quarta-feira, janeiro 31, 2018

Diário de bordo - Eurotrip - Dia 12 - Paris - Deixando Paris

                Acordamos mega atrasados e eu ainda precisava arrumar minha mala. Alvarino correu na esquina para comprar uma mala nova, pois a dele desde que perdeu a rodinha havia se tornado um transtorno.
                Arrumamos o apartamento, tudo com muita rapidez, mesmo assim atrasamos mais de uma hora. Deixamos o lixo todo dentro de sacos, a mala velha do Alvarino e um pedido gentil para que nossa anfitriã colocasse no lixo – depois pelo comentário que ela fez no AirBnb descobrimos que ela ficou muito puta conosco por causa disso. Pena que não podíamos mudar nossa avaliação, que gentilmente não citava o fato de em nenhum dia ter água quente para todos tomarem banho.

                Seguimos de metro até o hotel de Eberth, deixamos as malas e de Uber – com o dele, pois os nossos ainda apareciam com dívida ativa – e fomos até o Louvre.
                O museu é gigantesco. Merece o posto de maior do mundo.
Inaugurado a finais do século XVIII, o Museu do Louvre é o museu mais importante da França e um dos mais visitados do mundo. Atualmente recebe mais de oito milhões de visitantes a cada ano.

Formado a partir das coleções da monarquia francesa e das espoliações realizadas durante o Império Napoleônico, o Museu do Louvre abriu as suas portas em 1793 mostrando um novo modelo de museu, que passava das mãos das classes dirigentes ao desfrute do público geral.
O Museu do Louvre está instalado no Palácio do Louvre, uma fortaleza do século XII que foi ampliada e reformada em diversas ocasiões. Antes de que se tornasse um museu, alguns monarcas como Carlos V e Felipe II utilizaram o palácio como residência real onde acumulavam suas coleções artísticas.
                Depois da transferência da residência real ao Palácio de Versalhes, o impressionante edifício de 160.000 metros quadrados deu início ao seu processo de transformação em museu.

A coleção do Louvre compreende cerca de 300.000 obras anteriores a 1948, das quais são expostas aproximadamente 35.000.
A imensa coleção está organizada de forma temática em diferentes áreas: antiguidades orientais, antiguidades egípcias, antiguidades gregas, romanas e etruscas, história do Louvre e o Louvre medieval, pintura, escultura, objetos de arte, artes gráficas e arte do Islã.
                Entre as pinturas mais importantes do museu vale a pena destacar as seguintes:

- Monalisa de Leonardo da Vinci.
- A Liberdade Guiando o Povo de Delacroix.
- As Bodas de Caná de Veronese.
Entre as esculturas, as obras mais destacadas são:
- Vênus de Milo da Antiga Grécia.
- O escriba sentado do Antigo Egito.
- Vitória de Samotrácia do período Helenístico da Antiga Grécia.

O Louvre é enorme e os amantes da arte podem passar vários dias passeando por ele. Para ter uma ideia geral e ver as obras mais destacadas, é necessário dedicar pelo menos uma manhã completa para percorrer o museu.
                Não tínhamos a manhã inteira, pois por conta do nosso atraso já estávamos quase na metade da tarde e precisávamos desesperadamente ir até o Campo de Marte e ver a Torre com a luz do dia.
                Então nossa meta dentro do Louvre era encontrar a Monalisa, mas na saga de procura por ela, conseguimos ver muitas coisas. Coisas impressionantes que certamente ficaram para sempre em minha memória.

                Conseguimos tirar nossa foto com a Gioconda e digo, ela é maior do que eu pensei que seria. Sempre escutamos todo mundo dizendo que o quadro é minúsculo, então fui para lá quase pensando encontrar uma foto 10x15, logo, não a achei tão pequena.
                Saindo de lá, seguimos de ônibus para Torre. Ao descer do ônibus pegamos uma grande chuva com vento – não sabíamos, mas era a tempestade Eleanor. Nos molhamos completamente e nossas fotos ficaram ridículas, sorte que quando já estávamos nos arrumando para ir embora, com os pés dentro de grandes lamaçais, o céu começou a abrir e a paisagem ficou fantástica. Conseguimos nossas belas fotos com a torre. 
Tínhamos que correr para a rodoviária, mas antes ainda tínhamos que passar no hotel e pegar nossas malas. Ainda bem que podíamos contar com o Uber do Eberth, que dessa vez ainda viria em grande estilo, com uma BMW top. Deu até vergonha de entrar nela com os pés cobertos de lama.    
                Do hotel para a rodoviária, onde o Alvas ainda tentou encontrar alguns souvenires de Paris, mas não achou nada que valesse a pena. Ainda bem que retornou trazendo dois sanduiches do Subway, que bocada em bocada dividimos os 3, muito felizes, pois não havíamos comido nada o dia inteiro. Engraçado, lembro dessa cena com muito carinho, pois via uma moça nos olhando e ela tava achando aquilo tudo um máximo.

                Pegamos um engarrafamento gigantesco na saída de Paris e aproveitamos para dormir.

                Paris não foi minha cidade favorita, tampouco é fácil gostar da soberba dos parisienses, mas por causa da relevância histórica, da beleza de suas construções, a Torre e o Louvre, não tem como não ficar encantada pela cidade. A cidade luz talvez reserve outras facetas para quem tem mais dinheiro e mais tempo na cidade, porém, mesmo assim eu a amei e também quero um bis. 

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