segunda-feira, novembro 25, 2013

2013 - Garopaba (Parte 2)

Em 2010, realizamos a primeira viagem para Garopaba. Foi uma viagem marcante e, desde então, planejamos o segundo encontro, o que vinha se mostrando uma dura empreitada. Crescemos e, com isso, nossas responsabilidades também, então aproveitamos as férias da Paula (5 invernos) e marcamos nossa viagem. A grande surpresa foi contar com a presença de Raíssa, ausente na primeira edição. Desde 2008 não encontrávamos Rá fora de seus habitats naturais (Minas ou Rio). Só acreditamos de fato quando as passagens foram compradas. Vanessa não pode comparecer, mas foi lembrada várias vezes.
Quando fui para Garopaba ainda não tinha lido o maravilhoso livro do Daniel Galera, “Barba Ensopada de Sangue”, que, ao contrário do que possa parecer pelo título, não se trata de um livro tipo “Dexter”. O livro é um romance policial que faz você se envolver por completo e mergulhar na cultura da vila histórica de Garopaba e conhecendo o cotidiano da pacata cidade do litoral catarinense. Foi nesta viagem que comprei o livro e, desde que comecei a ler, conto os dias de meu retorno a Garopaba para que eu possa percorrer os locais que ambientaram o romance.

Sexta Feira – Loucura

Como de praxe eu estava trabalhando e, para facilitar, meus alunos estavam apresentando um de nossos projetos em uma feira em outra cidade. Tive que correr contra o tempo e, mais uma vez, contar com a boa vontade de meu motorista de plantão, Jarbas.. digo, Henrique. Ele foi me levar até Floripa, onde encontraria Rá  para depois seguirmos de ônibus até Garopaba.

Eu não via a Rá desde dezembro, estava morrendo de saudade e a viagem até Garopaba apesar de suas 200 paradas passou rapidinho. Rimos, ouvimos boas músicas e logo estávamos chegando a Garopaba City. Chegamos e em um minuto vimos o carro de Paula chegando, Aline já estava com ela.
Alguns abraços e quilômetros depois estávamos na casa da Paula, onde começou a festa. A bem da verdade, na sexta estávamos um pouco acabadas, então jantamos e conversamos para matar a saudade. Além disso também conhecemos o novo mascote das gurias – um gambá em decomposição – que a Paula insistia em chamar de fofo.

Sábado 

Nossa viagem não tinha muitos objetivos turísticos, o maior objetivo era estamos todas juntas, então sem pressa nos levantamos, nos arrumamos, prestigiamos a revista da Aline – que tem uma entrevista maneiríssima com a Paula e o Hugo – e depois fomos preparar o almoço. Frase meramente ilustrativa, fomos uma ova, eu desci, mas o mérito do almoço é da Paula. Como sempre temos muitos assuntos e o falatório é grande, todo mundo quer contar as novidades, ouvir sobre a vida uma das outras, recomendar um artista, um filme, uma série, enfim, além de muitas risadas, meu encontro com as gurias de Porto Alegre sempre é muito cheio de cultura.

