quinta-feira, abril 13, 2017

A PÉ ATÉ A GRUTA DO CAETÉ


               
Se você é Alfredense ou mora/já morou em Alfredo Wagner sabe que “Ir a pé até a Gruta do Caeté” é o roteiro mais tradicional na Sexta-feira Santa. Milhares de pessoas já percorreram os cerca de 6km que separam a gruta do centro da cidade, entoando cânticos e rezas no intuito de proporcionar um momento de vivência, reflexão e oração a partir da paixão e vitória de Jesus sobre a morte.

CRIAÇÃO DA GRUTA

A Gruta de Nossa Senhora de Fátima, foi criada no ano e 1952, pelo casal Quiliano e Luzia Heiderscheidt, em uma demonstração de fé em Deus e amor pela comunidade do Caeté.
Dona Luzia, que morava próximo ao local onde fica a gruta, devota a Deus e a Nossa Senhora de Fátima, em certa noite acordou dizendo ao marido que havia sonhado que naquele terreno havia um belo local em que daria para construir uma gruta onde colocariam a imagem da Santa. No outro dia, entraram na mata procuraram e realmente encontraram uma bela cascata sobre uma pedra em forma de gruta.
Com o tempo construíram a gruta do Caeté. Depois foram sendo construídos a capela, o salão de festas, churrasqueira, e outros espaços onde, são celebradas missas, rezas, reuniões e até mesmo cultos de outras religiões cristãs. Hoje o lugar serve como atrativo do turismo religioso, pois é grande o número de pessoas de Florianópolis e região que frequentam as festividades.

PEREGRINAÇÃO ATÉ A GRUTA 

A tradicional peregrinação até a guta entrou para o calendário da Igreja Católica e cultura de Alfredo Wagner, na época dos pastoreios do Pe. Alfons.
A saída acontecia às 5h da praça da bandeira, durante o trajeto era realizada a via sacra e alguns fieis, movidos pela fé, iam até mesmo descalços, para penitência.  
Apesar deste ano a peregrinação até a gruta não fazer parte da programação oficial de páscoa da Igreja Católica, a caminhada ainda irá acontecer, saindo do mesmo local – praça da bandeira. Na gruta os fiéis serão recepcionados por um café da manhã preparado pelo C.P.C  da comunidade.
Não deixe essa tradição desaparecer, vá você também até a gruta do Caeté!


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