domingo, dezembro 30, 2012

2010 - Rio de Janeiro (Carnaval)


Não preciso mencionar novamente o quão ruim foi meu ano de 2009, mas graças a Deus veio 2010 e tive amigos que me ajudaram a superar ou pelo menos amenizar as dores.
Essa viagem também é conhecida como a viagem em que eu virei o Jatobá e é dividida em duas partes, com uma viagem para Barbacena no meio.




05/02 – Na verdade cheguei no Rio dia 04 e fiquei na casa da Vanessa, descansei, provei da comida sempre arrebatadora de Tia Penha e no dia 05 cedinho fomos para a praia. A água estava morninha, estava fazendo quase 40 graus, apesar de ser cedo via-se que a praia ia lotar. Fomos até o arpoador, para começar o dia bem. Passamos boa parte da manha sentindo a brisa do mar e desfrutando da paisagem. Voltamos para casa e almoçamos, a tarde nosso destino seria a Ilha Fiscal, junto com André e Renata, que nos encontrariam na Marinha.
“A Ilha Fiscal localiza-se no interior da baía de Guanabara, fronteira ao centro histórico da cidade. Primitivamente denominada pelos europeus como ilha dos Ratos, o seu atual nome provém do fato de ali ter funcionado o posto da Guarda Fiscal, que atendia o porto da então capital do Império, no século XIX. A ilha celebrizou-se por ter abrigado o famoso baile da Ilha Fiscal, a última grande festa do Império antes da proclamação da República, em Novembro de 1889.”
Ao contrario do que eu pensava, se chega até a ilha de ônibus, por um caminho estreitinho. A ilha é comandada pela marinha e após visitar o “Palácio” conhecemos também as instalações da Marinha ali da Baía de Guanabara, entramos até em um submarino, que não era amarelo e parecia uma sauna. Subimos também em um helicóptero que não levantou voo, mas nos rendeu boas risadas.  Já comentei que adoro homens de fardas? Uhahuuha Pois é, lá tinha inúmeros.

Após nossa visita fomos para o centro, encontrar com o Hugo, paramos em um barzinho para lanchar e adivinha o que tinha no cardápio? Paula Toller, isso mesmo amigos, Paula Toller. =P Não a comemos, pois, sei lá... seria grosseiro de nossa parte, então quando Hugo chegou seguimos para o Pier de Mauá, onde estava acontecendo a exposição de grandes veleiros.  O evento, intitulado “Grandes Veleiros Rio 2010 – Velas Sudamerica 2010” contou com a participação de nove dos maiores veleiros do mundo:
  Cisne Branco – Brasil;
  Libertad – Argentina;
  Esmeralda – Chile;
  Gloria – Colômbia;
  Guayas – Equador;
  Elcano – Espanha;
  Cuauhtemoc – México;
  Capitan Miranda – Uruguai;
  Simon Bolívar – Venezuela;
Eram lindos e podíamos entrar neles. Gostamos bastante. Depois ainda fomos tirar uma foto em cima de um tanque de guerra, na subida me machuquei, mas não contei a ninguém, para não me acharem burrica, pois só Deus sabe o quanto sofro por ser loira.



No dia seguinte fui para minas

12/02 – Eu estava de volta à cidade maravilhosa, após dias expendidos em terras mineiras, Hugo me apanhou na rodoviária, deixamos as malas em casa e fomos para a Barra, comer no Outback Steakhouse, vulgo Outback da Barra. Eu não conhecia o restaurante e se fosse levar em consideração este dia eu jamais teria voltado lá. Graças a Deus que não tenho problemas com pimenta (vocês me entendem né?) caso contrario estaria frita, pois meu frango veio preto de pimenta, a principio até pensei que ele estivesse queimado. Bom, apesar disso amei o restaurante e acima de tudo a companhia.
Era sexta feira de carnaval e no sábado tinha bola preta. Eu sempre sonhei em passar um carnaval no Rio, nunca quis ir pra Sapucaí (irei apenas quando me tornar uma escritora famosa e a globo me descobrir) mas sempre quis ir no blocos, então combinamos com Renata e André de irmos no sábado, no domingo eu e Hugo iriamos pra Arraial do Cabo, onde a família dele já estava.


