sábado, dezembro 29, 2012

2012 - Porto de Galinhas


Porto de Galinhas – Pernambuco

Era até uma vergonha para eu, uma viajante nata não conhecer o nordeste, então, meio que de gaiata entrei nessa viagem. Nem sei ao certo quando fui convidada e nem por qual carga d’agua aceitei, só sei que quando vi estava fechando o pacote, meio com o pé atrás. Mas esta foi uma das melhores viagens da minha vida. Viajei com um grupo de professores do Silva Jardim e a viagem não poderia ter sido melhor. Então no dia 30 de outubro fomos para o Hercilio Luz.
Para variar mofamos no aeroporto, comemos, dormimos, passamos frio e a hora do voo não chegava, único ponto alto foi o piloto de avião que me ajudou na escada rolante. Tenho queda por homens de farda e posso afirmar que para homens vestidos com uniformes companhias aéreas também. Que homem lindo... Enfim, chegou a hora do nosso voo.


31/10 – Saímos de Floripa e tínhamos uma conexão em São Paulo, para ser mais exata em Guarulhos, foi rápido e logo seguimos para Recife no Aeroporto Internacional dos Guararapes. Foram 4 horas de viagem, pensei que nunca mais fosse chegar, tinha 30 crianças que se revezavam no choro durante toda a viagem, ainda bem que tenho um set list bom no meu celular.
Já na chegada fomos recepcionados por um casal de dançarinos de frevo. Nossa! Foi só ouvir a música e eu já estava contagiada pelo ritmo marcante do Recife. Mais uma hora de carro e finalmente chegamos ao Best Western Plus Vivá Porto de Galinhas e para nosso alivio ele era igualzinho as fotos que tínhamos visto pela internet (confesso que estava com medo daquilo tudo ser uma propaganda falsa, mas não era, e tínhamos aquilo tudo para nós), o Jean ficou em um hostel, no centro da vila de Porto de Galinhas.
Ao chegarmos, após ficarmos estarrecidas com o visual da janela do nosso quarto, fomos almoçar, pois estávamos famintas, não comíamos desde Floripa, após termos praticamente sido assaltadas comendo aquele sanduíche de 15 reais.
Almoçamos no hotel e o cardápio era bastante variado, o preço bastante salgado mas comemos ali mesmo. Escolhemos um peixe com alcachofras e mais uns temperos peculiares... aliás peculiares demais para o estomago de nossa amiga Carla, que mais tarde sofreu os efeitos da comida nordestina. Mas isso ficou para mais tarde. Enquanto eu e Dona Iliana subimos e repousamos, Carla e Dona Dalzira foram passear pela praia. Dormimos um pouco e quando estamos prontas para sair, Carla começou a passar mal. De qualquer forma tínhamos que ir até a vila, para  encontrar o Jean, jantar e também para acharmos uma farmácia e tratar a nossa colega. Carla foi passando mal durante todo o caminho, mas após ser medicada pensamos que ela melhoraria e então fomos tratar de marcar nosso mergulho.
Na agencia de mergulho, enquanto conversávamos com o dono e agendávamos, ela saiu correndo e vomitou dentro de um vaso. Sim é nojento eu contar isso aqui, mas a cara do senhor que estava nos atendendo me faz rir só de lembrar, ficamos nos olhando, segurando o riso, depois a gente deu um sorriso amarelo para o senhor, fechamos o negocio e fomos morrer de rir na rua. Tadinha voltou para o hotel, no intuito de se curar e nós fomos para um restaurante, beber.
O restaurante era muito bom, tinha cantores ao vivo, eles tinham uma ótima voz e as músicas pareciam ter sido escolhidas por mim, eram músicas que eu ouço sempre, achei um máximo. Na hora de pagar esqueci-me de somar os 10% do garçom e pagamos sem, o garçom veio todo nervosismo cobrar de mim, foi grosseiro, então fui até o caixa pagar a parte que lhe cabia e acho que acabei contribuindo para a demissão do moço. Coitado. Não aceitaram o dinheiro e ficaram muito bravos com ele, por ele ter ido tirar satisfação. Oxê.

