara com um lugar rico em belezas, cheio de riquezas, estranhas criaturas e também mistérios. Vivendo este conflito, o ilusionista vai usar sua criatividade para salvar o tranquilo povo de Oz das garras de um poderoso inimigo. Para isso, contará com a inusitada ajuda de Finley, o macaco alado, e uma menina de porcelana. O Filme é uma versão de o Mágico de OZ, que estreou no ano de 1939. Alunos e professores se encantaram pela história e pelos efeitos 3D que deram ainda mais emoção a trama. Após o filme lanchamos e retornamos a Alfredo Wagner.
Os alunos não tiveram a oportunidade de estar em contato direto somente com espaços históricos mas também espaços onde se encontram tecnologia de ponta. Puderam relacionar  conteúdos estudados em Historia da Arte – A arte barroca na Europa, e conteúdos trabalhados em Língua Portuguesa e em informática;’ assim  foi possível sair do imaginário para o real.conteúdos estudados em Historia da Arte – A arte barroca na Europa, e conteúdos trabalhados em Língua Portuguesa e em informática;’ assim  foi possível sair do imaginário para o real.
Esta viagem contribuiu para que novos olhares  e avaliações fossem feitas; para que cada aluno pudesse concluir seu conhecimento, tendo em vista que ninguém ensina nada a ninguém. Somente a nossa capacidade de estar  comprometido e envolvido com a construção do próprio saber que é o essencial.

quarta-feira, março 20, 2013

Visita à Vila de Lomba Alta


Nosso destino essa semana, no desenvolvimento do projeto “Conhecendo Alfredo Wagner” foi a comunidade de Lomba Alta. Antes da visita, realizamos um levantamento histórico e concluímos que: o início da comunidade de Lomba Alta data o ano de 1904, quando alguns tropeiros desviaram do caminho habitual entre o Desterro até a cidade de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, se aproximando do morro do Trombudo (onde existia o marco que separava as províncias de Santa Catarina e São Paulo).
Como a vila ficava no caminho dos tropeiros, ela teve um desenvolvimento bastante considerável atraindo imigrantes e também pessoas de outros locais do estado, inclusive Alfredo Henrique Wagner, que veio de São Pedro de Alcântara e na Lomba Alta estabeleceu residência e trabalhou como sapateiro.
A vila contava com um comércio bastante desenvolvido no século passado: mercearias, fábricas, marcenarias, serrarias, sapatarias, hospedagens, etc. Para promover o lazer jogava-se futebol e existiam raias para corridas de cavalo. Era costume da vila, no passado, presentear os moços com uma carroça assim que eles completassem a maioridade. 
Basicamente a colonização da vila foi feita por alemães. As primeiras famílias a residirem em Lomba Alta foram Althoff e Freiberg, muitos de seus descendentes ainda vivem na vila.
Em seus 108 anos, Lomba Alta se mostra parte importante da comunidade de Alfredo Wagner, devido ao acervo histórico que lá se encontra e também pela participação ativa na economia do município.
Vamos ao passeio? Saímos da escola às 08h30min e nos encaminhamos até a Pedra Branca, localidade onde a aluna Viviane (responsável pela visita) mora, ela nos aguardava com um café colonial, já em sua mesa. Saboreamos diversos tipos de bolos e podemos perceber a influencia alemã na culinária alfredense, levando em consideração que bolos como a Cuca (tão típica de nossa cidade) e também algumas “chimias” que compunham o cardápio, chegaram aqui com os imigrantes alemães.
Após o café, voltamos para ônibus e nos dirigimos até a Lomba Alta. Ao chegarmos, fomos direto para o museu. Bom, fica redundante eu falar sobre o museu de arqueologia de Alfredo Wagner, já que existem diversos textos (inclusive no blog da escola) que abordam o tema, então apenas ressaltarei alguns detalhes.
Da última vez que estive lá, no ano passado, também em visita com os alunos, estavam construindo outro prédio para o museu. Agora com ele já concluído, as peças arqueológicas para lá foram transferidas, como o espaço é bem mais amplo e moderno, creio que as peças irão receber ainda mais atenção dos visitantes. A casa do antigo museu (replica da casa onde Alfredo Wagner viveu) passou agora a abrigar apenas peças históricas e muitas fotos, que contam a história de nosso município. Em um dos cômodos, podemos encontrar algumas fotos das expedições realizadas pelo senhor Altair, muitas destas fotos me chamaram a atenção, ressalto duas: uma do fóssil de dinossauro, encontrado aqui em nosso município e outra de uma gruta, que lembra aquelas de filmes de aventura, com uma entrada pequena, medindo cerca de 60 centímetros e em seu interior galerias com mais de cinco metros de altura.

