terça-feira, julho 31, 2012

Perfil Carol

Fui convidada a escrever um perfil para postar na pagina online do jornal aqui da minha cidade, pois sou colunista, gostei do resultado e vou publicar aqui. 


Uma pessoa que adora viajar, escrever, ama música, fotografia, jogar futsal, é viciada em séries, é fascinada por tecnologia e encontrou sua vocação lecionando.
Tem Bacharelado em Sistemas de Informações pela UNIPLAC e Licenciatura em Informática pela UNIDAVI, trabalha na educação desde o ano de 2009 como Orientadora de Tecnologias Educacionais e como professora de Informática na Escola de Educação Básica Silva Jardim. Sente orgulho em falar para as pessoas que trabalha na mesma escola da rede pública onde estudou, a amada E.E.B. Silva Jardim, que fica em Alfredo Wagner, terra que ela chama de querida, sua terra natal que ela idolatra.
Quando criança e durante parte de sua adolescência estava dividida entre duas carreiras: a de Historiadora, em que sonhava ser uma versão feminina do Indiana Jones; e o Jornalismo, em que ela sempre se via como uma correspondente de algum conflito no oriente médio ou como âncora do Jornal Nacional. Mas ela cresceu e sua vida tomou outro rumo. Hoje em dia, ela percebeu que pode ser o que quiser através das palavras, e não precisa ser uma jornalista para poder escrever e expressar seus sentimentos. A respeito da história, ela diz que sempre será uma área de grande interesse e que sempre se fará presente em sua vida, infelizmente não poderá explorar as minas do Rei Salomão ou sair em Busca da Arca Perdida, mas, diante das possibilidades de hoje, poderá visitar as Pirâmides do Egito, conhecer os monumentos do Império Inca, dos Maias e não precisará ir tão longe para poder explorar de uma forma menos eletrizante e aventureira, porém muito proveitosa a história, pois pode conhecer e se aprofundar ainda mais na história de seu país, visitando e conhecendo a cultura de suas cidades históricas, e assim ela faz, sempre que possível.
Tem uma relação bastante estreita com a tecnologia e as formas de comunicação da nova geração, mantém três blogs, um sobre a Escola de Educação Básica Silva Jardim ( http://eebsilvajardim.blogspot.com.br/); um Jornal Online chamado Etc e Tal, criado em parceria com seus alunos e com o auxílio de seus colegas de trabalho ( http://etcetalojornalintegral.blogspot.com.br/); além de um blog pessoal onde desde 2008 posta seus textos e relatos de suas viagens ( http://carolpereiraa.blogspot.com.br/).
Ainda é uma garota cheia de sonhos, que quer dominar vários idiomas e conhecer de perto várias culturas. Além disso, quer sempre ter contato com as formas de arte do seu país e acompanhar a trajetória de sua banda favorita, Kid Abelha. É uma mulher cheia de responsabilidades e anseios, mas que não perdeu o brilho e as expectativas da adolescência. Tem como marcas pessoais ser  extremamente crítica, não se mantendo calada diante do que é contra ou acha injusto, sempre lutando pelo que acredita, outra parte evidente de sua personalidade é o bom humor, caracterizado por respostas rápidas sempre arrancando gargalhadas dos que a cercam. Usa seu tempo livre para assistir episódios das mais de 10 séries a que acompanha, para ler, escrever e para sonhar com suas viagens ao redor do mundo, ou então usa esse tempo para viajar em companhia de seus amigos, passar o tempo com a família ou seus amigos que conhece desde a infância.

Outros blogs que ela criou:
Alfredo Wagner, Terra querida - http://alfredowagnertq.blogspot.com.br/

Contato
Telefones: (48) 3276-1200 – (48) 8857-8689

Carol Pereira

sexta-feira, julho 27, 2012

2010 - Buenos Aires


Mi Buenos Aires Querida
(29 de julho – 02 de agosto)

Argentina... todo mundo que não tem dinheiro para viajar para Europa opta por Buenos Aires para ter um pouco de luxo e glammour gastando pouco dinheiro.
No ano de 2010 resolvemos investir nesse roteiro para garantir nossa diversão. Então eu e meus amigos (Aline, Hugo, Rita, Paula e Renata) entramos no país dos Hermanos e botamos pra quebrar. Primeiro nos organizamos, programando nossas férias para o período de recesso escolar, então no dia 29 de Julho de 2010 chegamos na Argentina.
Como eu estava em Porto Alegre e as meninas iam de ônibus para BsAs eu as acompanhei (e também economizei), foi uma viagem bastante divertida. Lembro que saímos de Porto Alegre no final da tarde,  e chegamos em BsAs por volta das 16 hrs... Na noite que passamos na estrada o Inter estava jogando, o pessoal estava acompanhando o jogo pelo rádio, e a torcida estava dividida, de um lado os colorados (como sempre vencendo) e de outro os Gremistas, torcendo contra. Pela manhã paramos no Alabama para tomar café da manha. (sim gente, aquele lugar tinha cara do Alabama, o céu era super azul e tudo mais, e como já tínhamos andando muito concluímos que havíamos chegado ao Alabama, e por esse nome aquele local ficou conhecido).

