terça-feira, fevereiro 20, 2018

2017 - São Paulo - Prêmio Professores do Brasil



O ano de 2017 foi o meu ano. Ele começou meio mal das pernas, parecia que não seria um ano bom, mas ele foi. Foi perfeito em vários sentidos. Lancei dois livros, ganhei espaço para mostrar meu trabalho, me libertei de aflições diárias que não me faziam bem e para fechar o ano ainda tive a oportunidade de participar pela terceira vez do Prêmio Professores do Brasil, sendo premiada na categoria regional, ganhando reconhecimento, 7 mil reais e uma viagem para a Irlanda que irá acontecer em maio de 2018. 

Para nós professores o reconhecimento é algo que faz muita diferença em nossas vidas. Reconhecimento vira incentivo para sermos ainda melhores e também de inspiração para que outros professores busquem por novas maneiras de passar o conhecimento.

Ganhar um prêmio é muito relativo, por si só não prova nada. Não diz que somos melhores que os outros, de forma alguma. Tenho colegas que desenvolvem trabalhos infinitamente melhores que o meu como um todo, que cumprem sua função principal, que é a de passar o conhecimento e maneiras para se chegar até ele de forma excepcional, e que não se preocupam em participar de premiações ou algo do tipo. Gente que certamente me serve de parâmetro, inspiração e exemplo! Mas para mim, Carol Pereira, ganhar um prêmio desse calibre faz toda a diferença.  Ainda mais pelo que a pequena Eva Schneider representa em minha vida e pela forma como saí da escola, praticamente chutada pelo governo do estado, quando extinguiu meu cargo.
Partimos no domingo cedo para Floripa, para então pegar o avião para São Paulo. Chegamos ao destino final no meio da tarde e já estávamos com a agenda cheia – o legal desses encontros é conhecer as outras realidades, como por exemplo a do pessoal que já havia saído de casa na quinta feira, para só chegar ao destino no domingo.

Após o almoço fomos para o quarto para nos prepararmos para a entrevista que cada um dos premiados daria para a TV Escola. Óbvio que eu estava muito nervosa, pois morro de vergonha de falar em frente às câmeras, ou falar para o público em geral. A gravação seguia um roteiro simples, baseada em algumas perguntas:
1 - Nome da escola onde desenvolveu o projeto, bem como o estado/município em que está localizada.
2 - Nome do projeto e que segmento de ensino ele atendeu/atende.
3 - Explicação sucinta sobre o projeto (de onde ele surgiu, objetivo, como foi desenvolvido o processo de trabalho, quais atividades foram realizadas, que conteúdos foram abordados, curiosidades).
4 - O desafio enfrentado por você, professor, na realização do projeto.
5 - O que o projeto deixou de lição. Ou seja: qual foi a conquista dele?
6 - Você pretende dar continuidade ao projeto? De que forma?
7 - Uma mensagem para que outros professores compartilhem suas experiências.
Era muito simples, mas a hora da gravação mais parecia um parto, me deu vontade de sair correndo e chorando. Mas o jeito foi tomar um fôlego e fazer de conta que estava achando normal aquela luz e aquela câmera na minha cara. Estou ansiosa para ver o resultado, que tem chance de ser catastrófico.
Após a entrevista saímos para dar uma volta pelo bairro e encontrar algum mercado para comprarmos algumas besteiras e abastecermos nosso frigobar. Depois jantamos no restaurante do hotel e fomos dar uma volta pelo bairro. Nosso hotel o WZ Hotel Jardins - fica ao lado da Oscar Freire, que dispensa comentários e que destoa da São Paulo que eu conhecia. O local parece que fica em outro pais. Um fato engraçado é que saímos do hotel sem celular, com medo de ser assaltados, mas não sabíamos que íamos passear pela Oscar Freire, onde provavelmente seus frequentadores tinham medo era de a gente assaltar eles, já que não combinávamos muito com o ambiente. Voltando ao hotel foi hora de dormir para se preparar para a semana que viria pela frente.

O dia seguinte era o mais aguardado, pois a tarde estava marcada a nossa festa de premiação. Logo que acordamos, recebemos a notícia de que eu e as outras professoras que representavamos o estado de Santa Catarina, éramos capa do Diário Catarinense, o maior jornal do estado. Foi legal!
 Pela manhã tivemos algumas palestras, que de certa forma ajudaram a me conformar com o resultado da tarde. Nossa professora – que eu adorei, mas que pelo que vi não agradou a todos – comentou que nós e os avaliadores, devemos analisar não apenas se o aluno chegou ao ponto final, mas onde ele chegou a partir de onde saiu. Muitas vezes o ponto de partida não é o mesmo e então analisar se o aluno chegou ao ponto final ou não é injusto. É o princípio simples de equidade que nem sempre colocamos em vigor. No prêmio, aparentemente eles usam essa regra.

