sexta-feira, abril 27, 2018

Prestação de contas: cavalgada arrecada R$92.518,59 para o hospital


sexta-feira, abril 20, 2018

2ª CAVALGADA AMIGOS DO HOSPITAL – ESPERA-SE SUPERAR A MARCA DE R$:84.000 EM ARRECADAÇÃO



Nos dias 20 e 21 de abril será realizada a 2ª CAVALGADA AMIGOS DO HOSPITAL DE ALFREDO WAGNER, tendo como local de concentração, saída e chegada, o Parque de Exposições de Alfredo Wagner. Nessa 2ª edição, além da Cavalgada também acontecerá um Encontro de Trilheiros, para reunir os amantes de motocicletas.
O evento tem como objetivo arrecadar recursos que serão destinados ao hospital. A instituição chegou a paralisar as atividades no ano de 2017, devido ao atraso no pagamento de funcionários e ainda precisa sanar dívidas para garantir a manutenção dos serviços e o fornecimento de remédios, cujos investimentos ainda dependem de doações.
No primeiro dia do evento (20), às 20hs, será servido um carreteiro no valor de R$ 10,00.
No segundo dia (21) haverá uma recepção especial no Parque de Exposições. A partir das 7hs café da manhã, na sequência, 8hs, terá início a cavalgada e a trilha – com trajetos diferentes -, com retorno previsto para o meio dia. O valor para participar do evento no sábado será de R$ 25,00, já incluindo o almoço e o café da manhã. No local também acontecerá a venda de pastel e cachorro quente.
Os cavaleiros vão sair do Parque de Exposições em direção as Demoras, em direção a fazendo de Edson May, passando pelas terras da propriedade das famílias Marquês e Floriano, de Cauby da Silva, em direção ao Canto Triste, depois passando pela propriedade de Seu Mazinho, seguindo pelo Furadinho até retornar ao parque. A trilha com aproximadamente 10km deve ser completada em cerca de 3h.
A trilha de moto com 60 km, sai do parque de exposições passando pelo Saltinho, Lomba Alta, indo até a divisa de Bom Retiro, posteriormente retornando ao Parque. Se estima que 200 trilheiros participem do evento.
No ano passado, 508 cavaleiros, de Alfredo Wagner e região reuniram-se para percorrer os cerca de 10km da cavalgada. O evento foi um sucesso e R$84.465,95 foram arrecadados.
                Espera-se que esse número seja superado e que mais uma vez o alfredense mostre seu espirito solidário e abrace essa cauda.  
O evento de 2018 será animado pela Banda Irarados e contará com área kid, para diversão das crianças e realização de rifas, roletas e leilão.
Prestigie você também esse grande evento em prol de nosso hospital!


Mais de um milhão de acessos


 Quero compartilhar esse momento com vocês! Ontem cheguei a marca de um milhão de acessos no meu blog, o que não parece muito, mas tem um grande significado para mim. Eu escrevo basicamente sobre o que gosto, então, como podem imaginar, eu sinto um enorme prazer a cada postagem realizada.
Quando constatei o número, comecei a analisa-lo e percebi que 842.309 desses acessos aconteceram de 2016 para cá, o que mostra um grande crescimento do meu blog e meu também.

Vou compartilhar um pouco dessa história com vocês:

O blog surgiu em 2008, quando eu estava na universidade, morava em Lages e passava tardes inteiras estudando, ouvindo música e escrevendo. Resolvi que queria compartilhar com alguns poucos amigos o que eu escrevia e o blog foi a solução. No início eu acho que obrigava meus amigos a comentar em toda postagem, hoje peço desculpas por isso.


Meu conteúdo no início eram crônicas bem bobinhas, que falavam de sentimentos e dores de cotovelo. Vejo muito da Carol de 10 anos atrás nelas, gosto de ler, mas também morro de vergonha. Apesar disso são uma boa recordação.

Blog em 2009

2012 - Comecei a escrever também sobre minhas viagens, o que aumentou bastante o conteúdo do blog, pois como vocês sabem, já naquele tempo eu gostava muito de viajar. Eu também comecei a utilizar o blog para postar textos produzidos para minhas aulas.

