terça-feira, janeiro 28, 2014

Diário de Bordo UY - 28\01

Eu sei que vai parecer engraçado, mas essas esse é o TOP 3 do El Pony Pisador!
E sim, eu danço!
E descobri que minha musica preferida "Sentimiento" na verdade se chama "Es um secreto" e não fala em sentimiento e sim presentimiento! Oh Vida!







segunda-feira, janeiro 27, 2014

Diário de Bordo UY - 24, 25 e 26\01

Querido Diário...
=p
Semana passada foi uma semana muito tumultuada, as aulas não foram tão boas quanto as da primeira semana, não tivemos dificuldades mas como não apresentavam muitas coisas novas, eu tinha que lutar contra o sono todo dia - foi um período difícil onde o espanhol me parecia canção de ninar. 
Meu olho foi melhorando e já não dá nem de perceber que tive aquela hemorragia.
Na semana passada fui da cama pra universidade e da universidade para a cama, não fiz nada de diferente, a não ser ir um dia até o Parque Rodó, sozinha e a pé. Fiz as contas no google mapas e andei cerca de 8,5 km, até corri pela rambla, o que de certa forma me deixou mais aliviada e até menos cansada.
Na sexta feira marcamos de sair à noite – com a turma do mestrado. Marcamos no El Pony pisador e como tínhamos aula no sábado pela manhã sabíamos que não poderíamos demorar muito. Marcamos as 9 e assim que ficamos prontos descemos, o pessoal começou a chegar e a diversão começou.
Vieram a principio, o pessoal da nossa sala e como alguns não entram em bares, nos revezamos para fazer companhia a eles na rua. Eu busquei um cobertor para eles se cobrirem nas mesas da rua, pois aquele dia especialmente, fazia muito frio aqui na cidade velha - que nesta parte em que estamos lembra muito a Lapa. Lá dentro encontramos com o pessoal da Bahia, que são da outra turma e depois de mais um pouco de tempo chegaram os que estavam na despedida de um colega. Metade do Pony era da turma do mestrado.
Tenho que comentar aqui que o vocalista da banda disse que eu me parecia muito com Nicole Kidman – deficiente visual ou não, admito que gostei daquele senhor huahuauha.
A primeira parte do show era de músicas brasileiras, depois rumba e quando o DJ entrou começou a tocar um misto de Salsa, Rumba, reggaetón e até É o Tchan. Dançamos muito e foi muito engraçado, pois estava muito cheio e com exceção de uns dois ou três, ninguém sabe dançar salsa ou qualquer um desses ritmos. Já temos nossa música preferida no estilo Reggaetón, que se chama Sentimiento e quando toca – ninguém fica parado – é o auge.
Como teríamos aula no sábado de manhã eu parei no primeiro caneco de Chopp, mas mesmo assim acabei indo dormir muito tarde e a aula com o general no outro dia pela manhã foi tensa, mas como toda a sala estava ou com ressaca ou com muito sono, estávamos todos no mesmo barco.
Sábado depois da aula todos fomos dormir, para recuperarmos as energias para o carnaval.
A noite nos encontramos para assistirmos juntos a abertura do desfile - que já havia sido adiada duas vezes devido a chuva. Sem dúvidas sábado à noite foi a noite mais divertida que passamos aqui em Montevideo. Minhas impressões sobre o carnaval daqui merecem um post a parte, mas vou contar um pouco de nossa noitada. (Se quiser saber mais sobre o carnaval acesse o link)
Nos encontramos em frente à praça do tango – como chamamos carinhosamente a plaza del entrevero, pois nos finais de semana sempre tem alguns velhinhos dançando tango – e ficamos lá até o desfile acabar, comprando cervejas de um litro, as tomando no gargalo – mamãe, morra de orgulho – e fazendo amizade com senhoras que provavelmente aos domingos dançam tango na tal praça.
Eu e Manu conhecemos Jeannette, que mora em Pocitos e ficou conosco o resto da noite, conheci também as Glades, duas senhorinhas encantadoras que ficaram entusiasmadas ao poder tocar a bunda de Diego. Hahahaha .
Em um momento acho que o público prestou mais a atenção na gente do que no desfile, pois andamos cerca de uma quadra cantando e dançando “La Bomba” com direito a coreografia sincronizada. Foi muito divertido.
Assim que acabou o desfile viemos para o El Pony Pisador. Nesse momento eu já falava apenas em espanhol, para praticar - dizem que o problema é que eu só falava em espanhol, até mesmo com quem falava português.
O Pony neste dia estava especial. A princípio tinha uma banda de rock, que só tocava música boa. Eu e Manu parecíamos as maiores tietes do grupo e dançamos muito. Foi durante o show dessa banda que inovamos com um passo de dança moderna, sensacional – invejosos vão falar que a moça caiu e foi levantada, porém eu afirmo que ela estava tentando inovar.
Estava todo mundo muito animado e nossa amiga Jeannette ia até o chão com Diego – all the time. As meninas tinham um amigo que sabia dançar salsa muito bem, mas não tinha um dente, tadinho, isso chamou muito a minha atenção e fiquei com muita dó de ver alguém jovem e banguela. Novamente o auge da festa foi quando tocou Sentimiento.
Para encerrar a noite ainda fomos com Juan – um amigo que conhecemos no primeiro dia – a um PUB aqui perto do hostel, onde tocava Rock Uruguaio – ainda não formei minha opinião sobre o local.
Domingo.
Domingo é dia de parque e praia e, assim fizemos. Combinamos de depois do almoço ir até o Parque Rodó. Fomos pela rambla caminhando e conversando, foi incrível perceber como esse nosso confinamento acabou fazendo com que todos ficássemos muito próximos – e em alguns momentos com vontade de mandar alguns para o paredão.
O parque é um charme e passamos boa parte da tarde lá, fazendo um pseudo piquenique, onde eu comi Pancho e dessa vez não foi “reinando” como na Argentina. Saindo do parque fomos a praia que fica logo em frente e, para não retornar para casa sem ter entrado no Rio da Prata, resolvemos nos molhar – depois ficamos nos questionando sobre aquela praia ser limpa ou não. Dessa praia fomos até Pocitos.
Desde que cheguei eu tinha vontade de conhecer Pocitos e ver se ela realmente lembrava Copacabana da década de 20. Como eu não conhecia Copa nessa época devo dizer que parece lembrar – huahuauha. A praia é bem bonita, mas assim que chegamos lá começou uma ventania sem fim e logo ficamos com frio, resolvemos voltar e nos encontrar depois para jantar e assistir novamente ao desfile de carnaval que no domingo seria realizado por escolas de samba aqui do Uruguay – para saber mais acesse o link.
Jantamos no La Pasiva e assisti algumas escolas. Não é Brasil, mas foi bem legal. Eu estava muito cansada e acabei vindo embora sozinha para descansar, afinal nosso final de semana foi bastante exaustivo, porém excelente, como não poderia deixar de ser o último final de semana no Uruguay, bom, pelo menos nosso último até dia 5 de julho que é quando retornamos. =P