Alabama
UAI - nusss
Dormimos mais um pouco, comemos mais algumas batatinhas e finalmente estávamos chegando a Buenos Aires. Logo na entrada da cidade passamos pela UAI – Universidade Mineira de BsAs rsrs. Desembarcamos na rodoviária, uma argentina nos ajudou, foi super querida, estávamos um pouco perdidas, pois aquela rodoviária é imensa, acho que deve ser a maior que já vi. Pegamos um metrô e finalmente chegamos ao Hostel. Nosso hostel se chamava Obelisco, inclusive, da janela do nosso quarto podíamos ver o monumento. Hugo já nos aguardava, Paula e Renata nesse primeiro dia não ficaram no mesmo hostel que a gente e sim em um que ficava na Calle Florida, ali pertinho. Houve um engano na reserva, e Rita não ficou no mesmo quarto que a gente, onde além da nós  tinha uma pessoal de São José dos Campos.
Estávamos famintos e assim que nos acomodamos fomos comer. O pessoal optou por comer no Mcdonald’s  (sim, eles sempre optavam por isso, aliais, as vezes variavam, escolhiam o Burger King, o que obviamente não me deixava muito feliz, haja visto que não sou fã de pão). Comemos, e Aline nos contou que é chique tomar café no Starbucks, como somos cheias de classe seguimos para lá e saboreamos um café delicioso, confesso que eu me sentia a Carrie Bradshaw cada vez que tomava aquele café. Pobre realmente é uma desgraça. Huahuahua

Starbucks

Embaixo do hostel que as gurias ficaram existia um PUB, com um ambiente muito alternativo, então decidimos nosso destino noturno. Voltamos para o Hostel, nos produzimos e fomos até o tal PUB do hostel das gurias. Tenho que confessar que em nenhum momento gostei do vinho argentino, porém como sou parceira e aquilo era nossa opção não abandonei meus companheiros de viagem e saboreei com eles algumas garrafas, porém o preço era um pouco alto, e como sempre gostamos de economizar ... eu e hugo tivemos a ideia de comprar o vinho em um bar e colocarmos eles nos copos (a gente viu algumas garotas fazendo isso) para poder entrar no PUB, já que de outra forma a entrada da bebida não era permitida. Então eu e Hugo fomos correndo (literalmente) até um bar, e como já estávamos sob efeito do “vino” nossa comunicação com o dono do bar não foi das melhores, era um tal de: Dulce, rozilho, vino, dame... dos infernos, não entendíamos nada e levamos pro PUB um “vino” ainda pior do que estávamos tomando antes, mas tudo bem, estamos nos divertindo muito. No PUB tinha Karaokê, e como todo bom bêbados resolvemos cantar. TRAGÉDIA. Chego a ter dor na barriga de tanto rir ao lembrar das cenas, nosso querido amigo Hugo chegou a cair da cadeira. HUAHUHUAHUAHUHUA teve também a entrevista com a “Riaaaata” que nos arrancou boas gargalhadas. Pra fechar a noite o Hugo nos prendeu no elevador. Huahuahu Odeio bêbado.

2º Dia - Chuva – (30 de Julho)


Ressaca era nosso nome. Lembro que as gurias chegaram em nosso hostel pontualmente, mas estava muito difícil pular de nossos beliches. Ficamos mais de meia hora falecidos em um sofá tentando buscar forças para levantar dali e desbravar Buenos Aires. A chuva também não nos animava muito a sair, mas ser turista esta em nosso sangue, logo precisamos conhecer os lugares. Aproveitamos a deixa da chuva e fomos às compras, já que é difícil fazer turismo debaixo d’agua. Encontramos uns casacos muito baratos e quentinhos, inclusive comprei um pra minha mãe, mas ela não gostou e fez questão de me falar, então quem o usa e o adora sou eu. Após gastarmos nosso suado dinheirinho fomos almoçar, resolvemos parar em um restaurante que ficava próximo ao local onde fizemos nossas compras, não tinha muita variedade, mas tinha CARNE e BATATA então eu estava feliz. Variamos entre arroz, papas fritas, filete de ternero ou pollo e eu gostei bastante, mas os bifes das meninas vieram praticamente com o “ternero”  berrando, muito mal passado e elas odiaram.
De volta ao hostel fomos nos preparar para o show de tango. Acho que tango é um dos estilos musicais que mais gosto, acho sensual, compassado, ritmado, maravilhoso, estávamos mega empolgados e neste clima, Aline, Hugo, Paula e eu saímos para nossa noite de gala.



A casa de show escolhida foi a Tango Porteño, e lá só tinha gente chique, fora a gente é claro.  Como era um local de gente de classe as coisas eram caras e tivemos que comprar o vinho mais barato, que nos custou 100 pesos, tivemos que tomar praticamente em conta gotas para que ele durasse até o final do espetáculo. Ao final do show estávamos contagiados pelo tango e saímos dançando pelas ruas até o hostel, nos divertimos muito e nosso bordão do dia foi “O Tango está em nós assim como nós estamos no Tango”. Antes de voltarmos para o hostel paramos em um barzinho e comi há batata lays, que já não é vendida no Brasil a alguns anos, comprei também uma coca de um litro, pois estava com sede, já que nosso vinho foi meramente ilustrativo.




3º Dia - Passeio pela Recoleta, Puerto Madeiro e San Telmo (31 de Julho)

Bom, como todos sabem Evita é um grande ícone da história argentina e todos os anos o cemitério da Recoleta recebe milhares de visitantes que querem conhecer o tumulo desta grande mulher, como temos que estar em todos esses lugares, no sábado resolvemos dar uma passadinha por lá, ao chegarmos ao cemitério me dei conta que existiam muitos brasileiros por ali e que o local não era visitado apenas por turistas, mas por pessoas que realmente amavam e ainda amam a Evita. Hugo, tomado por um sentimento de amor e saudade resolveu chorar no tumulo dela, e isso nos rendeu vários olhares de reprovação vindo dos nativos. Chamou a minha atenção além das dezenas de gatos que andavam entre os túmulos as estatuas que servem como ornamentos, inclusive uma dessas estatuas não saiu da minha cabeça durante algum tempo, estatua que ficou conhecida por “Véia do cemitério”,  vez ou outra eu ficava com medo dela ao lembrar.

Trio do Arrepio - Hugo, gato e véia

Comendo o Pancho
Após sairmos do cemitério rolou um semi desentendimento por causa de comida, haja visto que eu precisava comer alguma comida diferente de Mc e ninguém queria comer nada, eu estava morrendo de fome, como sou reinenta imaginem o quão difícil foi me aturar.
Comemos um negocio parecido com cachorro quente, chamado Pancho. Prometeram-me que depois disso iriamos a uma churrascaria, hoje vejo que apenas me iludiram, pois após sairmos dali paramos no Mcdonald’s. Morri de raiva, mas o melhor a respeito da comida estava guardado para a noite.
Após nosso saboroso almoço (só que não) resolvemos seguir a pé até o Puerto Madero, com direito a parada básica em frente a Casa Rosada para algumas fotos.