A tarde a expectativa estava a mil, era hora do nosso momento de gala, de recebermos nossos troféus pelo trabalho que desenvolvemos com centenas de crianças durante nosso trabalho.
                O evento ocorreu na Sala Mário de Andrade na Praça das Artes, o local é super antigo e foi mantido dentro da Praça, com sua arquitetura original. Antes de começar, assistimos ao show de um quarteto de música clássica. Muito bom, mas sabem aquele desenho antigo do Mickey – ou pica-pau -  tentando apagar o fogo que consumia tudo embalado por uma música do Chopin? Então, eu sentia a mesma agonia, só que ao invés de apagar o fogo eu estava tentando controlar a minha ansiedade.

                O dia também foi de reencontro. A minha querida amiga Paula Teixeira foi assistir à celebração e foi muito, muito legal ter alguém que significa tanto para mim na plateia. Nossa vida paralela já comentada tantas vezes em Garopaba estava em voga aquele dia, era como se tivéssemos em uma cerimônia de entrega do Oscar, mas tenho que agradecer que não tínhamos uma câmera em nossa cara na hora do resultado final, pois eu realmente não sei que cara fiz.

                A premiação é um momento que sempre emociona muito. Chorei de felicidade quando a professora do meu lado ganhou o prêmio nacional em sua categoria. Eu não lembro o nome dela, mas ela era uma cidadezinha do Rio Grande do Sul, escola do interior, como as muitas que existiam aqui em Alfredo, nas quais minha mãe dava aula. Foi emocionante ver que o trabalho dela foi reconhecido nacionalmente. Aquela conquista alegrou meu coração de tal forma, que não vencer a etapa nacional foi apenas um detalhe.
                Experiências assim nos fazem conhecer outras realidades, a aprender a sermos menos egoístas, insatisfeitos e individualistas – para o caso daqueles que ainda estão em etapa de aprendizado, como eu.

                O coquetel após a cerimônia foi um luxo. Champanhe rolando solto, alguns petiscos, música boa. Tudo ótimo. Aproveitei a oportunidade para apresentar a Paula para uma professora de Rondônia que desenvolveu um projeto com as detentas de lá. Achei lindo, a paixão com a qual a professora lutava pelo direito delas, de terem acesso à educação. Da paixão com a qual ela falava dos avanços daquelas mulheres que muitas vezes são esquecidas. Óbvio que a Paula também adorou o projeto e ficamos por um bom tempo conversando com a professora e com a sua diretora. Sem sombra de dúvidas um papo edificante.
                Ficamos lá... conversando e aproveitando para conhecer melhor meus companheiros de viagem para a Irlanda. Foi uma festa muito animada, mas acabou cedo. Então fomos para o hotel e decidimos que iríamos sair para jantar, já que o alto do coquetel eram os garçons mantendo as taças cheias, logo, estávamos varadas de fome.

                Fomos em um bar que tinha samba ao vivo, na Vila Madalena. Samba de qualidade, que perdemos quase todo pois a parte onde serviam comida era separada da pista de dança. Pegamos só umas duas músicas, depois o DJ embalou o povo com sucessos dos anos 90, entre eles até mesmo ouvimos: “Bate forte o tambor galeraaa”.
                Voltamos para o hotel e o próximo dia também seria cheio, pois iríamos logo cedo para o instituto Península, onde fomos recebidos como verdadeiros campeões.  Lá assistimos a uma palestra emocionante com Rodrigo Mendes.
Aos 18 anos de idade, ele ficou tetraplégico — sem movimentos do pescoço para baixo — após levar um tiro durante um assalto. Desde então, tornou-se um nome importante na luta pelos direitos de inclusão daqueles que têm alguma deficiência e fundou o Instituto Rodrigo Mendes. Você deve o conhecer, pois ele se tornou a primeira pessoa com tetraplegia a pilotar um carro de corrida usando comandos cerebrais. O veículo foi especialmente projetado pela equipe de tecnologia da TV Globo, como parte da campanha "Tudo começa pelo Respeito", lançada pela emissora em 2016, em parceria com Unesco, Unicef, Unaids e ONU Mulheres.

Após nos emocionarmos com a palestra, fomos conhecer as dependências do Instituto Península, que é o local onde vários atletas olímpicos treinam diariamente.

A tarde foi hora de mais palestras. Começamos a assistir um filme chamado “Vermelho como o céu”, mas não finalizamos, pois não deu tempo.
Jantamos e depois eu e Dona Nazaré, fomos jantar novamente na casa de sua cunhada, que mora ali pertinho.