Blog em 2012

2013 - Comecei a escrever sobre história também e postei nele todo o nosso “Projeto Conhecendo Alfredo Wagner”. Eu vi que as pessoas gostavam do que e de como eu escrevia, que era legal encontrar gente na rua que lia meu blog, que gostava do meu trabalho. Mais uma gama de possibilidades se desenrolou. Apesar de em 2013 os acessos não serem tantos como hoje em dia, o meu blog passou a ser conhecido, pela minha gente. O material que eu postava no blog ganhou uma coluna no jornal da cidade. Eu resolvi mudar o layout, pois agora meu público era outro e o biquinho da foto não passava muita credibilidade. “Eu vou rodar o mundo, mas aqui é meu lugar”, ficou em evidencia, pois é o que eu quero, conhecer muitos lugares, mas ter minhas raízes bem firmes aqui em Alfredo, o lugar que amo.

Blog de 2013 até os dias de hoje

        2015 - Eu agreguei ao blog o conteúdo de trilhas e rotas para esportes outdoor que eu começava a descobrir.
2016  - Eva Schneider chegava em minha vida e também não poderia ficar de fora do meu blog, comecei a postar suas aventuras no endereço virtual, para divulga-la, já que o livro ainda parecia distante de ser real.
Meu blog ganhava a descrição “Um blog sobre viagens, roteiros e dicas, crônicas, trilhas, trekkings, aventura, história, tecnologia educacional e muito mais!”, mais pessoal impossível, pois eu juntava no mesmo local tudo o que eu mais amo. Eu comecei a fazer parceria com alguns portais e também a divulgar meus textos neles.

Esse é um dos projetos pessoais mais importantes da minha vida e saber que já dura 10 anos e que meus leitores se multiplicaram me deixa muita grata e orgulhosa – viu, forçar as pessoas a lerem e comentar no final deu certo rsrs. Obrigada a todos que acompanham essa caminhada! Através do blog já aprendi muito, conheci pessoas muito legais, ganhei prêmios, ajudei muita gente com dicas e também a conhecer um pouco mais de suas origens e acima de tudo, criei um imenso álbum de recordações, que tenho certeza que daqui a 20, 30, 60 anos me fará reviver muitos momentos maravilhosos, pois como dizem: O viajante viaja três vezes: quando sonha, quando viaja e quando relembra!

Em comemoração aos dez anos de blog ele ganhará um novo layout, ainda não definido. Se tiver alguma dica, é só me dizer!
Infelizmente não ganho dinheiro ainda com meu blog – aliás desde 2016 ganhei 82,36 dólares, se alguém souber o que to fazendo errado, aceito ajuda hahaha.



quinta-feira, abril 19, 2018

Sob o sol da toscana - Florença



Eu não poderia ir para a Itália sem conhecer Florença. Então, quase aos 45 do segundo tempo, eu decidi que iria conhecer a cidade e valeu cada momento. A viagem, que incluía a cidade de Pisa, era uma verdadeira corrida contra o tempo e, para ela se realizar, eu precisei de 4 trens e contei com a ajuda imprescindível do Google Maps.
Estar na Toscana era um sonho. Belos cenários, cultura, gastronomia ... vendo as paisagens pela janela do trem era impossível não lembrar do filme “Comer, Rezar e Amar”, clássico do cinema que faz qualquer um que o assiste ter vontade de conhecer a região.
Como era uma visita corrida, eu pensei nos lugares que eu tinha que conhecer em Florença e, assim que o trem parou, corri para eles.
Primeira parada:  Ponte Vecchio e Rio Arno em Florença