Diário de Bordo UY - Punta del Este

No dia 18 de janeiro fomos conhecer Punta del Este, um dos destinos turísticos mais famosos do Uruguay. A excursão foi organizada pelos pessoal das outras turmas, fomos em duas vans e tenho a impressão de que fiquei na vam mais animada.
Como no dia anterior acabei indo dormir muito tarde, acordar logo cedo não foi na fácil, passei a maior parte do trajeto dormindo – e consequentemente perdendo as explicações de nosso guia.
Do meu hostel só quem me acompanhou foi Dona Michelle, mas na vam tinha mais algumas pessoas da minha sala, entre elas Denise e seu marido Eduardo, que foram as minhas companhias da viagem.
Nosso guia se chamava Vicente e tinha uma grande conhecimento histórico e também um senso de humor que me agarrava. Além de guia ele atua como coordenador de uma projeto de Candombe no Bairro Palermo e pôde nos dar uma aula sobre o ritmo.
A bem da verdade nosso passeio não era somente até Punta e sim um tour até lá, com várias paradas e vistas maravilhosas.
Primeira parada: Piriápolis. A cidade tem grande influência da alquimia, pois foi construída por alquimistas.  Ela é considerada por muitos até mesmo mística por esse motivo. A cidade balneário é linda e tem praias belíssimas como a de San Francisco. Fomos até o morro Santo Antônio e tivemos uma vista panorâmica incrível de todo o balneário. Lá no alto no morro tem uma espécie de capela em honra ao santo casamenteiro - muitas pessoas aproveitaram a parada para fazer suas promessas o que não foi meu caso, é claro. No caminho conhecemos também o famoso hotel Argentino e sua história.
Seguindo a viagem chegamos a Punta Ballena, outro lugar de beleza natural ímpar, que ainda tem outro diferencial e atrativo turístico, a Casapuevo, que é uma obra prima da arquitetura em uma encosta com o mar em um profundo azul ao fundo. A casa foi idealizada por Vilaró – que eu como uma não conhecedora de arte – não conhecia. O cara é simplesmente, o cara. Com mais de 9 décadas de vida tem uma história fantástica e interessantíssima, entre os encontros com personalidades histórias – da arte, música, literatura, cinema, ciência – destaco Albert Einstein e a parceria com Pablo Picasso, além disso ele ainda é pai de um dos ocupantes do voo daquele famoso acidente de avião dos Andes – que tem livros e filmes que contam a história.
A casa funciona como uma tipo de galeria de arte onde ele expões suas obras, que são muitas e devo admitir, bastante bonitas e instigantes. Parte da casa funciona como hotel e estou pensando seriamente em ficar lá em julho – é claro, para isso dependo dos resultados da loteria.
Seguindo a viagem chegamos a Punta, sem dúvida um dos destinos mais badalados do país. Logo que chegamos fomos para o hotel e Cassino – que não era o Conrad - onde, até agora tive o melhor almoço da viagem – Cyro que me perdoe – um almoço daqueles, com entrada, prato principal e sobremesa. Tivemos o prazer de desfrutar a alta culinária uruguaia.
Depois do almoço fomos fazer o City Tour por Punta. Dessa parte lembro pouco pois como já comentei eu estava com muito sono e em alguns momento eu não conseguia manter meus olhos abertos. Fomos até as pontes - a Ponte da Barra Leonel Viera mais conhecida como a ponte ondulada - e depois fomos conhecer a Berverly Hills de Punta del Este, onde muitos famosos tem casa, entre eles Antonio Bandeiras – na verdade o local se parece bastante com Jurerê Internacional. O guia nos contou que Xuxa já teve casa lá e nosso querido Collor também – o povo passando fome e nosso querido ex-presidente comprando casa lá com nosso dinheiro, run.
Quando retornamos a praia central – aquela onde tem o monumento La mano – no sentido contrário dos alertas que recebi, eu não achei a agua gelada, não sei se ela realmente estava com uma temperatura alta ou se o termômetro marcando quase 40º fazia com que a ação de entrar no mar se tornasse extremamente agradável.
Punta me conquistou. Valeu muito a pena conhecer, adorei nosso guia, que acrescentou muito ao passeio e certamente é um destino que pretendo repetir.

