segunda-feira, janeiro 13, 2014

Diário de Bordo UY - 12\01

Como todos sabem a maconha está liberada aqui em Montevideo – não para estrangeiros – e é nisso que se baseia minha melhor história do dia de ontem.
Pedimos um mapa da cidade aqui na recepção do hostel, o recepcionista não encontrando, nos deu um daqueles livrinhos de viagem, que trazia um mapa com apenas metade da cidade, o jeito foi explorar só a parte mapeada mesmo.
O domingo estava reservado para o turismo, finalmente esquentou, o sol deu as caras e agraciou nossa presença na capital do Uruguay. A primeira atividade do dia era encontrar a universidade, no caminho exploramos a Plaza Independência, tiramos fotos com suas diversas atrações e até entramos no mausoléu com os restos mortais de Artigas – um herói nacional daqui. Encontramos a Universidad de la Empresa – UDE - e após conferir o prédio do campus onde vamos estudar seguimos para o almoço. Dessa vez almoçamos em uma pizzaria, mas meu pedido foi o mesmo do dia anterior, um chivito – tem como eu não gostar dessa culinária? Carne e batata frita, Deus é Uruguaio!
Depois do almoço voltamos para o hostel e após um desencontro total eu e Diego passamos a tarde inteira perdidos pela rambla de Punta Carretas e pelo Mercado del Puerto. Em Punta Carretas andamos por uma espécie de trapiche – deve ter outro nome – onde várias pessoas estavam com suas motos estacionadas e suas varas de pesca a espera de peixes.  Lá a única coisa bonita que encontramos foi a vista da cidade, a bem da verdade nos arrependemos muitos de caminhar cerca de 500 metros para chegar a uma espécie de oca de concreto, ok isso acontece. Resolvemos seguir até o Puerto margeando o rio, o resultado foi que andamos muito e quando chegamos ao Mercado nos decepcionamos um pouco, esperava que fosse maior, depois de superada a decepção curtimos o mercado e experimentamos uma Zillertal – cerveja uruguaia. No mercado tem gente de todas as partes do mundo, visitando Montevideo com transatlânticos, é uma experiência bacana.
Na volta finalmente encontramos as meninas que estavam indo para o Puerto, sem forças para retornar com elas viemos para o hostel e fiquei lendo. Quando elas retornaram resolvemos descer para conhecer os pubs aqui da rua do hostel – péssima ideia. Fomos até o The Shannon, um bar no estilo Irlandês, com um ambiente temático e músicas muito boas. As gurias comeram e eu as acompanhei em algumas Stellas, descemos assim que as senhoras do encontro da turma de 83 chegaram e dominaram o ambiente, fomos para os banquinhos da rua e foi lá que vivemos a experiência com a maconha – calma mãe.
Estávamos sentadas nas mesas da rua e o relógio já devia marcar meia noite, foi então que um cara uruguaio chegou com vários saquinhos com maconha e queria que comprássemos. Eu muito simpática não quis dizer que não fumava – para não parecer a brasileira careta – e então disse que não tinha dinheiro, que estava muito caro, ele foi abaixando o preço e também as calças para tirar da cueca outras sacolinhas. No final ele estava nos vendendo um pacotinho por 10 reais, mas mesmo assim eu não queria e não encontrávamos mais jeito de dispensar o sujeito. Tive que pedir ajuda a um casal que tínhamos conhecido anteriormente – ele uruguaio e ela brasileira – pedi para ele falar ao cara que eu realmente não queria, o que não deixou o sujeito cheio de cicatrizes de tiros nos braços muito satisfeito e o fez sair gritando pela calle: “Chica, vá chupar uma pica... UMA PICAAA!” Mereço? Todo mundo ficou me olhando, quase morri de vergonha. Maldito traficante mequetrefe.
Foi também nessa noite que descobrimos que Paula fala Italiano e não espanhol, vabêne!

Após o The Shannon paramos no El Pony Pisador, um barzinho com música ao vivo, provavelmente o local de onde vinham os gritos e sons da madrugada anterior. Realmente, dá vontade de gritar e cantar - ou foi o ambiente ou foram as várias Stellas.  O fato é que nunca é uma boa ideia descer para os pubs antes do primeiro dia de aula, sério, é uma dica importante para você que não pretende morrer de sono – para não dizer outra coisa – na primeira manhã de la maestria. 

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