13/02 – Bola Preta


Saímos de casa cedinho, nesse dia me deu um medinho bobo e não levei minha câmera, hoje vejo que foi bobeira. Após me vestir como uma carioca da zona norte (segundo Hugo) seguimos para o Bola. No metrô apertadíssimo sentimos um grande cheiro de humanidade e uma guriazinha ficou falando do meu cabelo, achou comprido. Ao chegamos no centro compramos chapéus de malandros e faixas escrito bola preta e já caímos na folia. Saiamos cantando e pulando, seguindo o cordão. As pessoas pra variar pensavam que eu era gringa, no final parei de negar e comecei a tirar com a cara deles, falando um inglês absurdamente tosco, com um sotaque mais fajuto ainda. Tomamos algumas cervejas e nos divertimos um monte, Hugo até me ergueu em seus ombros para que eu pudesse me comunicar com o vocalista.
Quando acabou fomos almoçar no MC e lá meus amigos se superaram querendo entrar no barril do Chaves. Foi no MC também que encontramos Ighor, um amigo do Hugo que ficou conosco o resto da tarde.
Depois fomos seguir a banda de Ipanema, pela orla. Lá só tinha traveco, estava muito apertado e bem menos animado que o Bola, mas nos divertimos também, porém ao som da musica mais chata do carnaval, algo sobre a baba do quiabo huahua fomos até o Mirante do Leblon. Manuel Carlos me fez amar o Leblon e ver um por do sol naquele mirante foi lindo. Exaustos voltamos pra casa.


14/02 – Olá Jatobá

Cedinho eu e Hugo pegamos uma Van e fomos para Arraial do Cabo, para ser mais exata a Van nos deixou em São Pedro da Aldeia, que deve ficar a uns 20 minutos de Arraial, deveríamos pegar um bus até lá, mas ficamos no ponto errado e por conta disso demoramos quase duas horas, embaixo de um sol de amolecer a moleira aguardando a chegada do transporte, que não chegaria nem com reza brava. Após nossa paciência já ter terminado perguntamos a mais algumas pessoas (já tínhamos perguntado a algumas e estas tinham afirmado que estávamos no ponto correto) e estas nos informaram o ponto correto. Apenas rimos do quanto fomos bobos e em menos de 10 minutos estávamos seguindo para Arraial. 
Lembro que no trajeto Hugo me deu uma aula de Inglês, tomando como base a Geografia. Uhahahua
Chegamos, almoçamos e preciso dizer que acho a comida da mãe do Hugo sempre, muito saborosa. Conhecemos as praia ali de perto, pude ver o quão gelada é aquela água e a noite fomos para o carnaval.
Carnaval a beira da praia, muito animado. Capetas, melzinhos e até tequila... me digam qual o resultado pode-se esperar disso tudo? Pois é... era previsível.
Primeiro meu amigo Hugo ficou muito transtornado, bêbado, libertando tudo que podia de dentro dele. Quando tocou poker face foi um dos momentos mais engraçados que já presenciei. É claro, com muita classe. (Era pra eu falar assim Hugo?) Todos que passavam Hugo mechia, evitei dele apanhar de uns 3 caras, pois quando as garotas passavam ele ficava chamando-as de lindas, gostosas, essas coisas. Cuidei, muito dele, fui com ele até o mar para ele fazer xixi e também tomava os restos das bebidas dele, para evitar que ele ficasse pior, o que eu não previa era que eu ficaria tão ruim.
Na volta do mar fomos correr, eu cai na areia, me deu uma vontade de chorar e então eu e Hugo choramos abraçados na areia. Depois disso só lembro de pedir pra ele cuidar da minha câmera e de alguns flash...
“Eu vou com a cabeça pra fora do carro, meu Deus, tem mato! Você tão me levando pro mato?”
“To com frio” (34º a temperatura ambiente)
Uma voz falando “MEU DEUS, QUEM É ESSA GAROTA, VOCÊS ACHARAM NA RUA E TROUXERAM, DEVOLVAM ELA ONDE ACHARAM, NÃO QUERO GAROTA DE RUA AQUI”
E depois lembro do Hugo tirando areia da minha perna no chuveiro, para eu dormir.