Casa Rosada

Puerto
Puerto Madeiro é um belo local, moderno, limpo, porém sem banheiro, todos estavam tomados por uma imensa vontade de fazer xixi, e estava quase impossível segurar, eu realmente estava passando mal, logo cada vez que ouço falar em Puerto Madero me lembro de como minha bexiga estava apertada. Hehehe
Resolvemos ir até San Telmo, também a pé, procurar um banheiro e comer, afinal depois de eu ter importunado a todos, todo o dia resolveram que comeríamos alguma coisa diferente de Mc. Chegando em San Telmo encontramos nossa amiga Mafalda, tiramos fotos e resolvemos que iriamos comer no bar La Poesia, que fica pertinho da Mafalda, então entramos para ver qual o cardápio, e fomos muito mal atendidos, a garçonete praticamente nos expulsou do bar, ficamos muito magoados e após eu pedir, digo, implorar para um brasileiro que vimos passando na rua naquele momento me levar para comer na casa dele, e ele ter negado pois estávamos em muitas pessoas e a mulher dele certamente não gostaria seguimos a pé para o mercado, pois iriamos fazer nosso próprio jantar.


Nesse momento minha fúria por conta da fome estava em seu level máximo, eu não aguentava mais, pois antes estava festejando que iriamos comer no restaurante e agora ainda teríamos que fazer nossa comida. Na ida encontramos o Erik do Chapéu, um americano de NY que estava no mesmo hostel que a gente, depois fomos saber que seu nome era Ed, (o do chapéu era um apelido carinhoso que tinha recebido da gente por estar sempre com um chapeuzinho de Michael Jackson) ele foi conosco até o mercado. Decidimos que faríamos  macarrão com carne, depois acharam muito caro e resolveram fazer macarrão com sardinha. Pronto, nesse momento a coisa passou a ser pessoal, eu não como sardinha, nem de macarrão gosto muito, aleguei isso, implorei por carne, mas nossa semi briga quase tomou maiores proporções. Quase em prantos (sim eu sou dramática, ainda mais com fome) pedi para Aline e o Erik irem comigo comer algo em algum lugar. Erik nos levou em um local que conhecia uma pizzaria, nos contou sobre suas viagens, nos deixando com água na boca, e ainda foi super querido pagando nossa conta. Finalmente de volta ao hostel fomos animadas falar com as gurias sobre nosso jantar, ao chegarmos eles estavam muito estranhos e meio que nos tratando mal, então eu e Aline subimos, fomos para o quarto tentando entender a reação deles, alguns minutos depois o Hugo subiu e nos contou... 




Eles fizeram o tal macarrão com sardinha e utilizaram um molho, só que no molho tinha um ingrediente especial que eles só perceberam quando estavam comendo, o macarrão estava cheio de pequenas Larvas, e no momento que chegamos eles tinham acabado de perceber. Tenho que confessar que eu e Aline rimos muito disso, aliais, rimos disso até hoje, dizem que Paula até vomitou, tadinha. Pelo menos comemos a Pizza, senão meu dia teria sido uma total tragédia gastronômica, já que passei fome o dia todo.



4º Dia - El Caminito  e La boca (1 de Agosto)


O último dia de uma viagem é sempre saudoso, por si só, falando por mim sempre já sinto saudade da viagem nesse ultimo dia. Em nosso roteiro ainda  faltava conhecer o El Caminito e LA boca, então desta vez de taxi seguimos para la.
El Caminito é um bairro bem colorido, divertido, muito bonitinho, é claro que a estatua do Maradona contribui pro lugar ficar menos bonito, mas nem isso ofusca a beleza do lugar.
Erik do chapeú nos acompanhou neste dia, ele estava flertando comigo. rsrs
O frio intenso foi uma característica marcante neste dia, principalmente para Hugo, acostumado apenas com o calor intenso do Rio de Janeiro.

Após conhecermos o estádio do Boca, tivemos finalmente um almoço decente, e o melhor bancado por nosso amigo americano. Realmente, provamos de uma excelente comida na churrascaria El Gaucho, foi um banquete para fechar com chave de ouro nossa viagem. Os flertes com o americano continuaram, mas tivemos que nos livrar dele para ficarmos mais a vontade e curtirmos nossas ultimas horas juntos. Então, fomos novamente para o Starbucks e lá tirei uma das minhas fotos que mais gosto, que apesar de tremida acho bem bacana. Antes disso eu ganhei um cachecol do Hugo, que também adoro.



O Hugo partiu, agora era só Aline, Rita e eu já que as meninas tinham ido mais cedo. Trocamos de quarto, ficamos ao lado do quarto do Edwarth, agora sabíamos que o nome dele não era Erik, ficamos até um pouco envergonhadas, pois só identificamos o nome ao lermos em um cartão fofo que ele estava escrevendo para a família. Ele estava cheio de segundas intenções comigo, senti que tava querendo me embebedar, pobre anjo, usou a abordagem errada e não conseguiu nada, nos despedimos, arrumei minhas malas, e estava passando por um imenso sufoco, pois não servia nada mais dentro dela, lembro que tive que deixar meu shampoo, e minha toalha com a Aline, além do mais, quase fui para o aeroporto rezando para não pagar excesso de peso. (Não paguei)



Sinto saudades desses momentos, essa foi uma viagem muito gostosa e divertida, realmente memorável. Nossa primeira viagem internacional em grupo. O que me resta é contar que as próximas sejam tão animadas quanto essa, e eu até já as imaginei. 

