segunda-feira, setembro 29, 2014

2014 - Montevideo - Parte II

Uruguay Parte II – O retorno

Cheguei no Uruguay e já no aeroporto eu comecei a ter histórias para contar. Encontrei com algumas pessoas do mestrado no avião e combinei que dividiríamos o táxi.
Quando cheguei ao hostel – o mesmo de janeiro – as meninas já estavam me esperando para comer um Chivitto – na verdade acabei demorando dias para comer novamente o Chivito Uruguaio. Fomos até a La Passiva e tive uma decepção em saber que lá não vende mais coca, o Uruguay não parecia mais o mesmo, sem coca e com o Pony fechado, porém ainda com Patricias... depois de algumas, fomos até o hotel de Denise, reencontra-la e a acordamos mentindo que éramos do serviço de quarto: “A essa hora, não pedi serviço de quarto não!” . Só festa no Balmoral... com as amarulas de Denise.
Na segunda foi o momento  de encontrar com todo o pessoal e de descobrir que nossa sala se juntaria com a metade da sala C, o que a principio foi um pouco estranho, mas logo depois nos enturmados e fizemos novas amizades. Nossa primeira aula foi com a professora Karina, dessa vez fazendo uma PP – Parelha Pedagógica – com a professora Graciela. A professora Karina foi minha preferida de janeiro, então reencontra-la foi muito bom. Falando em reencontros, a segunda foi dia de reencontrar com Ciro, Diolinda Ximena Euvira que na verdade descobrimos que se chama Tereza e com a verdadeira mulher de Ciro – mancada do dia, falar na frente da esposa que eu pensei que ele era casado com a outra, que na verdade se chama Ximena huahuuhauhauhauha . Tereza viu nossa foto e disse que sou linda! Hahaha Conversamos com ela e ela nos contou que adora o Brasil e que morou um tempo por aqui, a pobrezinha morou no Hilston. Sempre soube que ela era uma mulher de classe!
Terça feira – 7x 1.
Eu poderia terminar o relato desse dia com esse placar, que retumbará em minha cabeça por muito tempo...
O dia amanheceu como um dia qualquer, colocamos nossas roupas com cores de nosso país e seguimos felizes para a UDE. Lá penduramos nossa bandeira e cheios de orgulho por ter o melhor futebol do mundo aguardamos a hora do jogo. Professora Karina combinou que assistiria o jogo conosco no clube Brasileiro e as quatro horas seguimos todos para lá. Antes do jogo começar tiramos fotos, ensaiamos gritos de guerra, éramos só sorrisos, cantamos o hino, nos emocionamos e nosso coração estava cheio de emoção.
Começou o jogo e a alegria acabou. Mesmo hoje, mais de 2 meses depois ainda não consigo escrever o que senti ao ver minha seleção ser trucidada. Um misto de surrealismo, vergonha e decepção! O jeito foi beber para esquecer. O que posso salvar desse dia foi a diversão no Sushi e depois no Shannon, além de ter conhecido o Jean, que se tornou um grande amigo.
No final da noite eu já estava sóbria há horas e só me restou, fazer a boa ação do dia levando algumas pessoas – que não estavam tão bem quanto eu - em seus hotel e guardar algumas frases na cabeça “Oh no, por favor, que isso? No contes a ninguém!”. Apesar do 7x1 a noite foi divertidíssima.
Na quarta tivemos aula com a professora Bettina , lembrávamos dela ainda de janeiro e só posso dizer que minhas suspeitas e de Denise se confirmaram. A gente nunca erra.
Dessa vez resolvemos adotar uma postura diferente da de janeiro, pois, diferente do verão em que anoitece perto das 22 horas no inverno a cidade já estava escura quando saíamos da universidade, as 18. Então resolvemos usar nossos horários de almoço para passear, além de almoçar.
O local visitado da quarta feira foi o prédio da Intendência de Montevideo (Prefeitura), que possui um mirante com vista panorâmica no 22º andar. O acesso ao mirante é gratuito, mas antes é preciso pegar um ticket no posto de informações turísticas localizado bem em frente ao prédio da prefeitura. Achei desnecessário, pois não há ninguém para recolher o bilhete no mirante. Depois é só entrar no hall principal do edifício, caminhar até o fundo e descer uma escada para o sub-solo, onde está a entrada do elevador panorâmico que leva direto ao 22º andar. O horário de visitação é de segunda à sexta, das 10:30h às 15:30h. Vale a pena visita-lo, o visual lá de cima é show. Voltamos para a UDE renovados – e moooooooortos, pois tínhamos dormido pouco e a caminhada era longa!
