domingo, dezembro 30, 2012

2010 - Rio de Janeiro (Carnaval)


Não preciso mencionar novamente o quão ruim foi meu ano de 2009, mas graças a Deus veio 2010 e tive amigos que me ajudaram a superar ou pelo menos amenizar as dores.
Essa viagem também é conhecida como a viagem em que eu virei o Jatobá e é dividida em duas partes, com uma viagem para Barbacena no meio.




05/02 – Na verdade cheguei no Rio dia 04 e fiquei na casa da Vanessa, descansei, provei da comida sempre arrebatadora de Tia Penha e no dia 05 cedinho fomos para a praia. A água estava morninha, estava fazendo quase 40 graus, apesar de ser cedo via-se que a praia ia lotar. Fomos até o arpoador, para começar o dia bem. Passamos boa parte da manha sentindo a brisa do mar e desfrutando da paisagem. Voltamos para casa e almoçamos, a tarde nosso destino seria a Ilha Fiscal, junto com André e Renata, que nos encontrariam na Marinha.
“A Ilha Fiscal localiza-se no interior da baía de Guanabara, fronteira ao centro histórico da cidade. Primitivamente denominada pelos europeus como ilha dos Ratos, o seu atual nome provém do fato de ali ter funcionado o posto da Guarda Fiscal, que atendia o porto da então capital do Império, no século XIX. A ilha celebrizou-se por ter abrigado o famoso baile da Ilha Fiscal, a última grande festa do Império antes da proclamação da República, em Novembro de 1889.”
Ao contrario do que eu pensava, se chega até a ilha de ônibus, por um caminho estreitinho. A ilha é comandada pela marinha e após visitar o “Palácio” conhecemos também as instalações da Marinha ali da Baía de Guanabara, entramos até em um submarino, que não era amarelo e parecia uma sauna. Subimos também em um helicóptero que não levantou voo, mas nos rendeu boas risadas.  Já comentei que adoro homens de fardas? Uhahuuha Pois é, lá tinha inúmeros.

Após nossa visita fomos para o centro, encontrar com o Hugo, paramos em um barzinho para lanchar e adivinha o que tinha no cardápio? Paula Toller, isso mesmo amigos, Paula Toller. =P Não a comemos, pois, sei lá... seria grosseiro de nossa parte, então quando Hugo chegou seguimos para o Pier de Mauá, onde estava acontecendo a exposição de grandes veleiros.  O evento, intitulado “Grandes Veleiros Rio 2010 – Velas Sudamerica 2010” contou com a participação de nove dos maiores veleiros do mundo:
  Cisne Branco – Brasil;
  Libertad – Argentina;
  Esmeralda – Chile;
  Gloria – Colômbia;
  Guayas – Equador;
  Elcano – Espanha;
  Cuauhtemoc – México;
  Capitan Miranda – Uruguai;
  Simon Bolívar – Venezuela;
Eram lindos e podíamos entrar neles. Gostamos bastante. Depois ainda fomos tirar uma foto em cima de um tanque de guerra, na subida me machuquei, mas não contei a ninguém, para não me acharem burrica, pois só Deus sabe o quanto sofro por ser loira.



No dia seguinte fui para minas

12/02 – Eu estava de volta à cidade maravilhosa, após dias expendidos em terras mineiras, Hugo me apanhou na rodoviária, deixamos as malas em casa e fomos para a Barra, comer no Outback Steakhouse, vulgo Outback da Barra. Eu não conhecia o restaurante e se fosse levar em consideração este dia eu jamais teria voltado lá. Graças a Deus que não tenho problemas com pimenta (vocês me entendem né?) caso contrario estaria frita, pois meu frango veio preto de pimenta, a principio até pensei que ele estivesse queimado. Bom, apesar disso amei o restaurante e acima de tudo a companhia.
Era sexta feira de carnaval e no sábado tinha bola preta. Eu sempre sonhei em passar um carnaval no Rio, nunca quis ir pra Sapucaí (irei apenas quando me tornar uma escritora famosa e a globo me descobrir) mas sempre quis ir no blocos, então combinamos com Renata e André de irmos no sábado, no domingo eu e Hugo iriamos pra Arraial do Cabo, onde a família dele já estava.


13/02 – Bola Preta


Saímos de casa cedinho, nesse dia me deu um medinho bobo e não levei minha câmera, hoje vejo que foi bobeira. Após me vestir como uma carioca da zona norte (segundo Hugo) seguimos para o Bola. No metrô apertadíssimo sentimos um grande cheiro de humanidade e uma guriazinha ficou falando do meu cabelo, achou comprido. Ao chegamos no centro compramos chapéus de malandros e faixas escrito bola preta e já caímos na folia. Saiamos cantando e pulando, seguindo o cordão. As pessoas pra variar pensavam que eu era gringa, no final parei de negar e comecei a tirar com a cara deles, falando um inglês absurdamente tosco, com um sotaque mais fajuto ainda. Tomamos algumas cervejas e nos divertimos um monte, Hugo até me ergueu em seus ombros para que eu pudesse me comunicar com o vocalista.
Quando acabou fomos almoçar no MC e lá meus amigos se superaram querendo entrar no barril do Chaves. Foi no MC também que encontramos Ighor, um amigo do Hugo que ficou conosco o resto da tarde.
Depois fomos seguir a banda de Ipanema, pela orla. Lá só tinha traveco, estava muito apertado e bem menos animado que o Bola, mas nos divertimos também, porém ao som da musica mais chata do carnaval, algo sobre a baba do quiabo huahua fomos até o Mirante do Leblon. Manuel Carlos me fez amar o Leblon e ver um por do sol naquele mirante foi lindo. Exaustos voltamos pra casa.