Carol Pereira

terça-feira, julho 24, 2012

Ninguém gosta de politica



Eu também não gosto de politica, mas sabe o que menos eu gosto? De nepotismo, empreguismo e corjas politicas abusando do poder.
Não gosto de gente burra ocupando postos importantes só porque são politicamente influentes.
Não gosto de pessoas recebendo salários pagos por nós cidadãos, pra não nada fazer.
Não gosto de só reclamar e não fazer nada para reverter esse quadro.
Se já derrubamos um presidente da republica é evidente que somos detentores do poder. Vamos fazer valer nosso voto, vamos votar com consciência e acima de tudo analisar os fatos para juntos construirmos nosso futuro...
Se uma pessoa mal sabe ler, ela não pode criar as leis que vou seguir. Vamos nos valorizar.
Se uma pessoa já esteve no poder e não fez nada de bom, não vamos ser hipócritas e acreditar que agora por um milagre divino ela fará.
Eu vou votar por saúde, educação e desenvolvimento, quero gente com capacidade, instrução e objetivos pra assumir esses postos. Não quero ser palhaça novamente pra ver lugares administrativos tão importantes serem novamente cabides de emprego.
Eu faço campanha pela minha cidade, quero uma cidade desenvolvida, com educação de qualidade, fazendo bom uso dos recursos que recebe e acima de tudo com transparência administrativa.
O tempo dos coronéis deixaremos para a velha Ilhéus.
Quero liberdade de expressão, de imprensa e acima de tudo crescimento, e não só da infraestrutura da cidade, quero crescimento intelectual do meu povo.
Vamos ser conscientes nessas eleições.

Carol Pereira

segunda-feira, julho 23, 2012

2008 - Rio de Janeiro


Desde pequena eu tinha o sonho de conhecer o Rio de Janeiro, sempre quis isso, pois quando pequena vi uma foto do meu vô no Cristo Redentor, e achei aquilo surreal, aquele monumento imponente que aparecia nas novelas da globo... Nossa! Meu avô já tinha ido lá. Era fantástico, fascinante, um dia eu teria que conhecer aquele lugar.
Então em 2008 ocorreu a gravação do DVD da Paula Toller, minha idola máster e eu no furor da minha adolescência tinha que participar desse marco na carreira dela. Porém eu era uma pobre universitária, sem condições, mas cheia de sonhos. Não sei de onde consegui dinheiro e eu e meu amigo Luciano Werner seguimos de ônibus para a tão sonhada cidade maravilhosa.
Doze horas até São Paulo e mais seis de São Paulo até o Rio... As doze horas de Lages a SP pareciam intermináveis, o ônibus estragou antes de Curitiba, um senhor afrodescendente acima do peso (vulgo Negão) roncava feito um caminhão com problemas de motor, e eu, uma menina até então sem caries sofri de uma dor de dente literalmente sem precedentes. Sofri, penei, mas cheguei a São Paulo. Ao descer na rodoviária fiquei com vontade de comer no Bob´s mas eu não tinha dinheiro para um luxo daqueles, tive que comer outra coisa, mas fiquei bastante frustrada ao perceber que não tinha nada barato para se comer por ali. Mais um ônibus e finalmente a CIDADE MARAVILHOSA.
Na Barca, com Hugo e Lu
Eu estava afoita, impaciente e extremamente ansiosa, devo afirmar que a chegada por terra na cidade não é lá grandes coisas e nem de perto lembra nossa colonização germânica repleta de detalhes e capricho, mas eu estava em estado de estase e até as favelas pareciam maravilhosas. Andamos mais um pouco e meus olhos se encheram de lágrimas quando avistei o Cristo. Mesmo de longe, e com toda a minha miopia, aquilo era a realização e um sonho e era impossível não se emocionar, mesmo hoje parecendo um exagero.
Descemos na rodoviária onde Hugo nos aguardava, finalmente eu conheci aquele menino engraçado que passava horas comigo no msn, aliais, conheci muita gente nessa viagem, pessoas que fazem parte da minha vida como Renata, Livia, Wesley, André, entre tanto outros que já conhecia na internet mas que se tornaram reais nesses dias.

Conhecendo Niterói

Juntamente com o Hugo seguimos de barca até Niterói, onde supostamente o Lu teria feito nossa reserva no Clube Naval Charritas, porém ao chegarmos percebemos que não existia reserva alguma e que estávamos a Deus dará. Minha mãe morreria se cogitasse essa possibilidade. Por sorte o Pai do Lu estava conosco, e o Hugo como um bom carioca sabia se virar, então pedimos algumas informações e de ônibus seguimos para o Plaza de Niterói. Ressalto dois fatos engraçados, no clube Charritas mais tarde aconteceria o Show da Paula (ainda não era o show da gravação) e uma senhora perguntou para mim se ali que aconteceria o Show da Paula Trolli... eu achei muito engraçado, mas depois percebi que sei lá era meio que um sotaque, e depois no ônibus eu e Hugo fomos perguntar a uma senhora se ela sabia de algum Hotel de qualidade e não muito caro, e ela nos indicou um Motel ótimo, iríamos adorar, pois ela e o namorado sempre dão uma escapadinha la... Eu fiquei um pouco constrangida, acho que o Hugo também, afinal de contas tínhamos acabado de nos conhecer pessoalmente e não tínhamos a intimidade que temos hoje em dia para podermos rir disso na hora. Chegamos ao hotel, nos acomodamos, e depois fomos ao show da Paula, preciso documentar que o palco era muito baixo, e neste dia notei as celulites da perna da Paula, aliais, todos notaram, e ela notou que notamos (que frase bem estruturada não é mesmo) e então ela colocou uma meia. Nada disso importou, ainda a amo.