Ainda sobre o museu, gostei muito das explicações da senhora Maria Rufina, que esclareceu as dúvidas dos alunos e ainda fez questão de abrir o museu em uma terça-feira, dia em que habitualmente o museu permanece fechado. Eu sempre acho muito bom conversar com pessoas que gostam e entendem mesmo de história e senti isso ao conversar hoje com dona Maria Rufina.
Saindo de lá, fomos até a Gruta do Poço Certo. Não consigo descrever o espanto que tive ao lá chegar, primeiro pela beleza do lugar, aquela gruta cercada por árvores com a cachoeira, caprichosamente colocada ao seu lado. É uma visão maravilhosa. Paisagem digna de filmes. E o segundo motivo de meu espanto foi: COMO EU NUNCA ESTIVE AQUI ANTES? Bem se vê que muitas vezes não damos o devido valor para o que temos em casa. Para chegar até a gruta, descemos por uma trilha, que fica no meio da mata nativa, um caminho encantador, com as folhas caídas das árvores nos servindo como tapete, ar puro, o canto dos pássaros nos fazendo companhia e ao fim da jornada aquele cenário que nem parecia real, mas mesmo sendo assim, eu morando a menos de 30 quilômetros de distancia, não conhecia. Inaceitável.
Assim como eu, os alunos ficaram impressionados com a beleza do local, paramos para tirar algumas fotos, tanto com a cachoeira de fundo, quanto debaixo das rochas. Todos estavam estimulados para seguir a trilha, retornar a estrada e seguir a pé até a Fazenda Campinho. No caminho passamos por uma antiga serraria, que pertencia aos Althoff, que é basicamente o clã que habita a região do Poço Certo.



Nossa caminhada até a Fazenda Campinho foi um pouco maior do que esperávamos, mas lá chegando até esquecemo-nos do cansaço, o lugar é uma graça, aconchegante e cheio de atrativos, fomos recepcionados por dona Eunice, a proprietária do local, que com todos os alunos sentados ao seu redor relembrou os tempos nos quais ela também era professora, contou a eles um pouco sobre a história do local, falou sobre suas árvores nativas que produzem frutos deliciosos e nos indicou alguns passeios que deveríamos realizar antes de voltarmos ao colégio.

Seguindo a sugestão da dona Eunice fomos conhecer o mirante, que fica a uns 500 metros de onde almoçaríamos. Do mirante temos uma visão de 180º em direção ao Morro do Trombudo, dizem que em dias de tempo bom a visão é espetacular e acredito, pois mesmo com o tempo estando fechado e chuviscando a visão já foi bastante compensadora. Retornamos a casa e logo os alunos já estavam descendo de tirolesa e entretidos na sala de jogos. Almoçamos uma deliciosa comida feita em um fogão a lenha, não se ouvia um pio de ninguém durante o almoço, pois certamente estávamos todos com a boca ocupada deliciando-nos com o almoço da Fazenda Campinho. Após o almoço, exploramos a propriedade, que é repleta de belezas naturais e também cheia de detalhes, feitos pela mão do homem que nos chamam a atenção pela beleza.
Os meninos jogaram Bocha e nós fomos conhecer o parquinho, infelizmente, por experiência própria, não aconselho descer o escorregador em dias de chuva, ok!? Para a tarde, tínhamos um passeio por uma trilha até uma cachoeira, porém andamos um bocado e não a encontramos, o jeito foi retornar e o caminho de volta nos cansou um bocado.


