sábado, junho 11, 2016

Programa chique de sábado à tarde


Todos os dias depois do almoço eu e minha avó vamos até a área da casa dela pegar um solzinho para nos esquentar, mas a nossa vista não estava das melhores. Logo na frente da casa de minha avó fica a lixeira da rua, onde o lixo das casas das proximidades é depositado para posteriormente ser recolhido pelo caminhão.
O local estava uma vergonha por uma série de fatores: por causa animais de rua - cães e gato que vão até o lixo em busca de alimentos; falta de cuidado dos garis que pegam os sacos de qualquer forma sem se preocupar com o lixo que fica espalhado - qualquer coisa que cai entre a lixeira e o caminhão fica pelo chão - e em meu ponto de vista o maior de todos os fatores, o nosso relaxamento. Todos usamos a lixeira, é nosso dever cuidar dela e tentar mate-la limpa. Muita gente deixa o lixo lá de qualquer forma, mal fechado ou aberto, virado ou até mesmo jogando coisas soltas, fora do saco de lixo.
Minha vó disse que iria cobrar uma solução, mas o caso não é esse. O povo - isso muitas vezes me inclui - tem a mania de não encarar o problema e esperar que a solução venha de cima – muitas vezes até do céu rsrs -, mas não é assim. Pode ser clichê, mas todo mundo tem sim que fazer sua parte. A gente não pode ficar de braços cruzados esperando a solução que muitas vezes depende só da gente, cada um tem de fazer sua parte, responder por seus atos e limpar sua bagunça.
Eu estava desconfortável com aquilo, mas já fazia uma semana que a lixeira estava daquele jeito e nem eu, nem ninguém tinha feito nada. Tomei vergonha na cara e fui limpar.
Não foi o melhor dos programas para iniciar a tarde de sábado. Tirei mais de 8 sacos de lixo, do chão ao redor da lixeira. Caixa de leite, frutas podres, fraudas descartáveis, restos de comida e muitos papeis higiênicos cagados - sim, alguns podem ser aqui de casa ou da minha vó. É claro que esse lixo precisa ser colocado em algum lugar, naquele lugar mesmo, mas precisamos mudar algo, pois não está funcionando.
Fiz a minha parte, mas não basta. Temos todos que nos conscientizar. Caso contrário semana que vem a lixeira estará daquele jeito novamente e provavelmente – provavelmente meeeeeesmo - eu não estarei tão disposta e ir para o meio do lixo de novo.
Quando eu estava recolhendo o lixo notei que no barranco, na encosta do rio tem MUITOO lixo jogado e ele não foi parar lá sozinho, nós que o jogamos e fiquei com vergonha.
Vergonha por dispormos de toda a infraestrutura adequada para dar um fim correto ao lixo e mesmo assim a gente preferir jogar dentro do rio. Um rio lindo que vem sendo destruído dia a dia por cada de nós.
Isso foi só um desabafo e um pedido para encararmos nossos problemas e soluciona-los, sem esperar pelos outros, sem esperar que outras pessoas arrumem nossa bagunça.

Precisamos mudar gente, é a nossa rua que fica feia e cheia de lixo. 



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