terça-feira, janeiro 21, 2014

Diário de Bordo UY - 19\01

Candombe
No dia 19, um domingo de sol, eu estava sentenciada a ficar no hostel fazendo a “carpeta” de Diva. Acordei por volta das 10 horas e já fui encaminhando o trabalho. Resolvemos cozinhar no domingo – a bem da verdade, quem cozinhou foi Luciana e falo cozinharmos apenas para ficar mais bonito – para isso, fomos até o mercado. O almoço só saiu por volta das 16:00 horas, enquanto Lu cozinhava eu fazia meu trabalho – conclui as 18:30.
Eu e Diego combinamos com Denise de procurar o Bairro Palermo para assistirmos ao Candombe – indicação de Vicente, nosso guia de Punta. Andamos pela 18 e depois descemos até a Isla das Flores e logo começamos a ouvir o barulho dos tambores. Assistir ao candombe – que é um ritmo de origem africana que lembra em alguns aspectos o Candomblé e até mesmo o Olodum -  foi uma experiência, diria até antropológica incrível.
Segundo a história o Candombe teria surgido no Uruguay, ainda no século XVIII, a partir da mistura dos ritmos africanos trazidos ao Rio da Prata pelos escravos.
O Candombe na atualidade é executado por 3 tipos distintos de tambores – Piano, Chico e Repique – que são denominados em conjunto, como cuerda. No carnaval uruguaio, formam-se agrupamentos musicais chamados de comparsas, que saem as ruas acompanhados por multidões de dançarinos e populares. O Cortejo é conduzido pelo Escobero, em geral um jovem que tem a função de arauto; o mestre dos tambores é conhecido como Gramillero, sempre acompanhado de sua mama veija – uma mulher vestida de trajes coloridos e com um leque na mão.
Na capital uruguaia, os bairros “Sur” e “Palermo” são conhecidos como berços do Candombe, cada um com seu ritmo característico, chamados de ritmos “Cuareim” no  e “Ansina” para Palermo.
Em Palermo estavam todos muito felizes e orgulhosos por sua tradição, aplaudimos muito as coreografias e os músicos. Foi emocionante ver a reação do povo do bairro, com os olhos brilhando e a alegria estampada não apenas no olhar mas em todo o corpo que sacudia ao som dos tambores. Homens, mulheres, crianças e idosos, todos tocando e dançando juntos. Ter a oportunidade de participar de uma manifestação sociocultural destas foi incrível. Confesso que me emocionei. Viva o Candombe!

Créditos da montagem: Murilo Azevedo.


segunda-feira, janeiro 20, 2014

Diário de Bordo UY - 20\01

Montevideo, 20 de Janeiro de 2014

Dia de cão.
Como se não bastasse toda a pressão das aulas com conteúdo difíceis ministrados em espanhol, meu olho ainda resolveu me pregar uma peça. Ontem tive uma dor forte e depois ele ficou todo vermelho. Tive uma pequena hemorragia ou, um derrame no olho, como é popularmente conhecido.
Fui para aula, mas não estava dando para aguentar, então o professor me falou que a UDE tem um convenio com um serviço de atendimento médico e disse para eu procurar a secretaria acadêmica para ser atendida. O médico me examinou e confirmou as suspeitas da hemorragia e me pediu para repousar, sem lente - detalhe importante, a hemorragia foi no único olho que funciona, no outro nem uso lente pois tenho fratura na retina – o professor me liberou, porém, amanhã eu tenho prova, então me senti obrigada a colocar a lente de novo.
Minha imunidade está muito baixa e como sou muito nervosa e preocupada acabou acontecendo isso com meu olho – semana passada eu já tive um bolha na boca, pelo mesmo motivo. Tenho muitos trabalhos para fazer, estou morrendo de saudade de casa e em um lugar que querendo ou não, é diferente do meu lugar habitual, além de que, está acontecendo uma onda de assaltos por aqui, várias pessoas do mestrado já foram assaltadas. Tenho sorte por ter total apoio da minha turma e de meus amigos que hoje demonstraram grande preocupação. Obrigada.

Finalmente consegui falar pelo Skype com minha mãe e descobri também que meus irmãos – JM e LF - foram os grandes responsáveis por nossos desencontros, aproveito para agradecer ao Henrique, que foi o único que se preocupou e me ajudou como pode. Obrigada <3 o:p="">

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Diário de Bordo UY - 17\01

T.G.I.F
Graças a Deus hoje é sexta feira. Hoje tivemos um novo professor, que só trabalha com variáveis, a princípio fiquei um pouco perdida, pois ele é chileno e acho que no chile se fala mais rápido, mas depois tudo fez sentido e ter feito exatas me privilegiou.
Depois da aula eu e Dona Michelle resolvemos dar umas voltas pela cidade, fomos até la Fuente de los Candalos. Antes que vir eu assisti um programa indicado por Aline: “O mundo segundo os brasileiro” que falava sobre Montevideo e peguei várias dicas de locais para conhecer aqui, entre elas a dica da fontes e, realmente, achei o local interessante ... Depois da fonte resolvemos ir até o rio para assistir ao pôr do Sol, o problema foi que seguir o lógico não deu muito certo. A lógica seria, seguir da 18 e Julio, passar pela San Jose e pela Soriano... depois desceríamos mais umas 3 quadras e chegaríamos a rambla, o problema foi que depois da Soriano, na altura da 18 em que estávamos, ao cruzar a San Jose e a Soriano saímos em uma favela, isso mesmo, uma espécie de conjunto habitacional, uma região bem pobre. Todo mundo está com muito medo de ser assaltado aqui, nos últimos dias temos ouvido muitos relatos de alunos do mestrado que tem sido assaltados ou presenciado assaltos, então eu estava morrendo de medo de perder meu celular e minha câmera (que não é uma coisa muito fácil de esconder) por aquelas bandas. Em meio a apreensão resolvemos pedir ajuda, já que andávamos, andávamos e nunca chegávamos ao rio, uma senhora my simpática e sem alguns dentes, nos disse que estávamos perto (eu tive vontade de abraçar ela, super disposta a ajudar e para esconder a falta dos dentes ela colocava a mão na frente da boca, me deu pena), seguimos a direção indicada e conseguimos, com algum custo, chegar ao rio.