Para completar nossa visita até a Lomba Alta, ainda fomos conhecer a Igreja, construída em fins da década de 60. Projetada pelo do Engº Altair Wagner, que também é o idealizador dos museus, o projeto da igreja foi doado à comunidade. Antes de retornarmos ao centro, fizemos um lanche e fotografamos algumas árvores do bosque que fica atrás do museu, para que os alunos pudessem usar as imagens nas aulas biologia.
Após a segunda visita do projeto, podemos notar que os alunos continuam bastante entusiasmados, empolgados, envolvidos e já se preparam para pesquisar os histórico e realizar a próxima visita de campo.
Nós, professores, também somos privilegiados podendo adentrar ainda mais profundamente na cultura e história de nosso município, despertando em nossos alunos o mesmo interesse que sentimos despertar em nós mesmos ao perceber o quão rica é nossa terra. 

sexta-feira, março 15, 2013

Visita ao Distrito de Catuíra


Em virtude do Projeto “Conhecendo Alfredo Wagner”, realizamos no dia 13 de março uma visita à antiga Colônia Militar Santa Teresa. Acompanhada pelos alunos do 2º ano do ensino médio inovador e pelas professoras Eliziane, Angela e Rosemari, nossa visita pelas ruas cheias de histórias foi guiada pelo professor Juliano Norberto Wagner, que mesmo não lecionando neste ano na Silva Jardim aceitou o convite, nos proporcionando uma viagem até os primórdios de nosso município em uma manhã de conhecimento na Catuíra.

Catuíra, uma pacata comunidade da cidade de Alfredo Wagner, “Terra do Mel”, quem diria que teria uma bagagem histórica tão grande. Iniciamos nossa visita no Marco do Centenário, onde conhecemos a história da criação da Colônia Militar. Podemos visualizar, embora de longe, por onde passavam as estradas que faziam a ligação entre Desterro (Floripa) e a cidade de Nossa Senhora dos Prazeres da Lages (Lages), que aliás, naquela época pertencia a São Paulo e o estado do Paraná ainda nem existia. Seu Juliano nos contou também o porquê que, a existência de uma Colônia Militar naquele ponto estratégico era tão importante naquela época e comentou sobre “Guarda Velha”, 
o primeiro local onde a Colônia tentou se estabelecer e o porquê da desistência do mesmo.