No outro dia fizemos um city tour pela cidade, o mesmo que eu já havia feito em 2014, quando participei pela 2ª vez do prêmio. Passamos pelo centro, paramos no Colégio e depois fomos almoçar em um restaurante ali por perto. Depois seguimos para o Museu de Arte Contemporânea - MAC USP, para uma visita relâmpago, onde seguimos direto até o terraço para observarmos parte da cidade. Única coisa do museu que vimos foi um gato de pelúcia gigante, logo na entrada. Antes de voltarmos para o hotel paramos para uma foto na estátua em homenagem aos bandeirantes. O Monumento às Bandeiras é uma obra em homenagem aos Bandeirantes, que desbravavam os sertões durante os séculos XVII e XVIII. Foi inaugurada no ano de 1953, fazendo parte das comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo.
No hotel finalizamos as palestras, com cada um fazendo um breve relato sobre seu projeto. Sem dúvidas esse momento é um dos mais importantes do prêmio, pois permite uma troca imensa de experiências, alimentando nossa imaginação, pensando em soluções e ideias para projetos.

A noite saímos para celebrar nossa última noite e reencontrei a Marianna – More – que não via fazia anos. Aparentemente não estávamos com muita sorte, pois tivemos que ir em 3 lugares, até encontrar um lugar para a gente ficar. Acabamos indo a um karaokê, onde jantamos e dançamos.
Mais uma vez foi maravilhoso participar dessa grande festa da educação nacional. Foi uma oportunidade única para conhecer gente bacana e ter ótimas ideias para o futuro.






Eurotrip - Quanto custa viajar para a Europa?



Todo mundo pensa que viajar para a Europa é algo absurdamente caro, mas essa postagem serve para mostrar que qualquer um pode viajar para lá, basta se organizar e pesquisar formas mais baratas para realizar esse sonho.
Em janeiro passei 22 dois dias por lá e gastei menos de 10 mil reais.
Fomos há alguns dos destinos mais caros da Europa, como Londres e Paris, comemos bem e tomamos muitas cervejas.
Vou compartilhar aqui um pouco sobre os principais gastos de nossa viagem. Incluindo os valores reais que gastamos.

PAÍSES:
Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha e Holanda

CIDADES:
Frankfurt, Londres, Paris, Bruxelas, Bruges, Bremen, Hamburgo, Amsterdam e Zaanse schans.

Como vocês já devem saber hotéis são formas de hospedagem mais caras, então os evitamos. Os hostels – presentes em abundancia em toda a Europa – são opções mais em conta, porém se você preza por um pouco de privacidade eles também não são as melhores opções, para resolver esse empasse usamos o AirBnb, que era o que realmente precisávamos, bom preço e um mínimo de conforto e liberdade.
As despesas com hospedagem foram divididas por 3 pessoas e o valor que apresento aqui é apenas a minha parte, ok? Vamos lá!

GASTO COM PASSAGENS:

Avião Floripa -> Rio (Gol) = 509,00 Ida e volta
Avião Rio de Janeiro -> Londres (Lufthansa) = 3395,85 ida e volta
Ônibus Londres -> Paris (Eurolines) = 80,00
Ônibus Paris -> Bruxelas (Eurolines) = 65,22
Trem Bruxelas -> Bremen (DB) = 171,35
Ônibus Bremen -> Hamburgo  (Flixbus) = 41,99 (ida e volta)
Ônibus Bremen -> Amsterdam (Flixbus) = 82,74

HOSPEDAGEM:

Hospedagem Londres – Hostel - = 492,46
Hospedagem Paris – Airbnb = 187,32
Hospedagem Bruxelas = 209,00
Hospedagem Bremen – casa de amigos = 0
Hospedagem Amsterdam – casa de amigos = 0

INGRESSOS

Ingresso London Eye & Madame Tussaud = 191,60
Ingresso Louvre = 71,91
Ingresso Bateaux-Mouches em Paris = 60,06
Ingresso Anne Frank = 42,28
Ingresso Patinação = 51,50

OUTROS GASTOS

Aluguel carro = 61,56
Aluguel bikes em Londres = 33,79
Estacionamento em Bruges = 9,48
Gasolina = 42,13
Seguro = 171,84
Compra de Libra = 1500,00
Compra de Euro = 3000,00

VALOR TOTAL= 10.461,08

Voltei com 200 euros, cerca de 822,00 reais. Ou seja, gastei 9.649,08, menos de 10 mil reais.
            Tem alguma dúvida? Quer alguma dica?
            Só deixar a pergunta no comentário com um e-mail válido que ficarei feliz em responder.
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quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Diário de bordo - Eurotrip - Dia 22 - A viagem da minha vida



