sexta-feira, junho 26, 2009

As Cartas que eu não mando...


Eu sempre penso em você, lembro do que me ensinou, e tento fazer de tudo para que o senhor tenha orgulho de mim, porque foi você que me ensinou todos os princípios que mais dou valor no mundo, sei que muitas vezes eu devo ter te decepcionado, te envergonhado, mas saibas que essa nunca foi a minha intensão, o senhor foi a pessoa que mais amei e admirei no mundo.
Até hoje fico relembrando as historias das suas viagens, das pessoas que conhecias, das vidas que passavam por você... Eu amava quando a gente ia para o sitio la na água fria e o senhor deixava eu ir dizendo qual era o caminho (como se você não soubesse, fazendo eu me achar a pessoa mais esperta do mundo porque sabia o caminho e você não), lembro daquele eclipse em 94, que eu mal entendia o que estava acontecendo, mas o senhor disse que era uma coisa que eu veria de novo tão cedo, foi por causa do que eu queria ser o " Rei " do Gado... E uma perfeita amazona, que eu estudava matemática pra ser tão esperta quanto você era. Era com o senhor que eu dormia de mãos dadas, e com você que eu assistia a novela, foi você que me ensinou que o melhor time do mundo era o Corinthians, e foi comigo que o senhor assistiu aquele ultimo jogo de futebol, e naquela mesma noite comentou sobre a abertura do Rei do gado. E depois na manha seguinte, me deu aquele ultimo olhar que na vida eu não vou esquecer... NUNCA.
Sei que fazem 13 anos, mas eu queria poder te dizer tanta coisa . TANTA! Te dizer que eu cresci, que eu tenho orgulho de quem você foi, que você faz uma falta danada, e que em todos os momentos importantes da minha vida eu penso em ti. No dia da apresentação do meu TCC, foi em vc que eu mais pensei. Apenas grandes pessoas são lembradas com amor, mesmo fazendo bastante tempo que se foram, então, onde quer que você esteja, saiba que seu papel foi cumprido com excelência aqui na terra, e eu vou pra sempre lembrar e amar o senhor! Que o azul dos seus olhos e a ternura de suas palavras não tinham igual! Te amo Zé!

Carol Pereira

quarta-feira, junho 17, 2009

O amo

Não sei nem como escrever um texto assim, não sou uma poeta e nem quero fazer um texto meloso e chato de se ler. Mas como não falar de todas aquelas coisas que me deixam nas nuvens, do quanto eu gosto de todos os carinhos ou de estar em companhia dele, do quanto acho lindos os seus lábios ou gosto do seu sorriso, da beleza dos seus olhos sem importar a cor. Como não falar das noites que já passei acordada pensando no seu toque, relembrando seu cheiro e revivendo em meus pensamentos nosso primeiro beijo, ou aquele primeiro beijo da minha formatura. Como não suspirar por eles?
Posso falar do quanto conhecer ele me fez bem, que hoje sou uma pessoa bem melhor do que era antes , e que gosto de nosso amor, sem muitas promessas, mas com sinceridade deixando que o tempo mostre nossos rumos, sem muitas cobranças, mas com a esperança dentro do meu peito.
Ou então posso falar que o amo e pronto, o amo porque quando troquei algumas palavras com ele me apaixonei por seu sotaque lindo, mas meio indefinido e pela sua meia branquinha.
O amo porque ao seu lado tudo é lindo
O amo porque o abraçando o mundo é perfeito
O amo porque teu beijo é o mais doce e quente do mundo
O amo porque quando eu o amo me sinto aprendiz
O amo porque “homem de farda é outro nível”
O amo porque quando ele me abraça eu ganho o mundo.
O amo porque ele me ouve e ri de mim, nem que seja para não me deixar sem graça. “Quando a gente conversa, contando casos besteiras, tanta coisa em comum, deixando escapar segredos...”
O amo porque meu lado C se aflora logo ao seu primeiro toque.
O amo porque amo tudo nele.
O amo porque o amor não tem razões, o amor não tem argumentos, ele nasce e cabe a nós tratar dele. Sei que o destino é traiçoeiro, mas eu vou deixar o meu amor em suas mãos.
“Não existe nada maior que o meu amor, nem mais bonito”

Carol Pereira

domingo, junho 07, 2009

A vida nos dá...