Lo poner del sol é um espetáculo! Valeu a pena o medo que passamos!

Agora estamos aqui na cozinha do hostel, saboreando mais uma cerveja uruguaia, hoje é o dia de saborear a Pilsen, afinal é sexta feira e amanhã não temos aula, a propósito, amanhã eu e Dona Michelle devemos ir a Punta então terei um relato especial sobre a cidade. Beijo a todos! =P


quinta-feira, janeiro 16, 2014

Diário de Bordo UY - 16\01

Algunos apuntes para poner en la carpeta...

Essa foi sem dúvida a frase mais ouvida nos últimos dois dias.
Como podem perceber não tenho tido tempo de escrever meu diário de bordo, a aula me ocupa todo o tempo e ao contrário do que alguns de meus amigos tem pensado eu não estou vivendo uma vida de boêmia no Uruguay.
Como relatei nossa primeira professora foi um amor, realmente encantadora, falava pausadamente e tinha muita preocupação em se fazer entender e, em nos entender. Tivemos aula com ela na segunda e na terça. Na aula de terça ela nos levou para visitar O Museu Pedagógico José Pedro Varela, que é um antigo internato comandado pela igreja católica onde as moças que tinha a intenção de serem professoras ficavam estudando e aprendendo o oficio. O lugar é bem interessante e traz um vasto acervo de materiais que ajudavam no ensino das ciências humanas e naturais nos séculos passados. Gostei da visita e pudemos até mesmo escrever com um caneta tinteiro.
Minha turma se mostra bastante unida, nos preocupando uns com os outros e colaborando com nossos colegas sempre que possível, acho que temos um certo espírito de cumplicidade, provavelmente por estarmos todos longe de casa.
Na quarta-feira o bicho pegou. Acostumados com a cordialidade de Karina, quase morremos quando nos deparamos com Doutora Diva. Eu e Diego já havíamos percebido na apresentação dos docentes que a senhorinha seria osso duro de roer, porém nas primeiras horas da aula pensei que seria impossível roer aquele osso. Brava e com um espanhol incompreensível, Diva quase me fez chorar de desespero. Bradava sem parar: poner en la carpeta, poner en la carpeta, poner en la carpeta!!! Onde está reflexão? La reflexión? Donde esta la reflexión? Enfim, foi terrível, nos passou mil trabalhos e ontem fiquei até a meia noite passando meus “apuntes” a limpo para entregar na segunda, lendo e fazendo um trabalho. Diva me parecia uma megera, até que em algum momento da aula de hoje meu conceito sobre ela mudou, acho que foi depois de ver ela rindo ou saltitando, na dinâmica proposta por uma das equipes que apresentaram o trabalho e, o que seria o previsto aconteceu, me encantei pela velhinha e queria abraça-la.
Acho que ela pouco me entendia, mas em alguns momento só eu que compreendia o que ela falava e repassava para a turma. No final das contas parece que ela foi com a minha cara. Doutora Diva tem coração.
Não sei se foi a situação de ontem, onde me senti um pouco perdida na aula ou se é a saudade que estou sentindo de casa, o fato que estou muito carente – pode ser a TPM também – e com vontade de chorar, não estou conseguindo falar com ninguém lá de casa, a única pessoa que me responde esporadicamente é Henrique e acha que quero falar com a mãe porque preciso de dinheiro. =S
Amanhã temos professor novo, vamos ficar na torcida para que ela não nos deixe em desespero.

A única coisa turística que fiz nesses últimos dias além de ir ao Museu foi descer até a rambla e ter a linda vista do imenso Rio de La Plata. 


segunda-feira, janeiro 13, 2014

Diário de Bordo UY - 13\01

Hora de estudar!
Logo cedo quando acordei quase morri de medo de ir até o banheiro na penumbra da madrugada – sim, acordar as 6 e meia é meio madrugada ainda – e como eu tenho medo de ghosts foi meio tenso entrar no banho.
O mestrado está cumprindo minhas expectativas e minha professora – de hoje e amanhã - é encantadora. Ela é uruguaia e as aulas, de acordo com o esperado, são em espanhol. Estava com um pouco de medo de meu espanhol me deixar na mão, mas não tive dificuldade – pelo menos não hoje.
Acabamos nos dividindo, viemos em 5 para cá e como abriram 3 turmas, nos separando. Eu, Diego e Paula ficamos na turma A e Dona Michelle e Luciana ficaram cada uma em uma sala diferente. Assim como no encontro dos professores do Brasil, achei muito bacana a troca de vivencias entre os professores de diversos estados, já fizemos amizades com algumas colegas e hoje realizamos nossa primeira atividade avaliativa – com um texto desgraçado de um uruguaio de remou, remou e suponho que tenha morrido na praia.
A aula é das 8 até as 12 e depois das 14 até as 18 horas. A universidade fica a 10 minutos a pé daqui do hostel.
Tenho que confessar que não foram fáceis as primeiras horas das aulas da manhã, por conta daquele meu incidente com Stellas ontem, por isso hoje depois da aula vim para o hostel e aqui estou até agora.

