quarta-feira, agosto 01, 2012

2010 - Minas Gerais


Óhh Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais...
Estendo essa frase também aos mineiros, pois, por experiência própria, quem os conhece não os esquece jamais... E eu jamais esqueço a minha família mineira, que me proporcionou belíssimos momentos nessa viagem.
Quem me conhece bem sabe o ano de 2009 não foi nada bom para mim, digo até que foi o pior ano de minha vida, pois vi meu pai se findar em cima de uma cama e me decepcionei muito com uma pessoa que eu amava demais. Pra resumir, após uma viagem para Laguna, na tentativa de esquecer os pesadelos constantes que o ano de 2009 me deu, eu passei o mês de janeiro de 2010 inteiro sem dormir a noite, tendo apenas breves cochilos entre as 8 e 12 da manhã. Eu estava em um estado nunca antes visto, emagreci vários quilos, fora o meu emocional que estava abaladíssimo.
A única forma de fugir disso seria viajar, e par amelhorar meu coração, nada melhor que minha doce "Ermã".


06/02 - Então após uma breve parada no Rio de Janeiro parti para Barbacena. São cerca de 4 horas de ônibus entre a rodoviária do Rio de Janeiro e a rodoviária de Barbacena. Quando cheguei lá fiquei surpresa ao ver Tia Márcia, Iago, Rá e Ighor, todos estavam lá me esperando. Foi muito bom, finalmente, conhecer o Iago e o Ighor pessoalmente, dois garotos incríveis, um com uma inteligência e maturidade de dar inveja e o outro com um dos corações mais puros que já tive o prazer de conhecer, fora a doçura e o bom humor, que também são marcantes. Revi Tia Márcia, minha Ermã Rá e finalmente estava pisando em solo mineiro. 
Ao deixarmos a rodoviária, seguimos eu e tia Márcia abraçadas, colocando o papo em dia, cena flagrada pela Rá, o que me rendeu uma foto que adoro.
Ao chegarmos à casa da Rá, conheci a finada Meg e Tio Mauro, que me encantou desde o primeiro momento com sua inteligência e desenvoltura ao conversar. Depois disso voltamos ao centro de Barbacena para jantar. Conheci a Igreja da Boa Morte e um dos ícones barbacenenses: “Geraldo, um humilde garçom” que trabalha no Gino’s, um restaurante Italiano maravilhoso, que tem uma comida deliciosa. Geraldo achou que estávamos em um Double Jantar Romântico, pensou que eu e Iago éramos mais um casal feliz que por lá jantava. Como não valemos nada o enganamos e ficávamos nos chamando de amor e benzinho sempre que Geraldo se aproximava. Foi uma noite bastante divertida. Havia uma banda tocando ao vivo o repertório era um pouco brega, mas nos rendeu várias risadas.  Depois disso, voltamos para casa, conversamos por mais algumas horas e depois fomos dormir.