Pizza - Blé
09/08 – Segundo dia no Rio de Janeiro. Ao acordar ainda em Niterói pela janela do Plaza vi algumas rochas que formavam um paredão, lembro que fiquei pensando na formação geológica delas, e também pensei que eu era muito sortuda por estar ali. De manhã conhecemos um pouco de Niterói, vimos a estátua de um índio que hoje conheço bem a história (segundo a doutora Selma) e mais algumas coisas, e a frase que não me saia da cabeça era: “O que Niterói tem de melhor é a vista da cidade do Rio de Janeiro”. Almoçamos, e de taxi cruzamos a Ponte Rio-Niterói. Fomos até a Quinta da Boa Vista, MEU DEUS, A QUINTA. Era um sonho pra mim conhecer aquele lugar, diante de todo o meu amor por história ainda mais a história do Brasil, poder pisar em um local que fez parte disso, parte importante, abrigando a Família Real... Empolgação era meu nome. Infelizmente não pude entrar no Museu, pois como era sábado ele estava fechado, mas já valeu a pena, passeamos pelos jardins e conversamos. Todos estavam felizes. Depois fomos a um rodizio de pizza, e eu deixei a felicidade de lado, pois achei caro, eu comi dois pedaços e me custou 28 reais, e eu nem gosto de pizza, lembro que eu estava muito econômica, devido a pobreza. Ao terminarmos fiquei na casa da Vanessa (Mila também estava lá), que ainda morava na Tijuca, reencontrei Tia Penha e conheci Tio Maciel.
Conhecendo a Quinta da Boa Vista

Robertinho
10/08 – Conheci Robertinho. Vanessa tinha acabado de virar dinda, ele tinha nascido no dia da minha chegada ao Rio, então fomos até a maternidade em Laranjeiras conhecer o Bebê. Após isso conhecemos o Rosa, um grande amigo de Tia Márcia (mãe da Raissa) que também era fã do Kid Abelha, além de colecionador de CDs e o dono do maior acervo do Kid que eu já tive o prazer de conhecer, ele nos levou até seu apartamento em Niterói e compartilhou conosco seu conhecimento, nos mostrou o acervo, nos deu presentes e ainda nos serviu um sorvete delicioso.

No apartamento do Rosa, morrendo pelo seu acervo

Do alto do Pão de Açucar
11/08 – Visita ao Pão de açúcar – Na segunda resolvemos fazer uma trilha, no Morro da Urca, para depois pegar o bondinho até o pão de açúcar. A trilha não é muito pesada, e foi uma experiência bastante divertida, ao chegar lá em cima a recompensa. A vista é de tirar o folego. Logo pegamos o bondinho e subimos até o pão, novamente me espantei com a beleza da paisagem. Era tudo muito bonito, de encher os olhos, e alegrar o coração.
Praia Vermelha, nos preparando para subir


Rá (L)
12/08 – O DIA DA GRAVAÇÃO – O dia já começou cheio de emoções, era gente chegando de todos os cantos para o maior evento de encontro do pessoal da comunidade de todos os tempos. A Karen estava vindo de São Paulo, supostamente comigo... e a Rá e Tia Márcia estavam vindo de Minas, fomos pega-las na rodoviária, foi muita emoção. Foi nessa viagem que constatei que eu tinha mesmo uma irmã que morava em outro estado, tinha nascido em outra família, neste dia também conheci a “bunda desnuda do Leblon” e impressionamos o cara do táxi falando em comunidade, acho que ele pensou que éramos faveladas. Antes do show uma grande reunião na porta do Teatro Oi Casa Grande no Leblon, após fotos e apresentações curtimos o grande show, de camarote e ainda muitos de nós tivemos o privilégio ter o rosto estampado na capa do CD e DVD da cantora. Após o show metade do publico foi dormir na casa de Vanessa, que parecia coração de mãe, nem sei como coube tanta gente. Dormimos todos na sala, e tivemos uma momento divã antes de dormir, onde eu com todo o meio jeito direto deixei a Raissa sem jeito durante a entrevista. Ressalto que eu havia prometido ligar para a Aline durante esse show, porém não lembrei, e mais uma vez aproveito o espaço para me desculpar.


Galera da adormecida Comunidade do Kid Abelha 

Bunda Desnuda do Leblon


Sonho realizado
13/08 – Cristo Redentor – O dia já começou saudoso, pois eu sabia que Rá e Tia Márcia logo partiriam. Lembro que Tia Penha queria esconder a vista da janela com um toalha, para Tia Márcia não perceber a favela que ficava atrás do Bairro. Não pude acompanha-las até a rodoviária, após elas partirem esperamos o pai do Luciano chegar para juntos irmos até o Cristo, houve um atraso, e quando chegamos no alto do Corcovados já era quase noite, perdemos um pouco do visual, mas ganhamos a vista da cidade iluminada, com todas suas luzes, vindas das avenidas, dos prédios e das favelas, que pareciam pinturas, parecia natal, era lindo. Tiramos algumas fotos, e eu finalmente tinha realizado meu sonho, de conhecer o cristo e assim como o Vô Zé ter uma foto lá. A alegria havia me tomado, e eu já pensava que teria que voltar em breve.
Do alto as luzes da Cidade Maravilhosa


Eu matando aula
14/08 – Conheci Copacabana, Ipanema e o Arpoador – Estava no meu roteiro de lugares que eu precisava visitar. Como boa sonhadora sempre me imaginei andando pelo calçadão de Copa, tomando uma água de coco em um sombra curtindo o vai e vem da maré, e assim o fiz. Minha viagem estava completa, e o Rio de Janeiro realmente era uma cidade maravilhosa.
Arpoador


E assim encerro o relato sobre a minha primeira viagem ao Rio de Janeiro, eu tinha certeza de que outras viriam, tinha certeza de que eu amo aquela cidade, e tinha que voltar lá pra finalmente tirar minha foto no Paço. 







Carol Pereira

domingo, julho 22, 2012

Allways


Há uma verdade universal
que todos precisamos aceitar...
querendo ou não.
Tudo acaba algum dia.
Mesmo tendo esperado muito
por este dia, eu nunca gostei de finais...
O último dia do verão...
O último capítulo de um bom livro...
Despedir-se de um amigo próximo....
Mas finais são inevitáveis.
As folhas caem.
Você fecha o livro.
Diz adeus.
Hoje é um desses dias para nós.
Hoje dizemos adeus a tudo que era familiar, a tudo que era confortável.
Estamos seguindo em frente.
Mas mesmo ao estarmos partindo, e isso dói...
Há pessoas que fazem tanta parte de nós, que estarão conosco haja o que houver.
Elas são nosso chão... nossa Estrela Polar...e as vozes em nossos corações que estarão conosco...
sempre.