15/02 – Vergonha, Ressaca e Cegueira

No dia 15 quando acordei minha cabeça parecia um guindaste. Estava cheio de gente na casa do Hugo, os amigos dele que estavam conosco no carnaval. Quando fui colocar minha lente percebi que ela tinha rasgado, tentei colocar mesmo assim e a parte rasgada ficou presa no meu olho, quase tive que ir para a emergência, pois não conseguia tirar.  Eu teria que ligar para a Dona Sandra.
Fiz um Drama ao telefone, quase fiquei surda de tanto que ela berrava, minha mãe ficou desesperada ao saber que a filha estava cega no Rio. Eu queria morrer também, pois precisava de alguém me guiando. Enxergo pouquíssimo sem lente e não é frescura. Fernanda e Hugo me guiavam, que falta faz um cão guia nesses momentos, não é mesmo minha gente?
Enxuguei as lágrimas parei de lamentar e pedi para que tirassem bastante fotos, pois depois poderia ver os lugares por onde andei e assim se fez.
Fomos para Prainha nesse dia, encontramos com Vanessa que estava por lá, contei da cegueira, comemos um milho cozido juntas e ela teve de ir almoçar.
Hugo me levou para “conhecer” as outras praias de Arraial. Tirava foto, eu encostava bem a cara na câmera e quase podia ver. Mesmo assim fizemos uma trilha e eu fiquei encantada pelas belezas do Portal do Atalaia. Conheci também: Praia grande, praia do forno, praia dos Anjos e alguma outra que posso ter vindo a esquecer =P
A noite no carnaval maneirei e vi o Hugo abalar geral o coração da mulherada. Em todos os idiomas, o ver recitando “Parole” com voz sensual era realmente apaixonante, mas o melhor era perceber que os seus amigos realmente acreditavam que ele falava Italiano.




16/02 – No dia 16 apenas levamos o Pedro na praia e voltamos para o Rio. Hugo trabalhava.

17/02 – Antes de eu vir embora de ônibus e cega, realizei o sonho de entrar no Paço municipal e conhecer até mesmo o quarto onde Dom Pedro dormiu.
Eu estava negra, me achando.
Fernanda me acompanhou e ganhei dela uma caixa de Guaravita, que tomei quase que inteira durante a viagem, que parecia eterna. =P

Quando cheguei em floripa fui direto ao oftalmologista e voltei a ver. Glória a Deus! Depois vi melhor o lugar maravilhoso em que estive. O tempo passa e a cada dia posso ver que tenho um grande amigo, generoso, atencioso e querido que mora no Rio, na Barra né, que eu amo e pretendo ainda fazer algumas viagens ao seu lado. 

Carol Pereira

2010 - Garopaba


Garopaba 2010 - Aconteceu em Garopaba, fica em Garopaba

A Rá não pode ir, seria um encontro MP, mas faltou ela.
Bom, faltou a Rá, mas não faltou animação, de forma alguma... foi uma das viagens em que mais ri na vida, mas nem podia esperar outra coisa, ao lado de minhas MP’s a diversão é certa sempre. Várias gírias surgiram nessa viagem, entre elas MLMC. Não posso nem lembrar da Vanessa com suas voz de M falando isso que começo a rir sozinha, porém a mais popular foi Cheira minha virilha. 

As fotos são medonhas e pra piorar elas estavam no desktop do quarto e minha mãe viu todas, e pior que isso assistiu aos vídeos. Muita vergonha para um corpo só, mas passou.
Então vamos, iniciar os serviço.

23/04 – Oftalmologista em Floripa, muita sorte. Peguei minhas lentes e de ônibus fui até Garopaba, viagem longa, caminho desconhecido, eu morrendo de medo de “passar do ponto”, mas cheguei bem, as gurias estavam me esperando na rodoviária. Foi nessa viagem que conheci o escondidinho da Paula e neste dia também recebi uma mensagem onde dizia que eu fazia muita falta no colégio, achei fofo. Onw! (gravem a data abril de 2010, apenas para constar).
Eu pra variar estava faminta, então fomos preparar o almoço, na verdade Paula o preparou, uma macarronada maravilhosa, enquanto ela preparava o almoço eu conferi as fotos de Vanessa na Europa, achei chique demais. Após o almoço mexi nos pauzinhos da Paula, sem sucesso, por incrível que possa parecer ela é melhor pra mexer em pauzinhos do que eu.
Colocamos a fofoca em dia e fomos jogar, não sei bem o nome do Jogo, mas quem perdia bebia, tinha várias regras... algumas eram padrão do jogo e outras poderiam ser criadas durante a brincadeira. Uma regra era que retirando determinada carta não podia ir ao banheiro durante uma rodada, tudo bem a principio, mas com o passar do tempo essa regra teria que ser quebrada imediatamente.  Sempre fui muito astuta pra jogos e foi só eu compreender a dinâmica do jogo que lasquei com todo mundo.
Criei algumas regras:
Minhas regras eram irrevogáveis;
Eu poderia ir no banheiro quantas vezes eu quisesse;
Todo mundo que errasse bebia e cada vez que alguém bebesse a Paula Tinha que beber 5 vezes e depois em outra regra tudo que a Paula bebesse a  Aline tinha que beber o dobro;
Resumindo, todas as regras faziam a Aline beber.
Pobre Anjo. Devo afirmar que não deve ter sido nenhum sacrifício para ela, mas a guriazinha bebeu todas. Os castigos do jogo também eram engraçados, mas não os revelarei neste texto, pois meu blog é um blog de família.
Eu perdi a novela (é eu era viciada na novela das seis, que na época era Escrito nas Estrelas, era tão boa, não é mesmo minha gente?) mas valeu a pena, nosso jogo durou até tarde, acho que quase umas 9 horas, neste tempo ligamos para Rá, lamentando sua ausência e falando muitas besteiras também, tadinha.
Eu e Paula tínhamos tratado que tomaríamos banho de mar, mesmo com o termômetro marcando 14 graus e chovendo, cumpriríamos nosso trato. Aline estava só no brilho e super se empolgou no banho de mar. Antes de sairmos tiramos uma foto, pedimos para Aline fazer uma pose sexy e o resultado, bem, o resultado não foi bem o esperado, mas mesmo assim acho uma ótima foto.