Na quinta feira foi o dia de visitar – dessa vez depois da aula – o Café Brasilero – isso mesmo sem o I. Que foi fundado no ano de 1877, fica na Ciudade Vieja, é o mais antigo café da cidade e considerado a segunda casa do jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano. O ambiente é muito agradável, mantendo as características da época de sua fundação. O café é bem bom – o que é difícil de encontrar nos ambientes que costumo frequentar em Montevideo – e a comida é uma delicia.
Sexta feira é dia de que em Montevideo? Isso mesmo, sexta feira é dia de PONY. Mas não sem antes passar o dia inteiro estudando, fazendo e apresentando trabalhos. No almoço de sexta voltamos até o mirante da prefeitura, pois quem não foi viu as fotos e ficou morrendo de vontade de conhecer, então retornei até lá com Paula, Helen e Luciana. Depois da aula fomos para o hostel e fizemos um esquenta. Denise trouxe as amarulas e foi assim que descobri que amarulas me deixam dançarina. Já desci como diria minha vó: “Com sebo nas canelas”, prontinha para dançar salsa. Assim que entrei no PONY, por incrível que pareça o cantor era o mesmo de janeiro e ele me reconheceu, dizendo: Nossa chegou nossa cliente de Hollywood, porém ele não lembrou que dizia que eu era parecida com a Nicole Kidman e falou que eu era a Cameron Diaz, enfim... de qualquer forma aos olhos dele ainda estou bem! Dancei muita salsa nesse dia, a turma estava quase completa no Pony e a gente fez até trenzinhos, ri demais. Foi nesse dia também que conhecemos Tchelo, vulgo Téson, que passou a ser assunto certo em nossas rodas de conversa, inclusive foi ele que nos levou para um 
passeio pelas ruas escuras da cidade velha em busca de um velho amigo. Passamos muito frio nessa noite e ao final ainda fomos enganados por um cara. Grama.
No sábado foi dia de descansar a fazer um almoço no hostel. Definitivamente, o tempo passa mas o fogão do Splendido continua lerdo. Sério, demora muito cozinhar naquele fogão, perdemos quase a tarde inteira preparando o almoço. A noite teria uma festa de aniversário no nosso hostel, até fomos convidadas, mas o que esqueceram de avisar foi que a festa era uma Rave e que os convidados seriam muito estranhos. Tivemos que sair do quarto porque o som estava insuportavelmente alto. Fomos para a azavache. Em janeiro tínhamos cogitado ir até lá, mas estávamos muito mão de vaca e como tinha o PONY ali, a poucos passos, nunca fomos.
O Azavache é uma danceteria que fica em Pocitos, é um Point de Montevideo... antes da música começar pode-se jantar e assistir a um show de comédia. Encontramos muitos travestis por lá e apesar do ambiente ser mais bem frequentado e mais requintado eu ainda prefiro o bom e velho El Pony pisador!
Ao voltamos para o hostel a festa ainda estava rolando e as meninas que ficaram no quarto nos contaram que foi uma noite terrível: barulhenta e estranha.
Domingo era dia da grande final. Dia de torcer para a Alemanha, mas antes tivemos que ir até a feira. La Feria de Tristan Narvaja... Se você é aquele tipo de turista que gosta de conhecer a cultura e hábitos locais, não pode deixar de fazer uma visita a essa feira no Domingo de manhã. Saiba que ela ocupa várias quadras e pode-se encontrar de tudo: frutas, animais, comidas típicas, produtos piratas, livros, roupas, bijouterias, utensílios domésticos e muita mas muita coisa antiga.
Agora, se você é o tipo de turista que gosta de ir a feirinhas esperando encontrar souvenires, talvez esse não seja o lugar mais indicado.
Dica: evite em dias de chuva e atenção aos pertences!
Infelizmente pegamos a maior chuva, até ajudamos os feirantes a segurar e esvaziar as lonas das barracas e outros colegas do mestrado foram assaltados, logo... não faça como a gente, preste atenção nas dicas.  Foi lá que comprei minha blusa de viadinhos! ,<3 o:p="">