Por preguiça de descer para jantar eu e Diego criamos “Lo pacotito de linguiça e queijo” que consiste em uma rodelinha de linguiça, coberta com maionese e embrulhada em uma fatia de queijo branco. Uma delícia, sqn. Quem foi que disse que vida de estudante é fácil? 

Diário de Bordo UY - 12\01

Como todos sabem a maconha está liberada aqui em Montevideo – não para estrangeiros – e é nisso que se baseia minha melhor história do dia de ontem.
Pedimos um mapa da cidade aqui na recepção do hostel, o recepcionista não encontrando, nos deu um daqueles livrinhos de viagem, que trazia um mapa com apenas metade da cidade, o jeito foi explorar só a parte mapeada mesmo.
O domingo estava reservado para o turismo, finalmente esquentou, o sol deu as caras e agraciou nossa presença na capital do Uruguay. A primeira atividade do dia era encontrar a universidade, no caminho exploramos a Plaza Independência, tiramos fotos com suas diversas atrações e até entramos no mausoléu com os restos mortais de Artigas – um herói nacional daqui. Encontramos a Universidad de la Empresa – UDE - e após conferir o prédio do campus onde vamos estudar seguimos para o almoço. Dessa vez almoçamos em uma pizzaria, mas meu pedido foi o mesmo do dia anterior, um chivito – tem como eu não gostar dessa culinária? Carne e batata frita, Deus é Uruguaio!
Depois do almoço voltamos para o hostel e após um desencontro total eu e Diego passamos a tarde inteira perdidos pela rambla de Punta Carretas e pelo Mercado del Puerto. Em Punta Carretas andamos por uma espécie de trapiche – deve ter outro nome – onde várias pessoas estavam com suas motos estacionadas e suas varas de pesca a espera de peixes.  Lá a única coisa bonita que encontramos foi a vista da cidade, a bem da verdade nos arrependemos muitos de caminhar cerca de 500 metros para chegar a uma espécie de oca de concreto, ok isso acontece. Resolvemos seguir até o Puerto margeando o rio, o resultado foi que andamos muito e quando chegamos ao Mercado nos decepcionamos um pouco, esperava que fosse maior, depois de superada a decepção curtimos o mercado e experimentamos uma Zillertal – cerveja uruguaia. No mercado tem gente de todas as partes do mundo, visitando Montevideo com transatlânticos, é uma experiência bacana.
Na volta finalmente encontramos as meninas que estavam indo para o Puerto, sem forças para retornar com elas viemos para o hostel e fiquei lendo. Quando elas retornaram resolvemos descer para conhecer os pubs aqui da rua do hostel – péssima ideia. Fomos até o The Shannon, um bar no estilo Irlandês, com um ambiente temático e músicas muito boas. As gurias comeram e eu as acompanhei em algumas Stellas, descemos assim que as senhoras do encontro da turma de 83 chegaram e dominaram o ambiente, fomos para os banquinhos da rua e foi lá que vivemos a experiência com a maconha – calma mãe.
Estávamos sentadas nas mesas da rua e o relógio já devia marcar meia noite, foi então que um cara uruguaio chegou com vários saquinhos com maconha e queria que comprássemos. Eu muito simpática não quis dizer que não fumava – para não parecer a brasileira careta – e então disse que não tinha dinheiro, que estava muito caro, ele foi abaixando o preço e também as calças para tirar da cueca outras sacolinhas. No final ele estava nos vendendo um pacotinho por 10 reais, mas mesmo assim eu não queria e não encontrávamos mais jeito de dispensar o sujeito. Tive que pedir ajuda a um casal que tínhamos conhecido anteriormente – ele uruguaio e ela brasileira – pedi para ele falar ao cara que eu realmente não queria, o que não deixou o sujeito cheio de cicatrizes de tiros nos braços muito satisfeito e o fez sair gritando pela calle: “Chica, vá chupar uma pica... UMA PICAAA!” Mereço? Todo mundo ficou me olhando, quase morri de vergonha. Maldito traficante mequetrefe.
Foi também nessa noite que descobrimos que Paula fala Italiano e não espanhol, vabêne!

Após o The Shannon paramos no El Pony Pisador, um barzinho com música ao vivo, provavelmente o local de onde vinham os gritos e sons da madrugada anterior. Realmente, dá vontade de gritar e cantar - ou foi o ambiente ou foram as várias Stellas.  O fato é que nunca é uma boa ideia descer para os pubs antes do primeiro dia de aula, sério, é uma dica importante para você que não pretende morrer de sono – para não dizer outra coisa – na primeira manhã de la maestria. 