Péssima ideia foi ir descalço até a praia, mas superamos. Ao chegamos la, Paula, Aline e eu entramos no mar, belas e formosa. Enquanto eu e Paula fazíamos pose para fotos, Aline tonta era levada por uma onda. Quase a perdemos huahuauhahuauha mas eu fui ágil no resgate. A colocamos sentadinha em uma escada, para ver se ela melhorava. Ficamos mais um pouco por ali e depois a arrastamos para casa.

Chegamos em casa o estado de nossa amiguinha era lastimável, resolvemos dar um banho nela para coloca-la pra dormir. Devo afirmar que ela estava um pouco receosa e algumas vezes clamou por proteção, depois pediu auxilio para Vanessa, por fim dormiu. Um sono profundo.
Como boas boemias, bebemos mais um pouco, sem perder a classe. Colocamos o papo em dia, tiramos mais algumas fotos e cerca de uma duas horas depois, no meio de um vídeo que estávamos fazendo, eis que Aline volta ao mundo com um sonoro “Amorá” ! Pensamos que a pobrezinha estaria podre de ressaca, mas para nossa surpresa ela já pediu um copo de batida. Criamos um monstro. Conversamos mais um pouco e enquanto eu e Aline fomos dormir, Paula e Vanessa foram beber no telhado, isso mesmo, literalmente no telhado. Malucas.


24/04 – Ao acordar meu nome era ressaca, mas mesmo assim saímos para curtir o belo dia de praia que nos aguardava. Na verdade estava frio e chovendo, mas o dia na praia foi maravilhoso. Percorremos grande parte da extensão de areia, rimos muito e nossa fotos são dignas de capas de cds. Antes paramos em um bar e comemos algumas guloseimas, que nos deixavam muito bonitas, inclusive.
O dia estava bonito mesmo com temporal.  


Ao chegarmos em casa percebemos que não tínhamos todos os ingredientes para o escondidinho da Paula e de bicicleta fomos até o mercado. Cada um carrega a cruz que merece né? Eu levei a Aline. Até porque, apenas para constar, a pobrezinha não sabe andar de bicicleta, pois a tia Ana deu a bicicleta dela pra filha do Porteiro (to cansada de ouvir essa lamentação, isso até me lembra a Phoebe Buffay). Aliás, desta cena existe uma foto que rendeu horrores no Fake Tabloide com a Legenda "Carol Pereira faz participação no filme em que Aline Bernardes protagoniza como criança especial e conquista uma cidade inteira com seu coração. O filme Conquistando Garopaba sobre duas rodas estréia em todo o Brasil em Março"


Compramos os ingredientes e o além disso um vinho.
Me apaixonei pelo escondidinho, o melhor que já comi. Tem dias que sinto desejo de come-lo novamente, é muito triste pensar que não o tenho a todo momento perto de mim, sim, eu vivo um caso de amor com o escondidinho da Paula, talvez a convivência constante destruísse nossa relação, mas eu tentaria. =P
Após o delicioso jantar, algumas taças de vinho e muitas histórias pra contadas, Vanessa e Paula foram dormir. Eu e Aline roubamos alguns copos do Licor do pai da Paula (Paula Querida, você está lendo? Não nos odeie, foi bem pouquinho e foi mais forte que a gente huahuauha) e dublamos a Thalia. Isso mesmo que você leu. Dublamos a Thalia, com direito a Ruuuuuh no final e tudo.