Combinamos de assistir o jogo no La Passiva da praça do tango. Realmente foi uma experiência única assistir a uma final fora de casa, ainda mais uma final em que a Argentina participava e o que o local escolhido para assistir a partida estava cheia de Los Hermanos. Estávamos em umas 10 pessoas e até entre nós ainda existia gente que torcia para a Argentina, logo, sofri vários olhares de reprovação, ainda mais quando comemorei o gol invalido e mais ainda o gol da Alemanha. Fiquei muito feliz com o título da Alemanha, apesar do 7 x 1.
Na segunda  foi dia de uma visita rápida até o Palácio Legislativo, O Palácio Legislativo foi inaugurado em agosto de 1925, data de comemoração ao centenário da independência do país. A construção segue o estilo neoclássico grego e suas fachadas e colunas são feitos de mármore provindo da grécia e é um dos edifícios mais imponentes do país. O edifício possui três naves e salas anexas, o piso superior com a biblioteca e um subsolo que funcionam escritórios e depósitos.
Aos fundos do palácio está instalada a sede parlamentária, com uma praça que homenageia os mártires de Chicago. É lá que a central de trabalhadores costuma celebrar o dia dos trabalhadores, 1º de maio.
O Palácio Legislativo possui visitas guiadas para turistas, mas infelizmente eu e Murilo não podíamos esperar pois tínhamos aula. Fomos de taxi e voltamos a pé, em uma caminhada de quase 3 km, mas valeu a pena.
O resto da semana foi de muito estudo com uma saída na quinta até o La Passiva, marcada pela nossa generosidade com o garçom – ele ganhou quase dois mil pesos de gorjeta – e um almoço no Cassino, na sexta feira ao meio dia.
Sexta feira, sushi e Pony. Mais uma vez fomos vitimas de golpistas que dessa vez quase levaram Helen com eles.
No sábado tivemos aula de psicologia, o dia todo e a noite repetimos a dose sushi e Pony novamente e aproveitamos para passar pelo Beco de la diversidad e “sacar una foto”.
Domingo almoçamos no Puerto! Se há um lugar em Montevideo que você come bem e festeja a vida é o Mercado del Puerto, um lugar com vibração,  Parrilas, entrecots, enfim o melhor da carne uruguaia, com a boa cerveja Patricia e o famoso medio a medio, bebida elaborada com vinho branco e espumante, que vai muito bem com carnes. Foi um momento de descontração e ótimo para conversar e firmas amizades. Foi nesse almoço que combinamos nosso congresso de outubro que acontecerá na cidade de Blumenau.
Terça feira foi dia de conhecer a adorável professora Beatriz “Se não prestar a atenção morre” e também de ir comer sushi no Francis que fica em Punta Carretas. A comida é deliciosa mas o preço é um pouco salgado, por isso prefiro mil vezes o bom e velho Maki sushi que fica na nossa rua, ótimo e barato, super em conta. É uma delicia economizar comendo sushi!
Na quarta foi dia de ir ao Solis! Fomos ao concerto do Robben Ford na turnê “A Day in Nashville”.  Robben é um guitarrista americano que toca blues, jazz e rock, e foi eleito pela Musician magazine um dos 100 maiores guitarristas do século 20,  foi demais, o cara realmente toca muito, além disso a acústica do Solís é perfeita, foi realmente um show. Para fechar a noite ainda tínhamos alguns Medios a medios nos aguardando no hostel spendido, pedimos sushi e nos deliciamos. Com direito a “degustação” do presente que Téson nos deu e ajuda de toda a didática de Denise nos ensinado a usar. Hahahaha foi demais!
Quinta feita dia da despedida. Marcamos com todo o pessoal de ir ao Pony a noite para a despedida, mas antes ainda tínhamos aula, despedida no Ciro e um passeio até a Fortaleza del Cerro.
Sobre a fortaleza - O lugar é bastante bem cuidado, e o museu abrigado pela fortaleza conta algumas histórias sobre a origem do Uruguai, tem um grande acervo de armas e uniformes militares e a vista para o centro de Montevideo é linda, da de ver a cidade toda e identificar seus principais monumentos e edifícios. Vale a pena ir de taxi, pois a vizinhança não me parece muito segura.
Voltamos para a Universidade e ao sair fomos nos despedir do sushi e como somos clientes vips de lá pegamos também nossas 20 peças grátis. Comemos muitos sushis e levamos uma “marmitinha” pro hostel! Hahaha