sábado, janeiro 11, 2014

Diário de Bordo UY - 11\01

Bom, nossa viagem até aqui foi uma odisseia. Quase 12 horas para chegar em Porto Alegre não é coisa de Deus, mil paradas, desconforto, o que animou foi a ilustre presença de Iaroslava em nosso ônibus. A senhorinha já era uma sexagenária e reclamava de tudo, queria que ônibus parasse para ela fumar e falava muito alto, no final acostumamos com ela e percebemos o quão culta ela era, descobrimos até que ela era Tcheca. Carinhosamente nós a chamamos de Anita, devido a maneira terna que ela se despediu da cidade de Laguna.
Eucatur, nunca mais.
Em Porto Alegre tive um encontro the Flash com Aline, que foi até a rodoviária me entregar as passagens. Mesmo de forma rápida é sempre bom reencontrar minha grande amiga.
A viagem de POA até Montevideo ocorreu de forma bem tranquila, cheguei antes que os outros e fiquei aguardando o transfer para nos trazer até o Hostel.
Estamos hospedados no Hostel Splendido, que fica exatamente de fronte para o Solis, a vista é linda e da sacada podemos tirar várias fotos do famoso teatro. Nas duas laterais do prédio - que de alguma maneira lembro o Flatiron Building de New York - tem uns calçadões cheios de bares, restaurantes e danceterias. O prédio é bem antigo e todos os papos sobre espíritos que tive em Floripa – com  Júlia, Nado e Guiga – as vezes me fazem ter medo. Hahaha É uma construção bonita que merecia uma restauração e certamente tem um passado cheio de história. Eu particularmente gostei do hostel – menos da recepção que tem cheiro de incenso e trilha sonora indiana – achei um lugar bem alternativo.  Agora lá embaixo – na rua - ta rolando a maior festa, ouvimos as músicas aqui do quarto, mas nem animamos em descer, pois estamos exauridos.
Logo que chegamos nos acomodamos e fomos dar uma volta pela cidade, procurando um bom lugar para almoçar. Acabamos almoçando em um restaurante aqui perto do hostel, nos enrolamos um pouco com o cardápio todo em espanhol, mas no final concordamos com quem nos preveniu de que no Uruguay se come muito bem, pura verdade. Foi no almoço que quase me apaixonei pelo “Zorro Dançador”, mas quando ele tirou a máscara a magia da paixão acabou. =P
Quem quiser dar uma olhadinha no dançado, segue o link http://instagram.com/p/jCYmNHSBym/
O Clima tempo me enganou e por conta disso passarei frio. Está ventando demais, um vento gelado e eu não tenho roupa para isso, amanhã preciso dar o jeito de comprar uma blusa.
Turisticamente conhecemos pouco da cidade, ficamos mais pelas imediações do hostel, passeamos até o mar, passamos pela Puerta de la Ciudadela, retornamos e agora perto da noite passamos pela Plaza de la Independencia, pela Estátua em homenagem a Artigas, tudo más que se pode ver na tal Plaza e fomos jantar, saboreei o tal do Chivito e aprovei!  Amanhã após as energias serem renovadas desbravaremos Montevideo.



domingo, janeiro 05, 2014

O que visitar em Montevideo

O que visitar em Montevideo
Por Aline Dias Bernardes


Centro da cidade.

O percurso pra conhecer toda a Ciudad Vieja a gente faz numa pernada só.

PLAZA INDEPENDENCIA: uma praça super linda com um monte de prédio histórico ao redor. Bem no centro tem uma estátua gigantona do Artigas, o herói nacional do país. Ao lado tem uma escada, ao lado da estátua e aí debaixo é o mausoléu do homem, tem aqueles guardas tipo os ingleses, que não se mexem nem se a gente faz bilu bilu com eles. 

Do outro lado da plaza tem a PUERTA DE LA CIUDADELA, que é o marco zero de Montevideo e servia de defesa nas antigas e tal. Só tem um pedaço hoje, quase um Muro de Berlim, kkkk, não. 

Da PLAZA/PUERTA: podemos seguir até o CAFÉ BRASILERO, segunda casa do muso, Eduardo Galeano. 

MERCADO DEL PUERTO: lugar que hoje só tem vários restaurantes onde poderemos comer parrillada. Dizem que é lá também que a gente deve provar o tal do medio y medio, uma bebida tradicional do Uruguai que é tipo um champagne. O Mercado é sempre super lotado e vamos sair de lá fedendo, mas faz parte da experiência antropológica de ir a Montevideo. Como vamos estar quase que em excursão, é bacana pedirmos uma coisa de cada e aí vamos provando um pouco de tudo.


Podemos fazer tuuuuudo isso até um pouco antes das 16h, porque às 16h é o último horário da visita guiada no 
TEATRO SOLÍS. Resumindo, é o 3º mais antigo da América e dizem que a visita guiada super vale a pena.

(30 pesos a visita guiada em espanhol e 50 em português, todos que foram aprovam muito a visita, o teatro é lindo, baseado na arquitetura dos grandes teatros da Itália. Podemos até tentar comprar entradas pra algum espetáculo e ir em um dia depois da aula.)

A noite podemos ir para Pocitos onde tem um monte de restaurantes, pubs e muitos bares, da pra conhecer, tem alguns bem bonitinhos, cheios de poesias.


Opções para outro dia

Acho que dentre tantas as coisas que podemos conhecer em Montevideo passar um dia percorrendo uma ou duas ramblas é fundamental. Para quem não sabe as ramblas são aquelas avenidas litorâneas (vulgo Avenida Beira-Mar) e elas costeiam todo o Rio de La Plata e vão ganhando nomes diferentes em cada praia. Os bairros, praias e, consequentemente, as ramblas mais famosas são as de Pocitos e Punta Carretas. Nessa parte mais moderninha de Montevideo não tem muitos atrativos turísticos como tem no Centro, o lance é explorar o calçadão, os cafés, padarias e sentir mais o clima e o dia a dia dos montevideanos. 

Dizem que Pocitos parece um pouco com a Copacabana dos anos 20 e é lá que tem boa parte da zona hoteleira da cidade além de restaurantes e festas mais chiquezinhas. Li uma dica super bacana sobre ver o pôr do sol na beira da praia tomando um medio y medio e comendo uns docinhos. Acho que deve ser por lá também que o pessoal anda de bicicleta pela orla.



Alguns pontos:

- Avenida 18 de Julio - Principal avenida do centro de Montevideo, tem um monte de cafés, livrarias, lojas, museus e tudo que vocês podem imaginar. Acho que de atrativo mesmo tem a Fuente de los Candados. A moral é a gente passear pela avenida, admirando arquitetura, praças e olhando lojas com a palavra PROMOCIÓN na vitrine, hahahaha.


- A Fuente de los Candados - é daquelas que existem em muitos outros lugares do mundo. Diz a ~lenda~ que os apaixonados que colocam um cadeado com as suas iniciais voltarão a visitar a fonte juntas e o amor será eterno! OINNNN! 