Após a aula de história, seguimos o caminho feito de pedras, pedras estas retirada de um morro que pode ser avistado dali mesmo. Seguimos até a Igreja e além de mim, boa parte do nosso grupo não a conheciam. A igreja é um grande marco da fé católica, afinal, os Militares vieram para Colônia e menos de um ano depois, já colocaram de pé um local para servir de “A Casa de Deus”. Dentro da Igreja, podemos ver em uma pintura de como era a primeira igreja católica da nossa Arquidiocese. No local onde ela foi construída, no ano de 1855, hoje existe uma nova igreja inaugurada no ano de 1958. Podemos ouvir de Dona Erna, que primeiro as paredes foram erguidas e somente após a cobertura já estar pronta, a antiga igreja foi desmontada.
Nas paredes laterais da igreja, se encontram várias pinturas que formam quase uma linha do tempo, contando a história da comunidade. Iniciamos com a alusão de um encontro pacifico e amistoso com os índios que outrora ocuparam estas terras. Na cena, eles estavam sendo catequisados e pareciam estar felizes com isso. Seu Juliano alertou os alunos contando algumas passagens sobre bugreiros, mostrando que nem sempre os encontros eram pacíficos. Os bugreiros eram contratados pelo governo, para que, pelo fio de sua espada. eliminassem os índios que dificultavam a ocupação dos brancos na região ainda desabitada.
Em outra cena podemos ver a “Guarda Velha” e também um morro coberto de neve. O frio intenso e meses de fortes chuvas foram os principais motivos para que os militares de lá debandassem, até chegarem a Catuíra, local muito mais amistoso e com mais potencial agrícola.
Entre outras cenas retratadas nas paredes da Igreja vimos uma que particularmente me chamou a atenção. A pintura mostrava a Imperatriz Tereza Cristina (de quem a colônia herdou o nome) presenteando a comunidade com uma Santa, no caso Santa Tereza. O que me chamou a atenção foi essa imagem não mais existir na igreja, segundo Seu Juliano ela teria sido vista por um antigo morador, exposta em um museu no Rio de Janeiro.
Na visita a Igreja, também conhecemos o lado beato de Dona Rosemari, que afoita, queria responder a todas a indagação feitas aos alunos por nosso guia. Tudo bem, ela fez a catequese e sabia responder todas corretamente, parabéns.
Para finalizar subimos até o “Coreto”, onde tivemos uma visão privilegiada da Igreja e ainda podemos ver de perto um Orgão, que existe desde de meados do século XIX. Saindo da igreja, ouvimos mais alguns fatos interessantes sobre a escolha do local da igreja matriz e, a seguir, os alunos tiraram algumas fotos para usarem nas aulas de biologia. Fizemos uma parada para o lanche. 
              Comemos no bar do Seu Teobaldo, um senhorzinho simpático, com uma carinha super amistosa e após o lanche, vimos a replica do casarão dos Ibagy, depois seguimos até as suas ruínas. No caminho paramos na APAE e conhecemos o trabalho de algumas professoras, que pode-se ver se dedicam muito para oferecer o melhor aos seus alunos. Saindo de lá, chegamos ao casarão, passando pelo obelisco em comemoração aos 150 anos da comunidade. Segundo a professora Eliziane, a dez anos a casa ainda estava de pé e os alunos de nossa escola, também na realização de um projeto, tiveram o privilégio de conhecer a casa enquanto ela ainda estava inteira. Pode-se notar que a casarão era uma construção imponente para a época e ainda consegue-se ver as pinturas, que enfeitavam cada cômodo.
Tivemos que apressar nosso retorno, devido ao horário de nosso transporte e não pudemos fazer a macabra visita ao cemitério, mas mesmo em frente ao ônibus podemos conhecer algumas estórias de almas que vagam por aquelas paragens!
Retornei a escola eufórica, tamanho o banho de história que tomei logo pela manhã. Os alunos pareceram satisfeitos, assim como os professores que também se encantaram com as explicações do professor Juliano. Este foi apenas o primeiro destino e estou curiosa para saber o que Alfredo Wagner nos reserva! 


sábado, março 09, 2013

O que fazer em New York?

Estive em New York nas férias de Janeiro e depois de minha viagem alguns amigos ficaram bem interessados em também visitar a cidade, alguns vieram me perguntar o que eles poderiam fazer lá, então vou compartilhar aqui no blog os pontos turísticos que eu visitei. É claro que eu contava com a companhia de uma excelente guia, Paula e também de Felipe, que é uma das pessoas com o maior senso de localização que já conheci, então tudo foi muito fácil, de qualquer forma vou compartilhar o roteiro aqui com vocês. Além das qualidades já citadas acima os dois ainda são muito organizados, segue a seguir parte do nosso roteiro.


Os pontos turísticos foram escolhidos de acordo com nossos interesses e afinidades, como ficamos apenas 10 dias o roteiro foi o suficiente, mas tenho certeza de que ficando um mês na cidade ainda não iriamos ver tudo, então vamos lá, em ordem alfabética seguem os pontos que você não pode deixar de conhecer em New York:
(clique nos links para saber mais sobre os pontos)



Se você quiser ler o relato completo sobre a viagem para New York acesse o link
http://carolpereiraa.blogspot.com.br/2013/03/2013-new-york.html