25/04 – Almoçamos e seguimos para a rodoviária, foi nessa viagem que peguei o livro da Aline emprestado, aquele livro que tio Mauro sempre lembra. Ótimo livro pro sinal! =P. Despedidas são sempre tristes, ainda mais em viagens tão boas, e assim foi a nossa. As três seguiram para POA e eu pra Floripa.
As lembranças das risadas dadas nessa viagem sempre vão ficar em minha memória, ficamos basicamente em casa, sem fazer nada, mas valeu muito a pena. Sempre vale, quando estamos em ótima companhia. 



Carol Pereira

2007 - Curitiba


Onde tudo começou...

Anuncia-se um show em Curitiba. Eu e uma amiga Helô de Floripa decidimos que iríamos, mesmo que tivéssemos que fugir de casa para isso. Houve um debate em mesa redonda e ficou decidido que se eu tivesse dinheiro poderia ir, o que minha mãe não contava era que minha vó, se sensibilizaria com todo meu amor pelo Kid e me daria dinheiro. Como tínhamos um trato, minha mãe ao me ver com o dinheiro ficou sem ação, a não ser me desejar boa viagem.
O dinheiro era suficiente apenas para as passagens, e uns 3 pasteis, teríamos que passar a noite em um mercado 24 horas, pois não tínhamos dinheiro para o Hotel e o ingresso Mery, uma amiga de Curitiba tinha conseguido pra mim com um cara da produção...  mesmo assim eu e Helô seguimos, de ônibus para Curitiba.
Nenhuma das duas já havia saído do estado sem seus pais, mas já éramos mocinhas, estávamos na faculdade e seríamos capazes. Além do show teria uma noite de autógrafos na livraria Saraiva, logo as chances de encontro cara a cara com nossa musa eram grandes e faziam valer a pena o desafio.


26/09 - Após perdermos o primeiro ônibus (sim, não nos saímos tão bem quanto prevíamos em nossa empreitada rs) porque estávamos vendo o Cacau apresentar o JA direto da rodoviária, partimos e chegamos em Curitiba algumas horas depois, ao chegarmos no Shopping encontramos nossas amigas de lá: Mery e Cucah, que estavam tão ansiosas quanto nós, seguimos apressadas até a Saraiva e meu mundo parou novamente no momento que Paula adentrou à livraria.
Em slow motion ela veio em minha direção, novamente ela lá, aquele louro, aquele azul... e meu mundo girando em torno dela. Minhas pernas não paravam de tremer, eu não acreditava que eu estava na mesma sala que ela, por alguns instantes pensei que não ia conseguir me mover e até respirar deixou de ser uma ação natural, voltei a terra quando Cucah falou comigo. Quando encostei na Paula e ganhei seu autografo foi como se toda a magia do mundo fosse real e vi que sonhos tornam-se realidade. Não tínhamos onde passar a noite, mas isso era o de menos.
Sensibilizadas pela nossa situação, Mery e Cucah nos levaram para casa delas. Apesar delas serem praticamente estranhas para nós naquele tempo (só nos conhecíamos pela internet) aceitamos. Eu como uma boa garota simples do interior quase morri de vergonha, mas eu não podia recusar e sou eternamente grata a elas, por terem nos acolhido.



27/09 -  No dia seguinte ficamos vagando pelo centro de Curitiba, dividindo o banco da praça com os mendigos, já que para não abusar da boa vontade de nossas anfitriãs recusamos o convite de esperar na casa delas. Conhecemos todo o centro, que é bastante distinto, sério e classudo, como boa parte dos Curitibanos. É claro que nesse distinção toda não se encaixa o Óil Man com sua sunga azul.  
Fomos comer em um shopping, calma, compramos um pão em um shopping e uma coca de 2 Litros e fomos comer na calçada. 
Tivemos muito tempo, aproveitamos para escrever uma carta mega brega para a Paula, mas era de coração (literalmente, pois fizemos uma dobradura linda, em formato de coração). Lembro o quanto riamos de nossa situação, sentada perto de uma fonte, observando as pessoas que contavam suas vida. Todas muito melhor que a nossa naquele momento. hehehehe


A noite mais um encontro espetacular, em um show que me encantou do começo ao fim, no teatro Guaíra, que é uma obra prima. Tivemos o maior trabalho pra conseguir meu ingresso, que devo a Mery, pois ela que conseguiu com a produção, pensamos que não daria tempo, mas quando finalmente deu tudo certo, saímos correndo pelas ruas da cidade.
Para a viagem ser ainda mais incrível entramos no camarim, e novamente vi que minha maior “idola” era de verdade. O encontro rendeu uma foto, que retrata perfeitamente o estado lastimável que eu me encontrava, após um dia de sem teto em Curitiba. =P

Conheci muita gente que só tinha contato pela internet, essa foi a primeira de muitas viagens desse tipo, é uma viagem muito importante pra mim e apesar de  se diferenciar das outras por eu não "turistar" pela cidade como de costume abriu caminho para todas as outras.




