quarta-feira, janeiro 23, 2013

2012 - Niterói (Dezembro)


Era Dezembro e o Rio de Janeiro receberia a minha visita pela quarta vez naquele ano. A sexta feita começou turbulenta em Alfredo Wagner, eu teria que trabalhar até as 22 e nem tinha arrumado as minhas malas, nem pego minhas fantasia.
A viagem tinha dois motivos especiais, ir até Niterói buscar meu visto e ir à festa de aniversário da MP mais experiente, Vanessa. Por coincidência Kid Abelha marcou shows no Rio na mesma data. Eu não iria a nenhum deles, porém... bom, deixa eu contar a história.
Henrique me levou ao aeroporto ainda no dia 14, e meu voo era apenas as 5:10 da manhã, ou seja... novamente eu mofaria naquele lugar. Meu querido irmão, como sempre inventa algo no mesmo dia que já tem compromisso comigo, o motivo desta vez foi uma formatura em outra cidade, ele só me levaria pra Floripa se fosse antes das 22, logo tive que praticamente fugir do colégio, mas como eu realmente só estava lá cumprindo horário não tive problemas. Eu teria que pegar minha fantasia ainda, antes de seguirmos, mas eu não conseguia estabelecer contado com Isadora , enfim, após enviar 300 torpedos para todos os cantos do Brasil tentando obter um solução Isadora reaparece, passado o sufoco pré viagem, segui, com os cabelos ainda molhados para o Hercilio Luz, para lá aguardar apenas uma eternidade e meia, aproveitei o tempo para editar o SJ Notícia 3 e também para adiantar um trabalho de politicas publicas.

15/12 – Uma sereia do fundo do fundo do Mar

Cheguei ao Rio ainda era escuro, e eu teria que pegar um ônibus sozinha, percebi que tinha alguma coisa errada. Sem querer me achar, mas sempre recebo elogios no Rio e desta vez nada. Uhahuahua Até um cara olhar pra mim e falar “Nossa, essa sereia veio do fundooo, do fundoooo do mar” e riu. Achei ele meio irônico e logo vi meu reflexo no vido de uma porta; PELO AMOR DE DEUS, parecia que eu era uma assombração do Pérola Negra, meu cabelo era a imagem da desgraça. Uhahuauha
Foi a primeira vez que peguei ônibus sozinha no Rio, o 760, pedi ajuda a um senhor simpático e me senti orgulhosa ao descer na Lopes Trovão. Era muito cedo quando cheguei e na rua só tinha algumas senhoras com seus cachorros, após ser olhada de cima abaixo por elas e provavelmente ser tachada de puta pobre (já que eu tinha derramado coca na minha camiseta, e meu cabelo, bem meu cabelo tinha vida própria) Aline e Raíssa finalmente chegaram. Eu tava morrendo de medo que elas já quisessem sair doidas, passeando pela cidade (Eu nem tinha dormido), mas o medo passou quando Aline disse: “Olha Carol, nós vamos voltar a dormir” uhahuahua foi como se fosse música para os meus ouvidos, abri um largo sorriso e disse: “tudo bem!”. Passamos na padaria e depois caímos nos braços de Orfeu, é claro antes papiamos um pouco antes, mas pouco mesmo, pois o sono nos consumia.

Acordamos e nosso destino já era certo. Iriamos comer Sushi! Aline tinha até escolhido o que Raíssa comeria... Suspeito que Rá tenha comido mal neste dia, já eu e Aline tiramos a barriga da miséria, embora eu não tenha comido aqueles bolinhos que eu não sei o nome, mas tinham um gosto terrível. Após o almoço fomos, pela orla até o MAC, no caminho como sempre minhas amigas ouviram sobre minha trágica vida amorosa. A vista do MAC é maravilhosa, é um lugar calmo, tomado quase que sempre por uma brisa refrescante vinda do mar. Desta vez não entramos no Museu, apenas apreciamos a arquitetura e ajudamos uma família a ter um belo retrato. 
Ainda ficamos por um tempo sentadas observando o mar, antes de ir até o Shopping procurar um laço de cabelo vermelho para eu usar com minha fantasia, não encontramos, voltamos para casa de ônibus, cantando “Papa don’t Preach”.
Nosso destino noturno era a Barra da Tijuca e para economizar também iriamos de ônibus, embora eu tivesse um pouco de medo.