Maio de 1985


Estava procurando um livro para ler, folheei alguns, depois com os olhos localizei o escolhido, dei uma breve folheada neste também e em seu interior encontrei duas fotos, eram fotos do casamento de meus pais... Maio de 1985. Ao me deparar com as fotos, provavelmente as duas únicas sobreviventes após a desastrosa noite, depois da separação, quando meu pai rasgou e pintou o rosto de minha mãe em todas as fotos.
Ao vê-las foi impossível não embarcar em um navio de suposições... E se meus pais nunca tivessem se separado? E se meu pai ainda fosse vivo? E se tivéssemos sido uma daquelas famílias de comerciais de margarina? Como seria nossa vida?
Já sou filha desta nova geração, em que as famílias vêm cada vez mais tendo uma nova estrutura, não deixa de ser família, não deixa de ter amor, mas morrerei sem saber como é ter uma daquelas famílias tradicionais, todos juntos nos cafés da manhã, programas de domingo, janeiros na praia.
É claro que vida segue o seu fluxo e que ganhei coisas de que não abria mão, mas é impossível não me questionar. Quase quinze anos já se passaram...
Somos uma jovem família, feliz, com um futuro cheio de alegrias e conquistas pela frente, mas me dói muito pensar no que fui privada.
Talvez escrever seja minha válvula de escape, e por isso estou deixando aqui essas palavras. Espero que nenhum psicólogo leia e queira me vender seu peixe, sugerindo que eu marque sessões, mas preciso escrever isso... Acho que sempre terei isso comigo, relembrarei dos domingos, quando eu assistia o Pequenas Empresas grades negócios no quarto dos meus pais e pensarei na gente, em um tempo inexistente, onde seriamos felizes, unidos, tendo uns aos outros. Me enche de tristeza pensar nisso. Talvez eu até precise de um psicólogo, me canso tentando organizar os pensamentos dentro de minha cabeça, depois tentando os acomodar dentro de meu coração, quando na verdade eles aos turbilhões querem saltar de dentro de mim, como em uma explosão.  
Maldita hora que peguei esse livro e a imagem da extinta família Mello Pereira ressurgiu em minha vida.

domingo, março 03, 2013

2013 - Florianópolis


Floripa, Baby!

Bom esse foi o primeiro ano desde 2009 que não dei ao menos uma passadinha no Rio no verão. Todos sabem o quanto sou apaixonada por aquela cidade, mas esse ano eu passei alguns dias pensando que eu era "ryca" em NY então o máximo que pude fazer com o que me sobrou, depois de tragicamente perder minha carteira com toda a fortuna que tinha me restado, foi ir pra Jurerê internacional. Uhahuahuauh Ok, nos hospedamos em Canas, mas nosso destino era o P12 em Jurerê, para o show de despedida da minha banda favorita.  

01/02 – Fogo no ônibus

Bom, fui de ônibus pra Floripa, já que meu motorista particular encontrou um emprego no qual ele recebe. Chegando lá Pamela, minha cunhada, estava me aguardando na rodoviária, já estava bastante preocupada, pois haviam rumores sobre uma greve dos motoristas de ônibus, devido a alguns ataques, alguns ônibus estavam sendo incendiados e os motoristas em forma de protesto só rodariam até certo horário. Quando eu cheguei os ônibus não estavam mais rodando e a casa da Pam fica um pouco longe do centro, logo tínhamos duas opções... dormir no terminal ou sair pelo centro procurando algum lugar com vaga para dormirmos... porém algumas pessoas que também estavam esperando no terminal ainda acreditavam que teria mais um horário de ônibus, então esperamos uma pouco e eu comentei no face o acontecido. Foi nesta hora que um anjo de cabelos encaracolados e olhos claros me salvou. Eu já estava com medo de aguardar no terminal, pois tudo indicava que ocorreria algum tipo de briga por ali, para agravar ainda mais o bloco do Berbigão do Boca ainda estava passando aquele dia, então o fluxo de gente bêbada era intenso, mas Guiga leu meu relado desesperado no face e enviou Júlia para me salvar. Marcamos de nos encontrar na rodoviária.
Assim que Júlia desceu do carro ela disse: "Eu quero um agradecimento especial no seu blog, pois eu vim te salvar." 
Me senti muito orgulhosa aquele dia, eu tinha quase uma fã, bom, ao menos uma leitora! Pois bem, devo tudo desta viagem a Júlia, pois se não fosse por ela eu não sei nem se eu estaria aqui para escrever esse relato. Obrigada Jú, agradeço também ao Nado!
Como não sabíamos se no dia seguinte haveria ônibus achamos mais prudente eu dormir na casa da Jú, então levamos Pam em casa e eu fui finalmente conhecer a nova residência da minha amiga e agradecer pessoalmente Guiga, sempre muito atenciosa e protetora.
Chegando lá conheci Frank, uhauhauhauhauha ele é muito engraçado, no fim ele fica até bonito, mas não deixar de ser engraçado. Comemos, conversamos sobre casamentos, Castle, Grey´s e Friends e depois fomos dormir, no outro dia cedo eu teria que pegar um ônibus sozinha até o centro, para encontrar Aline e Cassiano que chegariam de ônibus e lá estariam me aguardando.