A famosa Ponte Vecchio e o Rio Arno são dois dos principais pontos turísticos de Florença. Poupada pelas bombas jogadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, a Ponte Vecchio é um dos símbolos de Florença e um dos pontos de encontro de moradores e turistas que se encantam com sua beleza. Ao seu redor estão diversas construções que datam do século XVI e no seu interior tem uma quantidade enorme de lojas de joias, ouro, óculos e relógios de luxo – que não tive curiosidade de conhecer, pois não são muito a minha praia. 
Além das lojas e de toda a paisagem espetacular, vários artistas de rua se apresentam todos os dias alegrando o local. Atravessei a ponte e dei a volta pela outra margem, admirando as construções belíssimas que se debruçam sobre o Rio Arno. Todos os ângulos proporcionavam belas imagens.  A ponte é a mais antiga da cidade, data de 1345. Nesse passeio vi até uma igreja luterana e me chamou a atenção, pois foi a única que vi – ps: eu sei que existem muitas igrejas luteranas na Itália, mas as católicas são maioria esmagadora e vê-la chamou minha atenção.
Saindo das margens do rio, fui para na Galleria degli Uffizi, que é nada mais, nada menos, que o mais famoso museu de Florença e um dos mais famosos e importantes museus do mundo.
O edifício que alberga a Galeria Uffizi remonta a 1560. As obras de arte dos grandes artistas italianos como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Raffaello, Ticiano, da idade média até o renascimento, assim como as esculturas, pisos e o teto são verdadeiras joias. O prédio de três andares em forma de U é um dos mais belos museus do mundo. Na fachada do museu podem-se ver esculturas de muitos artistas que fizeram parte do renascimento. É uma verdadeira aula de história e de arte.
Em seguida visitei a Piazza della Signoria com o Palácio Vecchio, que formam o coração político e social de Florença. A Praça é intensamente procurada pelos turistas por ser uma verdadeira galeria de arte ao ar livre.
A Praça faz uma síntese da história de Florença. Ali foram instalados banhos romanos, mais tarde passou a ser um local de reuniões e reinvindicações e hoje é um lugar de comemorações da cidade. Na Praça ficam três grandes estátuas: A de Netuno é obra de Bartolomeo Ammannati e celebra as vitórias navais da Toscana. A do David é uma réplica da obra prima original de Michelangelo, que esteve na Praça até 1873, quando foi transferida para a Galeria dell’Accademia. Comemora o triunfo sobre a tirania através do personagem bíblico. O David é uma das obras mais famosas e consagradas de Michelangelo. E a estátua do Hércules e Caco, que fica ao lado do David e na mesma praça, foi esculpida por Baccio Bandinelli e retrata a vitória de Hércules sobre a maldade de Caco, um dos episódios dos “Doze Trabalhos de Hércules”.
Ao lado da Loggia dei Lanzi fica o Palácio Vecchio, onde ainda funciona a prefeitura de Florença. O Palácio foi construído em 1322 e no alto da sua torre foi instalado um sino, usado para convocar a cidade para reuniões.


A Piazza del Duomo ou Praça da Catedral, em português, é a praça na qual fica localizada a Catedral de Florença, que é uma das igrejas mais visitadas de toda a Itália. Ela fica bem no centro de Florença e tem pontos turísticos superimportantes da capital da Toscana.
Um outro ponto turístico importante em Florença é a Basílica di Santa Maria del Fiore. Conhecida como Catedral de Florença ou Duomo de Florença, essa catedral levou séculos para ser construída e há mais de 20 anos recebeu o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. O prédio é simplesmente maravilhoso, cheio de detalhes e uma das mais importantes obras da arte gótica já arquitetadas. Não consegui entrar na Basílica, pois como diria meu amigo Giovanni Improtta "O tempo ruge e a Sapucaí é grande". Eu tinha que correr para a estação para pegar meu trem para Pisa. Eu quase entrei no trem errado e fui parar sabe-se Deus onde, pois o número da plataforma não apareceu por completo no telão em que eu estava vendo. Por acaso descobri o erro e corri para a plataforma correta.
Na volta pra Florença – de onde peguei o trem para voltar a Roma – ainda deu tempo de uma visita a um mercado de rua – não tão interessante quanto o que conheci em Nápoles – e para comer algo. Eu estava em uma saga de acordar muito cedo, andar quase 20 km a pé pelas cidades todos os dias. Minhas forças estavam acabando, então voltei para a estação. Lá ainda teve uma situação engraçada, na qual um Japonês queria me dar um picolé mas eu não entendia, então dois senhores italianos vieram me ajudar e falaram pra eu aceitar, pois ele havia comprado muitos e estavam derretendo, obedeci. E outra situação em que um cara, que parecia o Mateu de Terra Nostra, me convidou para jantar um típico jantar da Toscana com ele, uma coisa no mínimo inusitada. Fui obrigada a recusar, apesar da fome.
Na volta para Roma, pela janela do trem fui brindada por um lindo pôr do sol e me despedi da toscana, cheia de amor no coração.

