sexta-feira, maio 16, 2014

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quarta-feira, maio 07, 2014

Paulo Schwinder


Por Elâine Aparecida Almeida Rossini


Paulo Fernandes de Almeida “Paulo Schwinder” ficou assim conhecido por sua mãe trabalhar na casa de uma família “Os Schwinder” e ele pequeno ia sempre para esta casa com sua mãe e as pessoas ao falarem do “Paulo” – “Que Paulo?” O “Paulo da casa dos Schwinder” e o apelido pegou.
Filho de Ana Kalbuch e Manoel Fernandes de Almeida nasceu em 1908, nas terras do seu pai no Quebra Dente. Morou em Alfredo Wagner até o final da década de setenta mudando para Florianópolis.
Teve 6 filhos, 4 homens e 2 mulheres.
Em Alfredo Wagner, residiu no Quebra Dente, depois veio para as Águas Frias (nas mediações onde hoje é a casa do Nanico) e ali montou sua ferraria trabalhando com chapas de ferro nas rodas de carroça.
No alto do morro, em sua propriedade, nas Águas Frias, cultivava 100 caixas de abelhas, extraindo e vendendo mel.
Mudou-se para o Barracão e lá montou um comércio de armarinho (tecidos, linhas, elástico, tudo para costura). Vendia também mantimentos que comprava dos colonos (milhos, feijão, batata e outros). Este comércio funcionava nas mediações onde hoje há uma igreja, na propriedade do Senhor Neri Schuller.
Seu empreendedorismo, o levou a mudar novamente do endereço de seu comércio, vindo para o “Sombrio”, hoje centro da cidade. Firmou-se no mesmo ramo com tecidos e mantimentos, mas sua paixão em trabalhar com o ferro, ensinada a um dos filhos (Juca), fez com que ele mantivesse nos fundos do seu terreno uma ferraria. Este comércio situava-se onde hoje está o “Saulo Hotel”.
Os filhos e noras trabalhavam em seu comércio. Estudou somente o primário, mas era um empreendedor inteligente.
Homem muito correto, rígido, dedicou-se a educar seus filhos nos valores da igreja Católica. Fez parte da diretoria da igreja por mais de 32 anos. Era encarregado de encomendar/comprar/negociar a bebida das festas (com Leonardo Sell) onde os filhos também se envolviam. Parecia um homem um pouco sisudo, mas sabia contar histórias como poucos e assim seu senso de humor aparecia. Ajudou com ajuda de amigos como Paulo Bunn e Isidoro Checetto a construir a matriz de Alfredo Wagner, a casa paroquial, o hospital e o clube, era um cristão fervoroso, enérgico com os filhos que tinham que comparecer bem arrumados, ás missas e rezas na igreja.
Na velhice, residiu no estreito, bairro de Florianópolis, onde sempre aguardava um filho ou um neto para uma partidinha de baralho ou dominó. Não tinha muita paciência para jogar com amadores ou crianças (netos), pois era um jogador inteligente, técnico e queria habilidade e agilidade no jogo. Mas, enfim, rendeu-se aos netos, parceiros frequentes.
Um homem inteligente e comerciantes; porém nunca aprendeu a dirigir e também não se interessava por carros, andava sempre com sua bicicleta Assustava-se com algumas notícias e imagens na TV, censurando a própria televisão. Desligava a TV, mesmo sozinho!
Era hábil tecelão de redes de pescar, tradição passada aos filhos (Nicolau - Dedi, José Alfeu – Juca e Jaime - Titilo) e gostava de pescar no rio.
Teve 2 AVC’s (Acidente Vascular Cerebral) mas a sua capacidade intelectual nunca foi afetada e a contação de histórias, causas antigos e a curiosidade sobre o “Barracão” era sempre assunto das conversas. Conversava sobre o progresso ( que às vezes o assustava), sobre política e sobre seus conhecidos de Alfredo Wagner. Faleceu em 1992. Tratando –se de um câncer de próstata. Seus descendentes, filhos, netos, bisnetos e tataranetos reúnem-se anualmente para manter viva a tradição da família nas cantorias, sempre marcadas pela alegria e a fé em Deus.
Seus filhos lembram do pai com água nos olhos, relembrando dos bons momentos e dos bons exemplos deixados pelo saudoso pai.
Sua última frase em visita a sua cidade natal foi: “Alfredo Wagner esperou eu ir embora para crescer!”