Antes de prepararmos o almoço precisávamos comprar os ingredientes, então fomos até o Silveira. Compramos ingredientes para fazer uma massa ao pesto e alguns drinks. Após o almoço fomos para praia.
O vento era constante, mas a paisagem compensava. Fomos até as pedras da praia de Garopaba. Foi construída uma estrutura em madeira que permite a chegada até o topo das pedras. Lá em cima um simpatizante de Bob Marley, um tanto quanto suspeito, nos convidou para ver um leão marinho que estava sobre uma pedra, mas ignoramos o convite. Ficamos tirando mil fotos com o vento a nosso favor. Após a sessão de fotos retornamos para a casa de Paula. Passamos por algumas mansões e também pelo camping, o que prova que a Garopaba é mesmo uma cidade eclética.
Só depois do passeio é que fomos preparar o almoço. Delicioso, como de costume.
Antes de iniciar o jogo fomos dar uma volta pela cidade. Contemplar a paisagem e ir até a livraria comprar o meu Barba Ensopada de Sague. Falando em livros, nessa viagem também ganhei um Nikki Heat em espanhol! Que ainda não terminei de ler, o livro foi comprado pela Paula na Espanha e é um da série escrita pelo genial, porém fictício, Richard Castle. Retornamos para casa e o jogo iniciou.
Sério, eu devo estar entre os 10 melhores jogadores em todo o mundo desse jogo. Minha regras são ótimas e em alguma vida eu devo ter feito direito, pois consigo me armar dos melhores argumentos. Sim, sempre sou assim modesta.
Desta vez eu não fiz Aline beber cada vez que alguém respirasse e, com pena de Raíssa, não fiz com que ela sofresse, pois depois de sua quase morte no Rio de Janeiro, eu fico com medo dela se despedir de novo. A melhor regra do jogo certamente era todo mundo ter que falar Carol Khaleesi antes de falar qualquer coisa. Nada mais justo.
Depois do jogo fomos dar uma volta até o centro de Garopaba. Tínhamos a intenção de ir até o Al Capone, que é um pub famoso da cidade – inclusive o Galera fala dele em se livro. Mas devido ao avançado da hora não o encontramos aberto. Voltamos para casa cantando, tendo praticamente que carregar a Aline e morrendo de rir da situação.
Como de costume, e dessa vez sem nenhuma regra minha contribuindo, Aline veio a falecer. Ela estava conversando bonitinho, como uma mocinha de classe e de repente ela morreu. Simplesmente apagou e sumiu do mundo dos vivos. Garopaba e Aline têm essa estranha relação. Enquanto nossa pequena dorminhoca estava nos braços de Orfeu conversamos mais um pouco e depois decidimos subir e dormir.

Domingo

Acordamos tarde, preparamos o almoço e fomos para as praias: Rosa e Ferrugem. A Rosa é uma das mais populares e badaladas praias do litoral sul catarinense. Procuradas por surfistas, hippies, por garotas que procuram surfistas e por apaixonados pela natureza em geral. Além de contar com uma vida noturna intensa durante a temporada.
Por estarmos fora da temporada a praia estava quase vazia e foi uma delícia caminhar por lá. Preciso dizer que a luz do dia nos proporcionou fotos lindas! Ah, também sou forçada a dizer que a praia é aquela da música do Kid. Rosa norte! Sim, sim, tem a música do Armandinho também e, já que estou dando uma de tiete, sou obrigada a falar que também está no romance do Galera – podíamos ter ido até a pousada do Bonobo . Na volta paramos em uma loja de artesanato, os preços eram super salgado, o aroma de incenso me deixou nauseada, mas a loja era uma graça e lá compramos uma pulseirinha para marcar nossa viagem.
Do Rosa fomos para a Ferrugem, uma outra parada obrigatória. Outra praia de beleza impar naquela região.
No retorno paramos na Gelomel, depois jantamos e já estava na hora de Aline retornar para a capital gaúcha.
No caminho para a rodoviária paramos na praça em frente à Igreja da Matriz e, Aline, a única que tinha o lido o livro do Galera até então, tentou decifrar onde o protagonista do livro morava. Hoje, após ler o livro, acredito que estávamos bastante perto do apartamento térreo onde ele morou, mas para termos certeza, na próxima viagem teremos que procurar de novo. Dessa vez não teve beiçolinha, mas rimos muito. Ao lado de Aline sentou um cara boa pinta e pela janela fizemos muitos gestos dando dicas para Aline não perder o bofe. O que não contávamos é que estávamos sendo assistidas pelo senhor que estava sentado uns dois bancos para frente do dela. Huahuahuuha Depois ficamos sabendo que ele estava acompanhado. Mas pelo menos tentamos.
Voltamos para casa e entre algumas cervejas tivemos praticamente uma sessão psicológica, abrindo nossos corações, contando nossas angústias, aceitando nossas fraquezas. Alguns assuntos são reincidentes, outros novos, mas falar faz bem. Foi nessa conversa também que descobri que, assim como eu, Paula tem uma vida paralela e até marcamos um encontro em um de nossos shows. Huahuahu Raíssa ficou impressionada em como nossas PLs são cheias de detalhes e nossas histórias são bem embasas, a bem da verdade acho que ela ficou foi um pouco assustada.