Eu não iria ao show do Kid, estava economizando para minha viagem das férias de Janeiro, mas Raíssa e Aline me deram o ingresso de presente! Uns amores minhas amigas não é mesmo minha gente? E nesta viagem ainda ganhei o ultimo CD que faltava pra minha coleção! O TOMATE. Definitivamente, final de semana Carol Toller!
Pegamos um ônibus até a rodoviária do Rio, lá jantamos e após avaliar muito o que faríamos, seguimos com o plano de ir de ônibus, porém, o ponto onde deveríamos aguardar o ônibus era um tanto quanto duvidoso. Eu estava com um certo medo e disse para Aline que deveríamos aguardar perto dos dois moços fortes que estavam por ali. Rá já estava quase nos convencendo a chamar um taxi quando um dos moços fortões a chamou pelo nome: “Raíssa?”. Reconheci a voz e virei “Léo???”. Estávamos Salvas! Conhecemos o Léo há anos, ele estava indo para o mesmo lugar que a gente, agora estávamos duplamente protegidas. O ônibus finalmente chegou e fomos para o show!
O Show foi maravilhoso, sou suspeita né, mas tenho a impressão que sempre que ela me vê na plateia ela se esforça para fazer um ótimo show, sabe como é, pra não me decepcionar! Huahuauh To brincando, mas de fato foi um dos melhores que já fui e ela cantou “No meio da  Rua” foi lindo, e ainda reencontrei muita gente, toda aquela antiga galera que a muitos anos mora em meu coração. 
Ps: Hugo ficou com os novos amigos no show, fiquei quase magoada.


Os seguranças cortaram logo nossa ideia de tentar camarim e percebi que pra minha entrada ser facilitada nesses lugares eu deveria investir em novos peitos, isso mesmo, com silicone tudo fica mais fácil.
Nossa sorte era contarmos com a companhia da sempre astuta Renata, que na surdina nos levou para a porta dos fundos do backstage. Ficamos lá, eu particularmente não sei se estava gostando daquilo, meio coisa de gente que ainda assina o Toller, (nem todos é claro), mas fiquei né? Vai que a Paula aparecesse? Foda-se minha reputação! Saíram todos os músicos, até que veio o Bruno, que mais receptivo nem poderia ter sido, sempre um exemplo de classe e educação, conversou conosco, tirou foto e pode sentir o nosso amor, mais tarde veio Paula, em seu carro preto, acenou dando tchauzinho, fofa, mas nem parou. George já tinha ido. Um segurança ainda veio puxar papo conosco, mas Aline e Renata abriram o verbo com ele, falando que não estavam gostando nada dessa coisa mercenária que o Kid estava se tornando, concordei com elas, porém, calada.  
Dentro do carro conhecemos “Renata, piloto de fuga” que após perder o cartão do estacionamento... como um gatoooo, conseguiu passar na mesma “levantada de cancela” do carro da frente. Senti medo, mas chegamos vivas a Icaraí!

16/12 – Dia da festa

Acordamos pra esperar a chegada de Iago, que finalmente ia nos encontrar, é sempre bom ver aquele garoto, um exemplo de educação. Sou fã.
Aguardávamos ansiosos a chegada de Tio Mauro, Tia Márcia, e Fernanda a namorada de Iago, que finalmente conheceríamos. Assim que eles chegaram fomos almoçar. No restaurante, além de rir muito com Tia Márcia que estava muito empolgada com minha viagem pra NY, Tio Mauro ainda tocou novamente no assunto “Livro nunca devolvido” da Aline.