Chegamos ao final da nossa primeira Eurotrip.
Certamente voltamos para casa diferentes do que partimos. Viajar faz isso, nos transforma profundamente, muito além do que os olhos podem ver – no caso os quilos que engordamos comendo fora – mas sim uma transformação no nosso espirito, na nossa mente. A cada viagem evoluímos de uma maneira, e ter a oportunidade de conhecer a Europa, estar em países e lugares que sempre sonhei, me fez ver o mundo de outra forma. Essa sem dúvidas foi a melhor viagem de minha vida.
Da para ter noção da viagem, se pensarmos em seus números, que não são poucos, como por exemplo: Foram 22 dois dias intensos; 25.104km feitos de avião/trem/ônibus; 274km rodados a pé; 83km percorridos de bicicleta; 5 países; 9 cidades; mais de 5.212 fotografias, mais de 30 tipos de cerveja. Durante esses 22 dias confesso que tomei apenas 18 banhos. Foram alguns euros, algumas libras e muitos reais, mas a viagem não pode ser resumida apenas por números, por coisas concretas e sim pela maneira que as experiências vividas nos tocaram. E posso afirmar, o que vimos e vivemos nos tocou profundamente.
                Não vimos a neve, mas vimos as mais belas paisagens de inverno. Vimos rios que cortam imensas cidade, vimos uma invasão de refugiados, a falta de educação dos franceses, a simpatia dos belgas, torres, relógios, pontes e cidades inteiras que foram destruídas na segunda guerra, se reergueram e hoje permanecem lá, imponentes.
                Andamos por ruas com mais de um milênio, estivemos no mesmo lugar onde ditadores/conquistadores já colocaram os pés, cuspimos em pedras de praça onde pessoas perderam as cabeças, andamos por rios de cidades modernas e por canais de cidades que parecem ter parado no tempo.
                Cada lugar nos marcou de alguma forma.
Londres com seu ar aristocrata, mas sem ser esnobe ou afetada, seus pubs, as luzes de natal e seu metrô, ágil e surpreendente, com músicos e pessoas diferentes. Lá tomamos cerveja quente e não achamos ruim. Paris nos decepcionando, com sua gente rude, suas ruas fedidas e a falta de fogos na virada de ano, mas mesmo assim não perdendo seu ar soberano, encantando com a elegância de sua gente e de suas construções. Por falar em construções, será difícil esquecer a sensação de ver a torre pela primeira vez... Em Bruxelas nos sentimos em casa. A alegria e simplicidade de seu povo. A capacidade de viver na cidade que é a capital da União Europeia e se levar uma vida sossegada e harmônica. Sem aquela pressa caótica de suas vizinhas. Conhecer Frankfurt, Bremen e Hamburgo também nos tocou muito e por vários motivos. Nos impressionamos com a capacidade de se reerguer dos alemães, com sua organização e eficiência. Nos impressionamos também com a capacidade de destruição dos alemães e lá lamentamos muito por todas as vidas que se perderam por causa de guerras egocêntricas, mas também conhecemos uma nova faceta desse mesmo povo, que se mostrou a nós, divertido, hospitaleiro e acolhedor. A cereja do bolo foram Amsterdam e Zaanse Schans onde sentimos o vento bater no rosto de cima de nossas bicicletas. Nos impressionamos com a beleza da cidade a cada esquina. A cidade é pura liberdade! De pensamento, sexual, religioso... a tolerância... essas coisas que fazem falta em muitos lugares do mundo e são tão flagrantes lá. Um país que respeita muito as diversidades, mas que ainda mantém suas tradições como os moinhos de vento e até os tamancos de madeira.
Também passamos por alguns perrengues, houveram problemas que quase nos fizeram voltar quando ainda estávamos no Rio, perdemos trem, levamos uma multa por causa de umas bicicletas, passamos muito frio, quase levamos multa com o carro. Mas os perrengues vieram junto com a calma e, consequentemente, com as soluções. Porque "no final tudo dá certo". E deu.
Obrigada a todos que passaram pelo meu caminho, especialmente Alvarino e Bárbara, que dividiram todas essas sensações comigo. Me aturando quando estava com fome ou reinando por ter que entrar nas lojas durante o dia. Sem vocês essa viagem não teria acontecido e vocês sabem disso, mas mesmo que eu tivesse ido, ela não teria sido tão fantástica.
Nesses 22 dias, eu mudei. Me senti mais viva do que nunca. Ando querendo me sentir assim sempre.











Diário de bordo - Eurotrip - dia 21 - Zaanse Schang



Em nosso último dia em Amsterdam e também na Holanda, resolvemos fazer um programa um pouco diferente. Ir de bicicleta até a cidade vizinha, Zaanse Schans. Este local, pode-se dizer, é uma mistura de fazenda com parque temático e uma ótima pedida para se passar uma tarde. Fica na direção norte de Amsterdam. Lá você vai encontrar várias coisas típicas da Holanda, muitos moinhos para visitar, lojinhas vendendo todo tipo de produtos típicos, restaurantes servindo comida tradicional e muitos tamancos de madeira.
Foi para lá que logo cedo nos dirigimos. O tempo estava ameaçando chuva, então cometi o erro de colocar uma jaqueta de chuva, mas sem outra jaqueta por baixo, o que me fez passar um frio incrível durante todo o trajeto de ida.
Atravessamos de balsa e antes de pegar literalmente a estrada paramos para tirar uma foto no mural com o rosto da Anne Frank, criado pelo brasileiro cobra – gosto muito dos painéis dele, um mês antes tinha visto um na Oscar Freire, também muito bonito.
Pedalar na Holanda é uma maravilha, em um pedal como esse de mais de 50km, a altimetria não passou de 300 metros, enquanto aqui em Alfredo não consigo fazer um pedal de 30km com altimetria menor que mil. Esse é um daqueles passeios ciclísticos contemplativos, onde você nem sente os quilômetros serem alcançados – preciso ressaltar que eu estava praticamente morrendo de hipotermia, então eu tinha momentos de prazer, mas sofria também.

