segunda-feira, julho 29, 2013

Matéria no Diário Catarinense

Riquezas da minha terra aos olhos do coração

Entendo que Alfredo Wagner não está situada apenas entre os limites que definem a serra e o litoral, o município também permite identificar-se nos limites de sua identidade. Convivemos com culturas tão díspares quanto a alemã, a italiana, a gaúcha e a açoriana. Alfredo Wagner não está inteiramente localizada na serra, nem no litoral ou no alto vale e seu clima é um capítulo a parte, pois vivemos invernos de europeus a verões cariocas. A diversidade religiosa é flagrante e ao mesmo tempo harmoniosa. Nosso ambiente natural não é purista - ainda bem! E nossa identidade caracteriza-se por um certo instinto de não-identidade, pela mistura.
O nosso eterno Barracão tem o estranho poder de despertar um sentimento de contemplação poética, de encantar a todos com suas belas paisagens, com suas tradições e com seu povo, que como não poderia deixar de ser, também é algo ímpar.
 Alfredo Wagner, a Terra Querida, como é chamado por muitos tem o poder de deixar no peito dos que daqui já se foram um sentimento de doçura e sensibilidade, misturados com a saudade desta terra que tanto nos cativa.
A cidade permanece em um mundo paralelo, entre o passado e o futuro, beirando o encanto. Mantém trejeitos de cidades do início do século passado, cultiva hábitos como a amizade entre vizinhos e famílias. A comunidade tem raízes profundas neste chão; todo mundo se conhece de longa data e na maioria das vezes se quer bem. Mas o alfredense não fica parado no tempo, somos arrojados e modernos, temos uma educação de qualidade e estamos sempre conectados no futuro além de estarmos a um “pulinho” da capital. Este é mais um paradoxo que torna Alfredo Wagner única em todo o mundo.
Somos a Capital das Nascentes e nossas paisagens são dignas de filmes de aventura. Ainda somos uma jóia bruta incrustrada ao pé da Serra. 
A nossa história é rica, assim como as das mais consagradas nações, nossa cidade também foi erguida por bravos e visionários homens que acreditaram que esta nova terra se tornaria a “sua pátria”, e aqui dispenderam seus esforços fazendo a terra prosperar.

Reconhecer-se um verdadeiro cidadão alfredense requer não apenas ocupar seu espaço físico, é preciso também cultivar a necessidade que todo ser humano tem de sentir-se em casa, de encontrar em cada pedaço de sua terra um vestígio do seu lar; é levar e manter no coração um sentimento de orgulho, orgulho este construído pela miscigenação de todos aqueles que um dia aqui passaram e deixaram sua marca. 

Ps: Parte do texto foi inspirado em um texto de Valdir da Cunha.

Um comentário:

  1. valeu, carol, vc é uma jovem impressionante, de muito valor - daquelas que, aos passos de formiguinha, gradualmente vai transformando o mundo ao redor com boas ações e atitudes positivas. uma revolucionária, no melhor significado da palavra.
    valdir cunha

    ResponderExcluir