sábado, janeiro 30, 2016

Inicio do Mochilão pela América do Sul

Floripa - Porto Alegre - Chuí e Cabo Polonio 


Meu mochilão não começou nada bem e eu tinha planos de colocar fogo na minha mochila assim que chegasse em casa. Primeiro que eu não conseguia nem andar com minhas mochilas nas costas (pesavam 16 kg no total, no início da viagem), me sentia a Cheryl Strayed, mas não podia tirar nada de dentro.
A aventura começou pegando um bus para Floripa, eu tinha acabado de tomar a vacina contra a febre amarela e vinha de uma semana na praia, com uma alimentação nada regrada e uma dor nos rins que eu não sabia explicar a origem.
Meu ônibus atrasou e eu quase perdi o ônibus de Floripa para POA, chegar a tempo foi uma odisseia, mas se não fosse assim não seria uma viagem minha, não é mesmo? Só consegui pegar o ônibus por que ele também atrasou. Nosso ônibus estava sem ar e como fazia um calor extremo tivemos que ir até a garagem trocar de veículo, o que nos rendeu mais uma hora de atraso.

Durante o trajeto para POA deu para colocar o papo em dia com a Ju e o Murilo, apesar da dor que me acompanhava foi uma viagem divertida e assim que chegamos na rodoviária encontramos com Denise e Paty, que já estavam lá a nossa espera. Jantamos e antes de pegar o ônibus ainda deu tempo de dar um beijo na Paula e na Aline, que foram até a rodoviária especialmente para me ver.

No ônibus até Chuí o meu drama começou, tive muita dor e febre a noite inteira, eu não sabia mas estava tendo a reação da vacina contra a febre amarela. Ju desceu do ônibus em uma parada para comprar remédio e quase ficou, Denise teve que tentar encontra-la e o motorista quase deixou as duas. Após ser medicada ainda pudemos presenciar o deslumbramento de Ju com as torres de captação de energia eólica, foi amor a primeira vista. Falando em amor, Paty também teve uma relação de amor e ódio com o cara com quem ela dividiu o banco, amando-o por esquenta-la e odiando-o por espreme-la.

Chegando ao Chuí, foi um choque ver a rodoviária, parecia cena de filme, um ambiente todo escuro, com um senhor muito idoso vendendo as passagens com uma lâmpada incandescente em cima da cabeça, era quase assustador... nos informamos e seguimos até a agencia que nos venderia a passagem até Punta del Diablo, onde ficamos em uma rodoviária quase tão precária quanto a outra e nos informaram que o ônibus para Cabo saíria apenas as 14 horas – eram cerca de 7:30 da manhã – então o jeito foi rachar um táxi, encontramos um taxista que topou levar os cinco e nos apertamos para chegar a Cabo.

Chegando em Cabo logo conseguimos comprar nossas passagens e subir nos caminhões, eu estava morrendo nem de longe tinha em mim pouco da alegria que eu sentia da primeira vez que tinha estado lá em janeiro do ano passado. A viagem foi uma tortura, eu estava com febre e dor, a cada buraco da estrada parecia meu fim. Chegando ao hostel eu praticamente desmaiei em um sofá na recepção e só saí de lá para desmaiar na minha cama.

O hostel era super rústico, como tudo em Cabo – nosso hostel não tinha energia elétrica, o chuveiro não esquentava direito e é claro que internet, nem pensar. Mas era um lugar encantador, muito aconchegante e com uma magia especial, como tudo naquele lugar.
Foram dias de muita febre e solidão. Só saí para dar uma volta e ir ao médico. O lugar ainda continua esplendido, mas eu estava péssima e não pude aproveitar nada. No primeiro dia fiquei somente no quarto, me trouxeram um almoço – que nem pude comer – e a noite enquanto eles vinham me contar o quão legal e escuro estava lá fora eu lutava para não cair em prantos e implorar para ir embora.

No segundo dia levantei e tomei café, depois fomos dar uma volta até o farol, antes eu tentei ser atendida por um médico, mas não consegui. Conhecemos um pouco mais do local e por indicação do pessoal do hostel fomos almoçar em restaurante colombiano, a comida estava uma delícia, mas logo comecei a passar mal e tive que voltar para a cama. A noite saí para comer algo, mas enquanto tomava um suco quase desmaiei e revolvi voltar para minha cama. No dia seguinte iriamos embora.

Fica a vontade de voltar a Cabo e aproveitar tudo o que não consegui dessa vez. Tomamos um ônibus e seguimos até Montevideo, onde tínhamos reserva de um apartamento na cidade velha a menos de 4 quadras do El Pony Pisador. A viagem foi tensa, entre febre e mil paranoias na minha cabeça. 
A seguir algumas fotos desse paraíso, que além de lindo tem uma magia toda especial!

Para conferir o próximo destino clique aqui!
































































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