14/02 – Olá Jatobá

Cedinho eu e Hugo pegamos uma Van e fomos para Arraial do Cabo, para ser mais exata a Van nos deixou em São Pedro da Aldeia, que deve ficar a uns 20 minutos de Arraial, deveríamos pegar um bus até lá, mas ficamos no ponto errado e por conta disso demoramos quase duas horas, embaixo de um sol de amolecer a moleira aguardando a chegada do transporte, que não chegaria nem com reza brava. Após nossa paciência já ter terminado perguntamos a mais algumas pessoas (já tínhamos perguntado a algumas e estas tinham afirmado que estávamos no ponto correto) e estas nos informaram o ponto correto. Apenas rimos do quanto fomos bobos e em menos de 10 minutos estávamos seguindo para Arraial. 
Lembro que no trajeto Hugo me deu uma aula de Inglês, tomando como base a Geografia. Uhahahua
Chegamos, almoçamos e preciso dizer que acho a comida da mãe do Hugo sempre, muito saborosa. Conhecemos as praia ali de perto, pude ver o quão gelada é aquela água e a noite fomos para o carnaval.
Carnaval a beira da praia, muito animado. Capetas, melzinhos e até tequila... me digam qual o resultado pode-se esperar disso tudo? Pois é... era previsível.
Primeiro meu amigo Hugo ficou muito transtornado, bêbado, libertando tudo que podia de dentro dele. Quando tocou poker face foi um dos momentos mais engraçados que já presenciei. É claro, com muita classe. (Era pra eu falar assim Hugo?) Todos que passavam Hugo mechia, evitei dele apanhar de uns 3 caras, pois quando as garotas passavam ele ficava chamando-as de lindas, gostosas, essas coisas. Cuidei, muito dele, fui com ele até o mar para ele fazer xixi e também tomava os restos das bebidas dele, para evitar que ele ficasse pior, o que eu não previa era que eu ficaria tão ruim.
Na volta do mar fomos correr, eu cai na areia, me deu uma vontade de chorar e então eu e Hugo choramos abraçados na areia. Depois disso só lembro de pedir pra ele cuidar da minha câmera e de alguns flash...
“Eu vou com a cabeça pra fora do carro, meu Deus, tem mato! Você tão me levando pro mato?”
“To com frio” (34º a temperatura ambiente)
Uma voz falando “MEU DEUS, QUEM É ESSA GAROTA, VOCÊS ACHARAM NA RUA E TROUXERAM, DEVOLVAM ELA ONDE ACHARAM, NÃO QUERO GAROTA DE RUA AQUI”
E depois lembro do Hugo tirando areia da minha perna no chuveiro, para eu dormir.

15/02 – Vergonha, Ressaca e Cegueira

No dia 15 quando acordei minha cabeça parecia um guindaste. Estava cheio de gente na casa do Hugo, os amigos dele que estavam conosco no carnaval. Quando fui colocar minha lente percebi que ela tinha rasgado, tentei colocar mesmo assim e a parte rasgada ficou presa no meu olho, quase tive que ir para a emergência, pois não conseguia tirar.  Eu teria que ligar para a Dona Sandra.
Fiz um Drama ao telefone, quase fiquei surda de tanto que ela berrava, minha mãe ficou desesperada ao saber que a filha estava cega no Rio. Eu queria morrer também, pois precisava de alguém me guiando. Enxergo pouquíssimo sem lente e não é frescura. Fernanda e Hugo me guiavam, que falta faz um cão guia nesses momentos, não é mesmo minha gente?
Enxuguei as lágrimas parei de lamentar e pedi para que tirassem bastante fotos, pois depois poderia ver os lugares por onde andei e assim se fez.
Fomos para Prainha nesse dia, encontramos com Vanessa que estava por lá, contei da cegueira, comemos um milho cozido juntas e ela teve de ir almoçar.
Hugo me levou para “conhecer” as outras praias de Arraial. Tirava foto, eu encostava bem a cara na câmera e quase podia ver. Mesmo assim fizemos uma trilha e eu fiquei encantada pelas belezas do Portal do Atalaia. Conheci também: Praia grande, praia do forno, praia dos Anjos e alguma outra que posso ter vindo a esquecer =P
A noite no carnaval maneirei e vi o Hugo abalar geral o coração da mulherada. Em todos os idiomas, o ver recitando “Parole” com voz sensual era realmente apaixonante, mas o melhor era perceber que os seus amigos realmente acreditavam que ele falava Italiano.




16/02 – No dia 16 apenas levamos o Pedro na praia e voltamos para o Rio. Hugo trabalhava.

17/02 – Antes de eu vir embora de ônibus e cega, realizei o sonho de entrar no Paço municipal e conhecer até mesmo o quarto onde Dom Pedro dormiu.
Eu estava negra, me achando.
Fernanda me acompanhou e ganhei dela uma caixa de Guaravita, que tomei quase que inteira durante a viagem, que parecia eterna. =P

Quando cheguei em floripa fui direto ao oftalmologista e voltei a ver. Glória a Deus! Depois vi melhor o lugar maravilhoso em que estive. O tempo passa e a cada dia posso ver que tenho um grande amigo, generoso, atencioso e querido que mora no Rio, na Barra né, que eu amo e pretendo ainda fazer algumas viagens ao seu lado. 

Carol Pereira

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