 
- O Palácio Legislativo do Uruguai - parece ser lindo. As visitas guiadas acontecem de segunda a sexta às 10h30 e às 15h e custa 3 dólares.


- Torre da Las Telecomunicaciones da ANTEL fica bem pertinho do Palacio, 10 minutinhos a pé. É a contrução mais alta do Uruguai, tem 158 metros de altura. O prédio é desses de estilo futurista a la Dubai, e nós turistas podemos subir até o 26º andar onde tem um mirante. Visitas guiadas de segunda a sexta. É bem na beira do Rio de La Plata.


Punta Carretas: a praia, o shopping e o Parque Rodó.

Punta Carretas é um bairro com ramblas e orla de rio que nem Pocitos. Ao visitarmos o Parque Rodó conheceríamos também uma outra praia que fica em frente à praia! 

O Parque Rodó acredito que seja o mais tradicional da cidade e possa ser comparado numa boa com o que é a Redenção de Porto Alegre. Tem parque de diversões, tem riozinho pra andar de pedalinho, tem feira de artesanato e é frequentado pelas famílias nos finais de semana. A feira só funciona aos domingos.

Acho que visitar shopping é um troço totalmente desnecessário em viagem, mas nesse caso vale conhecer porque é uma antiga penitenciária de segurança máxima! Em 1971 houve uma fuga de mais de 100 presos e que até hoje é conhecida como a maior fuga de presos políticos do mundo! Mujica foi um dos fujões.  

Podemos conhecer também a praia de Punta Carretas mesmo, que como vocês podem imaginar é numa ponta! U-a-u. É ainda um bom pedaço de caminhada em relação ao shopping. Ah, do parque até o tal shopping é uns 2km, nada que não dê para fazer a pé.

Porto Alegre e Viamão

No último dia 30 os alunos do primeiro e segundo ano do Ensino Médio Inovador realizaram uma
viagem de estudos até as cidades gaúchas de Viamão e Porto Alegre e eu e mais alguns professores os acompanhamos.
Os passeios didáticos envolviam as mais diversas áreas de estudo como: Biologia, Educação Física, Matemática, Física, Química, Artes, Empreendedorismo, Informática, Espanhol, entre outras.
Nosso primeiro destino foi a fazenda Quinta da Estância. Um paraíso natural a poucos quilômetros da capital gaúcha. Além de trilhas pelo meio da mata os alunos ainda tiveram contato com diversos animais, com paradas estratégicas onde o instrutor dava noções preciosas sobre algumas espécies de insetos e repteis. O que mais chamou a atenção dos alunos nesta parte da viagem foi a aula sobre as cobras, na qual o instrutor falava da importância desses animais no meio ambiente e também orientou sobre o que fazer quando se deparar com alguma delas. Para encerrar a parada, uma cobra não peçonhenta foi exposta e os mais corajosos puderam até pegá-la na mão. Acreditem se puderem, eu peguei a cobra na mão. Certamente é o animal pelo qual alimento o maior pavor, mas superei isso e segurei o bicho. Foi difícil desfazer a cara de pânico e sorrir para a câmera, mas no final das contas garanti o registro.
No passeio em meio a mata pudemos também ver de perto uma família de Bugios, vivendo em seu habitat natural. A trilha possui um percurso de cerca de 2,5 km e entre os lugares pelos quais passamos os alunos puderam até percorrer parte do trajeto por dentro de um riacho. Dizem que no século XIX, as terras por onde a trilha passa foram cenário da guerra dos Farrapos, e como uma apaixonada por história, isso me encantou.
Todos fomos de trator até a sede da fazenda onde fomos convidados a almoçar. Após o almoço os alunos estavam afoitos para iniciar a programação vespertina. Iniciamos a tarde com brincadeiras que envolviam água, o que deixou os alunos superempolgados. Após atividades na piscina, participamos de uma travessia por uma ponte pênsil cheia de surpresas e todos se divertiram muito, tentando atravessar o lago ou assistindo as tentativas dos colegas, eu fiquei assistindo, pois estava impossibilitada de ter contatos muito grandes com água.  O final da tarde foi no arborismo. A atividade acompanhada por um instrutor fez a adrenalina de todos subir literalmente as alturas, fui quase uma das últimas a realizar a atividade, que se mostrou menos difícil do que eu imaginei. Achei muito divertido e está na lista de atividades que um dia devo voltar a praticar, com um pouco mais de tempo.  Depois do café, para fechar a tarde ainda rolou um futebol na lama, que também não participei.

À noite, depois da janta fomos para a “trilha das almas penadas”, que passava por dentro da mata na qual já havíamos passado pela manhã, a mesma que segundo os instrutores, em séculos passados foi cenário de grandes lutas. Contam que espíritos rondam aquelas matas e que em noites de lua cheia ou no dia das bruxas eles voltam e os mais sensitivos conseguem sentir a sua presença. De mãos dadas adentramos pela trilha e tivemos várias surpresas ao logo do percurso. E eu quase tive fraturas em minhas canelas, devido as pauladas que recebi das supostas almas penadas. Todos estavam empolgados e após voltarmos para a sede ainda participamos de um lual onde pudemos interagir com pessoas de outras escolas que também estavam de passagem pela Estância. Preciso dizer que algo nesse lual não me fez bem e também que uma professora de outra escola dançava igual a mulher que colocaram pra dançar com Ross naquele episódio do concurso de dança - The One With The Routine (a.k.a. The One With The Rockin' New Year). (Bons entendedores entenderam, aos demais apenas ignorem.) Só nos restava dormir.