Fomos para Zaanse principalmente pelos moinhos e eles tem uma grande relevância para aquela terra. Os moinhos são uma vista comum em toda a Holanda e tem sido usados desde o século 14 para bombear água das terras abaixo do nível do mar, conquistar mais terreno mar adentro, permitindo aumentar o território da Holanda com a construção de novos diques, mas também para moer trigo, cacau, no preparo da cerâmica e em muitas outras atividades do dia a dia. Já existiram centenas em todo o país, mas infelizmente hoje o seu número é muito menor. Mas não era o caso da pequena cidadezinha, na qual chegamos um pouco depois da hora do almoço. No horizonte se viam inúmeros moinhos, deixando a paisagem encantadora.

A Ana levou sua câmera e o passeio gerou uma centena de belas fotos. O cenário bulcólico, aquele clima de fazenda, pequenos animais, a grama verde e os ângulos escolhidos pela fotógrafa, tudo contribuía para que as fotos ficassem um espetáculo à parte.
Almoçamos uma espécie de panqueca aberta, que dizem ser típica daquela região. Aprovamos.
Depois passeamos pela cidade, que aquele dia estava repleta de turistas japoneses. Valeu muito a pena a visita. Foi legal conhecer esse outro lado da Europa. Em nossa viagem ficamos mais concentrados nos centros urbanos, poder ter esse contato com o lado rural foi muito bacana. Ver como são as fazendas, a vida nesse lado europeu que nem sempre temos oportunidade de conhecer.

A volta para casa de bicicleta foi mais rápida, tínhamos que chegar na estação central, devolver as bikes, Alvarino e Bárbara tinham que pegar um tram, eu e Ana tínhamos que ir até em casa, deixar uma bike para o Gui, que chegaria depois e nos encontraria na Heineken onde o Thiagão – outro dos nossos amigos da faculdade de Sistemas que também está morando na Holanda, já nos esperava. Iriamos fazer o tour, na cervejaria mais popular da Holanda.
Foi uma loucura tentar fazer tudo isso a tempo e de fato não conseguimos. Quando eu e Ana chegamos em casa, fui correndo encontrar um casaco, pois não aguentava mais passar frio e nisso chegou o Gui. Ele não sabia se valeria a pena ainda ir ou não, mas depois resolveu ir. Então seguimos os 3 de bike para a cervejaria.

A visita a Heineken foi incrível. Bem interativa, cheia de atrações e no final, um bar mega animado para tomarmos nossos brindes. O lugar era super alto astral e a gente estava bem animado. Reencontrar o Thiagão e ter parte da nossa turma ali reunida foi massa, deu para relembrar um pouco os velhos tempos da Uniplac.

O bar da Heineken fechou bem cedo, então resolvemos ir para perto da praça Dam onde segundo o Gui e a Ana existia um bar de rock bem maneiro. Fomos para lá a pé, conversando pelas ruas de Amsterdam. O Water Hole é realmente fantástico. No dia em que estávamos lá, tinha uma banda tocando, poucas pessoas vão me entender, mas achei a banda a cara da The Flash, do filme Riki and The Flash, com a Meryl Streep. Apenas isso me bastaria para amar o lugar, mas foi Amsterdam não tinha limites quando o quesito era me seduzir... O local funcionava como uma espécie de Karaokê, apenas com clássicos do Rock tocados pela banda, e todos que subiam para cantar davam show. Ficamos lá as três – Bárbara, Ana e eu – feito as maiores groupies da banda. Foi engraçado. Cantamos e nos divertimos muito naquela noite.

Antes de ir para casa, eu comprei um bolo e eu suspeito que havia maconha dentro dele.
                Na volta para casa ainda andamos os 5 em duas bikes. Bárbara e Alvas em uma, Gui, Ana e eu em outra, morrendo de rir no Voldelpark.
                Chegando em casa ainda precisávamos arrumar nossas malas para no outro dia bem cedo ir para o aeroporto e iniciar nossa saga de volta para casa.
                Ainda hoje, quando penso em minha visita à capital da Holanda, continuo sem conseguir dizer onde reside exatamente o charme ou o encanto principal de Amsterdam, uma cidade que parece ter de tudo um pouco. Talvez a magia resida na capacidade de criar estados de espírito positivos, momentos inesquecíveis e a vontade de voltar. E nesse quesito, Amsterdam sabe, como poucas cidades, criar lembranças e sentimentos que acompanham a gente para sempre.