Carol Pereira

sábado, dezembro 29, 2012

2012 - Porto de Galinhas


Porto de Galinhas – Pernambuco

Era até uma vergonha para eu, uma viajante nata não conhecer o nordeste, então, meio que de gaiata entrei nessa viagem. Nem sei ao certo quando fui convidada e nem por qual carga d’agua aceitei, só sei que quando vi estava fechando o pacote, meio com o pé atrás. Mas esta foi uma das melhores viagens da minha vida. Viajei com um grupo de professores do Silva Jardim e a viagem não poderia ter sido melhor. Então no dia 30 de outubro fomos para o Hercilio Luz.
Para variar mofamos no aeroporto, comemos, dormimos, passamos frio e a hora do voo não chegava, único ponto alto foi o piloto de avião que me ajudou na escada rolante. Tenho queda por homens de farda e posso afirmar que para homens vestidos com uniformes companhias aéreas também. Que homem lindo... Enfim, chegou a hora do nosso voo.


31/10 – Saímos de Floripa e tínhamos uma conexão em São Paulo, para ser mais exata em Guarulhos, foi rápido e logo seguimos para Recife no Aeroporto Internacional dos Guararapes. Foram 4 horas de viagem, pensei que nunca mais fosse chegar, tinha 30 crianças que se revezavam no choro durante toda a viagem, ainda bem que tenho um set list bom no meu celular.
Já na chegada fomos recepcionados por um casal de dançarinos de frevo. Nossa! Foi só ouvir a música e eu já estava contagiada pelo ritmo marcante do Recife. Mais uma hora de carro e finalmente chegamos ao Best Western Plus Vivá Porto de Galinhas e para nosso alivio ele era igualzinho as fotos que tínhamos visto pela internet (confesso que estava com medo daquilo tudo ser uma propaganda falsa, mas não era, e tínhamos aquilo tudo para nós), o Jean ficou em um hostel, no centro da vila de Porto de Galinhas.
Ao chegarmos, após ficarmos estarrecidas com o visual da janela do nosso quarto, fomos almoçar, pois estávamos famintas, não comíamos desde Floripa, após termos praticamente sido assaltadas comendo aquele sanduíche de 15 reais.
Almoçamos no hotel e o cardápio era bastante variado, o preço bastante salgado mas comemos ali mesmo. Escolhemos um peixe com alcachofras e mais uns temperos peculiares... aliás peculiares demais para o estomago de nossa amiga Carla, que mais tarde sofreu os efeitos da comida nordestina. Mas isso ficou para mais tarde. Enquanto eu e Dona Iliana subimos e repousamos, Carla e Dona Dalzira foram passear pela praia. Dormimos um pouco e quando estamos prontas para sair, Carla começou a passar mal. De qualquer forma tínhamos que ir até a vila, para  encontrar o Jean, jantar e também para acharmos uma farmácia e tratar a nossa colega. Carla foi passando mal durante todo o caminho, mas após ser medicada pensamos que ela melhoraria e então fomos tratar de marcar nosso mergulho.
Na agencia de mergulho, enquanto conversávamos com o dono e agendávamos, ela saiu correndo e vomitou dentro de um vaso. Sim é nojento eu contar isso aqui, mas a cara do senhor que estava nos atendendo me faz rir só de lembrar, ficamos nos olhando, segurando o riso, depois a gente deu um sorriso amarelo para o senhor, fechamos o negocio e fomos morrer de rir na rua. Tadinha voltou para o hotel, no intuito de se curar e nós fomos para um restaurante, beber.
O restaurante era muito bom, tinha cantores ao vivo, eles tinham uma ótima voz e as músicas pareciam ter sido escolhidas por mim, eram músicas que eu ouço sempre, achei um máximo. Na hora de pagar esqueci-me de somar os 10% do garçom e pagamos sem, o garçom veio todo nervosismo cobrar de mim, foi grosseiro, então fui até o caixa pagar a parte que lhe cabia e acho que acabei contribuindo para a demissão do moço. Coitado. Não aceitaram o dinheiro e ficaram muito bravos com ele, por ele ter ido tirar satisfação. Oxê.