Na vida encontramos tanta gente, pessoas só passam, outras ficam, e algumas dessas que ficam acabam se tornando partes de nós.
Um dia eu cai de pára-quedas em um apartamento no centro de Lages, e isso mudou minha vida. Lá eu encontrei duas irmãs, que me entendem e me aturaram por um ano.
Quantas vezes eu chorei e vocês me entenderam, lembro daquela vez em uma banheiro de uma certa danceteria famosa da serra que eu chorei feito um bezerro desmamado, e você Any estava lá pra me amparar e fazer eu rir mesmo chorando, ou uma outra vez que eu levei um esporo da minha mãe e a vivi não fez nada, só deixou eu chorar no colo dela... São coisas assim, que são aparentemente simples, que marcam, e que fazem eu morrer de saudade. Saudade que tenho até mesmo daquela noite em que passamos juntas, as 3, olhando aquelas fotos e fazendo comparações... canudinho do bob's hehehe daquelas mesmas perguntas que sempre nos faziam rir, “Que nota?”, “E se você tivesse um ....” hehehe, as vezes me pego rindo sozinha. E os nossos códigos? (...).
Sair a noite, no frio de Lages para comprar uma coca, comer os macarrões da Any, a pipoca estourada por mim (sim, minha única maravilha culinária), o cachorro quente da vivi, o salame do Pai da Any, ou quando no meio da madrugada pintava uma idéia “vamos fazer Waffer?” tenho saudades de tudo isso, tenho saudade de ter vocês pra conversar, pra contar os meus assuntos repetidos, ou para me ouvirem contar aquelas coisas sem graça, mas que pra mim eram importantes... Saudades de dormir na sala todomundojunto, e saudades de ter a casa cheia de amigos.
Onde eu vou encontrar pessoas dispostas a passar uma noite toda na porta de uma danceteria esperando para dar um flagra em alguém? Passar umas 4 horas cantando a mesma musica se achando as rainhas do pop, só porque a gente achava engraçado e errava aquela mesma frase? Decidir ir para uma das maiores festas tradicionais do estado com 15 pila? Descobrir que Rave é muito chato hehehe, são tantas coisas. Na vida a gente tem que ter amigos para nos guiar quando estivermos cegos, (literalmente), ou te dar banho quando for atropelado por um hipopótamo, e que você também retribua, limpando sua sujeita, por mais que ela tenha cheiro de álcool e seja o dia após a sua formatura, para te acompanhar em um agradável passeio ao tanque, ou por uma volta para ver as vitrines, mesmo que você não tenha dinheiro nem pra uma coca. Ter amigos que você possa rir quando eles dão uns pulinhos dormindo, ou que possam ouvir abba com vc e te acompanhar na coreografia de triller, amigos para fazer um vídeo super animado da Janis ou do super show em que se canta Sweet home Alabama. Amigos para todas as horas.
E foi isso o que eu encontrei em vocês meninas, e por isso que eu sinto tanta saudade, e a “minha saudade faz lembrar, de tudo outra vez”. Amo vocês, cresci muito em um ano com vocês, perdi alguns pudores, tive um outro ângulo da vida e acima de tudo aprendi a amar vocês como irmãs. Sei que peco por não demonstrar isso constantemente, mas aqui em meu coração podem ter certeza que o amor se faz constante e vigoroso.

Amo vocês!






