sábado, janeiro 07, 2017

Deserto do Atacama - dia 3 - Humahuaca e Salinas Grandes

Salinas Grandes
Finalmente iniciamos a parte turística.
Acordamos em Salta, tomamos café e nossos banhos de gato e seguimos para nossa programação de dia.
A paisagem é belíssima e nos encantava durante todo o caminho. Seguimos para Humahuaca.
A quebrada de Humahuaca, declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, fica no norte da Argentina, especificamente na província de Jujuy, esta região contém uma história de mais de 10.000 anos, na qual viveram aborígenes de distintas etnias que deixaram um patrimônio histórico notável para pesquisadores e público em geral.

Hamuhaca com seus cactos gigantes
Lá conhecemos a Torre de Santa Barbara, Cabildo de La Municipalidad de Humahuaca e o Monumento de Los Heróis de La Independência.
A Torre de Santa Barbara pertence a igreja de mesmo nome, construída no início do século XIX. Ela foi utilizada por um dos grandes heróis da cidade o General Manuel Belgrado como mirante. No ano de 1837 foi construída uma nova igreja, mas a torre foi mantida. Quem nos conta tudo isso é nosso Guia Martín, um humahuacaense – sim acabei de inventar esse gentílico – orgulhoso.
Conhecemos o monumento aos heróis anônimos da independência, que é uma majestosa escultura que foi inaugurado no ano de 1950 e que fica no alto de mais 130 degraus de uma escada. A figura central representa o cacique principal Viltípio, um poderoso líder na tribo ancestral dos Omaguacas. Nas laterais estão representados os gaúchos norteños - descendentes de espanhóis já nascidos nas terras colonizadas e filhos de mesclas de espanhóis com os indígenas -, e também os guerreiros da tripo Omaguacas.

Monumento aos heróis anônimos 
Por últimos conhecemos o Cabildo de La Municipalidad de Humahuaca, que foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1950. Lá existe um relógio público construído em sua totalidade de bronze e tem um peso aproximado de uma tonelada e 800kg. Lá de dentro sai uma imagem de San Francisco Solano e ele da sua benção ao povo exatamente ao meio dia. Ele sai da torre feito um cuco, levanta e abaixa uma cruz. Segundo as explicações de Matín, tenho certeza de que todos nós esperávamos mais e foi visível a decepção em nosso rosto, mas seguimos adiante.
Fomos tentar almoçar em um restaurante para experimentar uma batata típica da região, mas enquanto eu e algumas outras pessoas estávamos no banheiro o restante do grupo desistiu – devido ao preço, que estava exorbitante a ainda não tínhamos reparado -, fomos comer no MH. Lá a Chris preparou uma deliciosa pasta e dividimos.
Toda a rota de Humahuaca até as Salinas Grandes é maravilhosa, então não foram poucas as contemplações pelas janelas do MH. De lá vimos até mesmo a pirâmide de Tilcara. Em uma descida para fotos acabei tropeçando em uma pedra e por estar de havaianas – e ter a pele do pé muito frágil devido as minhas alergias também conhecidas como perebas – acabei fazendo um corte profundo no pé, que vem sendo tratado graças a Chris, que em primeiro momento colocou uma faixa tão apertada que quase fez meus dedos gangrenarem, mas vem obtendo ótimos resultados com o tratamento. Hahaha

Grupo Annunaki Trilhando em Salinas Grandes
Andamos, andamos e finalmente chegamos as Salinas Grandes, que como não poderia deixar de ser lembram muito o Salar de Uyuni, que visitei em janeiro passado. Como o local é espetacular nos rendeu inúmeras fotos lindas e muitas risadas também. Contratamos a guia Soledad que além de nos guiar, nos dava esporros por não pularmos todos juntos na hora da foto e tinha uma bolota de folhas de coca dentro da bochecha.
O passeio pela Salina Grande foi demais, superou todas as expectativas.


Depois do Salar fomos procurar um posto com ducha e um lugar para estacionarmos o MT durante a noite. Não encontramos duchas, então a solução foi tomar banho no MT – o banheiro é bem apertada e eu tive que tomar banho na água fria -, mas o lugar que paramos tinha uma boa comida e uma internet que apesar de lenta serviu para gente dar notícias que estavamos vivos.

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