Informações Transmitidas por:
Nicolau Almeida

Jaime Almeida

domingo, maio 04, 2014

Ayrton Senna do Brasil

Durante essa semana derramei litros de lágrimas em frente à TV, é incrível pensar que já fazem 20 anos que vivi a morte de Ayrton Senna.
Quando ele morreu eu tinha apenas 7 anos, mas posso dizer que ele marcou muito minha vida até essa idade. Lembro de quando eu acordava cedo aos domingos para assistir as corridas com meu vô ou então de acordar mais tarde e a primeira coisa que me preocupava em perguntar era: “O Senna ganhou?”. É incrível como esse homem fez todo mundo se apaixonar por automobilismo, pela F1, fez as famílias se reunirem na manhã de domingo para torcer por ele. Sem dúvidas foi muito triste para todos nós, seus fãs assistirem “ao vivo” sua morte. Ficamos todos um pouco órfãos.
Crianças, adultos e idosos, todos sem exceção ficaram órfãos do patriotismo emanado por ele. Ayrton Senna do Brasil deixou o país um pouco mais pobre com sua morte.
Quem não se arrepia ainda hoje quando ouve o tema da vitória?
Lembro exatamente da hora da batida, eu estava sentada do lado do vô e enquanto eu pensava que era uma batida normal, meu vô já sacudia a cabeça percebendo que tinha acontecido uma tragédia. Mais tarde sai para brincar na rua e uma vizinha chorava na frente da casa, dizendo que o Senna tinha morrido, voltei para casa e até meu vô tinha os olhos marejados e um tom de voz carregado de tristeza. Também fiquei triste, mas até então não tinha entendido as proporções daquela batida. Lembro de ter assistido as imagens do enterro em uma manha fria, na minha casa. Eu assisti a tudo de debaixo da mesa da sala e a empregada vinha de tempos em tempos ver se eu tinha parado de chorar. Tudo aquilo era tão triste e injusto. Ele me parecia uma pessoa tão boa. Todo mundo estava chorando e a frase “Perdemos um herói nacional” começava a fazer sentido.
O Brasil é tão carente de grandes heróis. Acho que nunca valorizamos as pessoas certas, exceto nesse caso. Passaram-se 20 anos, eu cresci e continuo não achando exagero o termo herói. Ele não era apenas o cara que subia ao podium todo domingo e mostrava o verde e o amarelo de nossa bandeira ao mundo. Ele era o nosso modelo de honestidade, de simplicidade, determinação, garra, competência ele era o filho que nosso país queria ter. Assim como o Capitão América era o modelo de americano da década de 40, Ayrton Senna deveria ser o modelo de brasileiro que todos nós deveríamos almejar ser. A única diferença entre o herói Capitão América e o herói Ayrton Senna é que Senna era real e tivemos a oportunidade de viver na mesma era que ele.
Hoje duas décadas depois ainda choramos sua morte, é incrível ver como mesmo o Brasil sendo famoso por ter um povo sem memória se comoveu neste último dia 1º de maio. Mas, além disso, deveríamos lembrar-nos da pessoa que ele era e pensar que ele deixou a cada um de nós o seu legado, pois o que de melhor ele nos deixou não foram os seus três títulos mundiais e sim o seu exemplo.

“Tudo o que consegui foi através de dedicação, perseverança e muito desejo de atingir meus objetivos, muito desejo de vitória. Vitória na vida e não como piloto”

Ayrton Senna, 1994

2011 - Balneário Camboriú

Estávamos no saudoso ano de 2011, aquele do álbum que se chamava Girls Just Wanna Have Fun e realmente, foi um dos anos que mais me diverti na vida, apesar de já ter mais de 20 anos eu me sentia uma adolescente, cantando “Teenage Dream”, sonhando com meu príncipe encantando – em mais um dos meus eternos amores platônicos - e procurando remédio na vida noturna – desculpe pela decepção – bem no estilo boate azul.
Eu e Marina, minha grande amiga, colecionamos histórias – e fotos - para contar esse ano, sempre que nos encontramos e colocamos o papo em dia passamos bons momentos em meio às gargalhadas relembrando fatos pitorescos de nossas aventuras, algumas dessas gargalhadas sempre nos remetem a viagem até BC.
Nossa viagem foi curtinha mais aproveitamos muito. Saímos de Alfredo na sexta a noite e assim que chegamos a BC fomos jantar em um restaurante temático, lá dentro parecia que estávamos na década de 50, todo o mobiliário, as roupas das garçonetes e até mesmo as músicas remetiam aquela época,  foi lá que paguei o couvert artístico mais caro de minha vida, já que estamos falando da década de 50 o couvert era tão caro que provavelmente eu compraria um ingresso para o show do Elvis Presley, primeira fila.
Naquela noite por cansaço, já que tínhamos trabalhado o dia todo – antes de ir viajar -ficamos em casa, estávamos hospedadas no apartamento da tia da Ma e tivemos como grande anfitrião, Edinho ... - isso mesmo, Édio Sofka do Fake Tablóide.