02/02 - Alzheimer

Acordei mega cedo, com uma mensagem da Aline, avisando que já me aguardava na rodoviária... com todo o encanto que se faz presente em mim toda vez que acordo de madrugada (só que não) li a mensagem e me levantei. Recebi orientações de Guiga que tinha acordado para ir ao banheiro e sem maiores problemas peguei um ônibus sozinha em Florianópolis pela primeira vez. (Somem, 3ª capital que faço isso, sou ou não sou uma mocinha? Hehehe)

Chegando na rodoviária, encontrei Aline. Nosso primeiro encontro do ano, entreguei a ela as lembranças que eu trouxe da viagem e aguardamos Cassiano. Bom ele foi a surpresa da viagem... eu já o conhecia há muitos anos, dos tempos do Orkut, mas na verdade não tinha muito contato com ele, bom... eu não sabia o que estava perdendo. Cassiano é um ótimo companheiro de viagem e tanto eu quanto Aline esperamos que em breve ele nos acompanhe em mais alguma aventura.

Assim que ele chegou pegamos um ônibus e seguimos até Canas. Desta vez não sofremos tanto com o sistema rodoviário da ilha quanto em outras visitas, acho que estamos nos acostumando com a bagunça, mas o fato é que chegamos rápido até o Canasvieiras Hostel, nos trocamos e em algum minutos já estávamos na praia.
O dia estava perfeito para curtir o sol com o som das ondas do mar quebrando na areia. Rimos muito, e a partir de um certo momento eu tenho apenas alguns flash's de memória. Acho que estou ficando doente, mas lembro de risadas, cerveja, mar, cerveja, sol, cerveja, chapéu voando, cerveja, algo sobre geografia, cerveja, barriga grande, cerveja, Mila chegando, cerveja, sol, cerveja, mar, cerveja, balanço do mar, cerveja, vômito, talvez mais cerveja, enfim... acho que comi alguma coisa que não me fez bem.

Quando vimos já passava da hora que deveríamos ter ido para o hostel nos arrumar para o show. Com a graça de Deus cheguei até o Hostel e lá encontramos Cucah e Mery que nos acompanhariam ao P12. Tomei banho (lembro vagamente), depois tive ajuda de alguma alma amiga para pentear meu cabelo, neguei seca-lo, ou arruma-lo como as pessoas normais fazem, neguei também me maquiar, meu único pedido era ME DEIXEM DORMIR EM PAZ. (Sério nunca mais vou comer na praia).

Almoçamos um pastel, (que também me fez mal) e de táxi fomos até Jurerê, baby. (Ta, eu tenho que parar de falar baby nesse texto). Chegando eu tentei disfarçar que estava bêbada, digo passando mal... pois eu conhecia todo mundo e estava com vergonha, não deu. Até que me comportei bem, até que devido ao aperto e ao calor, passei mal novamente, bem em frente ao palco, onde aguardávamos o show começar, bom, foi uma tragédia. Posso falar em carne moída e água no chão? Não né? É um pouco rude dar detalhes, mas graças a Deus existia algumas pessoas de tênis, então nem todas as pessoas ali da frente queriam me matar.

O show foi maravilhoso, porém minha ressaca começou durante ele. Adal tocava a bateria dentro de minha cabeça e cada vez que eu pulava eu tinha a nítida sensação de meu meu cérebro estava solto dentro de minha cabeça. Enfim... mesmo assim foi muito bom e muito emocionante, foi lindo.

