segunda-feira, agosto 06, 2012

2009 - Rio de Janeiro


Rio 2009

Bom, voltei ao Rio de Janeiro antes do que eu imaginava. Pensei que iria demorar anos para ter a oportunidade de voltar ao Rio, mas isso aconteceu antes do previsto.
A maior galera se organizou para viajar pro Rio em Janeiro, para ir ao show da Paula Toller no Circo Voador, lugar épico para quem ama as bandas dos anos 80 e mais ainda para quem ama o Kid, pois foi ali que tudo começou,
As gurias MP’s já existiam e se eu fosse para o Rio, só ficaria faltando a Paula, para nos reunirmos novamente (fato que ainda nunca ocorreu depois da viagem para POA em 2008). Mas como eu ainda não trabalhava e tinha passado no status social de estudante para desempregada o dinheiro novamente era o maior problema, em meio a muito choro ganhei um pouco de minha mãe, que sensibilizada abriu a mão. Porém, o dinheiro não era o suficiente e não pagaria todos os gastos da viagem, então, seguindo o conselho de algumas amigas e resolvendo ceder à proposta de um amigo, eu vendi cópias de todos os meus DVD’s de shows do Kid Abelha, consegui juntar uma grana legal e, graças a isso, minha viagem ao Rio se realizou.
A viagem aconteceria da seguinte forma: Pararia em SP e de lá seguiríamos até o Rio.
Então no dia 23 de Janeiro embarcamos rumo ao Rio.  Estávamos em um grupo grande: Rita, Natalia, Rick, Mila, Claudio, Carla, Emerson, eu e lá na rodoviária do Rio encontraríamos o Léo, que estava vindo de Minas. No onibus passei muito frio, e tive que dormir de conchinha com a Mila para evitar a morte, por frio. uhahuahua


Ficamos em um hostel em Botafogo, chamado AcerHostel, todos no mesmo quarto e, como de fato já prevíamos, foi maravilhosamente divertido.


24/01 – Orla e Lapa – Circo Voador
Chegamos ao hostel embaixo de uma leve garoa, subimos para fazer o check in, deixamos as malas e descemos. Lembro que eu estava morrendo de fome e fomos a uma padaria, que ficava na esquina. Como sou enjoada pra comer, não conseguia encontrar nada que me agradasse, acho que acabei comendo um pão e fiquei bem satisfeita. Novamente subimos, para nos arrumar e sair em direção as mais famosas praias do Rio de Janeiro: Ipanema e Copacabana. Ressalto meu tom de pele, que beira o transparente.


Fomos de ônibus até as praias, como estávamos em Botafogo foi uma viagem curtinha. Dentro do ônibus, no caminho, o Emerson fez um trança em meu cabelo, graças a Deus, pois aquele dia ele estava especialmente revoltado. Chegando lá exploramos as praias, andamos a orla inteira. Saímos da metade de Ipanema, fomos até o mirante do Leblon e depois voltamos até o arpoador, foi exaustivo, mas estava tão animado que nem vimos o tempo passar, tiramos centenas de fotos nas mais variadas poses, algumas pulando, outras imitando alguma pose de algum LP do Kid Abelha, os assuntos eram os mais variados, todo mundo já se conhecia, mas eu conhecia muitas daquelas pessoas apenas da internet, então nada melhor que uma longa caminhada pra gente ir colocando o papo em dia e ir se conhecendo melhor. Porém, esquecemo-nos de seguir os conselhos do Bial e não usamos o filtro solar, não demorou muito para a vermelhidão tomar conta de nossos corpos. Ardidas só ficamos depois, mas já prevíamos que não seria nada agradável. Já que o mal já estava feito e nada mudaria, ainda ficamos mais um pouco no arpoador, junto com Naiara e Leal, que são do Rio, também com o 

Robson, que já tínhamos encontrado no mirante. Robson é de Minas e também tinha vindo ao Rio para o Show e tínhamos marcado de nos encontrar. Almoçamos todos juntos e voltamos para o hostel, pois a noite era a hora do Rock no Circo Voador... Bom, a carreira solo da Paula não era muito estilo rock’and roll, mas a gente celebraria o rock mesmo assim. 