By Alexis - Castle

sexta-feira, julho 13, 2012

Nem tudo é como a gente sonhou


Sempre idealizamos nossas vidas, traçando sonhos, mentalizando momentos, e querendo que
eles se realizem daquela forma... E nem sempre isso sai como o esperado..
Até onde isso é bom ou ruim?
Um exemplo:
Quantas vezes imaginei minha formatura... Eu, com o meu adorável par... bailando levemente pelo
salão, na verdade, dancei com meu irmão, e quase perdi os dedos, imaginei tudo diferente, na
maior perfeição, mas agora percebo que mesmo não sendo como o idealizado, e por mim imaginado perfeito
foi perfeito, mesmo com imperfeição. Que a imperfeição as vezes eh ainda mais bonito do que o conto
de fadas, que a vida é mesmo uma caixinha de surpresas cheia de emocões..
O príncipe, nem sempre eh um príncipe, ele pode ser cheio de vícios, defeitos, mas até isso. as vezes
conta a seu favor, deixando ainda mais digamos assim, interessante.
Resumindo, encontrei a perfeição, justamente juntando os defeitos..

Carol Pereira

Beirando a demencia


As vezes eh facil desconfiar que o cerebro não é tào esperto assim..
As evidencias apontam para uma visao nitida do futuro, e mesmo tendo
tudo em mãos, a possibilidade de evitar danos ainda maiores, arriscar e
insistir no erro parece a coisa mais interessante a ser feita.
Será que saturei meu pobre cerebro? 4 dias, para o fexamento de 4 anos.
FINAl.. FEliz?
Um clico... Uma etapa, parte de uma história, da minha história que ainda
vai ter muitas paginas, muitas decisoes, lagrimas e risos.
E o meu Cerebro?
Desejem-lhe Boa Sorte!

Carol Pereira

Timão


Tremula a bandeira
O Peito se imunda de emoção
Rola a Bola, Todos se unem em busca do Gol.
Ser Corinthiano é estado de espírito
Ë sobre tudo amar esse time, amar essas cores,
É mesmo entre derrotas e fases Ruins ter oegulho de dizer
SOU CORINTHIANO
Amo, meu time,
Meu time que nasceu Paulista, Mas hj é um dos mais brasileiros
Meu time, que apesar da rivalidade imortalizou um Carioca.
Que no meio da crise consagrou um Goleiro
Meu Timão. Meu Coração é seu.
Ser Corinthiano não tem Explicação.
O Brasil é o pais do Futebol.
Futebol Corre nas veias
E se instala na Alma
Se nasce corinthiano, Se morre Corinthiano
Mas acima de tudo se Gritaaaa
Timààooo Eoooooo!
Timãooo!

Carol Pereira

Tony Tihuana


Acho que o meu Tony, não é tão atlético, nem tão moreno.
Nem tão destemido e machão. Mas todo mundo tem um na cabeça não tem?
Como é o Seu?
Tony, é um cara legal, perfeito, destemido, Um pouco atrapalhado ao falar,
Usa umas Girias, talvez com frequência de mais na mesma frase, talvez tenha um probleminha de dicção.
Não enfrentaria ninguém no braço, ou melhor apanharia, mas conseguiria dar umas porradas tbem.
O Cabelo nem sempre ajuda, as roupas tbem não.
Mas tem aquele perfume, um certo charme no olhar.
Talvez seja platónico, ou muito real.
Talvez seja Ridículo, ou trágico.
Mas cada um tem o Seu Tony, e esse é o Meu.

Carol Pereira

Caroline


Não sei andar de salto direito, Não sou chique, nem sempre tenho paciência pra ler um livro inteiro,meu gosto musical nem sempre é comum,
não tenho tv a cabo e nem leio revistas sobre fofocas.
Como porcarias, falo besteiras, não sei fazer um olhar 43, nem seduzir.
Não consigo ser amável por interesse, nem ao menos gentil.
Não Gosto de gatos, nem de plumas, nem de peixes.
Prefiro ler sobre historia do que sobre moda, prefiro Gal do que tiesto, ir a um teatro do q a uma rave, Futebol do que voley.
Sou passional, educada, tímida e solidária, chorona e palhaça.
Gosto de Coca-cola, Fotografia, música, videos, pc e poesias.
Faço de tudo um pouco, nem sempre bem.
Gosto de flores de mato de cavalos.
Não perdoou facilmente, guarda magoas, sou ciumenta, não sei a hora de terminar uma briga.
Tenho mais uns 500 defeitos, mas mesmo assim ainda tem algumas pessoas que gostam de mim.

Carol Pereira

Casa


Ouço os grilos cantando, barulho do vento mexendo de leve nas árvores
Respiro um ar familiar, que tem o poder de me afagar os pulmões
Até a agua tem outro sabor.
Não Ouço barulho de carros, de pessoas
Ouço apenas o silencio da noite...
Barulho do Rio
Um gato passando
Quase posso ver a paz da minha alma.

Carol Pereira

A Lagoa


Há marola que vem faceira beijar a areia
A bicicleta em que a moça passeia
O morro que a ladeia...

O Pássaro que a Sobrevoa
o Silencio que ali soa
A paz, Oh coisa Boa.

E eu de camarote no vai e vem da rede
Sinto o cheio da verde
e digo
Aah Lagoaaa.

Carol Pereira

A dabiliu


Já dizia o poeta

Alfredo Wagner que eu adoro tanto
Cheia de flores, cheia de encantos
Ninguém compreende a grande dor que sente
Um Filho ausente a suspirar por ti.

Faço minhas as suas palavras. Como que um pedacinho de terra entre as montanhas pode fazer tanta falta?