A noite teve esquenta novamente no hostel – sim estávamos nos sentindo em casa – e depois de tomar uns medios a medios e cervejas e ver as obras do Nunõ descemos. Ao chegar no Pony nos surpreendemos percebendo que a noite era de Karaokê, a principio confesso que não gostei muito da ideia, mas depois a gente deu show! Dona Marialva foi a atração principal em um dueto cantando “Borbulhas de amor”, infelizmente não temos esse momento gravado, mas você pode conferir nosso desempenho no vídeo abaixo.




Os melhores estavam na despedida, reunindo até o pessoal da outra turma, que também são grandes amigos além da professora Karina que fez questão de nos acompanhar. Foi muito bom! Depois do Karaokê dançamos e ainda subimos para comer o resto do Sushi e jogar conversa fora.







Triste foi levantar no outro dia cedinho e ir pra universidade apresentar o trabalho final para a professora mais casca grossa de todo o mestrado – até então.
Quando cheguei não encontrei Denise, ligamos, mandamos mensagens no Whatss e no face e como ela não respondia resolvi ir até o Hotel resgata-la. Chegando lá ela praticamente me expulsou mandando eu dormir, mas quando se deu conta de que já eram nove horas se arrumou em um piscar de olhos e – acredito que ainda sobre o efeito do álcool – descemos o elevador dançando e depois fomos correndo até a UDE. Chegando lá apresentamos – e mãe, não se preocupe pois apesar de não ter dormido quase nada, estar com ressaca e suspeita-se que ainda um pouco embriagada eu tirei a nota máxima na apresentação.
Depois fomos liberados para ir pra casa, meu voo era só a s 20 horas mas eu já iria as 13 com o pessoal para o aeroporto. Então foi uma correria ir até o hostel, arrumar as malas . Encontrei o pessoal e fizemos companhia uns aos outros até nossos voos partirem. PS: O almoço no aeroporto é um assalto.
Julho me fez amar Montevideo. Tudo o que tinha me feito ter pânico de minha estadia no Uruguai se amenizou, as amizades se fortaleceram e apesar de eu ter me divertido mais desta vez do que na outra meu aproveitamento acadêmico foi melhor do que o de janeiro, nem sono nas aulas eu tive mais. Conheci pessoas incríveis nesse mestrado – que ainda não acabou – pessoas que vão ficar em minha vida, que vão ficar em meu coração, pessoas maravilhosas. Sempre falo que além de aprender com meus professores eu ainda aprendo com meus colegas, que tem muito conhecimento e experiências para compartilhar.


quinta-feira, setembro 25, 2014

2014 - Rio de Janeiro

10 vezes o Rio de Janeiro

São poucas as cidades que você consegue visitar 10 vezes e ainda encontrar novidades e o Rio de Janeiro é uma delas. Minha décima viagem para o Rio foi marcada pela grande aventura de saltar de parapente da Pedra Bonita.
Eu estava voltando do mestrado no Uruguay e aproveitei uma promoção e as férias escolares para visitar a cidade e alguns de meus grandes amigos. A viagem de Montevideo até o Rio é super tranquila – isso depois de eu ter ficado uma eternidade no aeroporto, gastando dinheiro no free shop e lutando contra o sono, com medo de dormir e ser saqueada. Chegando no Rio encontrei a Denise no aeroporto e ela me fez companhia até o Hugo chegar.
Ficamos esperando por um ônibus para ir até Icaí – ideia que eu tentei tirar da cabeça do Hugo veementemente, mas não consegui e assim economizamos o dinheiro do táxi.
Um detalhe interessante dessa viagem é que pela primeira vez em minha vida passei frio no Rio de Janeiro.