quarta-feira, abril 18, 2018

A torre de Pisa ou Torre pendente



Se minha visita até Florença foi rápida, o que dizer de minha estadia em Pisa? Foi mais rápida do que o The Flash, mas valeu cada segundo. A visão da Torre ficará em minha memória por muito tempo.
Eu não sou daqueles turistas que quer somar destinos. Quero experiências, conhecer as pessoas, a cultura, a história do lugar. Mas, eu não tinha tempo para isso em Pisa, de modo que entre estar na Itália e não visitar Pisa ou passar por lá correndo, fiquei com a segunda opção e valeu a pena.
A visão da torre é outros daqueles momentos em que eu pagaria para ver minha cara. Mesmo que a imagem já seja super conhecida, me deparar com ela me deixou boquiaberta. Ela é maravilhosa, todo o cenário é lindo. Ela, a igreja, o gramado, aquele monte de gente usando a criatividade para tirar fotos legais. Fantástico - o que não foi meu caso. 
Quase todo mundo já viu a Torre de Pisa pela tv, por fotos, na internet, mas pouca gente sabe algumas curiosidades que descobri pesquisando. Achei interessante e vou listar aqui para vocês.

 1.      A Torre de Pisa começou a ser construída no dia 9 de agosto de 1173 – chegando aos 845 anos. Oficialmente, sua construção terminou quase 200 anos depois;
2.      A inclinação da estrutura aconteceu apenas cinco anos depois do início da construção, em 1178, após as obras do segundo andar começarem. A causa teria sido o alicerce num solo frágil e instável;
3.      Por cem anos o projeto parou, devido às guerras de Pisa contra outras cidades, como Gênova e Florença;
4.      A torre tem 55,8 metros de altura e pesa 14.700 toneladas. É preciso subir 296 degraus para se chegar ao topo da estrutura;
5.      O ditador fascista Benito Mussolini teria tentado consertar a torre, ordenando a colocação de um contrapeso em torno da base, mas a medida não funcionou e quase a derrubou;
6.       A torre não é a única estrutura inclinada em Pisa. O solo da cidade faz com que várias outras estruturas também afundem e acabem ficando tortinhas;
7.      Pisa não é a torre mais inclinada. De acordo com o Guinness Book, a Torre de Pisa possuiu uma inclinação máxima de 5,5 graus, em 1990, mas após obras e mais obras para reverter a inclinação, hoje está em 3,97 graus. Já a Torre Suurhusen, na Alemanha, erguida entre os séculos 14 e 15, atualmente tem uma inclinação de 5,19 graus. Portanto, entrou para o livro dos recordes como a mais torta do mundo;
8.      A torre já serviu de base militar. Durante a Segunda Guerra Mundial os alemães fixaram uma base militar no local, já que o topo fornecia uma visão privilegiada de todo o entorno. Isso quase fez com que os soldados norte-americanos destruíssem a torre, mas eles ficaram fascinados com sua forma e resolveram poupá-la desse triste fim;
9.      Conta a história que Galileu teria soltado uma bola de canhão e uma bola de mosquete do alto da torre, em 1589, para mostrar que a gravidade agia igualmente nos objetos independentemente de suas massas. Entretanto, essa história pode ser apenas uma lenda perpetuada através dos séculos para mostrar a grandeza da descoberta do físico, que teria, de fato, apenas pensado nessa experiência;
10.  Uma das fotos preferidas dos turistas é a de estar segurando a torre, como se ela tivesse prestes a cair. E eu fiquei devendo!

A torre é sem dúvidas uma construção pitoresca e eu certamente queria uma foto clássica lá – segurando a torre - porém, quando se viaja sozinho é preciso contar com a sorte para ter fotos boas. Pedi a um monte de pessoas, até conseguir uma foto decente. Alguns colocavam a torre em cima da minha cabeça, só para ter uma ideia. Eu nem tentei nada diferente, pois seria abusar da boa vontade de meus fotógrafos, porém, mesmo se eu não tivesse tirado uma única foto, a visita já teria valido a pena.
O lugar me encantou.
Saindo da Torre, voltei as pressas para a estação. Sem dúvidas preciso voltar com mais tempo para conhecer a Pisa além da torre.
                                