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terça-feira, fevereiro 13, 2018

Diário de bordo - Eurotrip - Dia 20 - Amsterdam - Mais um pouco dessa cidade encantadora



Tínhamos mais um dia bem turístico pela frente. Dia de conhecer um pouco mais da cidade que nos encantava cada vez mais. Iniciamos nosso passeio indo até o tradicional letreiro com o nome da cidade.
O letreiro “I AMSTERDAM“, tornou-se um ícone da cidade, procurado por todos os turistas. Visitantes tiram fotos ao lado dele, em cima e até dentro das letras. Não passar por ali é o mesmo que visitar Paris sem ir na Torre Eiffel. Com letras de mais de 2 metros de altura, o slogan mede pouco mais de 23 metros de largura. Situa-se na parte de trás do Rijksmuseum, na Museumplein e é claro que a gente tinha que tirar uma foto lá também.
Tirar uma foto boa lá não é fácil, devido justamente ao número de turistas que estão lá, tentando fazer o mesmo, garantir uma boa foto, mas no fim conseguimos.

Quase encostadinha ao letreiro fica uma pista de patinação no gelo e evidentemente a gente também queria patinar. Eu já havia patinado duas vezes, uma no Rio e outra em Gramado, mas isso não impediu que eu me estabacasse no chão muitas vezes. Foi tudo muito engraçado, a gente começa com insegurança, depois passava a se sentir confiante, a inventar coisas e o resultado são muitos e muitos tombos. Em um deles, quase perdi meu dedo. Ana dava um show com muitos rodopios – rodopiiiio, rodopio – quando a gente resolveu andar nas cadeiras. Uma sentava na cadeira, a outra empurrava. Primeiro foi a Ana, quando pegamos bastante velocidade a cadeira emperrou em uma fissura do chão, e caiu, derrubando a Ana, após isso eu ainda tive a sensatez de sentar na cadeira e pedir para ir bem rápido na minha vez. 
O previsível aconteceu e eu também cai, na mesma fissura, só que dessa vez a cadeira caiu por cima de mim e a Ana tentando não cair, acabou pisando sem querer no meu dedo, que se não fosse pela luva teria ficado bem mais ferido. Entre mortos e ferido salvaram-se todos. Quem levou a pior mesmo foi uma senhora que patinava com sua netinha, caiu e quebrou o braço, ficamos com muita pena dela. Mas no tombo dela não tivemos participação – no dela, porque no de uma outra moça a culpada foi a Ana huauhauha.
Logo que saímos dali passamos no Rijksmuseum que com mais de 260 salas ele tem uma coleção fantástica de obras primas, entre as quais diversas obras do famoso pintor Holandês Rembrandt. A coleção de obras de arte do Rijksmuseum é riquíssima e há também obras de Vermeer, Frans Haals e Jan Steen. Também em Amsterdam fica o Museu de Van Gogh, que não é muito longe dali, e o Stedelijk Museum com obras de Monet e Cèzanne. Se você gosta de museu visite também o Museu de História de Amsterdam onde se pode conhecer a interessante história desta cidade – nós não visitamos esses museus, mas vale a dica.

Tiramos mais algumas fotos pelos canais da cidade e nos apaixonavamos a cada canal que cruzávamos. A fome já estava batendo, então seguimos para a área mais central procurando algo para comer. Acabamos parando em um Burger King e almoçando de frente para a praça onde fica também o The Buldogg Palace, um dos mais famosos coffeshops da cidade.

Amsterdam consegue a proeza de ser um destino romântico, com seus canais rodeados por bicicletas, e ao mesmo tempo moderno, com seus tabus quebrados e o fato de ser uma cidade “bem resolvida” com a questão do consumo de drogas leves, como maconha e haxixe – inaceitáveis em tantos outros lugares do mundo.
É bom saber que o consumo da droga por lá não é legalizado, e sim tolerado. Em 1978 a venda de pequenas quantidades da cannabis passou a ser permitida, sob uma política de fiscalização rigorosa e específica.

Os estabelecimentos mais procurados para venda e consumo da maconha, em forma de cigarro, narguilé, ou comidinhas aditivadas  - brownies, cookies e outros quitutes -, são os famosos coffeeshops. Não confunda em Amsterdã: coffeeshops são os estabelecimentos onde o foco é a venda da erva. Cafés são pubs e bares. E os koffiehuis são cafeterias, onde você pode pedir um brownie e um café “não temperados”.
Não tem jeito: os coffeeshops são atração turística em Amsterdã e mostram de maneira autêntica uma fatia importante da cultura local. Mesmo que você não seja amigo da erva venenosa, vale a pena escolher sentar-se em algum deles para pedir uma boa refeição e observar como as coisas funcionam por lá.