Segunda

Arrumamos a casa, colocamos nossas malas no carro e nos preparamos para nos despedirmos de Garopaba, mas antes fomos almoçar em um restaurante da orla. Depois nos despedimos oficialmente da cidade, que certamente ganhou nosso coração.
Seguimos até a Guarda. Eu ainda não conhecia. Há alguns anos fui convidada para acampar lá com a Paula e a Vanessa, mas eu estava no Rio e não pude ir até lá encontra-las, mas tinha muita curiosidade de conhecer a praia. Certamente Raíssa foi privilegiada, pois teve a oportunidade de conhecer nessa viagem um dos lugares mais belos de nosso litoral.
Dizem que todo mundo fuma maconha no Guarda do Embaú e certamente o gondoleiro – ok, ok, não adianta fingir que estávamos na Europa, não era gondoleiro e sim canoeiro – provava essa teoria. Ele fez nossa travessia em sua canoa que se chamava “Terror delas chicas” – sim escrito assim – e apesar de respostas letárgicas ele era um simpático. Do outro lado do rio contemplamos a paisagem e, quando estávamos nos preparando para retornar, nosso amigo da canoa nos mostrou o caranguejo que ele tinha acabado de pegar e nos fez vencer nosso medo e segurar o bichinho na mão. No retorno ele nos contou que conhece cada pedra daquele rio pelo nome, contou que teve muita gente que já morreu ali, falou da comunidade hippie que vive no alto do morro e comentou sobre a neve vista a pouco tempo no alto do morro da Cambirela.
Da Guarda fomos para a capital. Rá só tinha visto a ponte à noite e foi uma boa oportunidade para ela conhecer o nosso cartão postal. Ela conheceu também a Lagoa da Conceição, um dos lugares mais charmosos da Ilha. Tínhamos pouco tempo e, como o trânsito da ilha nem sempre fica a favor dor motoristas da Lagoa, fomos direto para a rodoviária.
Como não poderia deixar de ser essa foi mais uma viagem maravilhosa, ao lado de minhas irmãs de alma. Eu sempre penso em agradecer a Deus por ter encontrado elas em minha vida, e espero que todos os nossos sonhos de destinos de viagens se realizem, enquanto esse tempo não chegar $$ espero escrever vários relatos sobre Garopaba e tenho certeza de que sempre que eu recorrer a minha memória para encontrar lembranças felizes vou ver aquele mar e ouvir nossas risadas.

Bordões da viagem:
Paula 5 inverno
Shooooooooooooow
Gamba Fofo
Carol Khaleesi
Vidas paralelas
Sou Livre
Médio e Grosso
OBS: Aline deve aprender a tabuada de 3, aprender a jogar imagem e ação e é claro... aprender a beber. huauhuahuhaa


Personalidades: Arthemio Rosa Farias

Data de Nascimento: 13 de Fevereiro de 1927
Data de Falecimento: 11 de agosto de 2005
Por Maria Salete Farias 