07/02 – Tiradentes e São João Del Rey
Quando acordei, Raíssa estava me preparando um café da manhã bem mineiro, com direito a Pão de queijo - Formo de Minas e tudo mais, tudo isso bem cedinho, para que de carro fossemos até Tiradentes. É uma viagem curtinha de Barbacena até Tiradentes, lá a priori conhecemos os principais pontos turísticos. Tiradentes é uma cidadezinha pequena e o centro histórico parece que parou no tempo.  É lindo, para quem gosta de história, poder andar por lá e pensar que já é assim há quase 300 anos. Visitamos uma fonte que é datada de 1749, lembro-me da Rá contando que Rita Lee tem uma foto naquela fonte. A Raíssa também pensa: “Grandes Coisa! A Rita Lee ter uma foto na fonte”,  mas eu sempre lembro desse comentário quando vejo as fotos. Depois de bebermos da água da fonte da Rita, tiramos algumas fotos na frente de uma casinha muito bonitinha e antiga, onde funciona o restaurante “Ora Pro Nobis”. Fizemos 
pose ao lado de algumas árvores de Pau Brasil e fomos almoçar em um restaurante dito como tipicamente Mineiro. Neste restaurante foi onde eu comi Tutu pela primeira vez, aliás, comer é o que mais faço em Minas, sempre engordo quando vou pra lá. Após ter saboreado da comida mineira, seguimos para a estação ferroviária, para que de Maria Fumaça fossemos até São João Del Rey, outra cidade histórica mineira, bem maior do que Tiradentes. E de Maria Fumaça, no ritmo “cafécompãomanteiganãocafécompãomanteiganão”, fomos até São João e eu com toda minha simpatia distribui “OPAS” durante todo o trajeto, algumas pessoas retribuíam, outras não. Foi muito divertido e acho que os outros passageiros do trem, estavam me achando louca. 
Ao chegarmos lá optamos por uma Van turística para fazer o passeio, que contava também com o serviço de um Guia Turístico. Nossa primeira parada foi no Sobrado dos Neves. Pronto já tinha ganhado o dia, pois conheci a casa que um dos Presidentes da República havia morado. Quer algo mais histórico do que isso? Bom, se você respondeu que sim, era só continuar o passeio, pois se respirava história aquele dia. Conheci inúmeras igrejas e suas histórias, algumas cobertas de ouro e imensas, outras feitas pelos escravos, já que nas outras, que eles mesmos tinham construídos eles não podiam entrar ou se entrassem, tinham que ficar de costas para o altar. Conheci o significado da expressão feito nas coxas e também a história dos calçamentos das ruas. Vi um pelourinho, na verdade, me encantei por cada canto daquela cidade. Pra terminar o passeio, fomos a uma fábrica de Zinco, onde Tio Mauro me mostrou o “Sorriso Helena”, riu sozinha até hoje lembrando.  Após isso voltamos pra Tiradentes, e eu continuei simpática no caminho de volta. Chegamos a Barbacena quando o sol estava se pondo. E que coisa linda, mesmo visto da janela era de encher os olhos!
Algumas das Igrejas que conheci em Minas: Igreja da Nossa Senhora do Pilar, acho que a maior de todas e a mais cheia de ouro; Igreja Nossa Senhora do Carmo, fica em frente ao Sobrado dos Neves; Igreja Nossa Senhora do Mercês, essa tem uma lenda sobre suas escadarias, segundo nosso guia muitos noivos fugiam ao longo da escadaria, que era muito longa; Igreja de São Francisco de Assis, agora até fiquei em dúvida, acho que essa é ainda maior do que a de Nossa Senhora do Pilar; Igreja Nossa Senhora do Carmo; Igreja do Rosário, feita por escravos para que eles pudessem frequentar. E mais algumas capelas e outras igrejas menores, que agora não estou lembrando o nome, aliás, igreja em São João encontra-se uma a cada esquina.


08/02 – Amigos da Rá e Selma
Como tive que esperar janeiro passar, em fevereiro as aulas do cursinho da Rá já tinham retornado e ela, além disso, estava tirando sua carteira de motorista, logo, ela tinha que arcar com suas responsabilidades e graças a isso passei bastante tempo com Tia Márcia, Iago e Cida, (pois se ela não tivesse aula, passaria a maior parte do tempo só com ela). Com a Cida só consegui estabelecer contato no último dia, mas agora já sei qual a abordagem correta para conversar com ela. Assistíamos a novela no Vale a Pena Ver De Novo, que era “Alma Gêmea”. Eu, Iago, tia Márcia e Meg, depois da novela, comíamos, conversamos e após a Rá chegar da aula a “noite era uma criança” huahuahuahu.
 Na segunda-feira fui conhecer os amigos da Rá, eu me atrasei um pouco e não consegui pentear meu cabelo direito, acho que assustei todo mundo. Depois disso fomos na casa da Pri, amiga querida de Raíssa, da qual eu já tinha ouvido falar muito. Ramon foi conosco, outro de seus melhores amigos do tempo de escola. E eu morria de rir, na verdade eu nem sabia do que estava rindo, mas como todos mundo ria, eu ria junto, e ria muito... huauhauhuha.
Depois disso, fui conhecer outro ícone, um ícone carioca que na verdade já é quase barbacenense, a Doutora Selma. Só Deus sabe o quanto eu já tinha ouvido falar dessa mulher, elogios não faltavam e eu já a adorava antes mesmo de conhecê-la. Chegamos a casa dela e como sou bicho do mato, eu não sabia o que fazer, estava quase morrendo de vergonha, apesar da gente já ser quase íntima pela internet rsrsrs,  devo dizer que falava-se tão bem dela, que eu estava intimidada por conhecê-la, quando fui abraçá-la, ela sem querer me empurrou em cima de um cocô e pronto, quebrou-se a cerimonia, eu não tinha mais muito o que temer, afinal de contas estava literalmente toda cagada. Nem chegamos a entrar na casa, a conversa foi curta, mas pude ver que tudo o que tinha ouvido falar a seu respeito era a mais pura verdade.


09/02 – Amarulas Night
A rotina durante o dia foi à mesma e eu como adoro conversar não mudaria nada e repetiria mais algumas centenas de vezes. Conversamos, assistimos à novela, conversamos e rimos mais um pouco e a Raíssa chegou.
Fomos com a Tia Márica até o supermercado comprar algumas coisas e passamos por uma prateleira que nos chamou a atenção. Amarulaaaa, será que é bom? Tia Márcia chegou a nos mirar um olhar de reprovação, mas não insistiu no ato, então fomos assistir o DVD do Kid Abelha, o show do Morro da Urca e quando vimos a garrafa de Amarula tinha acabado. A noite mais divertida ever, dançamos, tiramos fotos, fotos com a Paula Toller na TV, fizemos vídeos, a Raíssa quase quebrou o lustre, além disso, a pobre Rá sofria de uma cólica, segundo ela dilacerante, digna de reclamações de Regina Duarte. Lembro que no meio de uma dança muito engraçada Tia Márcia abriu a porta e eu quase morri de vergonha.
Risos intermináveis é a expressão que define essa noite. Nada demais aconteceu, ficamos só em casa e foi memorável e saudoso. Como bem se diz, com os melhores amigos podemos não fazer nada e mesmo assim viver momentos mágicos.



