terça-feira, agosto 08, 2017

Alfredo Wagner se despede da grande professora Dona Eloisa Helena Wagner Sequinel

Turma em 1989
Por: Juliano Wagner

Ontem à noite recebemos a triste notícia de que a situação da tia Eloísa era irreversível. Há pouco mais de uma semana hospitalizada, a esperança de que ela – que amava viver – melhorasse era insistente. O dia hoje amanheceu com a cruel confirmação da morte de minha adorada tia e madrinha.
No dia 22 de julho último, a turma do pré-escolar de 1987 promoveu uma confraternização pelos 30 anos de iniciação à escola. Nossas duas primeiras professoras, d. Launir e tia Eloísa, da 1ª e 2ª Série, respectivamente, nos brindaram com suas presenças. Tia Eloísa, minha tia e madrinha, estava esbanjando alegria e animação. Interagiu empolgada conosco; reconheceu a praticamente todos (sendo que havia ex-alunos que ela não via há décadas); conversou, riu, rememorou os tempos de escola. Lúcida e entusiasmada, contou-nos ter sofrido um AVC há dois anos, e manifestou gratidão a Deus por estar viva e sadia. Ela adorava viver.
Eloísa Helena Wagner Sequinel nasceu em Lomba Alta, Alfredo Wagner, no dia 12 de dezembro de 1945. Foi a 14ª filha de Olíbio Leandro Wagner e Santília Schmidt Wagner; neta paterna de Alfredo Henrique Wagner – patrono do município – e Júlia Freiberger Wagner e neta materna de João Conrado Schmidt – um dos primeiros moradores do antigo Barracão – e Cristina Andersen Schmidt. No ano de 1968, casou com João Sequinel Neto, o inesquecível tio Joca, tendo tido com ele três filhos: Luiz Fernando, Fabiano e Fabíola.
Tia Eloísa era uma mulher extremamente carismática. A inteligência, sagacidade e bom senso de que era dotada legavam a ela indizível capacidade de influência sobre as pessoas. Seus conselhos eram atentamente ouvidos, e isso se dava porque eram pautados em sua conduta irretocável.  Era figura admirada, estimada e respeitada em Alfredo Wagner. Trabalhou três décadas como professora, sendo que milhares de alfredenses tiveram a satisfação de ter recebido seus valiosos ensinamentos.
Dona Eloísa, como era chamada, era uma mestra que levava a sério o seu mister, sendo, pois, considerada enérgica. Era uma especialista em disciplinar alunos descomedidos, alinhando seu comportamento e, consequentemente, os fazendo prosperar na vida estudantil. Alfredenses que deslancharam na vida, seja no âmbito acadêmico, seja no âmbito profissional, reconhecem o inestimável valor da instrução primária primorosa que obtiveram no então Grupo Escolar Silva Jardim, sob as mãos de d. Eloísa e de suas colegas d. Launir, d. Eunice, d. Doralice, d. Nega, d. Maria Helena, d. Alaíde, d. Izolde, que transmitiram uma base sólida aos seus pupilos.
Tia Eloísa era justa, proba, correta, honrada e distinta. Suas ações eram pontuadas pela ética, moral, honestidade, espírito de justiça. Sensata e veraz, exercia liderança de maneira natural e espontânea. Tinha credibilidade em todos os aspectos, o que fazia com que desfrutasse de excelente reputação.
Após a aposentadoria, passou a dedicar-se de modo mais efetivo à família que tanto amava, e por quem era tão amada: filhos, netos, irmãos, cunhados, sobrinhos. Todos eram unânimes no amor e na admiração pela inesquecível tia Eloísa. Todos se sentiam maravilhosamente bem diante da aprazível presença dela, uma presença que simbolizava alegria, alto astral, boas energias. Como era bom estar com a tia Eloísa!
Em 2005, Eloísa perdeu seu companheiro com que vivera 38 anos de – segundo palavras dela própria – “muita cumplicidade, respeito e admiração”. O início da vida conjugal foi marcado por situação financeira assaz severa, mas o casal Eloísa e Joca, com muita garra, esforço, trabalho e economia conseguiu galgar as dificuldades e dar aos filhos e descendentes uma vida confortável e digna. Tia Eloísa sofreu com a partida do amado esposo, mas sua personalidade forte, sua fortaleza interior, sua fé inquebrantável não a deixaram flectir. Continuou sua vida com muita esperança de longevidade, a fim de poder acompanhar o crescimento dos netos e curtir a presença dos amigos e parentes de quem tanto gostava.
Hoje Alfredo Wagner e as famílias Wagner e Sequinel se consternam com a perda dessa importante mulher. A desolação aperta o peito dos que tiveram o privilégio de conviver com ela. Restará muita saudade e a certeza de que ela jamais será esquecida.


Turma em 22/07/217














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