           Sábado

Na manhã de sábado fomos para a praia, que fica a poucos metros do apartamento, perto da hora do almoço voltamos para casa para encontrar Edinho para o almoço.
Almoçamos em um restaurante da redondeza e no almoço que percebi o quanto Edinho é engraçado e tem um senso de humor parecido com o meu. Marina quase não conseguia respirar de tanto que ria do almoço acompanhado por duas estrelas de Hollywood, que contavam fatos de suas vidas de sucesso e badalações na Califórnia, eles também reclamavam dos paparazzi que vivem os cercando e tirando fotos que são divulgadas na imprensa marrom – foi nesse almoço que comentei com Edinho sobre o Fake Tabloide, um brincadeira que eu fazia no facebook 
usando fotos minhas e de meus amigos, criando legendas sensacionalistas, depois de contar isso a Edinho e passar o final de semana em BC o FT viveu sua época de ouro e meus amigos cobram até hoje novas matérias.
Depois do almoço fomos caminhar no calçadão e lá eu e Edinho – ou melhor, as estrelas de Hollywood – fomos vítimas dos paparazzi do Fake Tabloide. “FLAGRA. Na tarde de ontem Édio Sofka e Carol Pereira foram vistos juntos em BC Beach. Os dois estavam em um papo muito animado sentados em um banco beira mar. Ao se darem conta que estavam sendo fotografados os dois tentaram se esconder, Édio xingou os paparazzis, revoltou-se, fez gestos obscenos, perdeu a classe. Os boatos sobre o affair tomam maiores proporções, será que eles vão continuar negando? Carol Pereira teria mesmo terminado seu romance com o brasileiro desconhecido? Hoje a noite famosos e amigos agitarão a pré-estreia do filme: O caminho para a vitória!” – é que naquela época estávamos gravando o Filme O caminho para Vitória.
“GRANDE ESTREIA MARCADA PARA ESSA SEMANA. O filme “O caminho para a vitória” tem estreia marcada para a próxima sexta. A comédia romântica mais esperada do ano conta com celebre presença de nossa estrela Carol Pereira em mais uma brilhante atuação e do astro mais badalado do cinema internacional, Édio Sofka. O Ator despontou no cenário mundial após o clipe da música “Porque não eu” (veja o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=YMY6DAVz3Uo) e desde então não sai do topo da mídia. Boatos dizem que ele e a atriz Carol Pereira tiveram um grande “entrosamento” durante as gravações do filme. Ambos negam o affair.”
Depois fomos para casa morrer de rir de todas as bobagens que falamos durante o almoço e eu e Marina assistimos até mesmo uma apresentação com a coreografia de Cisne Negro – que não acabou nada bem.
A noite tínhamos a agenda cheia, primeiro um jantar no TAJ bar e depois Enjoy Club. No Taj viemos uma situação engraçada que remete a como era a vida antes da internet nos celulares. Estamos procurando uma pessoa, queríamos saber se ela estava lá, mas não podíamos ligar e não estávamos no tempo do whatsapp ou da 3G para permitir ter acesso ao bate papo do facebook “all the time”, a solução encontrada foi buscar os aparelhos com o Bluetooth ligado e não é que deu certo? Encontramos a tal pessoa.
Não fizemos nada, apenas nos preparamos para um possível encontro – aquele de dar oizinho – que nem aconteceu, mas acho interessante essa história pelo fato do recurso que usamos na busca. ELE ESTAVA LÁ. Em meio a essa busca jantamos, tomamos um litro de mojito e também uma deliciosa pina colada. Vá tomando nota.
ü Pina Colada
ü Mojito
Após sairmos do Taj, Edinho nos deixou e fomos aguardar na fila do Enjoy. Na fila fizemos várias amizades – com duas meninas que até hoje pedem as fotos da noite e com alguns argentinos que insistiram em acreditar que estamos todos juntos e ficaram lá enchendo nosso saco, mas pelos menos passamos boa parte do tempo rindo deles, coitados.