Antes disso, as minhas amadas MP´s foram até o hostel pra gente finalmente matar a saudade, foi um breve encontro, pois elas também tinham que ir para casa se arrumar para o show. Ficamos ali, na calçada, na frente da entrada do hostel matando a saudade e tirando inúmeras fotos.


Arrumamo-nos e fomos para a Lapa, chegamos lá destruídos, famintos e ardidos. Fomos bem cedo para garantir um local bem na frente, mas foram horas intermináveis de espera até o show começar e depois gente que chegou em cima da hora ficou do nosso lado, logo aprendi a lição de que chegar 5 horas antes em um show, nem sempre vale a pena. Uhauhahua
Lá encontramos mais um bando de gente: a Renata, André, Wess, Beto, Livinha, Mahariana. Encontramos novamente com Leal, Naiara, Robson, Raíssa, Vanessa e Aline. A Aline estava com um problema, ela ainda era menor de idade (meu deus isso faz eras) e não poderia entrar sem os pais, logo precisaríamos encontrar imediatamente um pai para entrar com nossa bebê. O caso se resolveu quando encontramos Rosa (o amigo da mãe da Rá que tem aquele apartamento lindo em Niterói, só pra guardar suas coleções, aquele que visitamos na viagem de 2008 – Rio de Janeiro), ele se prontificou a ser pai da Aline. De quebra, além de entrar acompanhada por um pai, a Aline ainda provavelmente foi cobiçada por inúmeras mulheres para ser enteada, pois o Rosa é gato demais. Entramos e o show foi demais, depois ainda conseguimos entrar no camarim. Pra entrar algumas mágoas, pois alguns ficaram para trás, inclusive eu, depois entramos e deixamos a Aline, que por obra divina ainda conseguiu entrar, enfim, poderíamos ter nos organizado melhor, mas chegamos ao tão sonhado contato com a Paula. Ela foi extremamente atenciosa, comentou sobre estarmos vermelhas e lembrou que eu estava na capa do DVD, sendo até bem engraçadinha pedindo para eu fazer na pose da nossa foto a mesma cara que eu estou na capa do DVD. Sorte a dela ser minha ídola máster, caso contrário, teria recebido uma resposta a altura. Uhauhahua s2

Depois do show, o fake pai da Aline nos levou para dar uma volta e perguntou se não queríamos um daqueles pôsteres que estavam por toda a cidade, em pontos de ônibus e outdoors, óbvio que queríamos, mas como tiraríamos? Ele nos contou que alguns pôsteres já estavam sendo recolhidos e iam pro lixo, logo não existia mal nenhum em a gente pegar alguns. A gente concordou e ele nos mostrou como pegar, pegamos dois, um pra mim e um pra Mila, quando voltamos ao hostel, em pose dos pôsteres o furor foi geral, despertamos a inveja alheia, mas prometemos que na noite seguinte arrumaríamos uns para eles. (6)