01/11 – O Dia amanheceu lindo e saltamos da cama logo cedinho, as 7. Nossa aquele fuso horário me matava. Rsrsrs A vila é ainda mais bonita a luz do dia, o mar é clarinho, se o paraíso for mesmo lindo deve se parecer com Porto de Galinhas. Sol quente e uma brisa refrescante all the time, é muito agradável e a vista de encher os olhos, sempre. Tiramos algumas fotos com as galinhas (de praxe né) encontramos o Jean, compramos chapéus e seguimos para o “Poço das Paixões”, eu estava ansiosa, contando os minutos para o mergulho, seguimos pela praia até chegar na jangada que nos levaria para o local do mergulho, Dona Dal e Dona Iliana ficaram na praia, esperando a próxima viagem, quando o senhor da jangada voltou ele ainda capturou um polvo, fato que chamou bastante a atenção delas.
Vestimos nossas roupas de mergulho, gafes de nossa colega a parte e após uma rápida instrução estávamos prontos para descer, eu, Carla e Jean. Vocês são um casal? A pergunta mais ouvida da viagem voltou a ser feita para eu e o Jean e de novo argumentamos que não, mas mesmo assim o cara que estava tirando as fotos fez com que parecêssemos um.


O mergulho ia até uma profundidade de 8 metros e quando estávamos a mais ou menos uns 6 metros o Jean começou a se sentir mal, o nosso instrutor fez um sinal para eu esperar e subiu com ele. Ok! Fiquei tranquila, mas depois de uns dois minutos, eu me vi sozinha, no fundo do mar, hehehehe fiquei com medo de vir um tubarão, sei la... e pensei que o instrutor tinha dito para eu segui-lo, pensei que eu estava perdida... Quanto oxigênio eu ainda teria?? Quem poderia me ajudar??? Foram breves momentos de tensão, logo o avistei, entre as turvas águas das profundezas, tive que voltar, pois meu parceiro tinha ficado com o “peito seco” uhahua Da pra acreditar? =P Mesmo assim, a sensação de estar embaixo da água, podendo respirar, ver os peixes de pertinho é maravilhosa. O Jean ainda tratou de postar uma foto nossa, onde estávamos segurando em um coral, porém dava a perfeita impressão de que estávamos romanticamente de mãos dadas, mergulhando no Poço das Paixões, já rimos muito disso.



Após o mergulho, negociamos com vários bugueiros e conseguimos um desconto de mais de 100% em relação ao primeiro preço do passeio. Conhecemos todas as praias de Ipojuca de Bugue, nossos chapéus voaram e os menos prevenidos ficaram torrados. Foram quilômetros e mais quilômetros de belíssimas paisagens. Almoçamos da praia do Cupe e comemos a tal agulhinha que um cara no avião tinha recomendado ao Jean. Conhecemos algumas praias, entre elas a praia de Macaípe, onde ficava nosso resort e a praia de Muro alto. 




Em muro alto ficamos por mais de uma hora, alugamos um caiaque e fomos até os arrecifes que formam o muro. É incrível como a natureza nos surpreende a todo momento, lá em cima se formam piscinas naturais, cheias de peixes e de ouriços, que se contavam aos milhares, um perigo para nossos pés descalços, voltamos e já na praia todas deram uma voltinha de caiaque, o mar estava calminho nesse momento. Dona Dalzira superou o medo e navegou. Neste dia devo agradecer a Dona Iliana e Dona Dal, que insistentemente, como boas mãezonas que são lembravam-me de reforçar o protetor solar, passei o dia todo ao sol e nem vermelhinha fiquei. Voltamos ao hotel, exaustas, tomamos banho, descansamos mais um pouco e fomos jantar.


O restaurante era um máximo, cheio de coquetéis com frutas que nunca ouvimos falar, Dona Iliana e Jean experimentaram algumas. Um trio tocava forró e a vontade era levantar e dançar, como faltava coragem ficávamos dançando sentadas. “Se eu fosse você eu voltava pra eu de novo” o cara que cantava estava vidrado na nossa mesa, compramos até um cd.
A Lua neste dia estava estupenda. Imensa, parecendo a lua de Porto dos Milagres, eu e Jean pulamos o muro para ir até a praia e imortaliza-la em belas fotos, tarefa que não foi nada fácil, aja vista que eu estava com um vestido, mas deu tudo certo.