Saindo dali, voltamos para casa pelo Vondelpark Holland, que tem esse nome em  homenagem ao escritor Joost van den Vondel, que viveu no século XVII – e não ao Voldemort do Harry Potter heheh. O parque foi criado em 1864 e, no ano seguinte, foi aberto ao público. Seu nome original era "Parque Novo", mas uma estátua do escritor fez com que o povo passasse a chamá-lo pelo nome atual. Sempre passávamos por dentro dele de bicicleta, para ir e vir dos lugares e é um parque bastante bonito, movimentado e cheio de frondosas árvores. Um fato interessante é que a partir de setembro de 2008, os visitantes do Vondelpark podem fazer sexo ao ar livre dentro dele, desde que sejam respeitadas algumas regras pré-estabelecidas. Legal né? Hahaha

Do parque, como estava ainda muito cedo, voltamos até o centro, para perto de onde havíamos estado no dia anterior, na casa de Anne Frank. Lá fomos em uma loja de comics, depois paramos em um barzinho que tinha cheiro de mofo e entramos em um coffeshopp, para vermos de perto como é, não compramos nada, mas foi interessante. Antes de voltar para casa, passamos na locadora de bicicletas e conseguimos pegar as bicicletas, para usarmos no dia seguinte.
Em casa pedimos comida, a Goulash, uma espécie de sopa típica da Hungria, e logo fomos dormir. No outro dia iriamos para outra cidade, de bicicleta.


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segunda-feira, fevereiro 12, 2018

Diário de bordo - Eurotrip - Dia 19 - Conhecendo Amsterdam



É difícil definir exatamente onde reside o charme ou o encanto principal de Amsterdam. Talvez ele esteja em seus canais, ou em seus prédios de fachadas coloridas, construídos durante o século 17; Ou em suas pequenas embarcações que servem de moradia a tanta gente; Na liberalidade cultural e sexual que há décadas deixou de ser novidade por lá; Na sua gente, com um aspecto tão bonito e saudável que nem parecem reais – será que é por causa das bicicletas?; Pelo fato dela ser uma cidade construída abaixo do nível do mar, em um país onde as pessoas têm o hábito de usar sapatos de madeira, produzir queijos divinos e trabalhar em moinhos de vento.
É claro que estas coisas também existem em outros lugares do mundo, mas talvez o encanto de Amsterdam esteja exatamente o lugar onde se pode encontrar todas estas coisas, ao mesmo tempo e no mesmo lugar.
Muita gente deseja visitar Amsterdam, e por razões bem variadas. Seja a trabalho, romantismo, turismo ou até por razões ligadas ao Bob, mas acredito que todos saiam de lá com a mesma sensação de encantamento.

Graças à profusão de canais Amsterdam ganhou o apelido de Veneza do Norte. Por lá tudo está perto e é fácil chegar a qualquer lugar, mesmo porque o terreno é absolutamente plano, tornando as caminhadas e os passeios de bicicleta ainda mais agradáveis. Tal é a harmonia entre prédios, canais e barcos que às vezes se tem a impressão de estar passeando em uma cidade de brinquedo.
Entre os moradores a bicicleta é o meio de transporte preferencial, e faixas destinadas às bicicletas, demarcadas em todas as ruas, devem ser levadas a sério para evitar acidentes. Para distâncias um pouco maiores os bondes ou trans são a melhores opções.
Em nosso primeiro dia nessa cidade magnifica, a parada inicial foi na Central Station, para locarmos mais duas bicicletas, já que a Ana e Gui tem bike, um de nós poderia ficar com a bike do Gui, precisando assim locar apenas mais duas para termos mais rapidez para andar pelo centro. Para chegar até a central, eu e Ana seguimos de bike e Bárbara e Alvarino foram de tram, mas precisávamos antes ter feito um cadastro, então não conseguimos pegar as bikes, mas prendemos as duas bicicletas que estavam conosco e os 4 a pé seguiram para a casa de Anne Frank.

Você conhece a história de Anne Frank? Ela tinha 13 anos e durante a segunda guerra mundial viveu escondida por mais de dois anos em um compartimento secreto localizado nos fundos de um prédio, com sua família, sem nunca poder sair para brincar, fazer qualquer barulho, nem ser vista por ninguém. Caso contrário seriam todos enviados para um campo de concentração. Com a cidade tomada pelos nazistas, a única alternativa para os judeus que quisessem ficar vivos era se esconder.

O relato deste período está no diário que esta menina escreveu, chamado O Diário de Anne Frank, sem saber que um dia aquelas linhas escritas no silêncio de seu quarto se transformariam em um livro que iria correr o mundo, traduzido em todas as línguas, e considerado como uma exaltação da tolerância e paz entre povos. O esconderijo da família foi descoberto pelos nazistas apenas um mês antes da libertação da cidade pelas tropas aliadas. Hoje o lugar onde ela passou aqueles anos escondida foi transformado em um museu, e esta é uma das visitas mais emocionantes de Amsterdam.