terça-feira, abril 17, 2018

Nápoles, submundo da beleza e do caos



Visitar Nápoles nunca esteve em meus planos mas, como Pompeia estava no roteiro, Nápoles veio como um bônus e achei uma experiência legal. Apesar de não ter conhecido os maiores pontos turísticos da cidade, a visita me fez conhecer o seu povo e a maneira como o napolitano vive.
            Cheguei até a cidade de trem, por um caminho L-I-N-D-O entre as montanhas verdes e o mar Mediterrâneo. A única coisa que eu sabia da cidade é que lá que se inventou a pizza, a margherita – o que já era importante – pois é um dos sabores mais populares de toda a Itália, mas nem de longe passava a ideia de tudo o que a cidade representa.
Eu li em algum lugar que Nápoles é uma espécie de Rio de Janeiro italiana, pela mistura de beleza natural e caos. Ao invés de Pão de Açúcar, os napolitanos veem ao longe o Vesúvio; e, no lugar dos comandos dos morros, eles têm a Camorra, organização similar à Máfia siciliana. A princípio eu não entendi bem a referência, mas bastou eu sair da estação de trem para compreender.
Ela é uma das cidades mais antigas da Itália, já existia desde 2.000 a.C. A história explica o tecido urbano, o tecido social muito complexo e a riqueza artística impressionante. Lá, além do italiano, se fala o napolitano que é mais que um dialeto, é considerado um idioma, reconhecido pela UNESCO devido a sua complexidade estrutural. Apesar de toda essa riqueza histórica e cultural, a cidade é também um belo exemplo do caos. Ruas imundas, o trânsito incompreensível, milhões de vendedores de bolsas e tênis de marca – falsificados – pela rua, gente berrando, carros estacionados na contramão, em cima de calçadas, pessoas jogando água suja pela janela de seus apartamentos. Lá a vida pulsa descompassada, apesar de sua beleza cênica incontestável!
Eu estava com Kasia e Bogusia – as polonesas que conheci em Pompeia – e no caminho da estação até o hotel eu já tive essa amostra do caos da cidade. Minhas amigas polonesas estavam impressionadas, nunca tinham visto um trânsito daqueles – lembra muito o trânsito de Ciudad del Este. A bem da verdade, era assustador. O som das buzinas, os vendedores nos abordando, gente discutindo aos berros pela rua. Mas, segurei minha bolsa junto ao corpo e fui. No caminho, Bogusia queria que eu experimentasse um bolinho de arroz e queijo que ela tinha comido no dia anterior, comprado em uma barraquinha de rua. Como dizer não a minha anfitriã? Aceitei! Compramos um capuccino e fomos para o hotel. Lá comemos e Bogusia queria que eu conhecesse o Mercado de rua – outra experiência antropológica.
Pense na caricatura mais exagerada de italianos. Sim, falando alto e fazendo aquele gesto da Nair Bello com a mão. Bem carcamano. Pois é, todos os vendedores eram os mais caricatos possíveis. Ali eu de fato me senti na Itália. Artesanato, legumes, frutas, peixes, linguiça, morcilha, queijos, vinhos, produtos de higiene pessoal, roupa, crianças correndo e brincando, crianças roubando doces de barracas, carrinhos de comida, muitas pessoas e motos dividindo o espaço apertado e se movimentando. Se me permitem mais uma comparação, é a versão italiana da 25 de março, só que com ainda mais barulho e lixo.
Apesar do caos, o mercado é um festival de cores e minhas amigas polonesas se encantavam com toda aquela diversidade e qualidade das frutas e verduras. Me contaram que quando chegam na Polônia os produtos já não tem a mesma qualidade. Compramos tomates, clementinas, linguiças, queijos e vinhos. Vimos de longes um castelo bem bonito, fomos chacoteadas por algumas crianças, discutimos preço com donos de barracas – vale lembrar que a gente não falava italiano e eles não falavam inglês, foi engraçado –  e quase fomos atropeladas 3 vezes por uma italiana de cerca de 150 kg em cima de uma Bis furiosa. Loucura, loucura, loucura!
Voltei para o hotel particularmente realizada, pois foi de fato uma experiência única na Itália. Conheci alguns aspectos singulares de uma das culturas mais ricas do planeta. Foi a beleza junto ao caos.
No hotel abrimos nosso vinho de 1 euro, nosso salame e passamos horas conversando sobre os mais diversos assuntos. Segunda Guerra, Cinema, família, política... tudo isso em meio a muitas risadas por causa do nosso vocabulário limitado e da minha inaptidão com o polonês e delas com o português.
Eu havia passado o dia inteiro com elas, parte em Pompeia – onde visitamos as ruínas, igreja na parte nova da cidade e comemos uma pizza deliciosa por apenas 1,20 euros. A Bogusia cuidou de mim como uma mãezona, me deu frutas, água. Depois, em Nápoles, fez questão que eu conhecesse tudo o que elas gostaram no dia anterior. Ela disse que estava cuidando de mim como gostaria que as pessoas cuidassem da Kasia – que é superdivertida e comunicativa –  quando ela vai viajar. Ela era muito parecida com a minha vó gente, impossível eu não amar.