01/11 – O Dia amanheceu lindo e saltamos da cama logo cedinho, as 7. Nossa aquele fuso horário me matava. Rsrsrs A vila é ainda mais bonita a luz do dia, o mar é clarinho, se o paraíso for mesmo lindo deve se parecer com Porto de Galinhas. Sol quente e uma brisa refrescante all the time, é muito agradável e a vista de encher os olhos, sempre. Tiramos algumas fotos com as galinhas (de praxe né) encontramos o Jean, compramos chapéus e seguimos para o “Poço das Paixões”, eu estava ansiosa, contando os minutos para o mergulho, seguimos pela praia até chegar na jangada que nos levaria para o local do mergulho, Dona Dal e Dona Iliana ficaram na praia, esperando a próxima viagem, quando o senhor da jangada voltou ele ainda capturou um polvo, fato que chamou bastante a atenção delas.
Vestimos nossas roupas de mergulho, gafes de nossa colega a parte e após uma rápida instrução estávamos prontos para descer, eu, Carla e Jean. Vocês são um casal? A pergunta mais ouvida da viagem voltou a ser feita para eu e o Jean e de novo argumentamos que não, mas mesmo assim o cara que estava tirando as fotos fez com que parecêssemos um.


O mergulho ia até uma profundidade de 8 metros e quando estávamos a mais ou menos uns 6 metros o Jean começou a se sentir mal, o nosso instrutor fez um sinal para eu esperar e subiu com ele. Ok! Fiquei tranquila, mas depois de uns dois minutos, eu me vi sozinha, no fundo do mar, hehehehe fiquei com medo de vir um tubarão, sei la... e pensei que o instrutor tinha dito para eu segui-lo, pensei que eu estava perdida... Quanto oxigênio eu ainda teria?? Quem poderia me ajudar??? Foram breves momentos de tensão, logo o avistei, entre as turvas águas das profundezas, tive que voltar, pois meu parceiro tinha ficado com o “peito seco” uhahua Da pra acreditar? =P Mesmo assim, a sensação de estar embaixo da água, podendo respirar, ver os peixes de pertinho é maravilhosa. O Jean ainda tratou de postar uma foto nossa, onde estávamos segurando em um coral, porém dava a perfeita impressão de que estávamos romanticamente de mãos dadas, mergulhando no Poço das Paixões, já rimos muito disso.



Após o mergulho, negociamos com vários bugueiros e conseguimos um desconto de mais de 100% em relação ao primeiro preço do passeio. Conhecemos todas as praias de Ipojuca de Bugue, nossos chapéus voaram e os menos prevenidos ficaram torrados. Foram quilômetros e mais quilômetros de belíssimas paisagens. Almoçamos da praia do Cupe e comemos a tal agulhinha que um cara no avião tinha recomendado ao Jean. Conhecemos algumas praias, entre elas a praia de Macaípe, onde ficava nosso resort e a praia de Muro alto. 




Em muro alto ficamos por mais de uma hora, alugamos um caiaque e fomos até os arrecifes que formam o muro. É incrível como a natureza nos surpreende a todo momento, lá em cima se formam piscinas naturais, cheias de peixes e de ouriços, que se contavam aos milhares, um perigo para nossos pés descalços, voltamos e já na praia todas deram uma voltinha de caiaque, o mar estava calminho nesse momento. Dona Dalzira superou o medo e navegou. Neste dia devo agradecer a Dona Iliana e Dona Dal, que insistentemente, como boas mãezonas que são lembravam-me de reforçar o protetor solar, passei o dia todo ao sol e nem vermelhinha fiquei. Voltamos ao hotel, exaustas, tomamos banho, descansamos mais um pouco e fomos jantar.


O restaurante era um máximo, cheio de coquetéis com frutas que nunca ouvimos falar, Dona Iliana e Jean experimentaram algumas. Um trio tocava forró e a vontade era levantar e dançar, como faltava coragem ficávamos dançando sentadas. “Se eu fosse você eu voltava pra eu de novo” o cara que cantava estava vidrado na nossa mesa, compramos até um cd.
A Lua neste dia estava estupenda. Imensa, parecendo a lua de Porto dos Milagres, eu e Jean pulamos o muro para ir até a praia e imortaliza-la em belas fotos, tarefa que não foi nada fácil, aja vista que eu estava com um vestido, mas deu tudo certo.