Quando finalmente entramos nossas amigas permaneceram conosco, elas eram frequentadoras assíduas do Enjoy e perto delas nos sentíamos em casa – hahahaha – ficamos perto do bar, após a terceira doze de vodka e o marasmo que nos cercava resolvemos que estávamos em um lugar péssimo e que precisávamos tomar tequila. Pedimos uma dose, descemos e nada mudou, despois de uns 15 minutos resolvemos tomar mais uma, no balcão mesmo tomamos a segunda e pedimos a terceira, eu me sentia intocada pelo álcool, fomos para a pista dançar e Marina começou a sentir dores nos pés devido ao salto, então como sou uma pessoa boa resolvi que aceitava trocar de sapato com ela e foi ai que tudo desandou, quando abaixei para tirar meu sapato.
ü Pina Colada
ü Mojito
ü Vodka
ü Tequila
     Vocês podem prever o resultado, não é mesmo?
            Pois é, quando levantei Enjoy já girava ao meu redor, dai em diante foi só tragédia.
Banheiro -> pessoas sem classe quase colocando a porta abaixo devido à demora -> Marina rindo da minha cara e tirando fotos -> encontrei uma coisa nojenta no vaso que me fez vomitar mais -> sair do banheiro e ser xingada “face a face”.
Mas como de tudo se tira uma lição, dessa situação eu tirei uma boa – não, não é sobre saber qual o limite para beber. Saindo do banheiro um argentino que, contrariando tudo o que sabemos sobre a espécie, era bonito quis me beijar, ficou encantado com minha beleza  - coitado - e parecia estar obstinado a conquistar meu beijo e jamais desistiria, foi quando olhei bem no fundo dos olhos dele e disse: "Queres mesmo me beijar? Acabei de vomitar um monte!" Foi tiro e queda, ele praticamente saiu correndo. Tipo como na fábulas eu aprendia uma lição com isso tudo... “Ninguém que beijar após o vomito, use isso a seu favor”.
Depois de ficar sentada recuperando as forças e me livrando de tudo que estava preso na garganta huahuahuahu decidimos ir embora a pé, pela praia.
Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso não teria escolhido essa opção, mas bom senso não era bem nosso estilo aquela noite. Eu fui pelo mar, para me curar, Marina foi rindo pela areia. Paramos para descansar em umas cadeiras esquecidas na praia, eu quase dormi e depois seguimos a viagem, quando percebemos já estávamos a uns 500 metros além do apartamento, voltamos e subimos. Para entrar toda aquela cena de filme de bêbado onde a pessoa tenta não fazer barulho. Eu tinha cerca de um quilo de areia na roupa, e tive que lavar minhas pernas antes de desmaiar.
Ps: Todas essas etapas foram fotografadas, mas as fotos não merecem ser divulgadas. 

Domingo 

Na manha seguinte ainda tive que disfarçar a ressaca conversando com os tios da Ma, que eram aqui de Alfredo e conhecem minha família, depois descemos para aproveitar o restinho da praia.
Almoçamos em casa e quando fomos para a rodoviária para voltar para casa descobri que eu não tinha lavado minha identidade, sendo assim teríamos que voltar em um ônibus que passa mais tarde e perderíamos o bus para aw, alguém teria que nos buscar em Floripa, a noticia não agradou a ninguém e Suzanne e Evandro que pagaram o pato, tendo que ir nos buscar em Floripa, foi triste e a culpa foi completamente minha.
Fora isso foi um final de semana perfeito, onde fomos ricas – sim, gastamos rios de dinheiro em BC e sempre vamos lembrar desse final de semana como o final de semana em que fomos milionárias e felizes.

“VISTOS JUNTOS NOVAMENTE. Esta semana Carol Pereira e Èdio Sofka foram vistos novamente juntos. Ao perceberem que estavam cercados por paparazzis Carol Pereira pulou para o banco de traz, na tentativa de evitar boato. A atitude foi inútil e tornou a cena ainda mais suspeita.”