Neste dia iriamos entregar o livro que escrevemos para a banda, contando um pouco de nossa história como fãs. Assim o fizemos e pra completar ainda fomos recepcionados no camarim. Bom Paula não sabia que eu estava um pouco suja de vomito e talvez por esse motivo me recebeu muito bem. Disse que eu cresci (ainda me pergunto se ela estava camufladamente me chamando de gorda... ?) e até me deu um beijo. =)
Voltamos para o hostel de táxi e foi um alivio quando desci, pois só deus sabe o quanto eu conseguiria segurar sem sujar o carro do pobre taxista, diga-se de passagem muito inteligente, que falava sobre politica, medidas de segurança e conhecia de perto os anseios, desafios e aflições dos professores de Santa Catarina.

Chegando no hostel eu só queria dormir um pouquinho. Mila, eu e Aline estávamos no mesmo quarto e há semanas eu e Aline tínhamos combinado  que sairíamos para fazer alguma coisa nessa noite. Infelizmente ao tentar sair eu fiquei ainda pior e tive que voltar ao quarto, mas não sem antes dar uma passada no banheiro. Aff quanto arrependimento. Mila e Aline foram sozinhas e eu dormi.
Ao acordar, quando as duas voltaram acho que o remédio que eu havia tomado antes tinha finalmente feito efeito, eu já estava me sentindo melhor. Mas o remédio não me livrou de ouvir um sermão da Aline sobre não conhecer os próprios limites com a bebida, ouvi, pois sei que mereci e fico feliz por Aline ter aprendido os dela, vide Garopaba. Conversamos um pouco e logo fomos dormir, pois Mila tinha seu voo marcado logo para as primeiras horas da manhã.

03/02 – Novamente as pedras



Logo que acordamos fomos conversar com Mery e Cucah. Também ouvi piadinhas quanto ao álcool no quarto delas, vi o livro (ainda não tinha visto depois dele sair da gráfica) e depois fomos tomar café. É sempre muito bom conversar com as duas únicas “pessoas de Curitiba” que gosto. =P
Depois fomos dar uma volta na praia e aguardar Cassiano e Rafael chegarem até Canas, o que demorou uma eternidade e meia. Mas foi um tempo bem aproveitado, colocando o papo em dia e curtindo as belezas da praia mais argentina da ilha. Pensamos em ir a um passeio no barco pirata, infelizmente nossos horários estavam um pouco bagunçados e fomos obrigadas a deixar para a próxima.
Quando os guris chegaram fomos almoçar, Mery e Cucah resolveram tomar um sorvete. Foi na churrascaria onde almoçamos que conhecemos uma das expressões mais usadas na tarde de domingo que estava por vir, Beth Farias. Enfim... uma ótima colocação sempre! No almoço também conhecemos a queda de Rafael por garçons e constatamos que temos o par perfeito para o Cassiano, não é mesmo Aline?
Depois nos despedimos das gurias e fomos para a praia, sem a intenção de entrar no mar.

Como a principio ficaríamos apenas na areira, Cassiano teve a brilhante ideia de ir de short. Mas o mar nos convidava para um mergulho, então logo surgiu a necessidade dele por uma sunga, logo, percebemos que não existia nenhum bar com banheiro na praia ou qualquer outro local que serviria de vestiário para ele... fomos procurar pelas proximidade e não encontramos, então a única saída encontrada por mim era ele ir trocar de roupa escondidinhos nas pedras do Luciano(lembram de uma trilha em Canas? Que parecia o caminho para o inferno? Essamesmo), e assim fizemos, andamos quase 1 km até lá e Cassiano se trocou enquanto eu vigiava. Trabalho perfeito. Retornamos.
Passamos a tarde tomando água de coco, ou qualquer coisa sem álcool (pelo menos eu), e avaliando quem passava pela nossa frente. Também passamos algum tempo pensando com quem nossos amigos se pareceriam no futuro. Bem... huauhauha tínhamos que voltar para casa.