Sábado Cultural

No sábado encontramos Raíssa para almoçar, em Icaí. Após colocar o papo em dia no restaurante, fomos até o Starbuck – Tara sqn – e de lá seguimos até o Rio, para ver a exposição do Salvador Dali, que estava no CBB, mas a fila estava gigantesca, então o jeito foi mudar o programa e ir até o MAR, que eu ainda não conhecia.
O Museu de Arte do Rio – MAR - uma das âncoras culturais do Porto Maravilha, é um espaço dedicado à arte e à cultura visual. Inaugurado na comemoração dos 448 anos do Rio de Janeiro, dia 1º de março de 2013, tem 15 mil metros quadrados de construção e oito grandes salas de exposição, duas para cada mostra.
Os dois prédios que compõe o complexo passaram por muitas obras. O Palacete Dom João VI, inaugurado em 1916 e tombado pelo município em 2010, foi submetido a um longo e meticuloso processo de restauro para se transformar no pavilhão de exposições do MAR. Um dos maiores desafios da equipe da obra foi unir dois edifícios tão diferentes. A harmonia entre os imóveis foi possibilitada pela cobertura fluida que lembra ondas do mar, uma das características mais marcantes na arquitetura do complexo.
A visitação é feita de cima para baixo. Os visitantes sobem até o último andar da Escola do Olhar, onde há um terraço com vista para a Região Portuária. De lá, têm acesso aos pavilhões com as mostras do museu. O último andar é dedicado ao Rio de Janeiro e tem sempre exposições dedicadas ao tema. Os outros três pavilhões trazem exposições com temáticas variadas que duram aproximadamente três meses cada. Na ocasião vistamos duas exposições, uma com o tema “Tatu: Futebol, Adversidade e Cultura da Caatinga”, ” Do Valongo à Favela: imaginário e periferia”.
Após sairmos do museu fomos dar uma volta pelo centro do Rio para ir até o Cais do Valongo - que foi substituído pelo Cais da Imperatriz no século XIX, uma tentativa de apagar o antigo porto da história nacional. Pelo Cais passaram cerca de um milhão de africanos, segundo historiadores, antes dele ser escondido para receber a futura imperatriz, Tereza Cristina, que chegaria ao Brasil para o casamento com D. Pedro II em 1843. O Valongo foi encontrado em escavações feitas, durante as obras de revitalização da Zona Portuária do Rio de Janeiro.
Depois ainda encontramos a Re e a carregamos para Nikiti, para um chop e outback!




Domingo de chuva no Rio

Aproveitamos o clima para passar à tarde em casa, assistindo Beleza Americana e Friends! =)
A noite fomos jantar em um restaurante italiano – sonho do Hugo. Adorei a comida e a iluminação – sqn – tenho que anotar o endereço e –não – voltar lá – nunca.
Depois fomos fechar a noite com alguns chops e muito papo.

Segunda

Nossa segunda estava reservada para conhecer o Maracanã – ainda não conhecia. Eu e Rá dessa vez estávamos acompanhadas por Iago e Renata. Ao chegarmos, nos deparamos com o portão fechado e fomos avisados que a visitação naquele dia aconteceria apenas para a imprensa, enquanto conversávamos alegando que no site não dizia nada percebemos que algumas pessoas que não eram da imprensa faziam escândalo e conseguiam entrar, então resolvemos aguardar uma pouco. O segurança – medonho – começou a me chamar de “paixão”, em uma situação normal eu faria minha cara de Carol Nojenta, viraria de costas e não daria bola, mas resolvi ser simpática para ver se isso ajudaria a gente a entrar. Foi então que apareceram alguns “chilenos com as costas quentes” que conseguiriam entrar. Na maior cara de pau - e sem a Renata ter que gastar seu carioquês chingando Deus e o mundo - conseguimos entrar, o nosso amigo segurança fez vista grossa e acreditem ENTRAMOS DE GRAÇA NA VISITAÇÃO VIP!
Foi maneiríssimo! Tínhamos guia especial e acesso a áreas restritas!
Vale muito a pena a visita, ainda mais para quem é apaixonado por futebol!
A noite fomos para o shopping, jantar e encontrar com André!