            2º dia

Logo cedo após o café da manhã arrumamos nossas bagagens e seguimos para o museu de tecnologia da PUC - antes de sair resolvi ajudar os índios que vendiam bijuterias em suas tendinhas lá na Estancia, antes do final do dia eu estava com um cordão preto no pesco
ço, mas só percebi no dia seguinte. O Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS possui uma grande área de exposição pública com mais de dez mil metros quadrados, onde cerca de 700 equipamentos interativos estão expostos para visitação. Nesse mesmo espaço são integradas exposições temporárias sobre temas atuais e do cotidiano da sociedade.

Após o almoço fomos até o Beira Rio, estádio do Internacional, que está sendo preparado para a copa do mundo de 2014. Em virtude das obras não pudemos visitar o gramado, porém conhecemos o centro de visitações e através de um vídeo conhecemos um pouco mais sobre a história do gigante do Beira Rio.
Do estádio seguimos até o Instituto Cervantes e conhecemos os métodos utilizados para ensinar espanhol e também a importância dessa língua no mundo. Conhecemos um pouco da história e cultura de países que usam o espanhol como língua oficial, visitamos a biblioteca do instituto e tivemos contato com obras de Neruda, Miguel de Cervantes y Saavedra, entre outros autores de língua espanhola.
Depois do lanche no Shopping e lá Aline foi me encontrar, pois minha visita a capital gaúcha seria estendida, após – sem Aline que voltou pra casa - seguimos até o “Theatro São Pedro”, que é um ícone da cidade de Porto Alegre. Ao longo de 126 anos de existência o teatro já recebeu em seus camarotes, galerias e palco, personalidade artísticas como: Arthur Rubinsteins, Villa-Lobos, Eugêne Ionesco, Cacilda Becker, Marcel Marceau, Olavo Bilac, entre outros, assim como políticos como Getúlio Vargas e Borges Medeiros. Foi lá que assistimos a peça “Seis aulas de Dança em Seis semanas”, estrelada por Suely Franco e Tuca Andrada. A peça da Broadway já foi encenada em mais de 20 países e o espetáculo rendeu boas gargalhadas e emocionou muitos dos alunos e professores que tiveram a oportunidade de conferir a apresentação.

Depois do teatro Aline e tio estavam me esperando e finalmente eu iria conhecer a cidade baixa. Os alunos retornaram para Alfredo e eu fui curtir o restinho do feriado com a melhor companhia que Porto Alegre pode oferecer!
Fomos até a casa azul, brincadeiras à parte com a analogia com a Boate azul o lugar é de respeito, ou quase isso. Aline queria que eu provasse a melhor batata frita da capital gaúcha, e é claro que eu não recusaria. O lugar estava borbulhando e tivemos que dividir um sofá com uns garotos geólogos... Aline quase arrumou um namorado, mas no final ele sumiu com umas lambisgoias, a cerveja estava ótima e voltei para casa dentro de uma bolha de sabão.

Sábado de sol

Tia Ana preparou um almoço mega especial e como sempre delicioso. Nossa tarde seria cultural. Fomos prestigiar a 59º Feira do Livro de Porto Alegre, grandes autores sempre estão por lá na tarde de autógrafos, eu sonhava encontrar Martha Medeiros ou quem sabe o lindo do Galera, mas fiquei muito satisfeita com a grata surpresa de encontrar o celebre Laurentino Gomes que é um dos historiadores mais respeitados do Brasil e autor de alguns dos meus livros de cabeceira, o encontro ficou marcado para as 20:00 horas, então tínhamos toda a tarde para perambular pela feira, centro e imediações.
Era muito bacana ver um monte de gente saindo com sacolas repletas de livros e me deu muita vontade de encher uma sacola também, porém minha condição financeira não permitia isso no momento, o jeito foi me conformar com dois livros e caminhar.  Nas caminhadas pela feira conheci Paola, uma das famosas amigas da faculdade da Aline.
A cada dois anos, junto com a feira do livro acontece a Bienal de Arte Moderna e fomos até a galeria do Santander ver a exposição de arte que estava rolando por lá, depois seguimos para a usina do gasômetro, no caminho para a usina comemos um Temaki - delicioso. Na usina também estava rolando uma exposição, a qual prestigiamos e depois fomos curtir a praia. Isso mesmo curtir a praia em Porto Alegre, no mirante do Gasômetro foi montada uma praia artificial, com vista para o Guaíba e com direito ao pôr do sol!
Retornamos para o centro e finalmente consegui meu 1889 autografado! Como sempre não consegui falar nada no momento do autografo e a foto ficou cabulosa, mesmo assim valeu a pena. Depois de todos os compromissos da tarde ainda tínhamos o ponto alto do dia, a festa na casa da Gabriela! Eu não a conhecia, a bem da verdade eu não conhecia nenhuma das amigas da Aline pessoalmente, mas conhecia todas quase intimamente de tanto ouvir falar e já simpatizava com algumas delas – ainda morria de inveja de Montevideo – mas não sabia que ia achar essas gurias realmente tão animadas e queridas. Bebemos, jogamos e eu tomei a insensata decisão de beber tequila, mesmo sabendo que meu fígado já não a suporta mais. Qual o resultado? Isso mesmo, caro leitor... já na casa da Gabriela... depois tive que praticamente pular do taxi em movimento para evitar que o motorista me fizesse limpar a sujeito e cobrasse uma taxa extra, antes disso eu já tinha cochilado em uma lanchonete. Classe, desconheço!
No dia seguinte o almoço foi por conta do tio e como não podia deixar de ser estava uma delícia. Logo segui para o aeroporto e peguei o rumo de casa, já aguardando a data em que eu visitaria a minha querida Porto Alegre novamente.