Nasceu em Barracão, Distrito de Catuira, Município de Bom Retiro (Hoje Alfredo Wagner, no dia 13 de fevereiro de 1927).
Seu Pai Manoel da Rosa Farias era conhecido como Manuel do Dôia, pois foi criado na casa de Dôia, filho mais velho de João Conorato (João Conrado Schmidt), e sua mãe Santa Andersen Farias (também conhecida como Santolina) era filha de Rodolfo Andersen irmão de Cristina mãe de Dôia.
Casou com Otilia Fernandes (filha de Jorge Fernandes (Jordelino) e Maria Kurtz Fernandes) no dia 30 de novembro de 1946.
Da união nasceram 07 filhos (Dulcinéa, Maria Salete, Marcina, Laerte, Maria de Fátima (natimorto), Márcia Rosani e Adauto).
No inicio da vida profissional exerceu as atividades de engarrafador de bebidas, dono de posto de combustível, e mais tarde indústria e comércio de madeiras, também atuou como avaliador do Banco do Brasil para a Carteira de Crédito Imobiliário.
Suas atividades empresariais, juntamente com as de outros comerciantes da época, foram objeto de anúncio publicado na Revista “A Voz do Planalto” editada em Bom Retiro na década de 1950.
Adquiriu uma serraria situada no lugar chamado Jararaca, a qual possuía muitos empregados, uma vila para residência destes a qual contava, inclusive, com uma Igrejinha.
Dita serraria causou-lhe muitos dissabores, pois herdeiros de antigos proprietários conseguiram judicialmente uma medida liminar que impedia o corte de pinheiros.
Com as atividades da serraria paralisadas precisou desfazer-se de outros bens para fazer face às despesas com salários e fornecedores, implicando em séria crise financeira.
Cansado de esperar o resultado da demanda foi abordado pelos autores da ação que ofereceram um acordo para encerra-la a oferta foi verbalmente aceita.
Ocorre que, ao comunicar o fato ao seu advogado o ilustre Dr. João Monn foi informado por este, que o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina havia julgado improcedente a ação e condenado os Autores a indenizar-lhe as perdas e danos.
Ciente da má fé dos Autores na propositura do acerto, e afirmando que sua “palavra valia mais que mil contratos” manteve o acordo verbal e arcou, inclusive com os honorários do seu advogado que obteve o ganho de causa.
O mesmo advogado defendeu-o quando um parceiro comercial, valendo-se de um título de crédito assinado em branco por Artemio, e que se achava em seu poder, requereu a falência de “ARTEMIO ROSA FARIAS COMÉRCIO DE MADEIRAS”, o brilhante causídico munido de um cheque em branco assinado por este parceiro comercial, solicitou no Fórum de Bom Retiro fosse elaborada a conta do processo de falência para fins de quitação, e preenchendo o cheque com o valor total da conta, inclusive custas e honorários efetuou o pagamento e encerrou a ação. Num golpe de mestre o advogado aproveitou os documentos em poder de seu cliente e quitou a dívida com um cheque assinado pelo próprio credor
É que ambos e outros amigos comerciantes, por força de acordo de cavalheiros, trocavam títulos assinados em branco para serem utilizados em caso de necessidade, para desconto em bancos, já que seus negócios eram realizados na rede bancária de Florianópolis e nem sempre coincidia estarem juntos na capital.
Muito irado com a atitude do comerciante, Artemio dirigiu-se à residência deste que ficava do outro lado do rio perto da antiga ponte, e na travessia da ponte armado com um revólver desferiu alguns tiros para o alto, mas antes do confronto recuperou o autocontrole e voltou para casa.
Envergonhado com o ato, contava aos netos que a partir deste episódio trocou o revolver por um rosário.
Era muito religioso e jamais esquecia sua rotina de orações, tinha um jeito especial de contar as passagens bíblicas especialmente os evangelhos, como “Jesus caminhando sobre as águas e dizendo: Vem Pedro vem; Homem de pouca fé”...; o grão de mostarda e muitas outras que os filhos e netos às vezes fingiam ouvir.
Era homem de muitos amigos e muitos compadres o Professor José Dell’ Antonia, Altair Schweitzer, Olíbio Ferreira da Cunha, José de Campos, Pedro Kretzer, Rogério Pedro Kretzer, Adelar Lehmkuhl, José Rocha, Izidoro Cechetto, Flares Figueiredo de Oliveira, Júlio Wessler entre outros foram seus compadres.
(Na foto: Casamento filha de Lindolfo Schweitzer, churrasco na olaria do Seu Balcino)
Em sua casa que ficava onde atualmente acha-se localizada a Comunidade Evangélica, já na década de 1950 havia água encanada levada à caixa por bomba manual, água quente através de um sistema de serpentina instalado no fogão à lenha, banheiro com bacio e chuveiro e pia, também a cozinha era equipada com pia, água encanada e sistema de esgoto.
