domingo, janeiro 31, 2016

Montevideo - Mochilão América do Sul

Chegando em Montevideo foi como se estivéssemos chegando em casa, parecia que tudo ia melhorar. O apartamento era bom, com um banheiro e um chuveiro decente. Na primeira noite resolvi não sair de casa, tentei comer um purê de batatas – sem êxito e sem sal como tudo em Montevideo– e depois dormir. Ainda tive muita febre a noite toda e no dia seguinte parecia que eu queria beber toda a água do mundo. Murilo ia voltar para casa naquele dia, mas antes precisávamos resolver nossos problemas com a UDE. A visita a universidade foi melhor do que esperávamos, fomos bem recebidos e eles concordaram com nossos problemas e reconheceram que era falha deles, saímos de lá mais aliviados e com a nossa dissertação encaminhada.

Nos despedimos de Murilo e fomos almoçar no Mercado Del Puerto. Como sempre a comida estava uma delicia e a animação ficou garantida por parte de um grupo mexicano que cantava de mesa em mesa e na nossa encontrou o que queria, gente disposta a entrar na brincadeira... as meninas cantaram e dançaram e de fato foi muito divertido. Na volta do mercado encontramos com Vanessa e sua prima que também estavam em Montevideo para resolver alguns pontos com a UDE.



A noite eu fui obrigada a juntar todas as minhas forçar e ir até ao Pony assistir ao show do Koko, afinal, somos suas maiores fãs. O Pony é sempre incrível e apesar de eu estar um caco e não poder beber foi muito divertido. Até dancei! Fui embora cedo, mas feliz por ter reencontrado o Pony e velhos amigos como o Agustin e Koko. A noite voltei a ter febre no dia seguinte sai para almoçar com Denise e depois fiquei na cama – aproveitei para assistir os capítulos atrasados de Além do Tempo.
A noite as meninas saíram e eu fiquei em casa sem nada conseguir aliviar minha febre, mas o pior era que o remédio que eu tomava para a febre não me deixava comer, o que com o passar do tempo me deixou muito fraca. A noite tive um sonho muito estranho onde alguns incas e uns anciãos faziam uma espécie de ritual para me curar, foi tenso, pois acordei sem saber se tinha sido um sonho ou se realmente tinha acontecido - ainda tenho dúvidas, mentira.
No dia seguinte eu e Denise seguiríamos para Buenos Aires, eu nunca tinha feito a travessia do Rio de La Plata e tinha uma certa expectativa quanto a como seria a balsa do Buqbus. Primeiro teríamos que tomar um ônibus até Colônia do Sacramento, a princípio pensávamos em visitar “La porterita”, mas por conta das minhas condições abandonamos a missão. A viagem de Montevideo até Colonia del Sacramento leve cerca de 3 horas e algumas peruanas que também estavam fazendo o trajeto tornaram nossa viagem ainda mais cansativa, não calavam a boca nem por um momento e ficaram mais da metade da viagem de pé no corredor, rindo alto e atormentando a todos. Ao cegar em Colonia fomos fazer nosso check in e aguardar nossa hora de partir. 
A balsa é imensa e dividida em classes, lá dentro tem  até um free shop, eu estava tendo um dos meus colapsos de frio e calor e passei boa parte da viagem de olhos fechados, torcendo para chegarmos logo. Denise subiu até o alto da balsa e voltou para me obrigar a subir também e assistir a um pôr do sol lindo, daqueles dignos do Uruguay.

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