Entre a serra e o mar, se abre uma fenda, e lá nasce uma vila, que se torna uma cidade, rica em belezas naturais, em cultura e trejeitos europeus.
Minha cidade, cidade de senhoras que são amigas de infância,
de namoro na pracinha, de cavalgadas, vizinhos se visitando e todo aquele tititi.
Cidade que lembra as coisas boas do passado, mas não fica parada no tempo.
São os laços de afeto, as marcas de nossas vida, as lembranças.
O Silva Jardim, a Aguás Frias street
Tudo o que me fez, tudo o que me faz bem.
Minha AW.

Carol Pereira

Qual a Magia?


Três pessoas, um sax, uma guitarra e uma magnifica voz, Qual a magia escondida nesses 3 elementos?
Nem os mais renomados alquimistas conseguiriam encontrar a resposta pra essa pergunta.
Paixão, amor, loucura, ternura, aflição, perda dos sentidos, um emaranhado de emoções, teimando em se manifestarem todas ao mesmo tempo. Um amor que faz a gente se concentrar e fazer o mundo ao nosso redor parar, ao primeiro acorde reconhecido, de uma música deles no meio de todos os sons da rua. É achar poesia em uma música inspirada em uma fruta que muitos confundem com legume, que faz vc ir de minas a São Paula olhando os cafezais. Que muda todo o seu ritual ao entrar na net, modifica sua aba de favoritos e cria laços enormes com pessoas contaminada assim como vc.
3 elementos que ajudam vc a ter histórias para contar a seus netos. Que faz seus pais perderem os cabelos e esvaziarem os bolsos, que faz vc tropeçar pela vida, em loucos como vc, e esses loucos se tornarem verdadeiros irmãos.
Amizades, amores, intrigas, alegrias, há quantas alegrias.
Me fizeram ficar acordada em um reveillon sem Internet esperando por almas caridosas me ligarem e me darem noticias sobre aquele que se anunciou o últimos show antes das férias. Férias essas que estão me frustrando até a medula.Mas não irei abordar esse assunto, pauta de tantos tópicos na Comu. Falando na comu... Há comunidade (Nunca me senti tanto o Juvenal Antena qdo dentro daquele taxi falando sobre o povo comunidade Ném), ponto de encontro de várias almas perdidas, que adentraram madrugadas vendo filmes chatos pra ( piii censurado) para poder acompanhar o Altas horas. E mesmo agora nessas férias imensas ainda a mantem viva com cobertura completa de show, aparições (Padre Quevedo?) tudo. Ainda cobiço um estudo psicológico sobre personalidades naquela comunidade, Conflitos internos, desavenças pessoais, agreções verbais, exclusões, ironias, sarcasmo, e uma generosidade imensa.Sério aquele é um nice place.
Ironias a parte, esse post não vai se salvar de ser piegas.
Ai como eu amo esses 3 no palco juntos. E amo, todas as pessoas que conheci graças a eles e que me fazem ser quem sou.
Esses três elementos mudaram minha vida.

Carol Pereira

Querido Governador


Querido governador, o senhor não tem memória? Ou acha que nós não temos? 
Pelo que parece o senhor pensa que nós somos apenas um voto e que não somos providos de cérebro.
Para o senhor somos apenas números.
Pois bem, quero lhe informar que somos pessoas, as mesmas pessoas que o seu slogan falava que iriam estar em primeiro lugar, lembra? Pois é.  Essas pessoas somos nós. E nós lembramos disso.
Você quer criar uma sociedade sem instrução para se reeleger? 
É isso que parece, pois com essa sua atitude de não incentivar o magistério é isso que vais conseguir! Como alguém vai se interessar em ser professor se é uma carreira sem futuro, medíocre e ingrata? Como investiremos em nossa formação, especialização se isso não nos trará beneficio algum?
Você em breve terá uma mão de obra desqualificada trabalhando na base de sua nação, pois a educação é a base de todas as nações desenvolvidas, ninguém vai se interessar em ser professor, e você terá que colocar qualquer um dentro das salas de aula... Mas deve ser isso que você deseja... pois gente burra votará em gente como você.
Ainda bem que hoje em dia temos recursos para refrescar sua memória, e tenho aqui um vídeo que mostra claramente o que o senhor com sua voz de pastor falava sobre a educação enquanto nós eramos interessantes para você, interessantes pois ainda querias os nossos votos.
Curta o vídeo, querido governador!
Cordialmente
Carol Pereira, professora em GREVE!

Nossa Luta é por Dignidade


Carol Pereira - EEB. Silva Jardim

Na escola onde eu estudei os professores me ensinaram a ser critica, lutar por meus objetivos, ter uma postura politica firme, me ensinaram que juntos somos mais, que unidos somos mais fortes, que em muitas vezes na história para se conseguir algo, sangue teve que ser derramado. Em outras vezes também, a conquista veio sem violência, mas não sem sacrifícios. Hoje eu trabalho na mesma escola onde aprendi tudo isso, e agora é a minha vez de dar exemplo. Parar com a greve agora iria contra tudo o que meus colegas, (a maioria deles meus ex professores) já me ensinaram, iria contra tudo o que eu fui criada para acreditar, seria vender minha dignidade para não ter minha folha de pagamento zerada.
Quando saímos ontem para Ituporanga, eu estava nervosa, achando que seria o final da nossa luta, iríamos voltar para as salas de aula com o "rabinho entre as penas", sem termos ganho nada de muito concreto e tentando acreditar em uma promessa, feita por um cara que não cumpre nem a uma Lei Federal. Apenas uma certeza eu tinha... se a greve acabasse ontem, seria minha última greve, pois eu nunca iria aderir novamente a um movimento que não gerou resultado algum.
Ao chegamos na assembléia ouvimos as palavras de uma pessoa que conheci agora e, sem nunca termos conversado pessoalmente, despertou em mim grande admiração pois, através de suas falas, fez com que todos nós sentíssemos orgulho de pertencer a essa classe muitas vezes tão humilhada. O professor Osvaldir Olavo da Silva (Vide) devolveu o entusiasmo a muitos de meus colegas. Ao final de seu discurso,  eu via esperança em muitos olhos, e a história frustrante de voltar com o "rabinho entre as pernas" começou a tomar outro rumo.
Outras pessoas falaram, muitas recebendo palmas calorosas, outras não sendo tão felizes em seus pronunciamentos, provocando um furor sem igual em nossa recente história de greve, e foi ai que surgiu o professor Nazareno que com poucas palavras, pelo menos para nós do Silva Jardim, firmou a greve! Entre outras coisas ele disse "Se eu ficar sem dinheiro vendo minha moto, mas não minha dignidade", outros discursos se seguiram, lágrimas rolaram. 
A greve esta desgastando a todos, estamos exaustos, acuados e amedrontados, mas ao menos estamos lutando pelo que é nosso de direito, pelo que acreditamos e pelo justo. Todos estamos nos sacrificando mas ainda temos nossa dignidade, e manteremos nossas cabeças levantadas, não iremos nos humilhar por migalhas, vamos valorizar nossa classe e acima de tudo dar exemplo a nossos alunos, criando assim uma sociedade menos submissa aos desmandos de governantes sem caráter. Nossa luta é por dignidade.