Teve um cinema, situado na mesma quadra, que era praticamente inteira de sua propriedade, desde a rua principal até a atual Rua Artemio Rosa Farias.
O cinema era equipado com gerador movido a óleo diesel e antes das cessões de cinema um gramofone tocava um disco de 78 rotações, sendo de um lado “Mulher Rendeira” dedicada à Dulcinéa e do outro “Ninguém me ama” preferido da Maria Salete. Em algumas ocasiões a Oca e a Dida (belas moças com vozes maravilhosas) cantavam ao vivo canções como “Asa branca”.
Integrou a Comissão Paroquial na época de Frei Deodoro, na foto com José de Campos, Lindolfo Schweitzer, Paulo Schwinder Almeida, Paulo Bunn, Olíbio Ferreira da Cunha, Adelar Lehmkuhl e Izidoro Cechetto.
Como era proprietário de um dos poucos automóveis da localidade, era chamado, não raro, de madrugada para transportar doentes a hospitais.
Da época em que possuía um trator com arado com o qual prestava serviços aos plantadores de fumo, restou o episódio que não se cansava de narrar, visando desestimular o vício do cigarro: dizia que ao observar a quantidade de veneno (agrotóxicos) utilizados nas plantações abandonou o vício. Quando fumante preparava a palha de milho para enrolar seus cigarros fervendo-as previamente com leite e secando-as ao sol.
Gostava de rituais na preparação de alimentos, nas refeições tudo sem pressa.
A militância política gerava inimizades e ele costumava contar que em uma ocasião conseguiu do Governo do Estado uma máquina patrola para melhorar a estrada geral das Demoras, mas durante a noite o inimigo político colocou melado no tanque da máquina danificando totalmente o veículo e impossibilitando a sua utilização.
Foi vereador em Bom Retiro na 3ª Legislatura – 1955 a 1958.
Em 14 de fevereiro de 2002, juntamente com os demais ex-vereadores recebeu homenagem da Câmara Municipal de Bom Retiro. 
Políticos como Irineu Bornhausen, Jorge Lacerda, Albino Zeni frequentavam sua casa. Certa vez o Governador Irineu foi padrinho de casamento de um casal de ciganos acampados no Barracão e para recebê-lo as poltronas e o tapete da sua sala foram emprestados aos ciganos.
Na qualidade de vereador e presidente do diretório distrital da UDN era recebido pelo Governador Irineu Bornhausen no Palácio na Capital do Estado onde postulava melhorias em favor da comunidade.
Assim, pleiteou fosse instalado um Cartório de Registro Civil no Barracão, em face de dificuldade de locomoção de seus moradores, até a sede do distrito em Catuira para registrar nascimentos, casamentos e óbitos.
O Governador sugeriu que ele elaborasse um Projeto de Lei visando à elevação de Barracão a distrito, para permitir a instalação do Cartório e ele apresentou o projeto que foi transformado na Lei Municipal de n.º 56/9 de 22 de outubro de 1956.
Em outra ocasião, pediu a criação de um Grupo Escolar, e o Governador garantiu que se houvesse a doação e um terreno para tal assim seria feito. Obteve de seu compadre José de Campos a doação do imóvel e o Governador cumpriu a promessa com a inauguração do Grupo Escolar Silva Jardim.
Era um político dedicado e como na época os vereadores não recebiam salário apenas o jetom pelo comparecimento às sessões ele custeava as despesas do próprio bolso e doava o jetom ao partido.
Sofria muito com as derrotas políticas de seus correligionários, especialmente a de Antonio Carlos Konder Reis para Ivo Silveira (Governo do Estado) e Rogério Kretzer, na primeira eleição, para a prefeitura municipal de Alfredo Wagner.
Com a emancipação de Alfredo Wagner, emprestou sua escrivaninha e cofre para o prefeito nomeado, Pedro Weinhardt Borges, para a instalação da prefeitura.
Ditos móveis haviam sido utilizados anteriormente quando o extinto  Banco INCO,  teve uma subagência no Barracão a qual funcionou em uma das dependências de sua casa.
Participava de todas as convenções estaduais e municipais de seu partido a UDN.
Compensava o pouco tempo de escolaridade fazendo cursos por correspondência (o antigo artigo 99 uma espécie de curso supletivo).
Em sua estante a Bíblia Sagrada convivia com clássicos como Platão (Apologia de Sócrates), Cícero (Orações), Dicionários enciclopédicos e ortográficos além de Jornais e Revistas (O Cruzeiro, Manchete) que adquiria em suas frequentes viagens a Florianópolis.
Em janeiro de 1966, mudou-se para Florianópolis, mais precisamente em Capoeiras onde inicialmente teve uma fábrica de móveis e mais tarde até a aposentadoria trabalhou no ramo de materiais de construção.
Mudou-se para São José, mantendo o seu comércio em Capoeiras.  Com a saúde debilitada, e inconformado com a perda da filha Dulcinéa, faleceu no dia 11 de agosto de 2005, com 78 anos de idade.