domingo, dezembro 30, 2012

2007 - Curitiba


Onde tudo começou...

Anuncia-se um show em Curitiba. Eu e uma amiga Helô de Floripa decidimos que iríamos, mesmo que tivéssemos que fugir de casa para isso. Houve um debate em mesa redonda e ficou decidido que se eu tivesse dinheiro poderia ir, o que minha mãe não contava era que minha vó, se sensibilizaria com todo meu amor pelo Kid e me daria dinheiro. Como tínhamos um trato, minha mãe ao me ver com o dinheiro ficou sem ação, a não ser me desejar boa viagem.
O dinheiro era suficiente apenas para as passagens, e uns 3 pasteis, teríamos que passar a noite em um mercado 24 horas, pois não tínhamos dinheiro para o Hotel e o ingresso Mery, uma amiga de Curitiba tinha conseguido pra mim com um cara da produção...  mesmo assim eu e Helô seguimos, de ônibus para Curitiba.
Nenhuma das duas já havia saído do estado sem seus pais, mas já éramos mocinhas, estávamos na faculdade e seríamos capazes. Além do show teria uma noite de autógrafos na livraria Saraiva, logo as chances de encontro cara a cara com nossa musa eram grandes e faziam valer a pena o desafio.


26/09 - Após perdermos o primeiro ônibus (sim, não nos saímos tão bem quanto prevíamos em nossa empreitada rs) porque estávamos vendo o Cacau apresentar o JA direto da rodoviária, partimos e chegamos em Curitiba algumas horas depois, ao chegarmos no Shopping encontramos nossas amigas de lá: Mery e Cucah, que estavam tão ansiosas quanto nós, seguimos apressadas até a Saraiva e meu mundo parou novamente no momento que Paula adentrou à livraria.
Em slow motion ela veio em minha direção, novamente ela lá, aquele louro, aquele azul... e meu mundo girando em torno dela. Minhas pernas não paravam de tremer, eu não acreditava que eu estava na mesma sala que ela, por alguns instantes pensei que não ia conseguir me mover e até respirar deixou de ser uma ação natural, voltei a terra quando Cucah falou comigo. Quando encostei na Paula e ganhei seu autografo foi como se toda a magia do mundo fosse real e vi que sonhos tornam-se realidade. Não tínhamos onde passar a noite, mas isso era o de menos.
Sensibilizadas pela nossa situação, Mery e Cucah nos levaram para casa delas. Apesar delas serem praticamente estranhas para nós naquele tempo (só nos conhecíamos pela internet) aceitamos. Eu como uma boa garota simples do interior quase morri de vergonha, mas eu não podia recusar e sou eternamente grata a elas, por terem nos acolhido.



27/09 -  No dia seguinte ficamos vagando pelo centro de Curitiba, dividindo o banco da praça com os mendigos, já que para não abusar da boa vontade de nossas anfitriãs recusamos o convite de esperar na casa delas. Conhecemos todo o centro, que é bastante distinto, sério e classudo, como boa parte dos Curitibanos. É claro que nesse distinção toda não se encaixa o Óil Man com sua sunga azul.  
Fomos comer em um shopping, calma, compramos um pão em um shopping e uma coca de 2 Litros e fomos comer na calçada. 
Tivemos muito tempo, aproveitamos para escrever uma carta mega brega para a Paula, mas era de coração (literalmente, pois fizemos uma dobradura linda, em formato de coração). Lembro o quanto riamos de nossa situação, sentada perto de uma fonte, observando as pessoas que contavam suas vida. Todas muito melhor que a nossa naquele momento. hehehehe


A noite mais um encontro espetacular, em um show que me encantou do começo ao fim, no teatro Guaíra, que é uma obra prima. Tivemos o maior trabalho pra conseguir meu ingresso, que devo a Mery, pois ela que conseguiu com a produção, pensamos que não daria tempo, mas quando finalmente deu tudo certo, saímos correndo pelas ruas da cidade.
Para a viagem ser ainda mais incrível entramos no camarim, e novamente vi que minha maior “idola” era de verdade. O encontro rendeu uma foto, que retrata perfeitamente o estado lastimável que eu me encontrava, após um dia de sem teto em Curitiba. =P

Conheci muita gente que só tinha contato pela internet, essa foi a primeira de muitas viagens desse tipo, é uma viagem muito importante pra mim e apesar de  se diferenciar das outras por eu não "turistar" pela cidade como de costume abriu caminho para todas as outras.




Carol Pereira

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