Terça de história

A terça foi do jeito que eu gosto, cheia de história – inclusive tenho que agradecer a Raíssa, sei que esse tipo de passeio não é tão estimulante para ela quanto é para mim, mas mesmo assim ela me acompanha e sempre é uma ótima companhia.
Dica: Se você for Museu Histórico Nacional, alugue os fones de ouvido, pois é como ter um guia particular e a visita se torna ainda mais interessante. O MHN foi criado em 1922, é um dos mais importantes museus do Brasil, reunindo um acervo de mais de 348.515 itens, entre os quais a maior coleção de numismática da América Latina.
O conjunto arquitetônico que abriga o Museu desenvolveu-se a partir do Forte de Santiago, na Ponta do Calabouço, um dos pontos estratégicos para a defesa da cidade do Rio de Janeiro.
O Museu é imenso! Da pra passar um dia lá dentro... além disso do lado de fora ainda tem uma exposição de canhões e outras armas. Me espanto muito por nunca nem sequer ter ouvido falar dele. E fica pertinho, apenas a algumas quadras da praça XV.
Depois do Museu fomos até o Arco do Teles e nos sentimos gente grande, sentando em uma daquelas mesinhas, pedindo uma cerveja e apreciando um show ao vivo que estava acontecendo. Cantaram até “Eu tive um sonho” – e a moça praticamente riu da minha cara, devido ao escândalo que fiz quando percebi que era essa a música.




Quarta nas alturas

Eu sempre tive o sonho de saltar de asa-delta ou de parapente, já há uns 3 anos que eu ia para o Rio e combinava o salto com o Tiago, mas bastava fazer isso para o tempo fechar e as chances de saltar desaparecerem, mas dessa vez deu certo.
Combinei com Tiago e cedinho eu e Rá fomos encontra-lo no Fashion Mall e de lá subimos de carro até o alto da Pedra Bonita - nem deu tempo de desistir. Confesso que tive mais medo do que pensei que teria, parecia impossível eu me jogar daquele barranco – como diria minha vó.
O salto é super simples, não tem segredo nenhum – é claro, quando se faz com alguém que já faz isso a tempo – basta encontrar coragem e se jogar. Certamente é uma experiência única, ver o Rio lá de cima é simplesmente um máximo. Realmente de todos os ângulos a cidade é maravilhosa, o verde das matas em contraste com o azul do céu e do mar, aquela paz, nossa foi demais.
Se vocês quiseres podem conferir o vídeo, editado por Tiago, que sintetiza bem a experiência.



Depois teve também a experiência do pseudo beijoqueiro, mas essa não vou detalhar aqui. =P
Voltamos para Niterói e fomos compar materiais para a Rá. A noite fomos para o Arco de Telles desfrutar da boemia carioca, lá entre muitas conversas – algumas dela de nerds – descobrimos que temos mais uma coisa em comum, o amor por x-men! Passamos um bocado de tempo falando sobre os mutantes e no eu e Hugo marcamos de assistir o último filme lançado no dia seguinte.
Voltamos para Niteroi de barca, mas não sem antes rir muito na estação. Gastamos até nosso espanhol... depois voltamos para Nikiti de Titanic, com direito a cena na proa e tudo mais!

Quinta de quinta!

A Rá voltou pra BQ, eu fiquei em casa com o Iago – assistindo a viagem e constatando que eu ainda tenho medo do Alexandre – esperando o Hugo vir do trabalho pra eu ir pra casa dele.
A noite fomos ao Sushi e depois assistimos “Dias de um passado esquecido”.
Na sexta vim pra casa, depois de quase 30 dias fora!

Sim, já sonho com minha próxima viagem ao Rio! <3 o:p="">

2014 - Urubici

Dessa vez farei um pouco diferente, não realizarei um relato completo da viagem, apenas um vídeo que retratará um dia de aventura em Urubici - SC.
Alguns do locais que aparecem no vídeo:
Pedra Furada
Inscrições Rupestres
Cascata do Avencal
Tirolesa na Cascata
Trilha Ecos do Avencal