Eu havia lido o livro, assistido ao filme dela e também outros que fazem referência ao filme como o “Escritores da Liberdade”. Desde que assisti ao filme Escritores da liberdade, fiquei com muita vontade de conhecer o local. Estar lá estava na minha lista de coisa para fazer antes de morrer. Foi emocionante.
Toda a visita é narrada por um sistema de áudio em vários idiomas. O que mais me emocionou foi constatar a inocência de Anne, que estava prestes a perder a vida, mas que ainda tinha os mesmos desejos e sonhos de uma adolescente comum. Mais uma vez passei horas indignada com a turma de Hitler, que ceifou tantas vidas de inocentes e que fez tantas Annes, Margots, Ediths, Rudys, Hans e Rosas perdessem a vida. Ou pior ainda, pessoas que que viveram e morreram de forma anônima e hoje nem são lembradas, são apenas um dígito no enorme número de mortos.  
Saímos de lá um pouco deprê e introspectivos, mas não há melancolia que se propague por muito tempo em uma cidade linda feito Amsterdam.

Logo já estávamos novamente caminhando pelo centro e nos deslumbrando com a arquitetura e a alegria do povo.
Uma caminhada pelo centro da cidade certamente faz você percorrer a avenida Damrak. Por lá estão muitos restaurantes, hotéis, lojas e se encontra de tudo, o que é muito conveniente para turistas, mas como este é praticamente o corredor de entrada principal da cidade é ao mesmo tempo muito movimentado e sem o ar bucólico de outros bairros.
Lá aproveitamos para almoçar e trocar o resto de nossas libras, por euros. O próximo destino seria o Red Light.
Em Amsterdam a prostituição é um trabalho legalizado, tratado como qualquer outro. Ali, assim como no resto da Holanda, prostitutas têm direitos trabalhistas, pagam impostos sobre o que recebem e se organizam para lutar por melhores condições de trabalho. Nada diferente dos dentistas, operários ou advogados. Para trabalhar no ramo, é obrigatório ter mais que 18 anos e ser cidadã legal de qualquer um dos países da União Europeia.

A cafetinagem é proibida. As meninas não têm chefes, trabalham por conta própria para evitar a exploração. Além disso, recebem regularmente a visita de assistentes sociais do governo, que buscam identificar se as garotas estão ali  por vontade própria ou se estão sendo forçadas por alguém. As que demonstram querer mudar de ramo profissional recebem aconselhamento. Elas ainda são instruídas com relação ao sexo seguro e a fazerem exames médicos regulares. Dentro do quarto que alugam, possuem uma espécie de botão de pânico caso algum dos clientes passe dos limites.

As casas de prostituição não estão em apenas uma zona da cidade, mas o maior e mais famoso Red Light District é, sem dúvida, o De Wallen. Ao contrário de outras zonas de prostituição ao redor do mundo, essa região não é, nem de longe, degradada e entregue ao crime e à violência. As ruas de De Wallen são limpas e conservadas, possuem policiamento constante e prédios charmosos. Mais interessantes que a arquitetura, no entanto, são as amplas vitrines nas quais as mulheres se exibem, em turnos diurnos e noturnos, trajando biquínis ou roupas mínimas.

As vitrines são a forma que as mulheres encontraram de atrair clientes sem desrespeitar a lei, já que elas não podem trabalhar nas ruas e calçadas. Os quartos onde elas prestam serviços ficam nos fundos dessas vitrines e são, em geral, lojas alugadas. Os donos dos imóveis, no entanto, não têm – ou não deveriam ter – qualquer ligação com as meninas além da de inquilino/proprietário. Além das vitrines, outros postos licenciados de trabalho são os sex clubs e os atendimentos privados.

A prostituição em Amsterdam se integra à vida da cidade, e não está à margem dela. A apenas alguns metros das vitrines, encontramos lojas de roupas para crianças, jardins de infância e igrejas. Famílias que nada têm a ver com esse mercado moram nas redondezas e não raramente passam por ali para resolverem suas questões do dia a dia.
Alvarino pediu autorização para a Bárbara, para andar sozinho e ver se alguma prostituta chamava por ele. A princípio não teve muito êxito – acho que elas respeitavam, por perceber que ele estava acompanhado – mas foi só ele se afastar mais um pouco e o assédio começou. Fora uma mulher um pouco estranha de uma vitrine com a luz azul, duas bonitonas também bateram na vitrine, desesperadas para chamar a atenção de nosso amigo, para ele se tornar um cliente, o que é claro, não aconteceu.
Saindo dali fomos fazer mais algumas compras, depois fomos para casa preparar uma janta, assistir um pouco de friends e dormir.

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