quinta-feira, abril 22, 2010

Nunca me recuperarei

Quem era não serei mais, eu acreditava no amor.
Hoje não sei se acredito mais, de verdade, não é exagero da minha parte. É difícil pensar que você entrega tudo a uma pessoa e ela não te retribui nem com respeito.
“Aliais, te amo muito”, quanto era o muito? Em uma semana o amor que ele tinha por mim ficou tomado por dúvidas e eu tive que ouvir “você é a namorada perfeita, mas a gente tem que terminar”. Depois de tudo. Eu já disse que o perdoei, mas não há dia que se acabe sem eu relembrar algumas cenas daquele final de semana. É uma coisa que me machuca mesmo.
Não sei se é ilusão pensar que ele gosta mesmo de mim, mas quer aproveitar a vida, pra eu não sofrer prefere assim, sem me dever satisfações, sem alimentar nada . Mas não me trata mal, me trata muito bem, sempre me elogia, e diz que tem saudade. Será que isso é uma tática para me ter a mão, ou apenas um fato para dar sentido a tudo o que penso, o que sinto ... do fundo do meu coração?
Sou uma pessoa amargurada, porque ninguém sabe 100% da história, e nem saberá, e sem todos os dados não pode-se chegar a resposta certa, e eu com todos esses dados continuo o amando. Ninguém pode me ajudar. Ninguém ouviu o que eu ouvi, ninguém viveu o que eu vivi.
Sempre vou lembrar de quando o conheci, virei para trás e vi aquele guri de verde, meio baixo... Eu mal podia imaginar o quanto seria a pessoa mais feliz do mundo ao lado dele, nem o quanto choraria a sua ausência.

Carol Pereira

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