sexta-feira, fevereiro 14, 2014

2013 - Rio de Janeiro

No calendário o ano de 2002, a nossa matéria preferida já era história, mas em janeiro estreou uma minissérie que para nossa surpresa nos encantou tanto quanto A Muralha. Um herói surgiu  permanecendo em nossa vida para sempre e decidimos que visitaríamos juntas todos aqueles lugares que a trama retratava. Parecia um sonho distante para as garotas de 14 da pequena cidade, mas sabíamos que um dia iriamos realiza-lo.
Os anos passaram, conhecemos o Rio de Janeiro separadas, visitamos os tais locais, mas o sonho ainda não tinha morrido e 11 anos depois o realizamos. Quem embarcou nessa aventura conosco foram Marina e Hilmara que não são tão fãs de história quanto a gente mas curtiram todos os passeios históricos em virtude de nossa amizade. =P

Dia 26 de outubro – o dia da realização do sonho

Saímos cedinho de Alfredo para pegar o avião em Floripa com conexão em Viracopos e chegamos ao Rio pouco depois do almoço. Já na chegada, quando fomos pegar nossas malas uma garota fez questão de me molhar inteira com sua coca-cola, foi muito bom para refrescar, sqn.
Ficamos hospedadas na Glória, no hotel Diamond, que tem uma vista maravilhosa para o Aterro do Flamengo e da Bahia de Guanabara, assim que nos estabelecemos iniciamos nosso tour pelo centro da cidade e todos os destinos históricos que ela pudesse oferecer em um sábado à tarde.
Da Glória até o centro é um pulinho a pé e, foi o que fizemos! No caminho passamos por várias igrejas, pela ALERJ, pela praça XV e levamos as gurias para conhecer o lugar onde se compram os tickets para as balsas, de lá tivemos uma bonita vista da Ilha Fiscal. 
Nossa primeira parada oficial foi nele, nosso ícone histórico, o Paço municipal.
O Paço municipal foi o centro administrativo e também moradia da Família Real durante um bom tempo e é claro que lá dentro nossos corações estavam aos saltos. Andamos por tudo, pelas salas, gabinetes e até mesmo entramos por engano em um banheiro masculino huahuauh. É difícil descrever o que sinto cada vez que cruzo aquela porta, é como se de alguma maneira eu estabelecesse uma ligação com o passado e fizesse parte da história – tudo bem, reconheço que viajei.
Depois do Paço continuamos nossa caminha a pé pelo centro, passamos pelo Arco de Teles e andar por esse arco, em frente à Praça XV, é como voltar à época do Brasil Imperial. Da calçada da rua Travessa do Comércio, você é levado por um caminho sinuoso, que passa por bares e restaurantes maravilhosamente preservados, apesar do edifício datar do século 18.  O nome do lugar vem da família Teles de Menezes. A área entre o arco e a Avenida Presidente Vargas oferece um passeio glorioso entre os museus, cafés, bares do tipo pé-sujo e livrarias. Essa área já apareceu em inúmeras novelas e minisséries da TV brasileira. Como no local existem inúmeros bares, restaurantes e lanchonetes, com música ao vivo, até animamos de almoçar em um desses locais, mas os mais interessantes estavam lotados ou demorariam muito para nos servir, decidimos manter nossos planos originais e almoçar na Confeitaria Colombo.
Fundada em 1894, a Confeitaria Colombo chega aos dias de hoje conservando a imagem de esplendor da alta sociedade carioca do final do séc. XIX. Na Confeitaria Colombo você pode contemplar a sua imagem refletida em gigantescos espelhos belgas de requintada beleza, descansar em suas cômodas cadeiras ou simplesmente apreciar o belo estilo art nouveau de sua arquitetura e o magnífico mobiliário em jacarandá, típicos da belle époque carioca.
Esse restaurante é uma verdadeira referência gastronômica do Rio de Janeiro, oferecendo a possibilidade de degustar excelentes receitas tradicionais em um local que foi declarado Patrimônio Cultural e Artístico da Cidade, com toda essa fama difícil foi enfrentar a fila para conseguir uma mesa, desistimos da mesa e decidimos que comeríamos nas mesas próximas ao balcão. O prato escolhido foi camarão empanado – que custou os olhos da cara, mas valeu cada centavo. Mesmo desistindo da mesa pudemos subir e conhecer o segundo piso, onde funciona o restaurante e de fato o lugar é belíssimo.
Para noite tínhamos a sagração da primavera no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Nada mal, não é mesmo?
A sagração da primavera estava completando 100 anos de sua criação, Ana Maria Botafogo participou de um ato e as músicas foram tocadas pela orquestra municipal. Assistimos da galeria, penamos para conseguir nossos ingressos, mas sem dúvidas valeu a pena. Foi simplesmente maravilhoso, me peguei várias vezes boquiaberta envolvida pelos movimentos e pela música.
Após o teatro hora de fechar a noite na Lapa. Estávamos na fila do Rio Scenarium e quando finalmente íamos entrar as duas gênias também conhecidas como Marina e Carol se deram conta que não tinha suas identidades a mão e foram impedidas de entrar no bar. Um pouco chateadas resolvemos ficar pelas imediações e jantar em um dos outros bares da Lapa. Lá o Hugo foi me encontrar para consolidamos nosso único encontro do ano de 2013 e colocarmos o papo em dia.