02/11 – Na agenda desse dia estava escrito, Praia dos Carneiros, e para lá seguimos. Andamos, andamos, andamos, chegamos quase em Alagoas, viramos a esquerda e andamos mais um pouco, isso de van, com mais alguns turistas e um guia chato demais da conta. Após isso seguimos de Catamarã para conhecer as praias, que eram lindas, fomos até as piscinas naturais e lá praticamos o mergulho de superfície, nesse mergulho vimos muitos peixes, muito coloridos, em cardumes, valeu a pena. Após as piscinas fomos até um local onde a argila dizem ser milagrosa, não posso comprovar se é verdade ou não, pois, não passei aquele barro em mim, fiquei com nojo kkkk na verdade meu cabelo estava se rebelando nessa viagem, a aguá nordestina não fez bem a ele. Resolvi manter o barro longe dele.
Almoçamos na praia dos Carneiros e depois do almoço conhecemos um pouco da história da praia, conhecemos também a capela;
“Carneiros é uma das praias mais bonitas do litoral pernambucano,  talvez do Brasil. É praia de cinema, de propaganda, daquelas com direito a coqueiros na areia tombando sobre o mar... igrejinha centenária na beira da água, encontro das águas escuras do rio Formoso com as águas cristalinas do mar, manguezais que cercam a praia de areias brancas e clarinhas sem marcas de pegadas, restos de raízes e troncos de coqueiros tombados há anos na areia.... Outra característica interessante é o  fato raro de o estuário de um grande  rio (o Formoso) desembocar em suas águas  e  na parte de mar aberto alguns trechos de paredões de arrecifes que formam áreas de águas tranquilas entre outras de mar aberto.  É ainda curioso observar manguezais em plenos arrecifes, na água do mar.
A volta foi terriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiivel, nossos colegas de viagem estavam podres de bêbados e vinham gritando a todos pulmões estada a fora “COISA MARAVILHOSA”.



Chegamos ao hotel, descansamos e novamente fomos para a vila, jantar. Compramos lembranças, batemos perna, novas gafes e fomos jantar no mesmo restaurante do dia anterior. O forró era o mesmo, ainda contagiante. Quando resolvemos ir embora, quase ficamos em uma festa que estava acontecendo no Lua Morena, o restaurante do garçom chato do primeiro dia, mas estávamos tão cansadas que não aproveitaríamos, resolvemos voltar ao hotel.

03/11 – Nesse dia decidimos que aproveitaríamos a piscina do hotel, já que tínhamos tudo aquilo a nosso dispor e nem tínhamos tirado proveito. Jean veio ao hotel e passamos a manha praticamente inteira “lagarteando” na beira da piscina. Jean resolveu alugar uma prancha e ir surfar, eu e Carla fomos fotografar, não resisti e “dei uma surfadinha” logo de primeira já fui melhor que ele, que ficou espantado diante de minha desenvoltura aquática, dei mais algumas dicas a ele, o deixei surfando e voltei ao hotel, Dona Dal e Dona Iliana estavam fazendo uma aula de aeróbica aquática, muito boa segundo elas. Logo chegou a hora do almoço, almoçamos no restaurante da piscina, se fomos pobres, não lembrávamos.


Depois do almoço, nos arrumamos, fizemos o check-up e aguardamos nosso guia, para irmos conhecer Olinda e Recife.
Eu amo Recife, adoro Olinda Duas cidades que me fazem sonhar. Eu amo Olinda, adoro Recife Duas cidades, um só lugar.” Quem nunca ouviu essa música em propagandas da Globo? Pois é, eu na verdade nunca pensei que conheceria essas cidades e nem que as acharia tão bonitas. Uma cultura totalmente diferente da nossa, cores vivas que parecem ter saído do arco-íris da bandeira de Pernanbuco. Cidades Maravilhosas. Pena que já chegamos perto da noite e de Olinda tivemos apenas a visão noturna.
Em Recife conhecemos o centro histórico, ruas que parecem ter parado no tempo, e também foi lá que conhecemos os bonecos de Olinda, aqueles que estamos acostumados a ver pela TV no carnaval, é incrível como ficamos fascinados por eles e sua história.
Em Olinda saboreamos acarajé e tapioca. Tapioca esta que não chegava nem aos pés da tapioca servida no café da manha do hotel, o acarajé mais parecia um bolinho de cebola, mas a praça exalava cultura. Conhecemos algumas Igrejas e fomos direto para o aeroporto.


Viagem maravilhosa, em companhia de gente boníssima, fizemos de tudo, conhecemos muito para o tanto de tempo que ficamos por lá, essa nossa fugidinha entre outubro e novembro valeu muito a pena, nos revigorou e conseguimos completar o ano no maior alto astral.
Bom, da viagem restam às lembranças, a saudade e as fotos, que são maravilhosas e também as dúvidas nas cabeças de meus colegas e amigos, perguntando a todo instante se eu e o Jean tivemos um affair na viagem. A resposta é não, mas de fato ganhei um grande amigo. 



Carol Pereira