25/01 – Trilha Morro da Urca
Durante o show marcamos uma trilha para o Morro da Urca, eu e algumas meninas já tínhamos feito a trilha no ano anterior, mas essa prometia ser mais animada ainda, devido ao tanto de gente. Então durante a manhã um grupo do nosso hostel foi até o Cristo. Eu não fui junto por dois motivos principais: o primeiro, como sempre nessas viagens da minha época de estudante ou desempregada, eu estava sempre economizando e o segundo um pouco mais fútil porque eu estava muito cansada, do dia anterior, da viagem e acima de tudo por não ter conseguido dormir a noite inteira de frio. Sim passei muito frio no Rio de Janeiro, pois minha cama ficava de fronte ao ar condicionado e eu sou acostumada a sempre dormir com cobertor pesado, além de lá não ter cobertores o vento do ar batia diretamente em mim. Por pouco não morri de hipotermia no Hell de Janeiro. hehehe
 Foi o maior passeio realizado por fãs do Kid da história mundial rs. Era muita gente: Eu, Rá, Vanessa, Aline, Rita, Nate, Mila, Emerson, Leo, Claudio, Livinha, Julya, Carla, Weslei, Renata, Rick, a prima da Re e o meu amado Hugo que, finalmente, descolou um tempinho em sua agenda para nos encontrar.
Foi um dia maravilhoso. Tiramos muitas fotos e ficamos lá em cima até à tardinha chegar. Depois descemos, alguns de bondinhos, outros pela trilha, depois disso ainda seguimos a pé até o hostel. Em nossas viagens sempre caminhamos muito, por um lado é cansativo, mas por outro é muito bom, pois além de conhecermos melhor a cidade ainda aproveitamos o tempo juntos para conversar.
Voltamos ao hostel e eu e mila tínhamos que cumprir nossa promessa. Teríamos que roubar os pôsteres. Muahhh. Muito bonito para a nossa cara, mas já que eles iam para o lixo, não havia mal nisso. Ficamos bem dividimos entre ser certo ou errado, fomos até um pedaço e voltamos, mas a vontade de ter um pôster em casa era tão grande que tomamos um ônibus até Copa, um dos locais onde mais tinham pôsteres espalhados. Quando estávamos chegando, percebemos que a empresa responsável já estava tirando os pôsteres dos pontos de ônibus, então teríamos que ser rápidos.  Abrir os expositores onde os pôsteres estavam parecia bem mais fácil quando feito pelo Rosa, não conseguíamos puxar, depois não conseguíamos segurar o pôster para tirar, em uma das tentativas o Léo soltou a tampa em cima dos meus dedos ao ver uma barata, doeu muito, mas eu não podia fazer escândalo, já que estávamos fazendo algo ilícito. Depois de mais uma investida finalmente conseguimos pegar um e quando estávamos prestes a pegar o segundo algumas pessoas começaram a falar “pega ladrão”. GENTE, nunca corri tanto na minha vida, foi um desespero total, Rita, Nate, Leo, Mila e eu, 
batemos em retirada, pela noite escura do Rio de Janeiro, corremos feito loucos, passamos por dois túneis, fomos em um ritmo frenético desde Copa até Botafogo, um dos túneis que passamos estava em reformas, cheio de buracos, então tínhamos que ir pulando, tudo isso sem olhar pra trás, e eu de saia para deixar tudo mais fácil. Só paramos de correr quando já estávamos em segurança perto do hostel, foi uma grande aventura, algo que minha mãe morreria se soubesse, e que certamente eu só vou contar aos meus netos, e não aos meus filhos, pois a vó estraga apenas os netos né? Tínhamos mais um problema. Um pôster e 3 pretendentes a ele. Fato que resolvemos com um sorteio, filmado e editado, que você pode ver ao final da postagem. O vencedor foi o Léo. E tenho certeza que pra quem não ficou com o pôster a noite não foi totalmente perdida, pois ainda restam as lembranças dessa noite atípica e muito animada.

26/01 – Quinta da Boa Vista, Jardim Botânico e Copa
Para esse dia planejamos ir até a Quinta da Boa Vista, pois da outra vez o museu estava fechado e não consegui entrar. Só que mais uma vez batemos com a porta na cara, pois na segunda o museu não abre, eu e Rita fomos conferir e subimos na porta para ver se abriria ou não, tinha gente lá dentro e não gostaram nada de ver a gente lá em cima.  Como não abriria, ficamos no parque tirando foto e aproveitando todo o nosso momento.
Lost, (sim, foto Lost era a coqueluche do momento huahuahu). Depois que saímos dali, fomos até a estação do metrô e eu sobrevivi depois de comer um lanche com guaravita por 1,50. Eu achei um máximo, econômico e tô pra dizer que não era dos piores.
Marcamos com as gurias de nos encontrar no Jardim Botânico. Antes disso, passamos na PUC, mas começou a chover, o que nos fez parecer pintos molhados, já que não tínhamos sombrinhas. Por conta da chuva, nos atrasamos e quando chegamos ao JB já não valia mais a pena entrar, pois ele já estava quase fechando. Ainda entramos um pouquinho e tiramos a foto clássica com as palmeiras de fundo, mas nada mais que isso. Ficamos lá esperando as gurias saírem e quase morremos pela surpresa, ao percebemos que junto com elas, na maior intimidade saiu um Deus Grego, loiro, dos olhos azuis, alto, lindo e médico. Ele era um modelo de beleza e segundo as gurias um gentleman de tão educado, ele era da Eslováquia, Eslovênia, algum lugar onde se falava tipo Russo e não conseguimos entender direito o que ele falava sem ser em Inglês, por isso ele ficou conhecido por Molho, pois o nome dele era algo parecido com isso. Ele era lindo e certamente eu casaria com ele, porém, provavelmente ele deve ter me achado uma pateta, pois a única coisa que eu conseguia fazer quando ele falava comigo era dar um sorriso simpático. 
Ele se despediu da gente e fomos até copa, para não desperdiçar totalmente nossa tarde.
Ficamos por lá dando uma volta, para nossa satisfação encontramos novamente o Molho, que gentilmente se ofereceu para tirar 
uma foto da gente atrás de uns coqueiros. Depois que as gurias voltaram pra casa da Vanessa na Tijuca, eu e as outros resolvemos entrar na água e depois deixar nas areias de copa a nossa vontade de ver o Kid Abelha voltar a ativa. Depois disso, fomos comer no Habibbs, uma demora incrível e até hoje ainda aguardo minha panqueca, que nunca chegou.