Quando chegamos em casa, o maior dilema da viagem: Aline naquele momento, ganhou a promoção com direito a ingresso, entrada e acompanhante no camarim do show do kid que aconteceria aquele dia. E agora? Ir a festa? Ir ao show? Que merda.
Normalmente é o sonho de todo fã ganhar uma promoção dessas, mas naquele dia foi quase um castigo. Não poderíamos perder, mas e a Festa da Vanessa? Tivemos que por tudo em uma balança, a mídia dizia que o Kid Abelha acabaria e afinal fomos unidos por essa banda... Mas Vanessa já tinha nos convidado a uns dois anos.
Talvez nem tenha sido a melhor decisão a que tomamos, mas decidimos que iriamos a festa e de lá (antes do final) iriamos ao show. Antes ligamos pra Vanessa e ela não viu problema nenhum, Raíssa embora não demonstrando completamente ficou bastante sentida conosco, mas na emoção da hora talvez não tenhamos calculado tudo com a precisão devida. Enfim tínhamos que nos arrumar.
Divertimos-nos muito enquanto nos arrumávamos e só quando eu estava quase pronta percebi o quão curta era minha fantasia. Era uma Branca de Neve bem promiscua! Eu ainda não tinha o laço, mas resolvi com a alça de uma sacola. Muita classe! =P
Chegamos à Festa de Taxi e estava demais. Eu queria que os minutos se arrastassem para não ter que ir logo pro show. Ver nossas fotos no painel, junto com as pessoas mais importantes da vida da Vanessa foi lindo. Logo Hugo se juntou a nós! Foi uma pena, aproveitamos muito pouco da festa. Não sei se hoje eu teria optado em ir ao show. Logo quando o pessoal começou a dançar deu nossa hora, nos trocamos (eu estava usando uma roupa da Aline, pois não tinha mais roupas em minha mochila), despedimo-nos do povo e de táxi fomos para a Barra.

Quando chegamos lá o show já passava da metade e não tinha mais ninguém na entrada. Entrar foi uma odisseia, andamos de um lado para outro conforme iam nos mandando, graças a deus as pessoas viam que éramos pessoas boas e se convalesciam de nossa dor, tentavam nos ajudar, até que chegamos em uma entrada onde o cara era meio babaca, mas ele não resistiu a nossa cara de choro e ao meu jeitinho educada do interior, Aline fazia beiçolinha e de fato estávamos querendo nos matar, até que um segurança que tinha conversado conosco na outra porta veio nos ajudar. Acharam alguém da produção, nos deram o ingresso e quando tocava lágrimas de  chuva entramos.
DANÇA DA VITÓRIA by Friends (suspeitamos que a nossa "não chegada" agradaria a muitos)
Terminando o show fomos tentar entrar, novamente o silicone nos fez falta, mas tínhamos ganhado a promoção, logo não deveríamos encontrar tantos problemas. (ainda não sei se todos realmente sabiam dessa promoção). Renata entrou conosco, e depois de sermos enroladas pelos seguranças finalmente entramos no camarim. Paula foi muito simpática, nos perguntando sobre qual dia mais gostamos. (não sei se ela gostou de ouvir que tinha sido o show do dia anterior) enfim tiramos nossa foto e fomos para o aeroporto. Meio realizadas, meio com o coração partido por ter saído antes da festa.
No aeroporto meu notebook sofreu um acidente, eu fiquei muito triste, mas foi uma fatalidade e hoje eu quase (eu disse quase) riu do incidente. 


Dormimos em um banco do aero, conforto era tudo que não se tinha naquele lugar. No outro dia de manhã voltei pra Floripa.
A muitos anos eu não me sentia tão fã do Kid Abelha quanto nesse final de semana. E ir ao Rio é sempre muito bom, rever meus amigos e além disso minha irmã, é claro que fazer isso em companhia da Aline é ainda mais bacana. Sinto saudades do Rio, em janeiro. 

Carol Pereira

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