 Dia 27 de outubro – Domingo é dia de Parque

Beuatiful, a palavra do dia... Não é mesmo meninas?
Quinta da Boa Vista! Assim como o Paço, a Quinta era outro dos locais que estavam em nossa lista do ano de 2001. A residência oficial da Família Real. Onde Dom Pedro morou durante anos, onde ele teve seus filhos e suas mulheres. Estar lá também tem muito significado para a gente.
Como já comentei aqui nesse blog lá funciona um museu, bastante interessante, a bem da verdade um pouco misturado, mas cheio de setores massas. Tem até dinossauros! =P
Após o museu fomos ao Zoológico. O que mais lembro de lá é do cheiro. Não preciso mais falar muita coisa, não é mesmo? Tava muito quente e a combinação do calor, mais o odor definitivamente não me cativou.
Almoçamos em Ipanema, no Posto 9, por indicação de um taxista, aliás preciso ressaltar a participação dos taxistas nessa viagem, sempre com dica valiosas. O dia estava lindooo e quando saímos do restaurante foi tal como tivéssemos desembarcado em outro lugar, o vento beirava os 80 km\h, eu mesmo com 6 kg a mais tinha que me firmar com força no chão para não ser levada – exagerei, ok, mas estava ventando demais. Foi-se nossos planos de entrar no mar, o que nos restou foi seguir até o arpoador, levando aquelas famosas surras de areia. É claro que todo mundo pensava que éramos estrangeiras e todo mundo vinha falar conosco em inglês – oferecendo passeios e afins – no final das contas nem aproveitamos o Arpoador, pois de fato o vento estava muito constante e forte.
Hugo foi me encontrar e decidimos ir para o shopping do Leblon, com o intuito de encontrar algum famoso – sim, nessa viagem estávamos tietes.
Dica importante, nunca em hipótese alguma acredite no senso de distância do Hugo.
Não pegamos táxi, pois ele nos disse que era super do ladinho, o shopping. Andamos, andamos, andamos e andamos mais um pouco, em meio aquele vento, até chegar ao shopping, quando chegamos já tivemos que retornar para o hotel, pois já estava tarde. Era muito longe!
A noite novamente nosso destino foi a Lapa. A gastronomia daquele bairro conquista qualquer um.

Dia 28 de outro – turista.com

O dia mais tipicamente turístico da viagem. Dessa vez contratamos uma vam para realizar os passeios turísticos que incluíam: Catedral, Sambódromo, Maracanã, Pão de açúcar, Cristo Redentor e o almoço em uma churrascaria de Copa de tinha até Sushi.
Nosso guia falava 3 idiomas ao mesmo tempo, isso mesmo... ao mesmo tempo. Ele começava uma frase em inglês, mesclava com algumas palavras em português e terminava falando em espanhol com algumas palavras de inglês no meio. Era uma louca! Dava trabalho entender o que ele queria dizer e suspeito que em alguns momentos nem ele saiba o que estava falando. Mesmo assim foi divertido.
No final do passeio ficamos em Copa, compramos biquínis – usamos um daqueles banheiros subterramos para nos trocar – e fomos até o Mirante do Leblon – Me chama de Helena que eu estou no Leblon. Esperávamos encontrar até mesmo o Manoel Carlos por lá, só que não rolou.
Momento íntimo: Foi nessa viagem que percebi que precisava tomar uma atitude urgente quanto a minha barriga. Huahuahuauha Sei que ninguém ta interessado em ler isso, mas foi bastante difícil pra mim tirar foto de biquíni e não ter onde esconde-la, desde então emagreci 6 kg e pude voltar a sorrir! #desabafo
A noite Shopping da Gávea. Seguindo as dicas de nosso taxista - e por esse noite motorista particular - fomos até a Gávea para encontrar algum famoso – lembrem-se, tietes – seguimos a dica mas não esperávamos encontrar tanta gente. Logo na entrada a gente deu de cara com um cara que fazia a novela das 7 – até hoje não sei o nome dele – depois quase o perseguimos na escola rolante – mentira, sqn – e continuamos andando pelo shopping, que mais parecia o Projac, foi então que em um corredor a gente deu de cara com nada mais, nada menos do que com o Vlad, digo... Cornélio, digo... NEY LATORACA! Quase não acreditei e morreria de vergonha se tivesse que pedir pra tirar uma foto, a sorte foi que ele se ofereceu. Isso mesmo, primeiro ele disse que éramos todas lindas depois perguntou se íamos querer tirar uma foto! Hauauh É claro que aceitamos! Conversamos um pouco e continuamos caminhando. Meu coração quase não aguentou tantos encontros: Leticia Sabatela, Beth Farias, Xuxa Lopez, Maria Padilha e mais algumas pessoas que fomos obrigados a ignorar. Huahuahu Não tiramos mais foto com ninguém, mas de fato foi um passeio surreal.
Jantamos no baixo Gávea e lá como não poderia deixar de ser, encontramos mais uma famoso, ou nem tão famosa assim pois só a Suzanne a reconheceu, depois nós até tivemos uma vaga lembrança de quem ela era. Com essa tiramos foto, para alegrar o dia dela e elevar o ego!


Dia 29 e outro – Last day in Rio


Para fechar a viagem, o passeio que faltava. Lagoa Rodrigo de Freitas... passamos a manhã andando por lá, que é sem dúvidas um lugar ímpar, para não deixar dúvidas sobre o quanto a viagem foi deliciosa em todos os sentidos ainda almoçamos no bar Garota de Ipanema, que tem esse nome por ter sido lá que o celebre Vinícius escreveu uma das mais famosas músicas da Bossa Nova. Depois o jeito foi se despedir da cidade maravilhosa e voltar para a casa, já sonhando com o retorno. 

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