27/01 – Lagoa Rodrigo de Freitas, Roda Gigante da Copa e Arpoador 

Como era nosso último dia, tínhamos que aproveitá-lo ao máximo, então acordamos logo cedo e fomos para a Lagoa Rodrigo de Freitas na expectativa de encontrar Paula Toller lá fazendo sua caminhada matinal, brincadeira... =P Chegamos lá e ficamos extasiados com a vista que é linda e mesmo com o tempo nublado era algo encantador. Depois de sairmos da Lagoa, fomos até o hostel arrumar nossas malas, Rita e os outros seguiram para Niterói e eu e Mila fomos encontrar com as gurias na Roda Gigante da Skol, que ficava lá no forte de Copacabana, lá conheci o André, super amigo da Vanessa. 
A roda gigante era imensa e de cima se tinha uma vista muito bonita da cidade. Quando estávamos saindo, encontramos o Hugo, que vestido de executivo nos acompanhou até o Arpoador. A Aline estava pilhada por entrar no mar, então, como sou parceira, resolvi entrar com ela na água, que estava uma delícia. Ficamos mais um pouco ali, nos despedimos e voltamos para o hostel, para irmos até a rodoviária. Dentro do ônibus, ocorreu um fato que lamento muito por ter rido, mas que é impossível para mim não lembrar e rir novamente, a Mila caiu em uma freada e acho que até se machucou, mas como sou retardada eu simplesmente não conseguia parar de rir e só de lembrar a cena eu esboço uma risadinha, ainda bem que ela não se machucou seriamente, pois senão me sentiria ainda pior.
Essa foi a viagem que fizemos com mais gente, e foi incrível por tudo sempre dar certo e não ocorrer nenhuma pequena discussão. Nos cafés da manhã no hostel, foi muito bom poder conversar um pouco mais com os meninos de SP, conhecer a história deles e cada vez mais admirá-los por serem pessoas tão incrivelmente boas e generosas. Minha convivência com as gurias de SP também serviu para estreitarmos nossos laços e graças a isso, mesmo quando passamos um tempão sem nos vermos ou conversarmos, nossa afinidade ainda continua a mesma.  Rever todos os meus amigos do Rio, ou de qualquer parte do Brasil, é sempre gratificante e me faz contar os dias para um próximo encontro acontecer. Nesse ano de 2009, apesar de todas as dificuldades que tive para conseguir viajar, foi mais uma bela oportunidade para conhecer pessoas e poder passar mais alguns dias na minha cidade maravilhosa, que amo de paixão.

Foi a viagem das fotos com estátuas e das fotos em pose de Lost. Onde eu conheci o Frescão e cantei inúmeras músicas da Xuxa com ele, onde eu fui chamada de chaveirinho pelo Léo e quase fui deserdada por minha mãe por passar dois dias com o celular sem bateria.
 É clichê, mas nunca poderei agradecer ao Kid por eles terem me dado à oportunidade de conhecer e conviver com pessoas tão boas.


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Carol Pereira

Um comentário:

  1. Ahhh q delícia rever esse vídeo...como a gte falou e fez besteira nessa viagem, o túnel de Botafogo q não deixa a gte mentir. Memorável!!!!
    Nem lembrava da igreja q ficava no andar de cima (?) do nosso hostel...kkkkkkkkk...muito trash =))
    Saudades eternassssss!!!

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