Nos arrumamos no hostel e de táxi (desta vez no táxi de um cara que supostamente viu a Madonna em Jurerê e também bate em argentinos que não sabem se comportar como gente normal. Sim, bater deve ser normal. Pra ele.). Na rodoviária nos despedimos de Rafael e Cassiano. E foi neste momento que Aline realizou um de seus maiores sonhos, conhecer Dona Vera, um dos ícones Alfredenses. Foi um encontro cheio de emoção. Huauhauha
Retornei para Alfredo já sonhando com nossa próxima viagem, mas já sabendo que ela não deveria ocorrer em breve, pois o restante de minhas férias séria em um workshop para aprender como as pessoas vivem sem ter nem um centavo no bolso.

Carol Pereira

2013 - Washington D.C


10/01 - Washington D.C

Todo mundo que conhece Washington diz que ela é uma big cidade, mas nunca uma expressão no caso “Big” definiu tão bem o que queriam falar, parece que ela é feita para gigantes, é tudo imenso, monumental e a cidade parece um grande parque, com memoriais e monumentos para tudo que se possa imaginar.
Nossa aventura começou cedinho, as 2:15 AM quando nos encontramos e seguimos até a estação. Eu não dormi... cheguei da Broadway e fiquei acordada, esperando dar a hora de descer, agradeço aos amigos que virtualmente me fizeram companhia.
Tomei 3 Red Bulls no dia anterior, acho que não me fez bem, fiquei meio grogue e até falar era estranho, neste dia não tomei nenhum pois além de cansaço por não dormir eu parecia estar de ressaca e enjoada.
A viagem de trem é tranquilíssima, a principio não tinha ninguém do meu lado, depois de um certo ponto entrou um homem, sentou a meu lado e eu fui obrigada a dormir imprensada na janela, para não correr o risco de cair por cima dele. Tava frio! A viagem foi longa e apesar de eu ter acordado várias vezes durante o percurso, dormi bastante. Quando estávamos chegando no meu celular estava tocando Perdendo os dentes, do Patu Fu, fiquei em um clima bom, apesar do sono.
Washington é outra das cidades que sempre quis conhecer por causa de alguma série, neste caso Bones. É de babar pelas vinhetas que mostram o capitólio, obelisco, aquele espelho d’agua e o Jeffersonian, que gente... é fake. Nem existe em Washington, na verdade ele fica no Texas. Eu bem queria uma foto na frente dele.
Chegando na capitar fomos ver o Capitólio que é maravilhoso, depois pegamos um ônibus de turismo para realizar um tour pela cidade, conhecer os principais pontos.

Descemos no monumento do Lincoln e é impossível não lembrar de alguns filmes, impossível também não pensar em Forrest Gump olhando o Reflecting Pool e para o Obelisco. A parada nos rendeu fotos lindíssimas, logo após sairmos de lá pegamos outro ônibus e fomos até a Casa Branca onde Obama já nos aguardava, só que não.
A casa na verdade é imponente, mas meio sem graça... sou brasileira e gosto de tocar... lá ficamos a uns 400 metros da casa. Garanti minha foto, mas não foi o ponto alto da parada, o ponto alto foi o esquilo que quase mordeu meu dedo.
Depois de lá voltamos até a estação para almoçar e finalmente comermos comida de verdade, bastante boa por sinal.
Eu estava caindo pelas tabelas e perdi a disputa com o sono dessa vez gente. Todo mundo sabe o quanto amo Museus  e estávamos em uma museu belíssimo e muito interessante  o Museu Aéro espacial, mas eu dormi. Isso mesmo, sentei em uma cadeira e dormi, no ombro da Paula e depois sozinha segurando minha mochilinha. Decepcionante, logo eu, uma amante de museus! Peço perdão, se é que isso pode ser perdoado. Saindo de lá, depois de um soninho de quase uma hora andamos algumas quadras para pegar o ônibus até o Pentágono.
Colocamos o papo em dia, eu e Paula. Chorei minhas pitangas e um certo alguém deve ter ficado com a orelha ardida. Depois voltamos à estação, encontramos o povo e pegamos o trêm para voltar pra cidade mais linda do mundo, eu estava ansiosa para voltar a NY e curtir meu ultimo dia na Big Apple. 

Carol Pereira