sábado, abril 23, 2016

Trilha Soldados


Minha segunda visita aos Soldados não poderia ser mais especial. Fomos brindados por mais um dia atípico de outono, um abril quente, de céu limpo e temperatura agradável.
Os Soldados Sebold vem se tornando uma das principais atrações turísticas de Alfredo Wagner para os apaixonados por ecoturismo. Em rotas realizadas a cavalo, a pé, de bicicleta ou em veículos potentes, todos os caminhos levam a essa bela estrutura geológica que fica no Santo Anjo, comunidade distante cerca de 25 quilômetros do centro de Alfredo.

A região é provida de inúmeras lendas, majestosas esculturas geológicas e cercada pela imponência de montanhas, escarpas e chapadas, além dos cânions e das belas cachoeiras que compõem todo o cenário. Andar por esse local é sem dúvidas um privilégio.
A trilha foi realizada por nosso grupo “Só para os fortes” e foi acima de tudo uma celebração a vida, a amizade e a natureza.

Não vou negar que acordar as 5:30 em pleno feriado não foi um momento mágico, mas certamente valeu a pena. As 6:00 nos reunimos na praça da cidade e seguimos rumo ao Santo Anjo. Antes das 7:00 já estávamos no pé do morro, onde abandonaríamos nossos carros e seguiríamos a pé. Da primeira vez que fui, no ano passado, fui com uns amigos de Troller, então seguimos até bem próximo dos Soldados, mas dessa vez não tínhamos carros apropriados, com exceção do fusca do Moka que foi nosso carro de apoio, que levou nossas bolsas, água, comida e utensílios para o churrasco.

O trajeto somou um total de 20km caminhados, cheios de morros, mas repleto de belas paisagens.
Quando começamos a andar o dia tinha acabado de amanhecer e uma grossa cerração cobria todo o cenário, mas a medidas que o sol ganhava força a paisagem começava a se revelar. Cruzamos rios, passamos pelo meio de bois, caminhamos por campos, por araucárias e à medida que caminhávamos mais se aproximávamos dos Soldados, que em meio àquela paisagem bucólica pareciam nos esperar.
Durante a viagem encontramos outros trilheiros que assim como nós, fotografam e descobriam o lugar.

Fizemos uma parada para o café em meio as araucárias, próximos a casa onde Rose morou quando era criança. O picnic foi animado e foi um dos poucos momentos onde todas as 15 pessoas que participaram da trilha ficaram em silencio. Destaque para os sanduíches de Dona Vera que estavam uma delícia e para a linguiça do Evandro que não poderia deixar de se fazer presente em nossa trilha. Depois de alimentados seguimos viagem, 6km ainda nos separavam de nosso destino.

Moka foi na frente com seu fusca e quando chegamos ao local onde se localiza a queda d’agua imortalizada em inúmeras fotos, o nosso churrasco e acampamento para o almoço já estavam prontos.

Almoçar ali naquele local foi com certeza uma experiência ímpar. Á sombra das árvores que ficam às margens do riacho, com o som dos pássaros e o barulho da queda d’agua, as inúmeras risadas, toda a paisagem que nos cercava com os Soldados ao fundo e parte dos campos dos padres e a carninha assada proporcionaram momentos muito agradáveis. Depois do almoço ainda deitamos na relva e contemplamos a paisagem.
Dali fomos até o pé do morro dos Soldados de onde pudemos apreciar a paisagem ainda mais de perto.
Na volta encontramos uma jararaca no local onde almoçamos, apesar da gente saber o quanto ela é perigosa não conseguimos deixar de perceber sua beleza e por fim admitir que toda a preocupação de dona Valneide fazia sentido.

Durante a trilha encontramos Seu Sebold – dono do terreno onde os Soldados ficam – e ele disse que seu neto poderia voltar conosco e nos guiar por uma rota alternativa que encurtaria um pouco nosso retorno. Essa trilha acabou de mostrando ainda mais bonita do que a de ida. Ela passa por caminhos provavelmente criados pelos animais, que descem e sobem a serra em busca de boas pastagens. No retorno cruzamos o rio 3 vezes. Essas são ás águas de uma das nascentes mais distantes do Rio Itajaí Açu, que nasce naquela região.

Chegamos novamente até os carros por volta das 16:00 horas. Estávamos exaustos, mas ainda fomos até a Gruta do Caeté comemorar o dia maravilhoso que tivemos.
Crédito fotos: Manuella Schutz Mariani




2 comentários:

  1. Parabéns pelo texto Carol,
    Realmente o Grupo foi recompensado com o que viu pelo caminho, experiências que irão durar uma vida. ( se por acaso tiver Alzheimer, não deixem de me mostrarem as fotos repetidas vezes...não quero apagar estas aventuras kkkk.)

    ALFREDO WAGNER...TE BENDIZEMOS COM ORGULHO E COM AMOR!!!

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  2. Carol.. Olá.. estou tentando contato com você sobre este post.. adicionei você no face.. se puder enviar um e-mail dalpiaz.bruno@gmail.com. Gostaria de algumas informações.. Obrigado!!

    Obs.: Belo passeio.. muito show as imagens..

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