02/11 – Na agenda desse dia estava escrito, Praia dos Carneiros, e para lá seguimos. Andamos, andamos, andamos, chegamos quase em Alagoas, viramos a esquerda e andamos mais um pouco, isso de van, com mais alguns turistas e um guia chato demais da conta. Após isso seguimos de Catamarã para conhecer as praias, que eram lindas, fomos até as piscinas naturais e lá praticamos o mergulho de superfície, nesse mergulho vimos muitos peixes, muito coloridos, em cardumes, valeu a pena. Após as piscinas fomos até um local onde a argila dizem ser milagrosa, não posso comprovar se é verdade ou não, pois, não passei aquele barro em mim, fiquei com nojo kkkk na verdade meu cabelo estava se rebelando nessa viagem, a aguá nordestina não fez bem a ele. Resolvi manter o barro longe dele.
Almoçamos na praia dos Carneiros e depois do almoço conhecemos um pouco da história da praia, conhecemos também a capela;
“Carneiros é uma das praias mais bonitas do litoral pernambucano,  talvez do Brasil. É praia de cinema, de propaganda, daquelas com direito a coqueiros na areia tombando sobre o mar... igrejinha centenária na beira da água, encontro das águas escuras do rio Formoso com as águas cristalinas do mar, manguezais que cercam a praia de areias brancas e clarinhas sem marcas de pegadas, restos de raízes e troncos de coqueiros tombados há anos na areia.... Outra característica interessante é o  fato raro de o estuário de um grande  rio (o Formoso) desembocar em suas águas  e  na parte de mar aberto alguns trechos de paredões de arrecifes que formam áreas de águas tranquilas entre outras de mar aberto.  É ainda curioso observar manguezais em plenos arrecifes, na água do mar.
A volta foi terriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiivel, nossos colegas de viagem estavam podres de bêbados e vinham gritando a todos pulmões estada a fora “COISA MARAVILHOSA”.



Chegamos ao hotel, descansamos e novamente fomos para a vila, jantar. Compramos lembranças, batemos perna, novas gafes e fomos jantar no mesmo restaurante do dia anterior. O forró era o mesmo, ainda contagiante. Quando resolvemos ir embora, quase ficamos em uma festa que estava acontecendo no Lua Morena, o restaurante do garçom chato do primeiro dia, mas estávamos tão cansadas que não aproveitaríamos, resolvemos voltar ao hotel.

03/11 – Nesse dia decidimos que aproveitaríamos a piscina do hotel, já que tínhamos tudo aquilo a nosso dispor e nem tínhamos tirado proveito. Jean veio ao hotel e passamos a manha praticamente inteira “lagarteando” na beira da piscina. Jean resolveu alugar uma prancha e ir surfar, eu e Carla fomos fotografar, não resisti e “dei uma surfadinha” logo de primeira já fui melhor que ele, que ficou espantado diante de minha desenvoltura aquática, dei mais algumas dicas a ele, o deixei surfando e voltei ao hotel, Dona Dal e Dona Iliana estavam fazendo uma aula de aeróbica aquática, muito boa segundo elas. Logo chegou a hora do almoço, almoçamos no restaurante da piscina, se fomos pobres, não lembrávamos.


Depois do almoço, nos arrumamos, fizemos o check-up e aguardamos nosso guia, para irmos conhecer Olinda e Recife.
Eu amo Recife, adoro Olinda Duas cidades que me fazem sonhar. Eu amo Olinda, adoro Recife Duas cidades, um só lugar.” Quem nunca ouviu essa música em propagandas da Globo? Pois é, eu na verdade nunca pensei que conheceria essas cidades e nem que as acharia tão bonitas. Uma cultura totalmente diferente da nossa, cores vivas que parecem ter saído do arco-íris da bandeira de Pernanbuco. Cidades Maravilhosas. Pena que já chegamos perto da noite e de Olinda tivemos apenas a visão noturna.
Em Recife conhecemos o centro histórico, ruas que parecem ter parado no tempo, e também foi lá que conhecemos os bonecos de Olinda, aqueles que estamos acostumados a ver pela TV no carnaval, é incrível como ficamos fascinados por eles e sua história.
Em Olinda saboreamos acarajé e tapioca. Tapioca esta que não chegava nem aos pés da tapioca servida no café da manha do hotel, o acarajé mais parecia um bolinho de cebola, mas a praça exalava cultura. Conhecemos algumas Igrejas e fomos direto para o aeroporto.


Viagem maravilhosa, em companhia de gente boníssima, fizemos de tudo, conhecemos muito para o tanto de tempo que ficamos por lá, essa nossa fugidinha entre outubro e novembro valeu muito a pena, nos revigorou e conseguimos completar o ano no maior alto astral.
Bom, da viagem restam às lembranças, a saudade e as fotos, que são maravilhosas e também as dúvidas nas cabeças de meus colegas e amigos, perguntando a todo instante se eu e o Jean tivemos um affair na viagem. A resposta é não, mas de fato ganhei um grande amigo. 



Carol Pereira

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