domingo, janeiro 15, 2017

Deserto do Atacama - Dia 6 - Laguna Chaxa, Ojos del Salar, Laguna Tebinquinche


Depois do ALMA almoçamos no Tierra Natural, um restaurante delicioso onde pudemos provar entre outras coisas o creme de abacate com pimenta, servido como entrada junto com pão.
De lá seguimos até algumas lagoas. A primeira delas foi a Laguna de Chaxa.
A Laguna de Chaxa fica a cerca de 62km de San Pedro e 24km da comunidade de Toconao. Lá o guia parecia estar de mau humor e ao explicar sobre os Flamingo que podem ser avistados aos montes na lagoa, batia com a régua no quadro, como se fosse um daqueles professores autoritários de décadas atrás. Tiramos várias fotos dos Flamingo e fizemos uma pequena caminhada entre os cristais formados pelo acúmulo de sal.

O Chile se encontra sobre a zona de maior atividade sísmica e vulcânica da terra, o chamado “Cinturão de fogo do Pacífico”, contendo mais de 150 vulcões ativos, o que representa 10% de todos os vulcões existentes na face da terra. Por isso que para todos os lados que se olha no Atacama se ve um vulcão.
A atividade tectônica que no caso do Chile são geradas pelo choque das placas de Nazca e Sul-americana que gera altíssimas temperaturas, fundem as rochas e formam o magma que ascende a superfície, para criar o grande altiplano e os vulcões como os que se veem por todos os lados. Esse fenômeno também é responsável pela elevação da Cordilheira dos Andes.
Da Laguna Chaxa se podia ter uma ótima visão do Vulcão Láscar, o vulcão mais ativo do norte do Chile, que fica a uma altitude de 5.592 metros e só nos últimos 150 anos já registrou mais de 30 erupções. Constantemente se pode ver ele soltando fumarolas de gazes contendo altos níveis de dióxido e enxofre.
Sua última grande erupção aconteceu em abril de 1993 e a fumaça gerada por ela percorreu milhares de km, chegando até o Brasil.
Foi no estacionamento da Laguna que realizei o sonho de ser a Rainha do Deserto! Khaleesi! Em menção ao filme “Priscila, a rainha do deserto” eu subi no MH e segurando um lenço, tentei imortalizar uma das cenas mais conhecidas do filme. Foi engraçado.

Da Laguna fomos até “Los Ojos del Salar”, que são duas grandes lagoas que como o nome diz, parecem dois imensos olhos no meio do deserto. Lá os mais corajosos se jogaram na água e curtiram um misto de adrenalina e ... frio, pois foi gelado o percurso da água até o motorhome.

O pôr do sol desse dia ficou para a Laguna Tebinquinche e foi outro espetáculo da natureza. A lagoa é linda, mas a mudança de luz, iluminando o Vulcão Licancabur foi surreal. A medida que o sol ia se ponto o vulcão ia mudando de cor, ficando mais alaranjado, as águas também refletiam o restinho da iluminação solar, tornando o cenário majestoso.


Na volta jantamos no “Sabores Inca” e apesar de pedir papas, comi sopa – sim, comi sopa, comida de doente – que veio por engano, nas superei.

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