Carol Pereira

Dias de Greve


Carol Pereira - EEB. Silva Jardim

Os professores que permanecem na luta merecem serem chamados de Heróis. Muitos ficaram pelo caminho, com as mais variadas justificativas: uns não tinham como se manter financeiramente com os descontos, outros sofreram pressão da sociedade ou da própria família e alguns deixaram o movimento, pois não acreditavam mais em um acerto que nos beneficiaria. 
Sinto-me orgulhosa por fazer parte dessa luta, por mim e meus colegas não termos vendido nossa dignidade e por permanecermos unidos. Pois acima de tudo amamos nossa profissão.
Já ouvi e me emocionei com o depoimento de diversos colegas, falando de como sofreram para fazer sua licenciatura, que sempre almejaram isso, que ser professor é a realização de um sonho. 
Comigo a história é diferente. Quando fui fazer o vestibular eu tinha três opções: Jornalismo, História e Informática. Descartei jornalismo, pois achava que não tinha muito jeito pra coisa. Pensava muito em fazer História, mas não queria ser professora de forma alguma, não queria isso justamente por ser filha de uma professora que sempre trabalhou muito para conseguir sustentar a família, muitas vezes ficando muito mais tempo com os filhos dos outros do que comigo e com meus irmãos. Então decidi fazer bacharelado em Sistemas de Informação. Terminei meus estudos e voltei para Alfredo...
Foi então que surgiu a oportunidade de trabalhar na Sala de Informática do Silva Jardim. Apesar de ter estudado quatro anos e meio e receber como alguém que saiu do ensino médio, eu passei a compreender a paixão que minha mãe sente pelo magistério. Por sorte ou um tremendo azar, na contramão de tudo, eu também me apaixonei por essa profissão e hoje, assim como meus bravos colegas, eu a defenderei com unhas e dentes.
Por isso mais uma vez ressalto a importância de permanecermos na luta, apoiando uns aos outros, esclarecendo a população, principalmente aos pais ou responsáveis pelos nossos alunos, a importância de nossa causa, bem como nossos motivos e objetivos. 
Vamos almejar um tempo, onde possamos contar a nossos alunos como lutar por nossos direitos e, efetivamente, construir um futuro melhor.

VEM VAMOS EMBORA, QUE ESPERAR NÃO É SABER, QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER.”

Carol Pereira

o Fim da greve


Carol Pereira - EEB. Silva Jardim

O sonho acabou e todos estão vivendo os efeitos colaterais da greve. Sofremos muito nesses 43 dias de paralisação, nos decepcionamos com pessoas que gostávamos, nos frustramos, fomos manipulados, ridicularizados e nos desiludimos com o futuro de nossa carreira.
Não tenho palavras para descrever o que senti quando vi o final da greve como a única alternativa plausível para o momento. Foi como se todos meus ideais, minhas ideologias estivessem sendo incineradas, ali mesmo naquele plenário. Quero crer que todos os bons estrategistas de guerra em algum momento recuaram. Quero ter a convicção de que toda a nossa luta não foi em vão e, acima de tudo, quero olhar para o magistério e ainda conseguir enxergar o almejado futuro.
Tudo tem seus prós e contras... O que levamos de bom disso tudo?
Em nossa bagagem da greve, entra a certeza de que erramos no dia 3 de Outubro ao colocarmos um aspirante a ditador no poder.
Ganhamos o FUNDEB, que voltou para o local de onde jamais poderia ter saído. Ajudamos a provocar uma auditoria federal.
Fomos personagens atuantes na história de nosso estado, vestimos a camisa da educação e lutamos por ela.
Levamos a certeza de que não somos mais fantoches, que temos voz ativa e precisamos ser ouvidos. Temos força para isso.
Conquistamos a união, a colaboração, abrimos um largo sorriso no rosto ao descobrir que existem pessoas que têm a mesma visão, os mesmos ideais, e a mesma garra para ir atrás de seus direitos.
Emocionei-me com o depoimento dos professores do Roberto afirmando que não voltariam sem seus colegas do SINTE que tanto lutaram pela gente.
Tive aula de cidadania e política com o pessoal de Vidal, que mantinha sua opinião firme e tinha plena certeza do que queria.
Aprendi muito com colegas de outras escolas, que mesmo com um numero reduzido de adeptos, FIZERAM A GREVE.
Constatei que os alunos de nossa regional estão em ótimas mãos, pois a grande maioria de seus professores tem valores e qualidades imensos para serem repassados.
Além disso, tive muito orgulho de meus colegas do Silva Jardim. Formamos uma grande família, compartilhamos nossos anseios, nossas angustias, debatemos ideias algumas vezes, mas nunca perdemos nossa união, e se fosse o melhor caminho a se seguir continuar em greve, seguiríamos todos juntos.
Despeço-me dessa greve com lágrimas nos olhos, mas com uma ponta de esperança no coração. Dias melhores hão de vir, e se tardarem... Ahhh, se tardarem... nós vamos atrás!
Acordamos Colombo.

Carol Pereira