10/02 – Boliche
Preciso aproveitar o espaço para falar sobre os almoços na casa da Raíssa... Às vezes me pego pensando naquela comida e tenho vontade de pegar um avião, em uma ponte aérea inexistente chamada AW/BQ. Muito boa àquela comida, nunca pensei que eu, uma carnívora voraz fosse falar isso da comida da casa de vegetarianos. Bom, pra começar passei a comer e amar salada depois de meu relacionamento com as MP´s, mais precisamente depois de ir ao Equilibrium com elas. Mas gente, as comidas da casa da Rá são incomparáveis, maravilhosamente saborosas, é de se entender porque sempre volto pra casa mais gordinha.
À noite fomos ao Boliche e tive o prazer de saborear uma das piores batatas fritas que já comi na vida, também verifiquei minha total inaptidão para o boliche, não levo o menor jeito, mas nos divertimos muito. Até tiramos uma foto no espelho do banheiro que particularmente acho engraçadíssima.


11/02 - Piscina, Aula e depois Guerra de Confetes
Dia cheio! Como era meu último a Rá cabulou a autoescola e passamos a manhã toda na piscina, fazendo caras e bocas para as fotos. Lembro que o Tio Mauro salvou uma mariposa de morrer afogada, foi um gesto simples, mas ao mesmo tempo achei aquilo tão nobre, fez eu o admirar ainda mais. Nadamos muito e por sorte já tinham inventado os cartões de memórias, caso contrário, certamente ainda estaríamos pagando os rolos de filmes fotográficos que teríamos gasto aquele dia.

Almoçamos e Raíssa me convenceu a ir com ela para o cursinho. Chegando lá eu tinha uma estratégia formada... a de ficar invisível. Todo mundo que me conhece sabe o quanto sou envergonhada, eu chegava a ficar sem ar de pensar que poderiam ficar bravos de eu estar lá sendo que nem sou aluna, ou pior ainda, morria com a possibilidade de algum professor falar comigo durante a aula, como eu atraio vexames, adivinha o que aconteceu? Um professor me chamou. Um professor adivinhe de que? De geografia. Ele no meio de sua explicação estava fazendo perguntas aos alunos, e perguntou PRA CAROL, óbvio. UAHUAHUA Mas como não sou fraca, respondi certo e na lata, mas só de pensar que todo mundo me olhou, que me faltou ar, me faltou palavras por um segundo, chego quase a reviver o momento e beirar um ataque.


À noite fomos para a batalha dos confetes (não eh esse o nome né?) que acontece todos os anos na quinta-feira antes do carnaval. Seguimos, Eu, Rá, Ighor e Ramon e lá, além de dançarmos feito baianos muitos axés, conhecemos a Maracupinga. Gente que troço é esse? A primeira é ruim demais, mas o pior é que depois da primeira fica bom. A festa ficou animada, teve gente até que beijou o ar. UHAHUAHUAUha Dançamos e começamos com o pé direito nosso carnaval do ano de 2010.




Depois disso fomos pra casa, pois no outro dia cedinho eu pegaria o ônibus para o Rio novamente. Não gosto de despedidas e estou percebendo que não gosto nem de escrever sobre elas. Deixar pessoas que você ama tão distante, pessoas de quem sempre ficaria perto, nunca é uma tarefa fácil. Seria ainda mais difícil não odiar toda essa distância se não existisse a certeza de que ela não é nada diante de todo nosso amor.












Carol Pereira

4 comentários:

  1. Já que todos os mineiros são inesquecíveis... Eis-me aqui. E, sem querer fazer inveja, com uma garrafa de Amarula. Vem, Carol.

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  2. Pena que a ponte aérea AW/BQ é realmente inexistente, senão nesse momento eu pegaria o primeiro avião com destino a felicidade! HUAHUAHUHUAUHAUHUHAUHA

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  3. Gostaria de deixar claro que nem tudo que é inesquecível é bom. Entendeu agora? =D

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  4. Você está disperdisando sua veia literária.
    Coloca isso tudo num livro. Arranja alguém prá publicar que vc não vai mais parar de viajar e se encher de estórias prá contar.
    Você não existe!!! Ri demais. Melhor não poderia ser, qtos detalhes....

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