segunda-feira, setembro 12, 2016

O desfrutar de um Rio

Por Paula de Sá Teixeira

Dessa vez a emoção transbordou.   Uma viagem programada para a formatura de uma grande amiga, acabou sendo dias inesquecíveis com descobertas, reencontros e momentos quase inexplicáveis. Rio, uma cidade viva, que te abraça, te suga pra dentro do jeitinho de viver mais leve, com mais risos soltos. Começou com Parque Lage, uma caminhada até o Leme, passando pela Lagoa, Ipanema, arpoador, Copa... Um chope gelado no pôr do sol, com musica ao vivo, tocando Renato Russo. Uma conversa com Clarice sentadinha ali, no Leme. Depois um dia de aprendizados grandes, o começo do andar de bicicleta de uma amiga, os tombos me lembraram o quão difícil é começar algo, então por que quando chegamos lá esquecemos de toda batalha? Por que as vezes julgamos quem não consegue? Então a formatura, os reencontros. Reencontrei uma irmã de vida, que os silêncios afastaram; mas o abraço, aquele abraço estava ali, cheio de emoção e amor. Ver outra amiga chegar lá, se formar, e rodeada de quem a ama. Receber um livro de um poeta que tive o prazer de conhecer. Amanhecer com amigos, adormecer com outros. Mais uma pedalada, muito bem acompanhada, pelo Aterro do Flamengo, onde revivi com lembranças da auto biografia de Bishop, as luzes do aterro. Conversas, risos soltos, brincadeiras e muito amor. Algumas decepções, e amores cansados doeram. Exausta de uma noite de conversas intensas com grandes pessoas. Eis que vamos as paralimpíadas, toda a superação das atletas e dos atletas e a nossa alegria incontida, até filmada, depois de muitos risos e bagunças, e claro, fora temer. Um entardecer inesquecível, ao conhecer o beco das garrafas. Onde Piaf e Elis estiveram, eu estive, com lágrimas nos olhos, sendo acompanhada de alguém que divide o mesmo amor que eu.  Na orla, aceitamos o desafio de caminhar com vendas, e depois com cadeira de rodas. A empatia nos fez emocionar, e até calou o riso solto, trazendo a emoção junto com minha carioca carioquissima preferida. E então, Clarice nos esperou, abraçamos e dividimos nosso amor com ela. Depois, a dor de uma grande amiga distante me abalou, e uma supresa ter mãos que seguraram a minha, quando me entristeceu não estar la. Um samba frustrado nos levou a caminhar durante a noite pelo centro da cidade, ah, frustração não teve, só um saudosismo do que nem vivi, velhos prédios cheios de histórias (lembrou Aquarius, fora temer). Cerveja gelada, olhares vagos, toques carinhosos, e sorrisos que mostravam que estávamos exaustos, mas exatamente onde queríamos estar. Um piquenique no arpoador, uma pedalada, uma tarde com musica boa, chope gelado e mais amigos. E correndo com uma amiga, entramos no mar, pra lavar e nos levar. Dançamos tango na calçada, e arrancamos risos quase caindo. Encontrei uma beleza que a palavra linda não abrange. E pra finalizar, em um almoço no restaurante da Bela Gil, recolocando o amor em dia, ela estava sentada ao nosso lado. Despedidas cansadas, amadas, confusas, deixo o rio, ainda emocionada. Foi pouco tempo, mas tá guardado aqui dentro. Amo vocês!

MP's 2016

MP's 2008

Muito amor envolvido




Um comentário:

  1. Gelos quebrados, barreiras quebradas, corações abrandados, conversas intensas... Essa viagem foi muito boa pra mim também.

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