- Não é proibido - Carol Pereira e Vivy Lampert - Remix: Lucas Ribeiro






Carol Pereira

terça-feira, junho 02, 2009

Elegância do comportamento

Li um texto que falava sobre “ A elegância do comportamento”, que dizia algo como que isso é um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. Bom, para alguns pode ser elegância de comportamento, para mim não passa de boa educação.
Talvez eu tenha recebido princípios de educação muito rigorosos o que pode até ter me prejudicado em alguns aspectos, pois me tornei uma pessoas extremamente envergonhada e as vezes até submissa, pois “sempre temos que tentar entender o outro lado”, mas uma coisa é fato. Educação nunca é demais.
Definitivamente fico chocada com a falta de educação e princípios que assola o mundo. Claro que não posso tomar por base, eu com a minha educação de cidadezinha do interior onde todo mundo se conhece, mas se existem pessoas extramente educadas em grandes metrópoles sinal que é possível sim ter princípios e boa educação em qualquer lugar. Boa educação não é dar bom dia e ser simpático a tudo e a todos, para mim isso passa até longe, isso chega a ser falso. Boa educação é não pisar em ninguém independente de nível social, não importa se a pessoas for o gari, a empregada ou o borracheiro, somos iguais, e ninguém tem o direito de se achar melhor do que ninguém por ter mais dinheiro. É tratar bem os idosos e respeita-los, eles já fizeram a parte dele pelo país e muitas vezes dedicaram boa parte da vida a cuidar e educar quem os despreza na velhice, isso é muito injusto. É ter boa vontade, as vezes pequenas atitudes de nossa parte podem fazer muito bem a alguém. Boa educação é pensar em sociedade e ser menos egoísta.
Boa Educação vem de casa. Tenho pavor de criança mal educada, mas a culpa não é delas, a culpa é dos pais, que não impõe limites, que acham que o filho é um Rei e que nada que ele faz é errado, e que acabam criando marginais, e sim é muito mais fácil jogar a culpa nos outros, na escola, na sociedade. Pai tem que educar, e saber impor o respeito, respeito faz parte da educação, se os filhos não respeitam os pais vão respeitar os professores? Vão respeitar quem? Eu defendo até mesmo algumas palmadas, eu levei algumas e não morri, claro que a educação não deve ser algo imposto a qualquer preço, para tudo isso de Elegância comportamental render é necessário que haja a compreensão de que é preciso ter educação, e isso fluir naturalmente.
Vamos dar valor ao que realmente importa. Vamos nos importar com os outros, e se importar não é querer saber sobre a vida dos outros por interesse, ou para julgar, mas sim querer ver as pessoas melhor, ajudando se possível, pensando no outro como gostaríamos que pensassem em nós. Sei que é piegas e parece até sermão de padre, mas gente, é verdade. Não podemos aceitar o declínio da sociedade que vivemos e achar que está tudo bem. Vamos fazer o que dá pra fazer, vamos começar por nós. Eu falo tanto de educação porque para mim é o básico, por exemplo, a política é um dos maiores problemas de nosso país, políticos corruptos e ladrões, se eles tivessem aflorados os conceitos básicos de Educação sabendo dos direitos e deveres, sabendo que temos que respeitar e pensarmos nos outros, pensando em sociedade eles não fariam o que fazem. A falta de educação e amor ao próximo é um dos grandes problemas da sociedade de hoje, se a educação parte de casa, vamos fazer a nossa parte. Não mudaremos o mundo em um piscar de olhos, mas se não fizermos algo em que mundo estaremos vivendo?

Carol Pereira

segunda-feira, junho 01, 2009

Gastei tantas palavras por gastar

- Texto originalmente postado em 21/09/08 -

Quando se acaba algo se acaba e deu, de um sumiço nas fotos, coloque em uma pasta oculta ou se forem materiais as guarde em uma caixa de difícil acesso, relembrar, sempre é bom, mas relembrar demais, só dá em uma coisa... Vc não vai esquecer... Sei q muitas vezes a gente não quer esquecer, por mais que seja o certo a se fazer, sei que dói, que parece q perderemos parte da vida esquecendo aquilo.. Mas se faz necessário.
Deixe para relembrar depois, com as magoas já amenizadas, fazendo assim com que o que realmente tinha de bom prevaleça.
A dor de ser trocado é gigantesca, mas se lembre,"Só perdemos o que é nosso" logo, não perdemos o que nunca tivemos. Dói menos pensar assim? Não, dói até mais... Pensar que vc ofereceu todo o seu coração e não recebeu nada em troca é bem ruim.
Você se sente menor, mesmo importante. Mas não se abale. Levante a cabeça e de uma chance a VIDA.
Abrace as oportunidades, nem que vc quebre a cara de novo. Mas se de ao luxo de sentir todo o fervor de uma nova paixão, aquele frio na barriga quando o celular toca, ou a janelinha do MSN pisca, aquela vontade de dar o primeiro oi, mas a vontade maior de esperar e "ver se ele da primeiro", isso é bom.
Experimente, ou melhor, vamos experimentar?

Carol Pereira