Quando deu a hora do meu trem, elas me levaram para a estação. Eu tenho certeza que Nápoles tem muito mais a oferecer do que a parte que eu vi. Sei que a cidade é linda, cheia de museus, história e uma cultura maravilhosa. Dessa vez, conheci apenas o caos, mas a cidade ficou mesmo marcada por ter sido nela que conheci duas das pessoas mais bacanas e de bom coração da viagem. Nápoles foi especial.















sexta-feira, abril 13, 2018

ACOLHIDA NA COLÔNIA EM ALFREDO WAGNER


                 No mês de abril iniciou o projeto “Acolhendo em Alfredo Wagner”, que visa implantar na cidade o programa “Acolhida na Colônia”.
                O “Acolhida na Colônia” é desenvolvido em Santa Catarina desde 1999 e busca mostrar uma parte do Brasil e da cultura brasileira que pouca gente conhece, a vida nas pequenas cidades do interior. A associação é composta por mais de 180 famílias de agricultores e esses, unidos, se organizam de diferentes formas para oferecer atividades baseadas no agroturismo.
O agroturismo é um segmento de turismo desenvolvido no espaço rural por agricultores familiares dispostos a compartilhar o seu modo de vida, bem como o patrimônio cultural e natural. Isso em paralelo às suas atividades econômicas – lavoura, criação de gado etc. - oferecendo produtos e serviços de qualidade, de maneira a valorizar e respeitar o ambiente, a cultura local e proporcionando bem-estar aos envolvidos.
                A coordenadora Thaise Guzatti buscou recursos junto ao Fundo Pranay para que o projeto tivesse início em Alfredo Wagner. Ele vem sendo desenvolvido em uma parceria entre a UFSC, Prefeitura Municipal, Epagri e, é claro, com todo o suporte do grupo “Acolhida na Colônia”.
O projeto tem como objetivos: a) aproximar agricultores familiares e consumidores; b) gerar trabalho e renda - foco nas mulheres e jovens; c) fortalecer a autoestima dos agricultores familiares; d) levar vida ao meio rural; e e) melhorar a condição ambiental.
                A implantação ocorrerá por etapas. Inicia pela sensibilização, que ocorre por intermédio de visitas e apresentação do projeto, seguida por palestras para explicar e sanar possíveis dúvidas. As famílias interessadas são convidadas a uma viagem de estudo com o objetivo de visitar locais onde a Acolhida já está em pleno funcionamento. O próximo passo são reuniões e debates para se definir quem tem interesse de participar ou não.
Após essa primeira fase, na qual o agricultor conhece o projeto, seguem outras etapas, tais como:
·         Diagnóstico Participativo das Propriedades Rurais;
·         Associativismo;
·         Capacitação;
·         Marketing/divulgação/promoção:
·         Mídia gratuita;
·         Site;
·         Promoção direta com consumidor;
·         Participação em eventos;
·         Recomendação de outros visitantes.

Alguns dos serviços que o Acolhida na Colônia abrange:
·         Serviços de hospedagem:
o   Pousada na colônia;
o   Quarto na colônia;
o   Camping na colônia;
·         Serviços de alimentação:
o   Mesa na colônia
o   Café na colônia
o   Restaurante na colônia
·         Outros produtos e serviços:
o   Venda de produtos (Armazém da colônia);
o   Turismo pedagógico;
o   Cicloturismo;
o   Atividades de lazer (pescaria, cavalgada, trilhas, banho de rio ...).

Ficou interessado?

Entre em contato pelo telefone: (48) 3276 12-11 / (48) 3276-2151